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3. Komiteens merknader

3.6 Nye oppgaver og ansvar

Numa investigação é importante existir a recolha de dados, pois “constitui um momento importante de toda a fase de observação no ciclo da Investigação-Ação” (Dias, 2013, p.37). O investigador necessita de recolher dados acerca da intervenção para avaliar os resultados da sua prática educativa (Latorre, 2003). Ora, para recolher informação de um modo sistemático e para conseguir alcançar os objetivos esperados, é essencial haver uma seleção de alguns instrumentos de recolha de dados, tendo sempre em conta os alunos e o estudo em causa.

O processo de recolha de dados teve início logo na primeira aula em que conheci e contactei com a turma, prolongando-se até à última intervenção. Então, para recolher a informação foram usados vários instrumentos: observação com recurso a gravações audiovisuais; diário da professora-estagiária subdivido em diário de registos e de reflexão, produções dos alunos e, por fim, uma ficha de reflexão.

Segundo Máximo-Esteves (2008), a observação possibilita conhecer diretamente os fenómenos, tal como eles ocorrem, num determinado contexto. Desta forma, é possível compreender o contexto, as pessoas que o frequentam e as suas interações. A observação que realizei foi feita ao longo das aulas e em algumas situações informais, como nos momentos de lazer e descontração dos alunos, ou seja, nos intervalos. Assim, sempre que estive com as crianças observei-as atentamente para conseguir recolher todas as informações pertinentes. Estas observações foram realizadas considerando aspetos mais gerais, onde analisei o trabalho de toda a turma, bem como as interações entre eles, até ao mais particular, onde a minha

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atenção se focou no trabalho desenvolvido dentro de cada pequeno grupo e até mesmo no trabalho individual. Ora, houve então momentos de observação distintos, adaptados às necessidades que surgiam.

Para auxiliar a observação que efetuei do contexto em estudo, foram gravadas em formato audiovisual as aulas lecionadas no âmbito do projeto, havendo assim, tal como refere Máximo- Esteves (2008) uma maior fidelidade no registo do que aconteceu. Com as gravações é possível relembrar, a qualquer altura, pormenores importantes, ou analisar outros que, de alguma forma, passaram despercebidos durante a observação. As gravações das aulas foram realizadas por uma câmara de filmar fixa que se situava num local estratégico previamente selecionado. O objetivo era captar a imagem da parte frontal da sala, ou seja, o local onde se encontrava o quadro, pois era neste sítio que os alunos registavam e partilhavam as resoluções dos problemas. Pretendi também captar, durante os momentos de explicação das resoluções e de discussões em grande grupo, as falas dos alunos. Neste caso, não foi dada grande importância à obtenção da imagem. Importa ainda salientar que nas situações de trabalho em pequenos grupos não foi possível perceber, com as gravações, o que os alunos comentavam. Pois, só existia uma câmara e esta encontrava-se distanciada da maioria dos grupos, sendo que o ruido existente aquando o trabalho colaborativo, também impossibilitava o entendimento dos diálogos. Todas as gravações foram integralmente transcritas para o formato de texto, facilitando assim o processo de consulta.

“Os diários são colectâneas de registos descritivos acerca do que ocorre nas aulas, sob forma de notas de campo (…), de observações estruturadas e registos de incidentes críticos” (Máximo-Esteves, 2008, p. 89). O mesmo autor refere que o diário é um dos recursos mais adequado pela sua enorme valorização descritiva, interpretativa e reflexiva. Como tal, realizei o diário da professora-estagiária subdivido em diário de registos e de reflexão. O diário de registos foi concretizado ao longo das aulas, tendo por base as observações que ia realizando. Assim, neste descrevia todas as situações relevantes que surgiam em cada intervenção. Nas descrições foram referidas algumas das minhas práticas e também certas condutas, atitudes e falas dos alunos por mim recolhidas, como por exemplo, eventuais dúvidas, inquietações, comentários e opiniões que partilhavam sobre algum assunto ou trabalho que estava a ser desenvolvido, e que considerei como sendo significativo para o estudo. As falas foram conseguidas através da conversação centrada nas crianças e enquadrada no ambiente de diálogo e de interação entre aluno(s)-aluno(s) e professora-aluno(s).

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Relativamente ao diário de reflexão, este foi usado para, com base nas descrições do diário de registos, refletir sobre como correram as intervenções. Deste modo, analisei e ponderei acerca do que ocorreu ao longo das aulas, através dos registos de algumas das minhas ações, percebendo o que fiz bem e o que fiz errado, tentando melhorar os aspetos mais negativos. Para além disso, também refleti sobre os registos de algumas atitudes e comentários dos alunos, avaliando opiniões, limitações e dificuldades manifestadas por estes, fazendo reajustes nas intervenções posteriores, tendo em conta as suas necessidades, interesses e sucesso. Em todas as reflexões tive sempre um papel crítico, manifestando as minhas ideias, sentimentos, expectativas e opiniões sobre o assunto em questão. Por fim, com a análise gradual dos diários consegui perceber a evolução que ocorreu, ao longo do tempo, tanto na minha prática como professora, como no trabalho desenvolvido pelos alunos.

“A análise dos artefactos produzidos pelas crianças é indispensável quando o foco da investigação se centra na aprendizagem dos alunos” (Máximo-Esteves, 2008, p. 92). Ora, no meu projeto, as produções dos alunos, no que diz respeito à resolução de problemas, foram cruciais, uma vez que, com estas, consegui avaliar com cuidado e pormenorizadamente as dificuldades que revelavam ao longo da resolução de problemas, detetando assim quais as etapas do modelo de Polya que falhavam, impossibilitando a existência de uma resolução com sucesso. Com isto, procurei estratégias adequadas e ajustadas às necessidades dos alunos para, desta forma, colmatar todas as lacunas. As produções foram também muito importantes, na medida em que, através da análise e do estudo das diversas resoluções executadas ao longo das intervenções, me possibilitaram ter uma maior perceção da evolução e da autonomia dos alunos na resolução dos problemas matemáticos.

Por fim, uma ficha de reflexão permite “desenvolver (…) uma ideia sobre a maneira como os sujeitos interpretam (…) aspetos” (Bogdan & Biklen, 1994, p. 134). Como tal, no final das intervenções foi entregue uma ficha de reflexão que continha algumas questões para os alunos responderem (anexo 1). O objetivo era perceber com que frequência resolviam problemas antes da minha intervenção e levá-los a refletir, bem como a manifestar as suas opiniões, sobre a evolução das suas capacidades de resolver problemas e acerca da importância que teve, nessa evolução, todo o trabalho desenvolvido, principalmente no que diz respeito à utilização das questões orientadoras. Essas questões ajudavam os alunos a percorrer as fases do modelo que é a base do meu estudo, ou seja, o modelo de Polya (1995).

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Com os diferentes instrumentos selecionados pretendia recolher dados que me ajudassem a responder às questões de investigação, tal como se pode verificar na tabela 2.

Tabela 2 - Instrumentos de recolha de dados que pretendem dar resposta às questões formuladas