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Kapittel 5 – Operasjonene og operasjonsområdet

5.1 Planene og sjefenes intensjon

5.1.1 Norske planer

Para Amaral (2011), é comum no estudo das políticas públicas a utilização de um percentual em relação ao PIB quando se busca compreender o volume dos recursos aplicados para melhorar um respectivo setor da sociedade. No que se refere à educação, esta premissa pode ser confirmada. Entretanto, a utilização deste indicador para avaliar as políticas públicas deve ser feita com muita prudência, haja vista que pode mascarar os reais resultados, sobretudo em estudos comparativos. O Quadro 5 apresenta o percentual do PIB aplicado na educação no ano de 2008 em 27 países selecionados:

Quadro 5 - Valores aplicados em educação como percentual do PIB em 2008 – países selecionados

País % do PIB aplicado em educação País % do PIB/PPP* aplicado em educação

Iêmen 9,6 Dinamarca 8,3

Cuba 9,1 Noruega 7,2

Botswana 8,7 França 5,7

Bolívia 6,4 Portugal 5,5

África do Sul 5,4 Áustria 5,4

México 5,4 Estados Unidos 5,3

Paraguai 4 Canadá 5,2

Brasil 4 Japão 4,9

Índia 3,2 Alemanha 4,6 Indonésia 3,2 Austrália 4,5 Chile 3,2 Espanha 4,2 Uruguai 2,9 Rússia 3,8 China 1,9 Fonte: Amaral (2011, p. 4).

Nota: *PIB/PPP significa “PIB por paridade de poder de compra (Purchasing Power Parity)”. O PIB/PPP considera dados relativos à inflação e custo de vida, e não apenas a conversão nominal do seu valor agregado em dólar corrente, segundo as taxas de câmbio do momento.

Analisando o dado puro e simples do percentual do PIB aplicado em Educação, o Iêmen deveria ser o país com o sistema educacional melhor financiado no mundo. Entretanto, este dado somente não pode responder a pergunta de qual país tem aplicado mais recursos para este setor. É necessário que se considere outras variáveis para que se tenha uma informação mais consistente a respeito dos investimentos. No que se refere à educação, é interessante considerar, além do valor do PIB do respectivo país, o tamanho do alunado a ser atendido por este investimento, algo que pode ser descoberto mediante a quantidade de pessoas que estão em idade educacional.

Para justificar esta premissa, Amaral (2011) exemplifica em sua pesquisa a consolidação dos referidos indicadores de dois países, Bolívia e Canadá. Uma vez que esta pesquisa de tese estuda em detalhes tanto o Canadá, quanto o Brasil e a China optaram-se em realizar a exemplificação proposta por Amaral (2011) tendo como referência países que não são abordados posteriormente nesta pesquisa, neste caso, Bolívia e Japão.

Analisando de maneira independente, a Bolívia, que aplicou 6,4% do seu PIB em Educação no ano de 2008, propiciou melhores condições de financiamento do setor para o respectivo país, na medida em que o Japão aplicou apenas 4,9% do PIB no mesmo ano, ficando desta forma, atrás da Bolívia. Porém, quando se consolida os três indicadores supracitados, a situação se inverte, conforme dados da Tabela 4:

Tabela 4 - Recursos financeiros aplicados no setor educacional, por pessoa em idade educacional (Bolívia e Japão), ano de 2008

País aplicado em % PIB educação PIB/PPP em US$ bilhões (de 2009) Total de recursos em educação (US$ bilhões) População em idade educacional Valor aplicado por pessoa em idade educacional (US$) Bolívia 6,4 45 2,9 4.142.335 695,00 Japão 4,9 4.141 202,9 25.807.634 7.862,01

Fonte: Adaptado pelo autor com dados de Amaral (2011, p. 3 e p.5).

A Tabela 4 demonstra que, com os indicadores consolidados, o Japão aplicou US$7.862,01 por habitante em idade educacional, já a Bolívia, apenas U$695,00. Dessa forma, fica evidente que o Japão oferece melhores condições de financiamento para educação do que a Bolívia, aplicando um montante 11 vezes maior por pessoa (em idade educacional). Logo, mesmo que a Bolívia aplique um percentual maior do PIB, o seu PIB é 92 vezes menor do que o PIB japonês, que possui uma população em idade educacional seis vezes maior que a boliviana.

Corroborando com a conclusão anterior, mesmo que dois países possuam o mesmo valor total de PIB e apliquem o mesmo percentual em educação, o país que tiver menor população em idade educacional será o que estará aplicando maiores recursos no setor (AMARAL, 2011).

Logo, pode-se concluir que para analisar a importância que um país concede para a educação é necessária a consideração de pelo menos três indicadores: riqueza do país (valor do PIB); percentual aplicado em educação; e o número de pessoas que estão em idade educacional.

A Tabela 5 apresenta os três indicadores contemplando os países estudados nesta pesquisa, Brasil, Canadá e China:

Tabela 5 - Recursos financeiros aplicados no setor educacional em 2008, por pessoa em idade educacional (Brasil, Canadá e China)

País % PIB aplicado em educação PIB/PPP em US$ bilhões (de 2009) Total de recursos em educação (US$ bilhões) População em idade educacional

Valor aplicado por pessoa em idade educacional (US$)

Brasil 4,0 2.024 80,96 84.400.000 959,24

Canadá 5,2 1.278 66,5 8.656.329 7.682,24

China 1,9 8.767 166,57 397.805.782 418,72

Fonte: Adaptado pelo autor com dados de Amaral (2011, p.4 e p.5).

De acordo com a Tabela 5, o Canadá é o país que aplica o maior percentual do PIB em educação superior e é o que possui o menor PIB entre os três. Quando se consolida os três indicadores, o valor aplicado por pessoa em idade educacional canadense é 8 vezes maior do que o brasileiro e 18 vezes maior do que o chinês, por ser o país com a menor população em idade educacional. Por outro lado, a China é o país de maior PIB (4,3 vezes maior que o do Brasil e 6,8 vezes maior que o do Canadá), mas possui uma população educacional imensamente maior que os outros países.

Finalmente, tal como apresentado em tópicos anteriores, ambos os países estão preocupados com o setor educacional e tem intensificado o investimento e a criação de políticas públicas visando atender as demandas da sociedade. Embora sejam países muito diferentes, conhecer a história da educação superior e as respectivas políticas públicas para o financiamento desta educação pode oferecer subsídios necessários para criação de novas políticas e/ou adaptação de políticas públicas existentes, não só no Brasil como também em outros países.