A Acesso perpétuo. Único.
B Assinatura. Porque é o mais barato. O acesso perpétuo é interessante, mas é muito mais caro. Então por um ano, a política é de sempre renovar. A escolha foi mais pelo custo.
C Assinatura e acesso perpétuo. Poucos livros foram comprados por acesso perpétuo. A Elsevier possui uma base de Medicina e apenas os livros que não estão nela podem ser comprados individualmente.
D Acesso perpétuo. A biblioteca exigiu esse modelo.
E Assinatura e acesso perpétuo. Porque a assinatura, quando acaba, você perde o acesso, então temos preferência por ficar com o arquivo.
F Assinatura. Único.
G Acesso perpétuo. Único.
H Assinatura. Único.
I Assinatura. Único.
J Assinatura. Único.
Fonte: Autoria própria.
O entrevistado da biblioteca D explicou que o que nesse trabalho foi descrito como acesso perpétuo ele entende como compra do conteúdo, e a assinatura seria a compra do acesso. É interessante perceber como esses são nomes diferentes que explicam a mesma ideia. Como esses ainda não são conceitos consolidados, é importante apresentar todas as variantes disponíveis que permitem facilitar o entendimento de um assunto tão complexo.
De acordo com o entrevistado da biblioteca D as empresas não querem fazer o que ele chama de venda do conteúdo, talvez por medo de serem prejudicados por questão de direito
autoral. Ainda de acordo com ele, a maioria trabalha com assinatura para acesso apenas durante o período de vigência da assinatura. A biblioteca insistiu em assinar apenas se tivesse o conteúdo, e para receber as novas edições durante o período de vigência da assinatura.
Em seis das dez bibliotecas (A, F, G, H, I e J) o modelo de negócio apresentado era a única opção disponível para compra. Duas bibliotecas (C e E) compraram tanto por assinatura quanto por acesso perpétuo, três (A, D e G) compraram apenas por acesso perpétuo e cinco (B, F, H, I e J) apenas por assinatura. Entretanto, das três que compraram por acesso perpétuo, duas estão em fase experimental e compraram menos de quinze livros eletrônicos. Isso leva à reflexão sobre a afirmação anterior da biblioteca D, de que as empresas preferem vender a assinatura. Talvez essa também seja a maneira encontrada por elas de receber mais por um mesmo conteúdo, já que todos os anos a biblioteca precisaria pagar novamente pelos mesmos livros, sem que eles sejam parte do seu acervo por um período indeterminado.
A biblioteca E começou a comprar livros eletrônicos em 2007, mas hoje possui apenas os livros adquiridos por acesso perpétuo, pois desde 2012 não tem condições de renovar a assinatura. A biblioteca D também já perdeu acesso a alguns livros por não renovar uma assinatura. Isso ainda não é algo comum a muitas bibliotecas, já que a maioria ainda está começando a fazer as suas primeiras assinaturas. Entretanto, esses são casos reais onde a opção pela compra por assinatura já fez com que a biblioteca perdesse acesso por decidir cancelar ou não poder renovar o contrato. Como afirmaram Morris e Sibert (2011), o custo de renovação anual pode ser problemático para as bibliotecas.
A biblioteca C, depois de muita luta e pressão sobre os fornecedores, conseguiu garantir o seu direito de acesso ao material pago, mesmo em caso de assinatura. Nesse caso, se a biblioteca não puder renovar continuará tendo acesso ao material que já estava na base no período em que assinou, mas sem as atualizações. Isso é uma revolução pois trata do problema da assinatura mencionado em muitas entrevistas. Mas parece apenas justo que a biblioteca possa usufruir daquilo que foi pago, mesmo que ela não tenha condições de adquirir novos materiais. A pergunta “27. Em caso de assinatura de pacotes, é possível trocar os títulos que
não são utilizados?”, busca saber se uma característica específica da compra por pacotes, que
é a troca de títulos, está disponível.
Em apenas uma biblioteca (B) havia a opção de trocar os títulos do pacote, e ainda assim ela não era utilizada na prática pois o acervo é muito extenso e a biblioteca não tem condições de controlar e selecionar os livros. Doucette e Lewontin (2012) alertam que quando há troca de títulos o catalogador deve ficar atento para manter o catálogo atualizado e garantir que nenhum
usuário tente acessar um título que já não está mais disponível. Entretanto, a integração não é tão comum e foi feita por apenas três bibliotecas dessa pesquisa (A, E e F).
Em sete das oito bibliotecas que selecionaram por pacote (C, D, E, F, H, I e J), ele é fechado, sem possibilidade de troca. A biblioteca E ressaltou que o contrato é feito com aqueles títulos, e por isso não tem a flexibilidade de troca. A troca seria mais uma ferramenta de otimização do dinheiro, permitindo que a biblioteca substitua títulos não utilizados por outros com maior potencial.
A questão “28. Existe um limite fixo de número de acessos por título?” busca analisar
se o livro expira depois de um certo número de acessos, e não deve ser confundida com a questão 55, que trata do limite de acessos simultâneos à plataforma. Esse modelo onde há um limite de empréstimos para um título não foi adotado por nenhuma das bibliotecas entrevistadas. Isso é uma boa notícia já que esse modelo foi criado para simular a utilização de um livro impresso, que teoricamente se torna inutilizável depois de um número determinado de empréstimos. Assim, quando é adotado, é como se os livros gastos da biblioteca desaparecessem da estante.
As respostas das questões 28 e “53. O acesso é de apenas um usuário por vez, múltiplo (2, 3 pessoas) ou ilimitado por livro?” foram mescladas, e podem ser vistas no quadro 27, já que em nenhum caso as bibliotecas tiveram que lidar com limites por livro, eles são apenas para a base como um todo.
A biblioteca F nunca teve problemas com os vendedores por causa de livros que são muito utilizados. Mas na biblioteca E o vendedor entrou em contato com eles porque uma unidade da biblioteca começou a baixar muitos livros que interessavam a ela com medo que eles saíssem do ar. A biblioteca sede entrou em contato com eles para explicar que o download não pode ser realizado indiscriminadamente.
As perguntas 53 a 55, que são o bloco que trata dos modelos de acesso dos usuários, foram retiradas da sua ordem numérica para se encaixarem melhor na análise. A pergunta 55, que consta no quadro 26, procurou saber se existe um limite de acessos simultâneos à plataforma, e qual é esse limite.
Quadro 26 - Limite de acessos simultâneos à plataforma
55. Há um limite máximo de acessos simultâneos à plataforma?