● investir em espaços coletivos de discussão entre os professores, onde tenha troca
de idéias, sugestões, opiniões e informações sobre como está sendo a prática avaliativa em sala de aula, o que se deve mudar ou não, quais são os pontos positivos e negativos, pra que assim, haja uma melhor contribuição para o desenvolvimento no ensino-aprendizagem do aluno. Essas reuniões podem ser feitas a cada final de mês ou a cada final de bimestre;
● caso tenha necessidade, os professores podem fazer ajustes ou um novo
replanejamento;
● é importante também que se discuta e reflita com os alunos sobre o processo de
avaliação que foi implantado na escola;
No dia-a-dia da sala de aula, algumas reflexões feitas pelos professores são necessárias em relação à prática avaliativa:
● a avaliação deve ser um processo que caminhe com a aprendizagem do aluno,
onde haja motivação e incentivo, e não como um conjunto de provas a ser realizadas em datas previamente estipuladas servindo para aprovar ou reprovar o aluno;
● é importante que a avaliação traga ao educando informações que ele precise para
ser comentado com os alunos, mostrando-lhes seus progressos e dificuldades, a fim de que a avaliação contribua para o seu crescimento quanto aluno;
● cabe ao professor juntamente com os alunos, questionarem como está sendo o
andamento do curso, das atividades que são propostas e utilizadas para avaliá-los, se estão atingindo os objetivos pretendidos;
● o professor precisar saber diferenciar avaliação de nota. A avaliação é parte
integrante e essencial ao processo educacional, que implica em reflexão crítica sobre a prática, e nota é apenas uma exigência formal do sistema escolar;
● é preciso diversificar sua prática pedagógica, por meio de técnicas diversas e
instrumentos variados, pois quanto maior a amostragem, melhor será avaliado o aproveitamento escolar do aluno;
● deixar claro o que se espera construir e desenvolver através do ensino;
● a forma de conceber a avaliação reflete a postura do docente em sua prática
educativa;
● o professor deve estar mais voltado para a aprendizagem do aluno, e não tão preocupado em apressá-los para o desenvolvimento de maior número de conteúdos possíveis.
CONCLUSÃO
É necessário compreender que avaliar envolve uma série de procedimentos. Métodos e instrumentos de avaliação fundamentam-se em valores morais, concepções de educação, sociedade e de homem, mas acredito que haja a necessidade de mudança no sistema de avaliação, a começar por mudar a visão dos professores, suas atitudes e entendimento sobre o processo avaliativo, de modo que a avaliação seja a serviço da aprendizagem do aluno, contribuindo para o crescimento intelectual, social e cognitivo.
Porém, as mudanças na educação dependem também de administradores, diretores e coordenadores que atendam todos os níveis do processo educativo, e não podemos esquecer dos alunos que também fazem parte da mudança.
Nós professores precisamos nos conscientizar de que o aluno não deve ser avaliado por meio de números, pois ele também nos traz informações, qualidades e valores que deveriam ser levados em consideração para sua formação como aluno.
Na escola onde realizei a pesquisa de campo para averiguar como é feito o processo de avaliação, é utilizado o Sistema Etapa, porém acredito que os professores não deveriam ficar tão dependentes de um sistema de ensino apostilado, e sim tê-lo como apoio.
A metodologia em relação ao processo avaliativo que a escola procura seguir visa muito verificar a aprendizagem do aluno por meio de provas, mas isso não impede que o professor se desprenda dos moldes tradicionais e comece a trabalhar com os alunos de maneira que a avaliação traga algo que acrescente em suas aprendizagens, e cabe ao professor direcionar e proporcionar novos caminhos para os alunos estarem em contato com diversas estratégias pedagógicas.
BIBLIOGRAFIA
ALBUQUERQUE, Helena Machado de Paula; MARTINS, Maria Anita Viviani (Orgs.).
Fazendo educação continuada. São Paulo: Ed. Avercamp, 2005.
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros
curriculares nacionais. 2. ed. Rio de Janeiro: DP&A, 2000. V.1
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, 1988.
BRASIL.Lei nº 9394, de 20 dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da
educação nacional. Brasília, 1996.
DEPRESBITERIS, Léa. O desafio da avaliação na aprendizagem: dos fundamentos a uma proposta inovadora. São Paulo: EPU, 1989.
DINAIR, Leal da Hora. Gestão democrática na escola. 13. ed. Campinas - SP: Papirus Editora, 2006.
FORTUNATI, José. Gestão da educação pública. Porto Alegre: Ed. Artmed, 2007. FREIRE, Paulo. A educação na cidade. 7. ed. São Paulo: Cortez Editora, 2006. HADJI, Charles. Avaliação desmistificada. Porto Alegre: Ed. Artmed, 2001.
HAIDT, Regina Célia Cazaux. Curso de didática geral. 7. ed. São Paulo: Ed. Ática, 2004.
HERNÁNDEZ, Fernando. Transgressão e mudança na educação: os projetos de trabalho. Porto Alegre: ArtMed, 1998.
HESSEL, Ana Maria Di Grado. Gestão de Escola e Tecnologia: administrativo e
JUSTAMAND, Michel (Org.). Avaliação da aprendizagem: revisão urgente. São Paulo: Ed. Margê, 2005.
LIBANÊO, José Carlos. Organização e gestão da escola: teoria e prática. 5. ed. Goiânia: Ed. Alternativa, 2005.
LÜCK, Heloísa. et al. A escola participativa: o trabalho do gestor escolar. 3. ed. Rio de Janeiro: Ed. Vozes, 2005.
LUCKESI, Cipriano Carlos. Avaliação da aprendizagem escolar. São Paulo: Cortez Editora, 2005.
LUCKESI, Cipriano Carlos. O objetivo da avaliação é intervir para melhorar. Revista Nova Escola, São Paulo, n. 191, p. 18-20, abril. 2006.
OLIVEIRA, Silvia Gouveia. Agora o Brasil já tem nove anos no Ensino Fundamental: o que nos cabe nesta discussão. Jornal dos Professores. São Paulo, set/06, nº 380, p. 7.
PARO, Vitor Henrique. Administração Escolar: introdução crítica. 14. ed. São Paulo: Cortez Editora, 2006.
PINTO, Álvaro Vieira. Sete lições sobre educação de adultos. 14. ed. São Paulo: Cortez Editora, 2005.
SANT’ANNA, Ilza Martins. Por que avaliar? Como avaliar? : critérios e instrumentos. 9. ed. Petrópolis - RJ: Ed. Vozes, 1995.
VASCONCELLOS, Celso dos S. Avaliação: concepção dialética – libertadora do processo de avaliação escolar. 9. ed. São Paulo: Libertad, 1998. V.3
WEISZ, Telma. O diálogo entre o ensino e a aprendizagem. São Paulo: Ed. Ática, 2004.
Caro professor (a),
O presente questionário é um instrumento de coleta de dados que compõem a pesquisa cujo tema é “A questão da avaliação no processo ensino-aprendizagem no âmbito escolar nas séries iniciais”, onde é desenvolvida nos meus estudos de Pedagogia, em habilitação de Administração Escolar.
Peço-lhe a sua colaboração em participar deste trabalho explicitando suas opiniões sobre o tema.
Este questionário tem como objetivo analisar o processo de avaliação no meio escolar nas séries iniciais.