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INTRODUCTION

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Pretende-se com este item de análise, verificar se essas profissionais, Assistentes Sociais, fazem o movimento de fortalecimento de sua categoria profissional, se aproximando dos eventos e dos espaços coletivos mais amplos enquanto categoria profissional e classe trabalhadora, assim como, assumindo os valores propostos pelo coletivo da categoria.

Quando perguntadas se participam de algum espaço de discussão das categorias, todas respondem que não, conforme abaixo.

Hoje não mais. Primeiro porque eu sinto dificuldade, em termo de tempo, gerenciar a empresa me toma muito tempo. Segundo que eu não sinto que os profissionais têm interesse nessa área de empresa. Eu vejo assim, discussão de grupo de estudo nas temáticas da saúde, terceiro setor, mas de empresa eu desconheço... Tinha a APSA, mas era mais voltado para o RH, num vejo muito a área social, ABRH também, mas não é o foco de discussão para o Serviço Social. Já tentei montar grupo de discussão aqui, aí vem duas, três e depois desistem. Participei do grupo de Serviço Social da Zona Oeste, mas eram só os problemas das empresas que elas discutiam... Isso não era rico para mim. Eu sinto falta, eu gostaria.(ROSA)

Nesses dois anos que estou aqui em São Paulo, menos. Acho que a adaptação, dedicação ao trabalho, acho que eu tenho participado menos, mas já participei muito. Fóruns federais, estaduais e municipais, já participei muito, aqui em São Paulo, nesses dois anos, ainda não tive a oportunidade. (MARGARIDA)

Eu sempre recebo os comunicados, e vou. Mas só vou em palestras e seminários, gosto muito de me atualizar. Teve até um recentemente agora do CRESS-CFESS na Liberdade, eu estava presente. (JASMIM)

Então, eu participo de um grupo de estudo, mas nada que seja, gerido pelo CRESS. Mas da categoria profissional mesmo, não. (ALECRIM)

Muito interessante salientar que os espaços da categoria não discutem, de forma ampla, essa temática – empresa e consultoria. Da mesma forma, cabe pontuar que quando participamos e frequentamos espaços de discussão ampla alcançamos as demandas macro e da categoria profissional, com as quais não trabalhamos diretamente, mas que reverberam no nosso fazer profissional e no espaço de atuação profissional.

Da mesma forma, torna-se relevante falar, do evento61 organizado pelo Conselho Regional de Serviço Social do Rio de Janeiro, que trouxe o debate da atuação profissional em empresas. A execução de eventos com esta temática foi posta como um dos compromissos de ação no último encontro CFESS- CRESS62, de forma a publicizar e discutir este espaço de atuação ocupado por

61 O evento intitulado como Seminário Estadual e Lançamento da Comissão de Serviço Social

em Empresas, ocorreu no dia 29 de novembro de 2012, na Universidade Estadual do Rio de Janeiro.

62 Realizado em Setembro de 2012 – Palmas/Tocantins, intitulado como “No mundo de

Assistentes Sociais, e por ser uma temática deixada de lado há algum tempo pelo conjunto da categoria profissional.

Da mesma forma, pelo mesmo CRESS, foi realizado lançamento da Comissão do Serviço Social em empresas. Isso representa uma conquista para o conjunto da categoria e suporte às profissionais da área.

Nas perguntas que relacionavam a ética profissional, a ética empresarial/contratos fechados com os clientes e as demandas dos usuários dos clientes, e as possíveis divergências que ocorrem nessa relação, pode-se observar que há certo desgaste que fica exemplificado a partir das falas contraditórias das entrevistadas. Desenvolvem ações a fim de suplantar as expectativas e as necessidades dos clientes que contratam seus serviços.

Isso poderia ser resguardado por meio de legislações trabalhistas ou pelo suporte da categoria profissional.

Também fica explícito nas falas abaixo a redução da ética profissional à questão do sigilo, quando, na verdade, o sigilo é um componente da ética profissional.

A gente trabalha com muita lisura. Na maioria dos casos a empresa não fica sabendo o nome, é tudo tratado com muito sigilo, só levo para empresa casos que coloque em risco a empresa, por exemplo, o trabalhador diz que vai se matar dentro da empresa e vai matar o chefe ou está com HIV então tenho que fazer todo um trabalho com ele para apresentar a empresa, para a empresa saber que ele está com HIV, então faço todo um trabalho de abordagem nesse sentido. Então quando ele traz a problemática para mim ele sabe que não vai ser mandado embora, porque ele me trouxe uma demanda específica contra o chefe, por exemplo, porque eu vou trabalhar uma forma junto com o RH, às vezes eu levo o nome às vezes não levo, 90% dos casos não leva nome, tanto que os nossos relatórios são só números, então sabe quantas pessoas atendi, quais foram as demandas, quais foram as tratativas, mas sem nomes para não expor a pessoa, em relação a questão da ética.(ROSA)

O profissional deve estar bem fundamentado na sua ética. Se a gente souber trabalhar, nunca se esquecer disso, podemos fazer nosso trabalho tranquilamente. (MARGARIDA)

No meu ponto de vista eu acredito que nós trabalhamos com a questão da ética, porque cada assunto, cada história que a gente trata e resolve, fica tudo ali com os profissionais, isso

não sai...Isso é um sigilo ético muito importante que a gente precisa saber manter e saber até onde ele deve ser repassado ou não, ter que ter muito cuidado com essas questões e ética acima de tudo. (JASMIM)

Então, primeiro quando o usuário vem um pouco armado, até a gente conseguir conversar a situação, até que ele entende o sigilo e conta. E o que ele conta se vazar dentro da empresa, pode até causar um constrangimento para ele, pode afetar ele dentro da empresa, ter processo. Então a gente tem que ter muita cautela, ter muito cuidado para quem a gente responde. Então aquela situação, ele vem pedir empréstimo, mas quando você conversa com ele, você vê que tem outras situações que não é só o empréstimo...E assim, você não pode abrir a situação para outras pessoas, você não pode falar...tem que falar que é um desequilíbrio financeiro e não que aquilo vem de um problema com a esposa, ele está tendo problemas com álcool, ou o filho com drogas, então assim, é o que a pessoa abre para você e você tem que tentar trabalhar de uma forma que não afete ele e não venha intervir na imagem dele na empresa. Muito cuidado para trabalhar com isso, porque dá processo. Se ele se sentir lesado por algo que ele falou e que está sendo posto em outro espaço e ele conversou só com você. Quebra de sigilo. (ALECRIM)

Quando questionadas sobre o choque entre ética profissional e ética empresarial, partem em defesa da categoria profissional, porém, quando exemplificam, algumas falas se contradizem. Identificamos que a atuação profissional do consultor encontra-se limitada pelo contrato assinado entre a consultoria e a empresa-cliente, que traduz um tipo de pacote de serviço. Fortalece o atendimento ao usuário à distância, reduzindo mais uma vez a atuação ética ao sigilo nos atendimentos.

Caso alguma demanda fuja ao escopo de trabalho acordado contratualmente entre a consultoria e a empresa-cliente, precisa haver uma renegociação a fim de compreender se a empresa deseja a ampliação no pacote de serviços.

Dessa forma, o compromisso acaba sendo com a empresa-cliente, e não com a classe trabalhadora, como prevê nosso Projeto Ético Político Profissional. O compromisso vem primordialmente com o custo do serviço e posteriormente com o benefício para o usuário, já que este depende da aprovação prévia por parte da empresa.

Quando ocorre alguma situação que a ética empresarial e profissional do Serviço Social se chocam, eu sou muito clara e objetiva, aí quem entra sou eu. Eu entro e falo com cliente que o que ele está fazendo não é ético, se ele quiser fazer tudo bem, mas não vai envolver o nome do Serviço Social. Por exemplo, a empresa quer mandar o funcionário embora e quer que ele passe pelo Serviço Social. Se ele será demitido, por que passar pelo Serviço Social? Só para dizer que passou pelo Serviço Social, e depois ele vai dizer que o Serviço Social que mandou ele embora? Eu não concordo com a demissão dele, acho que dava para trabalhar de outra forma com ele, mas você não aceita a chefia imediata também não, então não vamos envolver o Serviço Social. Nunca perdemos contrato por causa disso, acho que é o contrário, eles passam a ter outro olhar, não quero ser vaca de presépio, desculpa a expressão, porque estão pagando. Eu tenho toda uma ética, um ideal nisso tudo, não é só o profissional... O que ainda dá parâmetro para atuação profissional é o Código de Ética Profissional e não abro mão disto (ROSA)

Sim, já aconteceu, mas quando a gente se impõe o que acontece muitas vezes, da gente se impor e não abrir algumas situações, nós, pelo menos nesses dois anos que estou atuando em consultoria, nós fomos bem respeitados. Desde que cheguei aqui não perdemos contratos por causa disto. (MARGARIDA)

O atendimento pelo telefone é baseado em orientações, eles ligam para saber sobre benefícios, relatar algum problema na família, é o 0800, dá para fazer um bom atendimento. Eles utilizam muito este serviço. O vínculo profissional é criado tranquilamente, ele já é conscientizado que o atendimento é confidencial, tranquilamente. (MARGARIDA)

Agente não pode intervir, a gente pode ir até onde a empresa permite que a gente vá. Nosso compromisso é com o cliente. Nessa situação sim. Não tenho como atender uma pessoa fora da situação que a empresa coloca. (ALECRIM)

A gente faz a triagem, a gente faz o atendimento, se detectado a gente passa para a empresa, se for de acordo dela que a gente faça o atendimento, a gente realiza. Se não for autorizado, a gente faz o atendiment,o mas não haverá o acompanhamento dele porque o produto não está previsto no contrato. Normalmente eles deixam bem claro para os funcionários o que agente faz naquele espaço, a própria empresa divulga. Primeiro pontuar que você responde a alguém dentro da empresa, pontuar à empresa que fomos procurados por um funcionário, porque normalmente a pessoa que é responsável, ou que tem o conhecimento, tem toda a questão de ética que ela não vai abrir, mas tem que pontuar que um funcionário procurou o serviço por alguma questão, não precisa entrar em detalhes, mas o conflito familiar, que pode ser filho usando droga, ter fugido de casa, a mulher estar com outra pessoa, pode ser um abuso, entendeu, a gente pode

chamar de conflito familiar e que precisa ser tratado. Aí vai da empresa abrir essa situação ou não, liberando o atendimento ou não. (ALECRIM)

Dando continuidade à análise, podemos identificar uma nítida separação entre social e previdenciário, que são as duas áreas de serviços prestados pela consultoria, apontando para diversas questões.

Nós temos que fazer realmente o que está dentro do escopo de trabalho, porém isso não impede do Assistente Social procurar outros meios para que não tenha que mediar junto com a empresa. Duas coisas que não atendemos de forma alguma: assuntos relacionados a demandas trabalhistas e indicação de advogados, nós damos orientações jurídicas, mas não fazemos nenhuma indicação. Estamos com um caso de uma funcionária afastada da empresa há nove anos. Para esta empresa só prestamos serviço na área social e não previdenciária. Ela foi afastada por um problema de saúde e hoje ele apresenta um outro tipo de problema de saúde que não é aquele que a afastou. [...] Se o serviço social se apresenta ele pega a responsabilidade para a empresa...a empresa tem condição de se responsabilizar por todos os funcionários afastados por demanda psiquiátrica da empresa? Não! Então pela empresa, o atendimento encerra-se. Nós não vamos fazer ainda a visita, a empresa ainda não autorizou a visita, até por conta de uma orientação nossa. Esse também é o trabalho do consultor, ele precisa visualizar um problema para a empresa porque ela vai assumir o problema naquela hora, mas ela não vai conseguir assumir aquele problema por 20-30 anos...Se ela tem 30 anos de idade e morrer com 80, a empresa vai ficar até os 80 tomando conta dela? Não dá. A nossa orientação para a empresa parece entre aspas até um pouco fria, mas não é. Pensa em 15000 funcionários se você for assumir a responsabilidade. Agora enquanto Assistentes sociais nós temos que pensar no ser humano, na pessoa humana. Então vamos continuar o atendimento pelo telefone, mas no sentido de conscientizar essa família da necessidade de tomar conta do seu ente querido. [...] Fugiu do escopo? Não, não fugiu do escopo. Na verdade o atendimento é social, mas eu não posso trazer para a empresa mais problemas. Eu tenho que solucionar os problemas, levando em conta o número de funcionários que minha empresa tem. (MARGARIDA)

Nessa fala podem ser observadas questões como:

1. Segregação das demandas pelos pacotes de serviços contratados; 2. Responsabilização da família pelo ato de cuidar;

3. Defesa da empresa que, inclusive limita as suas técnicas e instrumentais, como por exemplo, na fala “a empresa não liberou visita

domiciliar” ou ainda “eu não posso trazer problemas para a empresa levando em conta o número de funcionários que minha empresa tem”; 4. Em momento algum houve a contextualização do caso, considerando

que a doença secundária pode sim ter sido gerada pela atividade laborativa da empregada, não fazendo a comparação entre o nexo causal do afastamento e o ramo/atividade da empresa, ou ainda, pela forma que o próprio processo de afastamento do trabalho foi conduzido.

Da mesma forma, as falas citadas acima reafirmam o compromisso em primeiro lugar com a empresa contratante dos serviços e não com o usuário como prevê o Código de Ética Profissional. São as atribuições e as competências profissionais servindo ao mercado.

Outro aspecto a ser assentado nesse item é o fazer profissional nesse espaço ocupacional de forma que possamos compreender a dinâmica de trabalho, ainda que esta não seja objeto deste estudo.

Eu acho que o Serviço Social é sim preventivo, mas também é o educativo, porque num primeiro momento você apaga fogo, mas acho que não adianta só isso, você precisa orientar aquela pessoa para que ela não volte a condição inicial, eu acho que esse é o papel do Serviço Social, educativo e preventivo. Eu senti essa dificuldade na empresa, que a empresa via a gente como o apagar fogo. Ah, morreu manda coroa de flores, o Serviço Social não é só isso. Fazemos isso também e fazemos muito bem, mas não fazemos só isso. Fazemos isso também, mas essa família está acolhida, o que aconteceu, estará coberta por seguro de morte, tem algum benefício da empresa, é muito mais abrangente. Então eu acho que foi esse olhar que eu tive quando montei a consultoria.Trabalhamos a demanda depois que ela chega. Não tem como trabalhar sem foco. Um programa de tabagismo, não conhecemos o perfil dos funcionários... Não ficamos 100% na empresa, conhecemos o perfil da empresa e não dos funcionários, então você começa a apresentar programas e projetos que não vão para frente. Então trabalhamos em cima do problema identificado, porque aí tem mensuração, eficácia. Programa de absenteísmo, fizemos um trabalho de absenteísmo que reduziu o absenteísmo, então conseguimos mensurar, então a empresa investiu numa coisa que ela sabe que vai ter resultado e naquilo que efetivamente ela está tendo problema. Se a empresa quiser algo fora, um programa com gestantes, nós fazemos, mas normalmente nosso foco é em cima das demandas de trabalho. (ROSA)

Como supervisora, acompanho todos os atendimentos, praticamente realizo os atendimentos juntamente com a profissional, tiro dúvidas, dou orientações, buscamos recursos para auxiliá-las nos atendimentos. Eu falo que eu trabalho na supervisão não com a intenção de fiscalizar, mas para apoiar a consultora em suas diversas necessidades, na verdade eu penso que fundamentalmente eu trabalho para integrar a equipe para que exista esta união para que quando tenha os atendimentos haja uma troca de experiências, que um apoio o outro, isso é fundamental para que o trabalho de equipe seja realmente bem feito. Tenha eficácia. É basicamente esse o nosso trabalho. Não existe uma rotina, mas eu tenho como foco isso, para que elas façam um bom trabalho eu preciso também estar muito disponível para orientá-las. E também tenho que buscar muito conhecimento para poder estar a disposição delas. (MARGARIDA)

Nós temos troca de email, ligação, visitas, vamos a campo quando necessário, fazemos atendimento nas empresas, temos determinadas empresas que o Assistente Social faz todo o trabalho com o empregado, colaborador. Às vezes o colaborador traz uma demanda financeira, então é feito um trabalho socioeconômico, mostramos a ele por onde ele pode andar, para melhorar financeiramente. Às vezes pode haver pedido de empréstimo junto ao RH aí é feita uma avaliação para ver se é consensual, favorável para saber se ele tem mesmo como posteriormente repor isso. Depende da empresa, cada empresa tem a sua forma de tratar, o seu regulamento. Temos uma empresa X que quer que você faça visita ou tem um caso Y que quer que você vá lá visitar, saber como está o andamento, às vezes temos situações de afastamento do trabalho por um período aí não comparece mais...aí você precisa ir até esse colaborador para ver o que está acontecendo, porque não está indo até a empresa, porque não está levando documentos de saúde, coisas assim...Você faz todo o acompanhamento...tudo você faz mediante autorização da empresa, então você caminha conforme a empresa...vai posicionando a empresa...se a empresa diz a partir daqui você pode ir, você vai, vai documentando a empresa por email, vai relatando tudo que acontece, todas as suas intervenções e direcionamento dos casos. Faço acompanhamento as empresas que estão direcionadas ao meu atendimento, acompanho as ligações, acompanho casos de acidentes e contatos com hospital e mediação com o convênio, sempre dando o retorno para a empresa. Ah Atendo...mais de 20...porque as vezes tem coisa que é rápida e outra mais

demorada...levamos me média 15-20 minutos em

atendimento...depende do atendimento...em torno de 20 a 25 atendimentos por dia, vai... (JASMIM)

Hoje a função é de orientação, encaminhamento para os colaboradores, parceria em alguns eventos como Dia da Secretária, alguma coisa que a empresa promova a gente entra como parceiros. Parceria com instituto onde mensalmente é feita uma palestra e nós abordamos com os Aprendizes, que é

um projeto que eles tem. Assim, a gente faz um pouco de tudo, acompanhamos acidente, óbito, acompanhamos o óbito até a liberação da parte burocrática, acompanhamento da família, e apoio psicológico. A atividade muda de cliente para cliente porque tem alguns que tem produto somente previdenciário e outros, social também. Ou os dois. Tenho dois clientes sob a

minha responsabilidade. Em relação aos

atendimentos...bem...risos...depende muito...as vezes tem 3 atendimentos, mas que demora 40 minutos cada um, atendimentos pessoais, aí tem o acompanhamento de todos os afastados, monitoramento e tem a questão de esclarecimento pelo telefone, tem as visitas domiciliares também, então eu não consigo hoje...tem uma média de 4 ou 5 atendimentos pessoais mas aquilo vai demandar outras situações, atendimento, do atendimento tem relatório, tem que fazer a alimentação do sistema, tem que fazer toda uma demanda e tomar decisões e providências a partir daquilo. (ALECRIM)

Algumas pontuações relevantes e generalizadas a partir da entrevista: • O trabalho é centralizado na demanda apresentada e não há

diretamente um trabalho preventivo, mesmo que seja apontado que tenha;

• As demandas são identificadas no espaço micro, não há um movimento de compreensão das raízes das demandas dos usuários, logo, as demandas ficam restritas ao âmbito empresarial, como responsabilidade da empresa e/ou do trabalhador sem considerar a estrutura societária; • Por fim, trabalhos preventivos e educativos são vistos como ações

segregadas.

De forma geral, as entrevistadas identificam a necessidade de dinamicidade e adaptabilidade aos clientes durante o fazer profissional, mas não problematizam o alto índice de atendimentos diários. Essa dinamicidade é apresentada como positiva.

Apontamos também a diferenciação realizada pelas próprias entrevistadas entre o trabalho em consultoria e outros campos de atuação, destacando o glamour que o espaço empresarial oferece ao Assistente Social quando este é intitulado consultor.

Porque o Serviço Social é muito amplo e nós ficamos muito restritas à empresa e a consultoria te dá essa liberdade... Na empresa você não consegue essa abrangência toda, você não consegue recursos...Eu tenho a impressão, eu acho errado, a

empresa quando tem o consultor valoriza mais do que quando tem o Assistente Social. Não sei porquê e isso em qualquer área. Vindo da consultoria parece que tem um glamour. Esse papel de ser expertise no assunto, no argumento, demanda mais conhecimento técnico, eu não sei qual o diferencial, você

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