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Forecasts of mainland GDP and inflation for 2001 and 2002

In document Norges Bank Watch 2001 (sider 33-36)

5. Evaluating the forecasts and instrument/policy changes of Norges Bank from June 2000 to August 2001

5.2 Forecasts of mainland GDP and inflation for 2001 and 2002

Desenvolvido pelo Professor Nam Suh, do Massachusetts Institute of Technology, aproximadamente na década de 80, a metodologia do projeto axiomático (AD) buscava auxiliar os projetistas de Engenharia Mecânica a identificar os problemas, existentes no processo de projeto, que geravam soluções inferiores (MONICE; PETRECHE, 2004). O professor, através da identificação de elementos comuns entre diferentes projetos realizados, os generalizou em doze axiomas10 hipotéticos, os quais foram reduzidos, após diversas análises, a dois (SOZO, 2002). Suh (1998) afirma, no entanto, que esta teoria pode ser utilizada em qualquer outro tipo de projeto, e não apenas naquelas relacionadas à Engenharia Mecânica.

Segundo Sozo (2002), a abordagem axiomática dos projetos inicia-se a partir da premissa de que existem princípios generalizáveis definidores do processo de projeto; neste sentido, o objetivo da metodologia é ampliar a experiência dos projetistas fornecendo linhas gerais de princípios a fim de que eles possam usar plenamente a sua criatividade (MONICE; PETRECHE, 2004).

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De acordo com o Houaiss (2001), axioma significa uma “premissa considerada necessariamente evidente e verdadeira, fundamento de uma demonstração, porém ela mesmo indemonstrável, originada, segundo a tradição racionalista, de princípios inatos da consciência ou, segundo os empiristas, de generalizações da observação empírica”.

3.2.1. Processo de uso do AD

De acordo com Graça; Petreche (2003), o processo de projeto inicia-se com o reconhecimento de uma necessidade social, a qual representa uma visão do problema. Portanto, a questão de projeto, a partir da metodologia do projeto axiomático, é definida a partir de dois questionamentos básicos (MONICE; PETRECHE, 2004):

• “O que nós (clientes e projetistas) queremos?”; • “Como iremos conseguir?”.

Os projetistas, na AD, devem considerar quatro conceitos principais que definem as atividades a serem seguidas no processo de projeto: os domínios, as hierarquias, o “ziguezague” e os axiomas (SOZO, 2002).

Os questionamentos anteriormente apresentados podem, assim, ser relacionados aos domínios da AD, os quais, segundo Monice; Petreche (2004) totalizam quatro – o do usuário (mapeia as necessidades dos clientes), o funcional (formado a partir do mapeamento do domínio do usuário; determina os requisitos funcionais que o projeto deve satisfazer), o físico (gerado a partir do mapeamento do requisito funcional; caracteriza os parâmetros físicos do projeto) e o de processo (determina o meio de se obter os parâmetros de projeto). Desta forma, estes domínios encontram-se relacionados uns aos outros, conforme pode ser visto na FIG. 3.3.

Figura 3.3. Domínios da AD

Fonte: adaptado de Suh, 1998.

De acordo com Suh (1998), para cada par de domínios, aquele localizado à esquerda representa “o que se deseja alcançar?”, já o da direita indica “como se pretende satisfazer os requisitos especificados no domínio da esquerda?”.

Em relação ao conceito da hierarquia, este é utilizado para decompor o produto, em qualquer um dos domínios, em vários níveis de detalhamento (SOZO, 2002), conforme pode ser visto na FIG. 3.4 para o caso do domínio funcional.

Figura 3.4. Hierarquia entre níveis do domínio funcional

Fonte: adaptado de Monice; Petreche, 2004.

Já o “ziguezague” representa a relação hierárquica entre dois domínios adjacentes. Exemplificando este conceito com os domínios físico e funcional (FIG. 3.5), verifica-se que, para cada requisito funcional especificado, existe a determinação do parâmetro de projeto que o satisfaz; porém, este primeiro requisito, a partir do primeiro parâmetro, decompõe-se nos requisitos funcionais 1.1 e 1.2, os quais são satisfeitos com os parâmetros de projeto 1.1. e 1.2, e assim sucessivamente. Desta forma, há um “ziguezague”, durante o processo de projeto, que permeia os domínios (MONICE; PETRECHE, 2004).

Figura 3.5. “Ziguezague” entre os domínios

Fonte: adaptado de Monice; Petreche, 2004.

Finalmente, o último conceito é o dos axiomas. Suh (1998) afirma que estes correspondem a verdades evidentes para as quais não há exemplos contrários ou exceções. O projeto axiomático, portanto, baseia-se em dois axiomas:

• Axioma da Independência: os requisitos funcionais devem ser, sempre, independentes entre si;

• Axioma da Informação: entre os projetos que satisfazem o axioma da independência, aquele que possui o menor número de informações é considerado a melhor solução.

3.2.2. Benefícios e limitações de uso do AD

Os principais benefícios da utilização da AD, segundo Yang; Zhang (2000), são a eliminação das tentativas e erros do processo de projeto convencional e a possibilidade de realizar este processo de forma criativa. Ainda, a metodologia ajuda os projetistas a estruturar e entender os problemas de projeto.

Além disto, a literatura aborda, como outros benefícios da AD, a organização das informações, a estruturação da hierarquia do projeto, a análise da consistência do projeto, o tratamento das informações imprecisas desde as fases iniciais de projeto (MONICE; PETRECHE, 2003), a facilidade da abordagem da questão de projeto, a possibilidade de reutilização das informações em projetos similares (banco de dados), a identificação dos problemas, ampliação da experiência do projetista, o gerenciamento de trade off, a estruturação e o mapeamento do processo durante o seu desenvolvimento (MONICE; PETRECHE, 2004).

De acordo com Monice; Petreche (2003), as limitações, no entanto, são relativas à falta de conhecimento da teoria, à necessidade de adaptações conceituais para outros campos de conhecimento, como a Arquitetura, e ao fato da metodologia não auxiliar na identificação precisa das necessidades dos clientes, mas sim em como solucionar as necessidades existentes.

3.2.3. Pesquisas que abordam o uso do AD

No âmbito internacional, existe uma série de publicações de autoria do próprio idealizador da AD (e.g., SUH, 1998). Estas, portanto, constituem o principal meio de divulgação da ferramenta.

Já no contexto brasileiro, as pesquisas direcionam-se tanto para a Engenharia Mecânica, a partir da qual a metodologia foi desenvolvida (e.g., LOBO, 2000; SOZO, 2002), quanto para a Arquitetura (e.g., GRAÇA; PETRECHE, 2003, MONICE; PETRECHE, 2004).

Lobo (2000) utiliza a AD para incorporar aspectos ambientais no processo de desenvolvimento de produtos. Já Sozo (2002) tem como objetivo aplicar esta metodologia no processo de tomada de decisões, relativas à seleção de soluções alternativas, durante a etapa de concepção de produtos; isto ocorre através de um sistema computacional, o software

MathCAd, e é avaliado através do projeto conceitual de parte de um aparelho para cocção domiciliar.

Em relação às pesquisas relacionadas com a Arquitetura, Graça; Petreche (2003) fazem uso da AD para formular princípios que norteiem o projeto das Escolas Municipais de Educação Infantil de São Paulo.

Por último, Monice; Petreche (2003) simulam a utilização da AD durante o processo de projeto de um teatro e, em seguida, estruturam um software, associado a um sistema CAD e à AD, que tem como objetivo apoiar a tomada de decisão durante as diferentes fases do projeto arquitetônico (MONICE; PETRECHE, 2004).

In document Norges Bank Watch 2001 (sider 33-36)