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Para análise das questões através dos clusters serão verificadas as questões que envolvem a confecção ou avaliação sobre o orçamento.

Tabela 31 - Cluster: Ferramenta Utilizada para Elaboração do Orçamento

Fonte: Elaborado pelo autor.

Através da tabela 31, acima, fica evidente que as Dioceses/Arquidioceses com menor controle interno em sua maioria, 67,9%, utiliza um editor de planilhas, o Excel, para elaboração do orçamento, enquanto que as Dioceses/Arquidioceses com maior controle interno utilizam, em sua maioria, 57,1%, um software para elaboração do orçamento.

West e Zech (2008) recomendam em sua pesquisa para implantação de controles internos eficientes o estabelecimento de um processo orçamentário uniforme e a utilização de software padronizado para todas as entidades diocesanas. Nº % Nº % Excel 19 67,9% 12 42,9% Manual 2 7,1% 0 0,0% Software 4 14,3% 16 57,1% Word 3 10,7% 0 0,0% Total 28 100,0% 28 100,0%

P5. Quais as ferramentas utilizadas para a elaboração destes controles? Orçamento

Dioceses/Arquidioceses com menor controle interno

Dioceses/Arquidioceses com maior controle interno

Tabela 32 - Cluster: Software que Integre Todos os Departamentos a Contabilidade

Fonte: Elaborado pelo autor.

Segundo Oliveira (2009) o sistema de informação voltado para gestão tem como finalidade criar mecanismos de controle que manterão a organização no rumo dos resultados esperados.

Dentre as Dioceses/Arquidioceses com menor controle interno a maioria, 71,4%, não possui um software que integre todos os departamentos a contabilidade. Diferente das Dioceses/Arquidioceses com maior controle interno, nas quais 75% afirmam possuir um software que integre todos os departamentos a contabilidade.

Tabela 33 - Cluster: Exigência do CDC e o Orçamento

Fonte: Elaborado pelo autor.

Delaméa (2001, p.166) coloca que ―os orçamentos canônicos são peças técnicas de grande importância para o cotidiano da contabilidade e de grande utilidade prática para a transparência administrativa tão exigida na organização católica‖.

As Dioceses/Arquidioceses com menor controle interno, 78,6%, relatam que utilizariam do orçamento como ferramenta para administrar; das

Nº % Nº %

Não 20 71,4% 7 25,0%

Sim 8 28,6% 21 75,0%

Total 28 100,0% 28 100,0%

P7. A Diocese possui um software que integre todos os departamentos a contabilidade?

Dioceses/Arquidioceses com menor controle interno

Dioceses/Arquidioceses com maior controle interno

Nº % Nº % Não 1 3,6% 0 0,0% Não sei 5 17,9% 0 0,0% Sim 22 78,6% 28 100,0% Total 28 100,0% 28 100,0% Dioceses/Arquidioceses com menor controle interno

Dioceses/Arquidioceses com maior controle interno

P10. Caso não houvesse uma exigência no Código de Direito Canônico para elaboração do Orçamento a Diocese utilizaria desta ferramenta para administrar?

Dioceses/Arquidioceses com maior controle interno, 100% utilizariam do orçamento como ferramenta para administrar.

Tabela 34 - Cluster: Área de Controladoria/Contabilidade e a Elaboração do Orçamento

Fonte: Elaborado pelo autor.

Oliveira e Romão (2011) ressaltam que a contabilidade fornece informações de ordem econômica e financeira que visa auxiliar a tomada de decisão, no entanto, há uma cultura, principalmente nas Igrejas, de que a contabilidade deve apenas atender as exigências do fisco, pois, caso contrário será multado e podem perder a imunidade tributária.

Desta forma, é possível verificar que para as Dioceses/Arquidioceses com menor controle interno, 50% dizem que a área de controladoria/contabilidade participa da elaboração do orçamento, ainda para 42,9% estas áreas participam parcialmente.

Das Dioceses/Arquidioceses com maior controle interno, 96,4 % dizem que a área de controladoria/contabilidade participa da elaboração do orçamento e 3,6% informam que estas áreas participam parcialmente.

Nº % Nº % Não 2 7,1% 0 0,0% Parcialmente 12 42,9% 1 3,6% Sim 14 50,0% 27 96,4% Total 28 100,0% 28 100,0% Dioceses/Arquidioceses com menor controle interno

Dioceses/Arquidioceses com maior controle interno

Tabela 35 - Cluster: Padronização para Elaboração do Orçamento

Fonte: Elaborado pelo autor.

Lunkes (2008, p.32) coloca que ―A estrutura básica do orçamento é formada das projeções financeiras dos orçamentos individuais (peças) de cada unidade da empresa e de um conjunto de orçamentos para determinado período [...]‖.

As Dioceses/Arquidioceses com menor controle interno, 46,4% relatam que existe um plano e/ou modelo padronizado para elaboração do orçamento e 42,9% afirmam não existir um plano e/ou modelo padronizado; das Dioceses/Arquidioceses com maior controle interno, 85,7% informam que existe um plano e/ou modelo padronizado para elaboração do orçamento.

Tabela 36 - Cluster: Equipe para Elaborar e Acompanhar o Orçamento

Fonte: Elaborado pelo autor.

O processo de elaboração do orçamento consiste no planejamento prévio e coordenado das medidas e metas que serão adotadas pela organização. Normalmente, há uma equipe que é responsável pela elaboração e acompanhamento do processo orçamentário. Sistemas de apoio são importantes para ―execução dos cálculos e lançamentos orçamentários no sistema de informação contábil‖ (PADOVEZE, 2005, p.49).

Nº % Nº %

Não 12 42,9% 2 7,1%

Não sei 3 10,7% 2 7,1%

Sim 13 46,4% 24 85,7%

Total 28 100,0% 28 100,0%

P14. Existe um plano e /ou modelo padronizado para elaboração do orçamento?

Dioceses/Arquidioceses com menor controle interno

Dioceses/Arquidioceses com maior controle interno

Nº % Nº %

Não 8 28,6% 3 10,7%

Sim 20 71,4% 25 89,3%

Total 28 100,0% 28 100,0%

P18. Há uma equipe responsável pela elaboração e acompanhamento do processo orçamentário?

Dioceses/Arquidioceses com menor controle interno

Dioceses/Arquidioceses com maior controle interno

As Dioceses/Arquidioceses com menor controle interno, 71,4% relatam que há uma equipe responsável pela elaboração e acompanhamento do processo orçamentário; das Dioceses/Arquidioceses com maior controle interno, 89,3% informam que há uma equipe responsável.

Tabela 37 - Cluster: Reuniões para Análise das Variações

Fonte: Elaborado pelo autor.

Segundo Lunkes (2008, p.31) ―as variações entre o resultado atual e o estimado devem ser sistemática e periodicamente revisadas para determinar sua causa‖.

Das Dioceses/Arquidioceses com menor controle interno, 39,3% dizem que há reuniões semestrais para análise das variações entre o orçado x realizado, ainda, é importante observar que 21,4% relatam não haver reuniões para esta análise; das Dioceses/Arquidioceses com maior controle interno, 75% afirmam que há reuniões trimestrais. Nº % Nº % Não há. 6 21,4% 0 0,0% Outro (especifique) 1 3,6% 1 3,6% Sim, mensalmente. 1 3,6% 2 7,1% Sim, semestralmente. 11 39,3% 4 14,3% Sim, trimestralmente. 9 32,1% 21 75,0% Total 28 100,0% 28 100,0%

P19. Há reuniões periódicas para análise das variações entre o orçado x realizado?

Dioceses/Arquidioceses com menor controle interno

Dioceses/Arquidioceses com maior controle interno

Tabela 38 - Cluster: Ações para Melhor Condução do Processo

Fonte: Elaborado pelo autor.

Segundo Delaméa (2001) o orçamento quantifica as ações e a sua execução envolve elementos da administração, além de exigir uma flexibilidade e o acompanhamento especializado da contabilidade. Esse controle, quando se fala em orçamento canônico, torna-se extremamente importante, principalmente pelo princípio da flexibilidade orçamentária na administração eclesiástica e por sua vez por se basear no principio da transparência administrativa.

Para 71,4% das Dioceses/Arquidioceses com menor controle interno são adotas ações para uma melhor condução do processo; e para 92,9% das Dioceses/Arquidioceses com maior controle interno também são adotas ações para uma melhor condução do processo.

Tabela 39 - Cluster: Softwares Específicos para o Processo Orçamentário

Fonte: Elaborado pelo autor.

Sistemas de apoio são importantes para ―execução dos cálculos e lançamentos orçamentários no sistema de informação contábil‖. (PADOVEZE, 2005, p.49). Nº % Nº % Não 6 21,4% 1 3,6% Não sei 2 7,1% 1 3,6% Sim 20 71,4% 26 92,9% Total 28 100,0% 28 100,0% Dioceses/Arquidioceses com menor controle interno

Dioceses/Arquidioceses com maior controle interno

P21. Durante o processo orçamentário são adotadas algumas ações para uma melhor condução do processo?

Nº % Nº %

Não 24 85,7% 16 57,1%

Sim 4 14,3% 12 42,9%

Total 28 100,0% 28 100,0%

P24. A sua Diocese investe em ferramentas de softwares específicos para o processo orçamentário?

Dioceses/Arquidioceses com menor controle interno

Dioceses/Arquidioceses com maior controle interno

Das Dioceses/Arquidioceses com menor controle interno 85,7% dizem que não há investimento em softwares específicos para o processo orçamentário; das Dioceses/Arquidioceses com maior controle interno apenas 57,1% afirmam que não há investimento em softwares específicos.

Tabela 40 - Cluster: Nível de Maturidade

Fonte: Elaborado pelo autor.

As Dioceses/Arquidioceses com menor controle interno, 53,6% se classificam no nível de maturidade para o processo orçamentário 2-Repetível; e das Dioceses/Arquidioceses com maior controle interno 42,9% se classificam no nível de maturidade para o processo orçamentário 3 - Processo definido, ainda, é importante ressaltar que 14,3% das Dioceses/Arquidioceses com maior controle interno se definem em um nível 5 – otimizado do processo orçamentário.

Nº % Nº %

Nível 0 - Inexistente. 2 7,1% 0 0,0%

Nível 1 - Inicial. 4 14,3% 2 7,1%

Nível 2 - Repetível. 15 53,6% 8 28,6%

Nível 3 - Processo definido. 6 21,4% 12 42,9%

Nível 4 - Gerenciado e

mensurável. 0 0,0% 2 7,1%

Nível 5 - Otimizado. 1 3,6% 4 14,3%

Total 28 100,0% 28 100,0%

P25. De acordo com sua opinião, em que nível de maturidade classificaria o processo orçamentário de sua Diocese?

Dioceses/Arquidioceses com menor controle interno

Dioceses/Arquidioceses com maior controle interno

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Esta pesquisa abordou o tema sobre o orçamento como instrumento de controle interno para gestão das Instituições Eclesiásticas, especificamente nas Dioceses e Arquidioceses presentes no Brasil, com o intuito de corroborar com os controles internos destas Instituições Eclesiásticas e ampliar a discussão a cerca de pesquisas sobre gestão e Contabilidade Eclesiástica.

Neste contexto, após revisão teórica por meio de uma pesquisa bibliográfica, levantamento dos dados através do método survey, análise e interpretação das informações obtidas, podemos responder a questão problema deste estudo: ―O orçamento é utilizado como instrumento de controle interno para gestão das Dioceses e Arquidioceses presentes no Brasil?‖.

Sim, o orçamento é utilizado como instrumento de controle interno na gestão das Dioceses e Arquidioceses presentes no Brasil, porém, ressalta-se que muitas ainda não utilizam deste instrumento em sua totalidade, ou seja, confeccionam as peças orçamentárias, mas não compreendem a importância de um acompanhamento contínuo dos resultados.

Com a análise obtida através dos clusters foi possível observar características entre os grupos com menor e maior controle interno, evidenciando-se, portanto, que as Dioceses e Arquidioceses que possuem maior controle interno, têm as seguintes características: a) utiliza-se em sua maioria de softwares para elaboração do orçamento; b) todos elaborariam o orçamento independente do Código de Direito Canônico (CDC); c) participação das áreas de controladoria/contabilidade na elaboração do orçamento; d) possui um modelo padronizado para confecção do orçamento; e) possui uma equipe constituída para acompanhar o processo orçamentário; f) há reuniões em sua maioria trimestrais para verificar as variações entre o orçado x realizado.

Este resultado demonstra que estabelecer um processo orçamentário uniforme que atenda a todas as Dioceses e Arquidioceses, estimular a utilização de software padronizado que integre todos os departamentos e constituir uma equipe capacitada que acompanhe e verifique as variações do orçado x realizado em reuniões periódicas é extremamente importante para a utilização do orçamento como um instrumento eficaz de controle interno.

Desta forma, consideramos que através da pesquisa acima, os objetivos gerais desta pesquisa foram atingidos.

Quanto aos objetivos específicos, podemos fazer as seguintes considerações:  Descrever toda a estrutura organizacional/hierárquica da Igreja Católica

Apostólica Romana, suas responsabilidades e obrigações: a estrutura organizacional da Igreja Católica compreende diversas instâncias hierárquicas, por isso, foram descritas a estrutura hierárquica e organizacional da Igreja Católica;

 Estudar a aplicação de controles internos nas Instituições Eclesiásticas: a pesquisa demonstrou a importância de controles internos na gestão da Igreja Católica, ressaltando os principais controles e como estes podem contribuir para uma gestão transparente e eficaz;

 Elaborar e aplicar um questionário survey para análise da utilização do orçamento como instrumento de controle interno: um questionário survey foi elaborado e enviado para as Dioceses e Arquidioceses presentes no Brasil e, através da coleta dos dados permitiu uma análise cuidadosa e estatística que conduziu esta pesquisa a resultados mais precisos;

Verificar o nível de relação entre o processo orçamentário e o estágio de maturidade organizacional: através do modelo de maturidade para o processo orçamentário foi possível avaliar o nível de maturidade das Dioceses. Na análise geral das Dioceses e Arquidioceses, avaliando as questões, pode-se concluir que a maioria das Dioceses e Arquidioceses encontram-se no nível 3 do processo orçamentário.

A análise obtida através dos clusters revela que as Dioceses/Arquidioceses com menor controle interno se classificam e realmente se apresentam no nível de maturidade para o processo orçamentário 2-Repetível; e das Dioceses/Arquidioceses com maior controle interno se classificam e através das análises se comprova o nível de maturidade para o processo orçamentário 3 - Processo definido.

Esta pesquisa focou seu estudo nas Instituições Eclesiásticas pertencentes ao terceiro setor, uma vez que, há poucos estudos específicos para a gestão destas instituições. No entanto, a pesquisa sobre orçamento pode contribuir com outras entidades do chamado terceiro setor, que, da mesma forma que as Instituições

Eclesiásticas, também trabalham com recursos provenientes de doações, recursos estes na maioria das vezes escassos.

O assunto desta pesquisa não se esgota ao final deste estudo, ao contrário poderá servir de base para outras pesquisas e, como sugestão para futuras pesquisas:

 Prestação de contas das Instituições Eclesiásticas;

 Sistemas de informações contábeis e a gestão das Instituições Eclesiásticas;

 Controles internos e auditoria das Instituições Eclesiásticas.

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