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NORDISK SAMARBEID

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Como se pode depreender do que foi exposto, existe uma estreita relação entre os sites de redes sociais na internet e o advento da Web 2.0. Pesquisas sugerem esse elo de evolução, resultante da melhoria comunicacional daí trazida, sendo a nova Web um modelo oportuno para que isso ocorresse. Essas pesquisas mostram também que as ferramentas dessas melhorias aparecem como elementos determinantes, propiciando

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usuários ativos que proporcionaram os avanços das “redes sociais online” (Gold et al., 2011; Kim et al., 2013).

Além disso, O'Reilly (2007 Cit. In. Kim et al. 2013) mostrou essa evolução pontuando a forma como os usuários se relacionam entre si desde o surgimento da Web 2.0. Essa última tornou possíveis interações dinâmicas entre eles, de forma diferenciada, ascendendo assim, de simples troca de informações para algo mais complexo, revolucionando as relações fragmentadas da antiga Web.

Segundo Rocha and Alves (2010, pp. 223-224), confirmando tais apontamentos, as redes sociais de fato se beneficiam dessas novas formas interacionais digitais. Além disso, esses modos de associação conquistaram, ao longo dos últimos anos, um espaço fiel na vida das pessoas, atendendo aos mais diferenciados assuntos e gostos. Isto é, “na área de plataforma digital de compartilhamento de conteúdos, entram em jogo as chamadas mídias sociais”. Rocha and Alves (2010) tem em vista, nessa assertiva, diferenciar as definições de redes sociais – que foram expostas no presente capítulo, mais acima – das ferramentas virtuais e sites de interação social, ou como os autores chamam: as “mídias sociais”.

Torres (2009, p. 113 Cit. In. Rocha e Alves 2010, 223-224) define as mídias sociais como o conjunto de todos os tipos e formas de mídias colaborativas. Desse modo, pode- se dizer que as redes sociais na internet

estão inseridas dentro desse formato, enquanto que as mídias sociais são mais amplas, constituindo em um universo de sites e ferramentas que disponibilizam e compartilham conteúdos, abrindo espaço para a integração de seus usuários, formando redes sociais ou não.

Kim et al. (2013), usa a expressão Redes Sociais Online (no inglês, Online Social

Networks) para definir um site ou uma comunidade online que conecta as pessoas no

compartilhamento de informações úteis, conteúdo multimídia, dentre outros, com amigos ou outros usuários. E nesse sentido, diferencia-se, parcialmente, de uma ferramenta, ainda que integre as funcionalidades dela.

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Segundo Raquel da Cunha Recuero (2006), ao se compreender as relações entre os indivíduos como provenientes de processos de comunicação, torna-se fundamental estudar como tais trocas proporcionam o surgimento de grupos sociais. Mais do que isso, torna-se essencial compreender como a comunicação mediada por computador modifica a sociabilidade, influenciando a formação destas redes sociais. Mas ao propor tal iniciativa, Recuero esclarece que as redes sociais, nesse caso, referem-se a sua acepção conceitual baseada nas ciências sociais, em parte distinguindo-a das mídias sociais. Entretanto, a participação das mídias sociais no âmbito das redes sociais é patente.

Já autores como Garton, Haythornthwaite, and Wellman (1997), com foco na Análise de redes sociais, propõe um sentido mais amplo para redes sociais. Para eles, quando uma rede de computadores conecta uma rede de pessoas e organizações, isso é uma rede social. Além disso, buscando similitudes entre os conceitos, esses autores mostram que, como uma rede de computadores é um conjunto de máquinas conectadas por um conjunto de cabos, uma rede social é um conjunto de pessoas (ou organizações ou outras entidades sociais) ligado por um conjunto de relações sociais, tais como amizade, cooparcerias de trabalho ou para troca de informações. Mas esses autores não abordam, e isso tem importância, o tipo de laço estabelecido entre os membros da rede. Entretanto, lembram que, além de sua definição, existe

o problema de como essas estruturas sociais surgem, de que tipo são, como são compostas através da comunicação mediada pelo computador e como essas interações mediadas são capazes de gerar fluxos de informações e trocas sociais que impactam essas estruturas.

Já G. C. Ferreira (2011, p. 214) busca fazer essa diferenciação e estabelece um conceito mais preciso para redes sociais na internet, diferenciação e conceito sob os quais se apoia a presente tese. Para ela,

nos primeiros anos deste século, a expressão redes sociais foi associada, quase que exclusivamente, a tecnologias da informação. Por isso, é importante distinguir e não confundir rede social [...] com os aplicativos de relacionamento (networking social) disponíveis na Internet, tais como Facebook ou MySpace, entre outros. Esses aplicativos digitais podem ser entendidos como manifestações especiais e particulares de algumas redes

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sociais ou como ferramentas que permitem a explicitação digital de redes tácitas e o estímulo e desenvolvimento de novas redes com características particulares. Na atualidade, a grande maioria das redes sociais existe independentemente da tecnologia. A tecnologia evidencia e as potencializa, sobretudo nos casos em que o fator espacial impede um contato e uma relação mais próxima.

Como vimos, a ideia de rede social é anterior ao advento da internet e, como tal, é uma estrutura social onde pessoas ou organizações estão conectadas por um ou vários tipos de relações que podem ser de diferentes tipos, e onde atores sociais desencadeiam os movimentos e fluxos sociais de partilha de informação, poder, conhecimento, entre outros. E isso evidencia, segundo Tomaél et al. (2005), as redes como ponto de convergência da informação e do conhecimento.

Segundo Ferreira (2011, p. 215), alguns modos de funcionamento dos aplicativos de relacionamento podem se configurar, tais como uma “rede social de informação”. E daí há uma aproximação de funcionamento e de definição. Ou seja, como “um conjunto de pessoas, com algum padrão de contatos ou interações, entre as quais se estabelecem diversos tipos de relações e, por meio delas, circulam diversos fluxos de informação”. Isso é apoiado por outros pesquisadores, que ainda sim tentam guardar diferenciações – que existem.

R. Recuero (2012, p. 598) entende que tais sites têm características específicas, mas somente mediaria a “transcrição” dos grupos sociais. Como para Ferreira, segundo Recuero, esses locais não são em si redes, mas estas são reconstruídas neles e alteradas pela mediação, e os denomina “Sites de rede social”. Desse modo, para Boyd and Ellison (2007), o que o caracterizariam é que eles permitem

(1) a construção de um perfil público ou semi-público em uma determinada ferramenta;

(2) a articulação de uma lista de conexões (também pública ou semi pública); (3) a possibilidade de ver e navegar nessas conexões disponibilizadas na mesma ferramenta.

O elo com as redes sociais, enquanto entidades sociológicas, tem relação com esses elementos, enquanto tais sites permitam

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a publicação das redes sociais e a sua visualização por parte de outros atores. E é justamente porque passam a mediar as conexões, que os sites de rede social geram novas apropriações pelos atores. As redes sociais passaram, assim, a não ser apenas “representadas”, mas, igualmente, mantidas e geradas pela e na ferramenta através de práticas de adição de atores e nas apropriações construídas (Recuero, 2012, p. 598).

Segundo Kim et al. (2013), o que se nota nesse emaranhado conceitual é que o significado de sites de redes sociais vem sendo definida segundo uma variedade de pontos de vista. Mas indiferente à sua definição conceitual, o que se vê de fato é que essas Mídias Sociais (Raquel da Cunha Recuero, 2006), ou Aplicativos de Relacionamento (Ferreira, 2011), ou Sites de Redes Sociais (Gold et al., 2011; Gold et al., 2012), que é adotado no presente trabalho, ou ainda Redes Sociais Online (Kim et al., 2013) e de Sites de Relacionamento (Pinheiro, 2009; Soares, 2010)14, vem ganharando milhões de usuários.

Para Kim et al. (2013), em particular o Facebook, vem crescendo cada vez mais e já se tornou o mais popular entre os usuários de todo o mundo desde sua fundação em 2004. Mas outras mídias, como o YouTube, Flickr e LinkedIn, vem também tendo cada vez mais espaço, muitas com funcionalidades parecidas às do Facebook e, como ele, facilitando a interação de indivíduos e comunidades que compartilham interesses e atividades comuns.

Estudos tem, por isso, reforçado a importância social e econômica dessas mídias. Outros estudos acrescentam que sites de redes sociais e blogs são cruciais para a atividade online. Mais de dois terços da população global online deles visitam ou participam (Pallis, Zeinalipour-Yazti, Dikaiakos, 2011), e isso significa supor que essas mídias são uma parte crítica de interação on-line pessoal e comercial, fazendo supor também a necessidade de novos estudos sobre esses pontos de expressão e contato social pela internet (Kim et al., 2013).

De forma geral eles se caracterizam por serem hipermídias concebidas como sistema de

14 É possível notar aí diferentes termos para designar a mesma ferramenta online. Na presente tese

usaremos, preferencialmente, o termo Sites de redes sociais. Por vezes, poderemos usar Redes sociais online. Ambos significam sítios como o Facebook. Retomaremos, na metodologia, essa diferenciação.

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compartilhamento de fotos e materiais, comerciais ou não. Elas são identificadas em alguns artigos também como "comunidade virtual", partindo do pressuposto que seu conteúdo é aberto para usuários atuante, que a partir dessa interação podem adquirir e trocar informação e comunicação com outros usuários por meio informacional, mas como em comunidade (Jahnke, 2010 Cit. In Kim et al. 2013).

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