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Norge i et internasjonalt perspektiv

In document Sykefravær og uførepensjonering (sider 155-160)

Erfaringer fra andre land

8.1 Norge i et internasjonalt perspektiv

Os antecedentes do crescimento empresarial são tipicamente encontrados na descoberta e reconhecimento de uma ou mais oportunidades económicas. Oportunidades para expandir o negócio, para aprimorar as atividades atuais, para inserir produtos de novos domínios, de aprender novas práticas, melhorar as capacidades atuais ou capitalizar os recursos existentes. Vários investigadores sustentam esta ideia,

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considerando o processo de descoberta e reconhecimento de oportunidades, um recurso crucial para o crescimento das empresas (Companys & McMullen, 2007; Venkataraman, 1997; Timmons et al., 1987). Na verdade, a relação entre o reconhecimento de oportunidades e o crescimento foi empiricamente provado pelos autores Corbett e Koberg (2001), indo de encontro à ideia penrosiana de crescimento como sendo a descoberta de oportunidades produtivas.

Como Penrose (1995, p. 31) afirma, “A theory of the growth of the firm is

essentially an examination of the changing productive opportunity of firms...It is clear that this opportunity will be restricted to the extent to which a firm does not see opportunities for expansion…”.

As oportunidades existem porque pessoas diferentes controlam e acedem a informações diferentes. As pessoas não descobrem oportunidades de negócios através da pesquisa deliberada porque, como Kirzner (1997) refere, as pessoas não terão consciência até as descobrir, mas sim através do reconhecimento do valor da informação que estas recebem através de diversos meios (Shane, 2000). Dito de outra forma, a posse de informação idiossincrática permite às pessoas ocupar diferentes posições dentro do espaço de oportunidades (Mariani & Dagnino, 2007). Uma vez identificada a oportunidade, esta pode ser explorada, e é este processo que pode ser suscetível de conduzir ao crescimento das empresas.

Tipicamente a literatura conceptualiza a descoberta e a exploração de oportunidades como um processo linear de criação de valor dos produtores para os consumidores. No entanto, existem situações em que o processo pode ser não-linear, e os consumidores atuarem como agentes da descoberta, e como resultado da sua descoberta tornam-se produtores que exploram a oportunidade (Companys & McMullen, 2007). Embora muitas definições do termo oportunidade tenham sido propostas, todas elas incluem três características centrais: potencial valor económico (ou seja, a capacidade de gerar lucro), a novidade (ou seja, algum produto, serviço, ou tecnologia que não existia anteriormente), e utilidade percebida (por exemplo, aceitação moral e legal de um novo produto ou serviço, na sociedade) (Baron, 2006).

Shane e Venkataraman (2000) definem oportunidades económicas como situações objetivas que envolvem a descoberta de novas relações através das quais novos bens, serviços, matérias primas e métodos organizacionais podem ser introduzidos para produzir valor económico. Os autores argumentam que as oportunidades são um fenómeno objetivo que existe no tempo e espaço, mesmo não sendo conhecidas por

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todos. Baron (2006) , define oportunidade económica como um meio de geração de valor económico (isto é, lucro) que ainda não tenha sido explorado anteriormente ou atualmente por outros. A identificação de uma oportunidade, é definido como sendo o processo (ou processos) cognitivo através do qual os indivíduos concluem que descobriram uma oportunidade. As oportunidades tendem a ser consideradas objetivas, porque elas existem em redes de relações sociais complexas que regulam a ação económica. As oportunidades existem objetivamente em termos de estruturas de rede, mas os atores das redes sociais devem mobilizar os recursos da rede para explorá-las (Companys & McMullen, 2007).

As pessoas descobrem oportunidades através do reconhecimento do valor da nova informação a que estão expostos (Shane & Venkataraman, 2000). A teoria sobre o processo de identificação de oportunidades, converge para a ideia que informação desempenha um papel crucial. Para os empresários conseguirem identificar oportunidades de negócios viáveis, devem de alguma forma perceber, reunir, interpretar, e aplicar informação acerca de indústrias específicas, tecnologias, mercados, políticas governamentais, e outros fatores (Ozgen & Baron, 2007).

As redes sociais desempenham um papel crucial neste processo, ao influenciar as condições de acesso à informação, pois elas fornecem às empresas informação idiossincrática, que por sua vez, contribui para o posicionamento único de cada empresa dentro do espaço de oportunidades económicas. Contudo, segundo Burt (1992) os relacionamentos de uma rede apenas fornecem acesso a nova informação, senão forem redundantes (laços com indivíduos que têm os mesmos contactos). Consequentemente, as redes ricas em buracos estruturais são as mais suscetíveis de produzir informação, que poderá levar à descoberta de novas oportunidades de negócio.

Existem já diversos estudos, que estabelecem uma relação positiva entre a identificação de novas oportunidades económicas e as redes sociais (Companys & McMullen, 2007; Arenius & Clercq, 2005; Ardichvili et al., 2003; Singh, 2000). Sorenson (2003), refere que os empresários devem recorrer às suas redes sociais para identificar novas oportunidades de negócio. Para Ardichvili et al. (2003) as redes sociais detidas pelos empresários, são um dos principais fatores que influencia o processo de identificação e desenvolvimento de oportunidades que levam à formação de novos negócios. Singh (2000) chamou também atenção, para a importância das redes sociais na identificação de oportunidades de negócio.

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As redes sociais são muitas vezes redes de acesso e oportunidades. De forma a reconhecer uma oportunidade lucrativa num determinado segmento, ou nicho de mercado, da economia, o potencial empreendedor necessita de ter acesso a informação de relevo. Uma vez que muita informação relevante apenas existe de forma privada, a consciência de potenciais oportunidades lucrativas requer relações com aqueles que possuem conhecimento pertinente, normalmente aqueles envolvidos em negócios numa determinada indústria. É através das redes sociais, que flui a informação privada que permite aos empresários detectar novas oportunidades de negócio. Mais uma vez, as relações sociais desempenham um papel crucial na aquisição de informação tácita e a convencer os detentores de recursos a participar na oportunidade de negócio identificada, seja como funcionários ou como investidores (Sorenson, 2003).

De Carolis e Saparito (2006) apontam também seu estudo, para a importância desempenhada pelas redes sociais, e pelo capital social resultante das relações aí presentes, no acesso a informação crítica, que posteriormente permite aos empresários identificar mais facilmente novas oportunidades económicas. Segundo Luo (2003), as redes sociais entre executivos de topo na China, são estabelecidas para ajudar a reduzir os custos de transação, aumentar o valor das transações, através da troca facilitada de recursos, informação e conhecimento, e para ajudar a identificar e aproveitar as oportunidades de mercado.

Para além de estratégias económicas, os empresários utilizam estratégias como as redes sociais para explorar e conhecer novas oportunidades empresariais (Companys & McMullen, 2007). Ao participar numa rede, a empresa pode obter acesso a fontes heterôgeneas de conhecimento cruciais para a inovação. Este conhecimento heterôgeneo é considerado uma oportunidade, pois os atores podem recombinar esse conhecimento para descobrir e explorar relações novas valiosas (Powell et al., 1996). Pode também, partilhar informação e colaborar na produção de bens e serviços. Alternativamente, pode descobrir buracos estruturais valiosos que pode explorar para criar valor, ou abandonar essas oportunidades para manter uma relação de confiança com parceiros estratégicos (Companys & McMullen, 2007).

Arenius e Clercq (2005) usaram no seu estudo abordagem de rede, para explicar as diferenças dos indivíduos na perceção de oportunidades. Os autores argumentam que os indivíduos diferem em termos da sua perceção de oportunidades, por causa das diferenças entre as redes em que estão inseridos. Os autores concluíram ainda, que os indivíduos com redes sociais mais coesas, são mais propensos a identificar

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oportunidades que aqueles com redes menos coesas. A literatura de redes sugere que os indivíduos ganham acesso a informação, através da interação com outras pessoas, que por sua vez estão ligadas a outras pessoas, sendo estas características de rede que influenciam a disponibilidade, o momento e a qualidade no acesso à informação.

As redes sociais têm sido também, associadas ao número de oportunidades que são percebidas pelos empresários (Singh, 2000). A extensão das redes sociais dos empresários, desempenha um papel extremamente importante na identificação de oportunidades. Diversos estudos concluíram, que quanto mais extensas são as redes sociais dos empresários (isto é, quantas mais pessoas conhecem e se relacionam), mais oportunidades de negócios estes identificam. Hills et al. (1997) concluíram também no seu estudo, que os empresários com mais relações identificam significativamente mais oportunidades, que os empresários com poucas relações. As redes sociais fornecem acesso a conhecimento que não é possuído atualmente, o que potencia a identificação de novas oportunidades de negócio. Logo, quanto mais extensas forem as redes sociais dos empresários mais oportunidades estes identificarão (Singh, 2000).

Ozgen e Baron (2007) avaliaram no seu trabalho, os efeitos na identificação de oportunidades de três fontes sociais de informação: mentores, redes industriais informais e a participação em fóruns profissionais (convenções, conferências, seminários e workshops). Os autores concluíram que as três fontes exercem efeitos positivos no reconhecimento de oportunidades, e que quanto mais extensas forem as redes informais dos empresários, e maior seja a sua participação em fóruns profissionais, mais elevado será o seu estado de alerta para identificar possíveis novas oportunidades de negócio. Os mesmos autores sugerem ainda, que tais atividades podem proporcionar aos empresários informações valiosas, bem como ajudá-los a construir redes sociais, e que consequentemente, essas redes podem contribuir para o seu sucesso na identificação de oportunidades, potencialmente valiosas para novos negócios.

No entanto, não importa apenas o número, por vezes o padrão de relações também é importante para a identificação de oportunidades valiosas (Sorenson, 2003). Através da determinação de padrões de relações sociais, as redes definem os tipos de oportunidades estruturais disponíveis para os atores. Neste sentido, as posições na rede desempenham um papel crucial uma vez que possibilitam aos atores das redes sociais descobrir novas oportunidades. Além disso, a localização de um dado ator social numa rede particular determina os recursos e a informação crítica que um ator pode reunir para explorar

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essas novas oportunidades (Burt, 1992). À medida que as organizações vão crescendo, o desafio passa a ser gerir uma diversa carteira de relações (redes de reputação, redes de marketing, fornecedores, clientes, redes institucionais) que servem funções e objetivos diferentes. Mesmo quando as organizações chegam à fase de maturidade, o capital social continua a ter um papel extremamente importante na identificação e desenvolvimento de novas oportunidades de negócio (Partanen et al., 2008).

Dado que a descoberta de oportunidades económicas é profundamente moldada pela disponibilidade e distribuição de informação na sociedade, e uma vez que a informação pode ser adquirida pelo uso de relações sociais mantidas para vários fins (Coleman, 1988), as redes representam uma ponte natural entre o espaço de informação e o espaço de oportunidade, desempenhando assim um papel fundamental no processo de crescimento das empresas.

Na secção seguinte, iremos explorar o papel das redes sociais na internacionalização das empresas.

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