• No results found

Desde o início deste trabalho, a proposta delineada foi o conhecimento da informação e mais a real importância de um empreendimento produto para o meio social onde está localizado.

Dessa forma, será desenvolvido na seqüência a elaboração de indicadores obtidos por meio das demonstrações contábeis anteriormente elaboradas.

a. Análise Horizontal

A Análise Horizontal permite o entendimento da evolução histórica dos dados analisados em questão. Avaliando-se os números obtidos na DVA, tem-se o quanto da riqueza gerada evoluiu ao longo do tempo para remunerar os fatores de produção especificados.

Observando-se os dados na Tabela 05, tem-se a noção do quanto estes dados podem contribuir para análise do empreendimento e sua relevância no contexto econômico e social da empresa em relação à sociedade.

Tabela 05

A evolução temporal dos fatores de produção

DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO Empresa: Alfa Ltda

Descrição 2005 AH % 2004 AH% 2003

8. DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO R$ 2.076.910,00 37% R$ 1.515.554,00 68% R$ 904.766,00

8.1 Pessoal e Encargos R$ 355.923,00 34% R$ 265.476,00 60% R$ 165.961,00 8.2 Impostos, Taxas e Contribuições R$ 698.267,00 30% R$ 537.466,00 74% R$ 308.007,00 8.3 Juros e Aluguéis R$ 85.014,00 -4% R$ 88.575,00 9% R$ 80.910,00 8.4 Juros sobre Capital Próprio e Dividendos R$ 274.279,00 34% R$ 204.113,00 131% R$ 88.172,00 8.5 Lucros retidos / prejuízo do exercício R$ 663.427,00 58% R$ 419.924,00 60% R$ 261.716,00 Fonte: Dados da Pesquisa.

Cita-se, por exemplo, a participação da riqueza distribuída a título de pessoal e as remunerações daí decorrentes, a sua elevação e a injeção destes recursos no meio econômico a sua volta. Acredita-se, assim, que estejam

contribuindo com a demanda por produtos e serviços e com o processo de crescimento econômico.

b. Quociente entre Gastos com Pessoal e Valor Adicionado

Utilizando este indicador, tem-se o quanto da parcela gerada pela empresa foi repassada aos trabalhadores.

Relação percentual dos Gastos com Pessoal na = DVA

2005 % 2004 % 2003 %

Pessoal e Encargos R$ 355.923,00 17% R$ 265.476,00 18% R$ 165.961,00 18% Distribuição do Valor Adicionado R$ 2.076.910,00 R$ 1.515.554,00 R$ 904.766,00

Os índices encontrados permitem verificar que, mesmo havendo uma variação crescente no Valor Adicionado a ser distribuído, a proporção da remuneração de pessoal se manteve praticamente constante.

Para os colaboradores, de um modo geral, é importante a análise deste dado, possibilitando a seguinte percepção: aumenta a riqueza a ser distribuída, aumenta a remuneração, ou ainda, se o valor a eles atribuído está sendo reduzido em função de outro fator de produção.

c. Quociente entre gastos com Tributos (Impostos, Taxas e Contribuições) e Valor Adicionado

Este indicador é de grande interesse para as autoridades governamentais, pois demonstra a parcela da riqueza destinada aos cofres públicos.

Relação percentual dos Gastos com Tributos na = DVA

Gastos com Pessoal

Valor Adicionado x 100

Gastos com Tributos

2005 % 2004 % 2003 %

Impostos, Taxas e Contribuições R$ 698.267,00 34% R$ 537.466,00 35% R$ 308.007,00 34%

Distribuição do Valor Adicionado R$ 2.076.910,00 R$ 1.515.554,00 R$ 904.766,00 Uma das informações de grande relevância é sobre a participação dos impostos na produção: os dados devem ser usados para a reflexão no sentido de planejamento pela empresa em busca de benefícios fiscais, por exemplo, e as autoridades governamentais sobre o volume de arrecadação e o ônus incidente sobre a cadeia produtiva.

No caso dos dados analisados, percebe-se a destinação de praticamente 1/3 da riqueza gerada sendo destinada aos cofres públicos Federal, Estaduais e Municipais.

d. Quociente entre Gastos com Juros e Aluguéis e Valor Adicionado

Aqui se identifica o quanto da riqueza se destina a remunerar os detentores de capital de terceiros, sejam sob a forma de empréstimos ou ativos fixos.

Relação percentual dos Gastos com Remuneração = De Terceiros na DVA

2005 % 2004 % 2003 %

Juros e Aluguéis R$ 85.014,00 4% R$ 88.575,00 6% R$ 80.910,00 9% Distribuição do Valor Adicionado R$ 2.076.910,00 R$ 1.515.554,00 R$ 904.766,00

Com a separação das fontes de financiamento entre terceiros e próprio, pode-se identificar o quanto da riqueza gerada foi distribuída ao capital externo da empresa.

No caso da empresa Alfa, percebe-se uma redução de capital oneroso (financiamentos e empréstimos) no decorrer dos anos de 9% para 6% e depois para 4%. Isto pode estar acontecendo não por desaceleração da produção, mas em decorrência do uso de passivos operacionais (fornecedores, impostos, salários), cujo custo é menor, no financiamento dos ativos.

Juros e Aluguéis

e. Quocientes de Juros s/ Capital Próprio e Dividendos e Valor Adicionado Neste ponto, tem-se a transferência da riqueza aos sócios e acionistas do empreendimento, tornando-se uma alternativa de analisar a rentabilidade dos valores atribuídos aos detentores do capital do próprio.

Relação percentual da Remuneração do Capital = Próprio na DVA

2005 % 2004 % 2003 %

Juros s/ Capital Próprio e Dividendos R$ 274.279,00 13% R$ 204.113,00 13% R$ 88.172,00 10%

Distribuição do Valor Adicionado R$ 2.076.910,00 R$ 1.515.554,00 R$ 904.766,00

Como já definido anteriormente, este indicador mostra a remuneração do acionista e a sua evolução temporal em comparação com a receita gerada. Esta informação pode se constituir num atrativo junto ao mercado para captação de investimentos e participações acionárias, pois nada mais justo do que remunerar o capital interno, como ocorre com o capital de terceiros.

No caso da empresa Alfa, aqui analisada, seus percentuais de remuneração pelo uso do capital estão em ascensão, pois mesmo quando houve a manutenção dos valores percentuais, os valores monetários se expandiram.

f. Quocientes de Lucros Retidos e Prejuízo do Exercício Valor Adicionado Nos valores retidos, por sua vez, pode-se estar tendo as informações sobre a reaplicação de valores no próprio investimento e, entre outras, com a finalidade de garantir a continuidade do empreendimento produtivo.

Relação percentual do Lucro Retido na DVA

Juros s/ Capital Próprio e Dividendos

Valor Adicionado x 100

Lucros Retidos /Prejuízo do Exercício

Valor Adicionado x 100 =

2005 % 2004 % 2003 %

Lucros retidos / prejuízo do exercício R$ 663.427,00 32% R$ 419.924,00 28% R$ 261.716,00 29%

Distribuição do Valor Adicionado R$ 2.076.910,00 R$ 1.515.554,00 R$ 904.766,00 Na empresa analisada, mantém-se quase em um mesmo patamar em termos de índices percentuais, no tocante a parcela de retenção de riqueza, pensando-se, assim, na continuidade da empresa. Sendo uma empresa de um setor de produtos elétricos, requerendo seus produtos constante aperfeiçoamento, tem-se aí uma explicação para a retenção desses valores.

Pode-se avaliar a preocupação dos gestores e diretores do empreendimento em seu planejamento de reinvestir recursos e evitar, por exemplo, descapitalizar a estrutura.

g. Quociente do Valor Adicionado

Comparativamente, este indicador estará mostrando a riqueza gerada a partir do volume das vendas.

Taxa de Valor Adicionado Bruto

2005 % 2004 % 2003 %

Valor Adicionado Bruto $ 1.964.983,00 72 R$ 1.441.853,00 73 R$ 846.695,00 70 Vendas de Mercadorias e

Serviços R$ 2.712.356,00 R$ 1.981.434,00 R$ 1.206.340,00

Analisando, pode-se perceber o quanto gera de riqueza a partir da receita bruta de uma determinada empresa, segmento, setor etc. A empresa Alfa tem a riqueza gerada total de aproximadamente 72% a partir da sua receita bruta. Vale a pena lembrar a necessidade de comparação com outras empresas do setor.

Valor Adicionado Bruto

Venda de Mercadorias e ou Serviços x 100 =

h. Taxa de variação do Valor Adicionado Bruto

Este indicador mede a taxa de incremento ou de redução do Valor Adicionado Bruto, de um período em relação a outro. Tem se, aqui, uma análise dos dados ao longo do tempo.

Taxa de Valor

Adicionado Bruto

Valor Adicionado Bruto 2004 1.441.853,00 70% Valor Adicionado Bruto 2003 846.695,00

Valor Adicionado Bruto 2005 1.964.983,00 36% Valor Adicionado Bruto 2004 1.441.853,00

Aqui se observa o crescimento ao longo dos exercícios sociais (70% e 36%) e percebe-se um crescimento, mesmo num nível menor. Pode-se analisar, de modo paralelo à evolução dos custos de matérias-primas e outros custos decorrentes de terceiros que podem afetar o valor adicionado bruto, fazendo com que a riqueza a ser distribuída se eleve, mas em um nível menor; além é claro, da evolução das vendas, decorrentes de contexto econômico etc.

i. Taxa de variação Total do Valor Adicionado Bruto

Este indicador pode ser preterido em relação ao anterior exatamente pelo fato de avaliar-se o crescimento da riqueza bruta em relação às vendas, e em relação ao ano anterior.

Taxa de Variação

Total do Valor Adicionado Bruto

Valor Adicionado Bruto

Valor Adicionado Bruto Anterior x 100 =

Valor Adicionado Bruto Atual /Vendas Atuais

Valor Adicionado Bruto Anterior/Vendas Anteriores x 100 =

Valor Adicionado Bruto 2004 1.441.853,00

Vendas de Mercadorias e Serviços 2004 1.981.434,00 72% 4% Valor Adicionado Bruto 2003 846.695,00 70%

Vendas de Mercadorias e Serviços 2003 1.206.340,00

Valor Adicionado Bruto 2005 1.964.983,00

Vendas de Mercadorias e Serviços 2005 2.712.356,00 72% -0,44% Valor Adicionado Bruto 2004 1.441.853,00 73%

Vendas de Mercadorias e Serviços 2004 1.981.434,00

Torna-se, assim, um dado mais completo, pois é possível visualizar, por exemplo, neste caso, que mesmo tendo apresentado os percentuais de participação nas receitas de vendas superiores a 70%, o crescimento efetivo da riqueza foi de 3,68% com um decréscimo no ano de 2005 de 0,44%.

j. Utilização do Valor Adicionado como medida de produtividade por empregado

Em um tópico anterior, avaliou-se a participação do pessoal na distribuição da riqueza e o quão significativa é a força de trabalho no processo produtivo, para a empresa e para a sociedade. Neste indicador, relaciona-se a riqueza média gerada por funcionário do empreendimento.

Riqueza gerada por empregado

Observando o número de funcionários mencionados no item 5.3.1 e o valor adicionado, tem-se:

2.005 2.004

Valor Adicionado R$ 2.076.910,00 R$ 1.515.554,00

Nº de empregados 1.067 1.085

Riqueza gerada por empregado R$ 1.946,49 R$ 1.396,82 Valor Adicionado

Número de empregados =

Vale mencionar, conforme referida no item g, a comparação de empresas em mesmo nível de empregabilidade, isto é, empresas que possuam o mesmo número de empregados e considerar o seu grau de automação.

No caso da empresa analisada, houve uma elevação do resultado gerado por empregado na empresa Alfa, mas também se verifica uma redução do número de empregados de 1,65% e uma elevação da riqueza de 37,04%. Conclui-se daí, a existência de um ganho de produtividade, pois mesmo com a redução no volume de pessoal, considerando-se as informações disponíveis, houve uma elevação nas vendas.

k. Indicador de Produtividade por Empregado

Aqui se tem o esforço médio de vendas por empregado. Consideraram-se as vendas efetuadas e o número médio de empregados (início e final do período dividido por dois). Como se mencionou, é uma medida de produtividade dos trabalhadores da empresa.

Produtividade da mão de obra

2.005 Venda de Mercadorias e Serviços 2.712.356,00

Nº médio de empregados 1.076

Vendas Médias por empregado R$ 2.520,78

No caso dos dados disponíveis, o esforço conjunto da equipe da empresa Alfa, proporcionou um volume de R$ 2.520,78 em vendas por colaborador no ano corrente de 2005. A elaboração de metas de vendas e avaliação do volume de vendas alcançadas pode ser trabalhada, no sentido de se conseguir uma ampliação das participações do mercado, a partir de um plano de atuação (estratégia, etc.).

Porém, considerando-se as seguintes informações: Vendas do período

Número médio de empregados =

2.005 2.004 AH Venda de Mercadorias e

Serviços 2.712.356,00 1.981.434,00 36,89%

Nº de empregados 1.067 1.085 -1,66%

Vendas Médias por empregado R$ 2.542,04 R$ 1.826,21 39,20% Não se utilizou o número médio de empregados, mas o seu quantitativo ao final de cada exercício social, obtendo-se, assim, valores distintos para cada ano. Comparando-se, desse modo, o número de funcionários ao fim de cada exercício e as vendas, tem-se uma informação diferente: verifica-se que, devido a uma redução no número de pessoas e uma elevação no volume de vendas, influencia-se em um resultado na receita individual gerada pelos colaboradores.

l. Indicador de Lucro por Empregado

Este item trata da mensuração do lucro por funcionário. Avaliação esta que pode vir a colaborar com a análise de desempenho e avaliação nos chamados centros de resultados.

Lucro por empregado = Lucro no período Número de empregados Lucro do Exercício R$ 429.001,00 110,18% R$ 204.111,00 Nº de empregados 1.067 -1,66% 1.085

Riqueza gerada por empregado R$ 402,06 113,73% R$ 188,12 Nos cálculos encontrados anteriormente, verifica-se uma elevação no lucro médio encontrado, porém menciona-se o fato da redução de pessoal, e mais uma variação positiva no volume de vendas. Isso significa uma contribuição positiva no resultado de itens não ligados à atividade operacional como equivalência patrimonial, receitas financeiras e ganho com a venda de imobilizado, por exemplo.

Pode-se sugerir a avaliação deste item com o resultado encontrado no EBITDA, por considerar apenas os itens e valores ligados a atividade operacional da empresa.

m. Índice de Custo Benefício

Este indicador pode ser um dos mais importantes a ser trabalhado pelas autoridades governamentais. Valendo-se da seguinte fórmula:

Índice de Custo Benefício (ICB)

E, partindo-se dos dados referentes à empresa Alfa, a empresa do estudo apresentado, observe-se a seguinte situação hipotética para se trabalhar o índice: o Governo (Federal, Estadual e Municipal), de comum acordo entre as esferas, decidiu conceder uma redução de sua tributação em um percentual de dez por cento (10%) para a empresa, por um período de dez anos.

Para fins de exemplo, acredita-se que a riqueza economizada e não distribuída ao Governo, seria atribuída aos outros fatores de produção, mas de qualquer forma seria gerada. Tem-se, então, a seguinte situação a ser considerada na Tabela 06:

Tabela 06

Relação Valor Adicionado versus Incentivos Fiscais Período de tempo Valor Adicionado Incentivo Fiscal ICB

2003 R$ 904.766,00 R$ 30.800,70 29,374852 2004 R$ 1.515.554,00 R$ 53.746,60 28,198137 2005 R$ 2.076.910,00 R$ 69.826,70 29,743780 Fonte: Elaborada pelo autor.

Percebe-se, assim, pelo índice de custo/benefício o quanto seria incrementado à riqueza de determinada sociedade (município), se houvesse a concessão do incentivo fiscal.

Corroborado no estudo por Rodrigues Junior (2003 p.135-136), um ICB superior a um (1) indica o volume ou o tamanho da capacidade de riqueza gerada a partir de R$ 1 concedido à empresa a título de incentivo fiscal.

No caso da Empresa Alfa, a capacidade de gerar riquezas ficou no ICB médio de 29, isto é, para cada R$ 1 concedido de incentivo fiscal, a empresa tem a

Demonstração do Valor Adicionado Incentivos Fiscais Concedidos =

capacidade de gerar R$ 29 a título de riqueza a ser contemplada pelos fatores de produção.

Pode-se ter, então, uma ferramenta gerencial de grande utilidade para as autoridades governamentais. Ao se deparar com projetos e prospectos de investimentos, as autoridades governamentais tentariam motivar a sua instalação em seu meio social, se valendo, por exemplo, de uma política de incentivos fiscais em conformidade com seu potencial de gerar riquezas para os fatores de produção a sua volta.

m.1 Peculiaridades do Índice de Custo/Benefícios

Uma certa preocupação, ainda apoiado no estudo de Rodrigues Junior (2003), no que concerne ao uso da política de incentivos fiscais para a instalação de empresas. Antes, porém, apresentam-se os seguintes dados, conforme Tabela 07:

Tabela 07

Comparativo Valor Adicionado versus Incentivos Fiscais I Variação ao Longo do Tempo Valor Adicionado Incentivos Fiscais

2003 – 2004 67,5% 74,50%

2004 – 2005 37,04% 29,92%

Fonte: Dados da Demonstração do Valor Adicionado.

Fez-se o cálculo da variação da riqueza gerada de um ano para o outro e também da variação do volume de recursos liberados sob a forma de incentivos fiscais.

Ao se elaborar essa forma de análise, torna-se possível verificar o grau de dependência da empresa em gerar riquezas em relação à política de incentivos fiscais. Neste caso, uma variação positiva na concessão de incentivos fiscais está possibilitando uma variação positiva no aumento da riqueza do empreendimento.

Valendo-se, no entanto, de uma situação adversa e contraditória ao exposto, extraída do trabalho de apresentado por Rodrigues Júnior (2003), há novos dados, conforme Tabela 08:

Tabela 08

Comparativo Valor Adicionado versus Incentivos Fiscais II Variação ao Longo do Tempo Valor Adicionado Incentivos Fiscais

1998 – 1999 -6,10% 169,57%

1999 – 2000 -6,67% 6,77%

Fonte: Rodrigues Junior, (2003, p. 135)

Nas informações da Tabela nº 08, a relação entre o Valor Adicionado e incentivos fiscais é inversa, isto é, mesmo sendo liberados recursos sob a forma de incentivos fiscais, a empresa em questão não estará aumentando o volume do valor adicionado.

Assim, caberá à autoridade perceber por meio das informações, até então analisadas, a continuidade do processo de incentivos, pois o risco dessa empresa ser viável e operacional apenas com a liberação de recursos é muito amplo. Neste caso, não é difícil de entender por que algumas empresas sujeitam-se ao leilão de benefícios oferecidos por Estados e Municípios. Resta a estes Governos, porém, ponderarem se vale para sua região a brevidade em que estes estabelecimentos produtivos estarão operantes.

Por outro lado, para aqueles empreendimentos capazes de proporcionar aumento de riquezas, poder-se-ia pensar a vitaliciedade de parcerias entre as entidades públicas e empreendimentos privados.

4.5 Considerações finais sobre os benefícios e informações extraídas das