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Norwegian nominal and real rates are higher than in Euroland

In document Norges Bank Watch 2001 (sider 25-28)

4. Can the high Norwegian interest rates be justified?

4.1 Norwegian nominal and real rates are higher than in Euroland

Os requisitos compreendem as necessidades e as expectativas do cliente e devem contemplar aqueles especificados pelo cliente; os não declarados, mas necessários; os estatuários e regulamentados pelos produtos estatuários; entre outros (ABNT, 2000).

Uma outra maneira de compreender os requisitos do cliente é através do modelo de Kano (XU et al., 2009). Neste caso, as necessidades, em relação aos atributos do projeto, são categorizadas em quatro grupos: as neutras ou indiferentes, que compreendem os atributos que não tem interesse para o cliente; as básicas, aqueles atributos que não são mencionados, mas que são necessários; as atrativas, aqueles atributos não esperados, mas muito importantes para a satisfação (FIG. 2.10); além das esperadas, as quais podem incluir os atributos especificados pelo cliente.

Figura 2.10. Modelo de Kano para os requisitos do cliente

Fonte: Viveiros (2006) adaptado de Kano (1996)

Diante do exposto, verifica-se que o processo de projeto tem importância fundamental na geração de valor, uma vez que se responsabiliza pela consideração dos requisitos e das necessidades do cliente na concepção do produto.

Kotler (2000) afirma que o valor representa o conjunto de benefícios que os clientes esperam de um produto ou de um serviço. Neste sentido, o autor complementa que a relação destes benefícios com os custos recorrentes define o valor entregue pela empresa. Ou seja, o cliente avalia se os sacrifícios para a obtenção do produto/serviço são condizentes com os benefícios adquiridos; já a empresa deve trabalhar no sentido de superar esta relação e, assim, gerar ainda mais valor para os interessados.

De acordo com Miron (2008, p. 81), “a geração de valor é um problema que tem sido discutido por pesquisadores de diversas áreas tais como: economia, marketing, gestão da qualidade, gerenciamento de operações e de desenvolvimento do produto”, o que justifica o caráter fragmentado, do termo valor, apontado por Koskela (2000).

Ainda que seja debatido em diferentes contextos, Woodruff (1997) destaca o consenso existente em torno do termo valor: o valor para o cliente é inerente a um produto (ou serviço); o valor é percebido pelo cliente, e não determinado pelo vendedor; e, por último, a

percepção do valor envolve um trade off entre o que o cliente recebe e o que ele dá para adquirir e usar o produto (ou serviço).

Embora o valor também possa ser confundido com o seu caráter econômico, nesta pesquisa será tratada a sua relação com o processo de projeto. Dantec; Do (2009) afirmam que sempre existiu uma integração entre valor e projeto, como demonstra o arquiteto romano Vitruvius e os seus valores de firmitas, utilitas e venustas (solidez, utilidade e beleza), porém apenas a partir de 1990 estudos mais aprofundados relacionando-os no âmbito da gestão empresarial começaram a emergir.

Bertelsen; Emmitt (2005) destacam a complexidade com que o valor pode ser encarado na indústria da construção civil, já que o valor relaciona-se eminentemente com o cliente. Neste caso, os clientes são classificados como finais, intermediários ou internos, ou seja, não existe apenas um cliente para quem o valor será gerado, mas vários clientes envolvidos em todo o processo de projeto. Graeff (1986) ainda destaca a sociedade como proprietária e usuária da obra arquitetônica, já que esta ocupa um lugar no espaço urbano, o que corrobora com Zevi (1978, p. 9) quando ele afirma:

“Toda a gente pode desligar o rádio e abandonar concertos, não gostar do cinema e do teatro e não ler um livro, mas ninguém pode fechar os olhos perante as construções que constituem o palco da vida citadina e trazem a marca do homem no campo e na paisagem”.

Inclui-se, neste sistema complexo que envolve o valor e os clientes, o caráter subjetivo da opinião pessoal, a qual não apenas pode, mas se transforma ao longo do tempo e, mais especificamente, durante o processo de projeto e de execução da obra (BERTELSEN; EMMITT, 2005). Woodruff (1997) destaca, também, a relação entre o valor desejado, as expectativas referentes ao atributo preferido, ao seu desempenho e à utilização do produto, e o valor recebido, quando o produto é recebido e as experiências são vivenciadas.

Neste sentido, Dantec; Do (2009) concluem que, no processo de projeto, os valores são negociados na busca por uma solução em potencial, o que significa que o valor atribuído por cada um dos envolvidos afetará o artefato final como um todo.

Lima (2007) argumenta que o termo valor relaciona-se com a satisfação do cliente final, oriunda do atendimento às suas necessidades, ou seja, da consideração dos requisitos para um determinado produto, pelos projetistas. Nesta troca estabelecida entre fornecedor e cliente (FIG. 2.11), Koskela (2000) destaca alguns problemas que podem surgir, como uma ineficiente captura de requisitos; a perda ou não utilização de alguns requisitos; e uma deficiente transformação dos requisitos em atributos de projeto. O autor analisa, então, o ciclo de geração de valor, o qual envolve cinco passos:

1. Captura dos requisitos: todos os requisitos devem ser capturados;

2. Fluxo dos requisitos: deve-se garantir que os requisitos não se perderão ao longo do processo e estarão disponíveis durante toda a produção;

3. Compreensão dos requisitos: os requisitos devem estar relacionados com todos os clientes;

4. Capacidade do sistema de produção: os produtos devem ser produzidos como requisitados;

5. Medições de valor: deve-se assegurar que o valor foi gerado para o cliente. Figura 2.11. Relação entre fornecedor e cliente

Fonte: Adaptado de Koskela (2000)

É importante ressaltar, que, conforme afirma Koskela (2000), a importância do processo de projeto no desenvolvimento de novos produtos na indústria da construção civil refere-se à transformação dos requisitos do cliente em soluções projetuais, o que se reflete na geração de valor para o cliente.

Neste sentido, Kamara et al. (1999) propõem que o processamento dos requisitos dos clientes (FIG. 2.12) seja realizado através de três etapas: a definição dos requisitos, através de questionários ou entrevistas estruturadas; a análise dos requisitos, através da priorização, estruturação (em requisitos primários, secundários e terciários) e determinação dos pesos de cada necessidade; e a tradução dos requisitos dos clientes em atributos do projeto. Desta forma, os requisitos dos clientes são transformados em especificações de projeto neutras.

Figura 2.12. Processamento dos requisitos dos clientes

In document Norges Bank Watch 2001 (sider 25-28)