• No results found

SYNTETISK DRIVSTOFF (E-FUELS)

In document Regjeringens hydrogenstrategi (sider 37-40)

Há no campo conceitual diversas definições sobre o que seriam redes sociais, assim como diferenciações sobre quais são e que tipos de rede existem9. Segundo Marteleto

(2001, p. 72),

desde os estudos clássicos de redes sociais até os mais recentes, concorda-se que não existe uma “teoria de redes sociais” e que o conceito pode ser empregado com diversas teorias sociais, necessitando de dados empíricos complementares, além da identificação dos elos e relações entre indivíduos.

8 A Análise de Redes Sociais – ARS – é um método de estudo de redes sociais que considera que

estrutura das relações sociais determina o conteúdo dessas relações e que conformam a rede, e não atributos específicos dos membros. A análise de redes será novamente abordada no Capítulo V, na parte metodológica.

9 Como em outras partes do presente trabalho, opta-se aqui por não fazer um levantamento exaustivo dos

conceitos, que não cabem nem condizem com o encaminhamento da pesquisa. São possíveis remissões à matemática, informática, psicologia social, etc., cada qual trazendo importantes achados para a compreensão do fenômeno. Entretanto, buscaram-se aqui aproximações com as ciências sociais e com a ciência da informação, de onde o presente trabalho mantem mais estreita relação.

- 54 -

E desse modo, também a análise de redes pode ser aplicada no estudo de diferentes situações e questões sociais.

Quanto a isso, como bem observou Raquel da Cunha Recuero (2006), “estes estudos enumeram significativa quantidade de conceitos e de aplicações desse domínio de estudos, caracterizando sua dispersão e vocação empírica. Trata-se de um campo que busca, ainda, assentar suas bases teóricas e conceituais”.

Ainda assim é possível encontrar acepções sobre redes sociais na literatura especializada. Para Mercklé (2004, p. 4 Cit.In. Marteleto 2007), uma rede social pode ser definida, “[...] como sendo constituída de um conjunto de unidades sociais e das relações que essas unidades sociais mantêm umas com as outras, direta ou indiretamente, por meio de encadeamentos de extensões variáveis”. Essas unidades, por sua vez, podem ser indivíduos, grupos informais ou estruturas mais formais como organizações, associações ou empresas.

Esses apontamentos têm em mente, mais proximamente, o campo das ciências sociais. Para Marteleto (2001, p. 73) isso explica por que esses conceitos sobre redes

designam normalmente – mas não exclusivamente – os movimentos fracamente institucionalizados, reunindo indivíduos e grupos em uma associação cujos termos são variáveis e sujeitos a uma reinterpretação em função dos limites que pesam sobre suas ações. É composta de indivíduos, grupos ou organizações, e sua dinâmica está voltada para a perpetuação, a consolidação e o desenvolvimento das atividades dos seus membros.

Além disso,

Nos espaços informais, as redes são iniciadas a partir da tomada de consciência de uma comunidade de interesses e/ou de valores entre seus participantes. Entre as motivações mais significativas para o desenvolvimento das redes estão os assuntos que relacionam os níveis de organização social-global, nacional, regional, estadual, local, comunitário. Independentemente das questões que se busca resolver, muitas vezes a participação em redes sociais envolve direitos, responsabilidades e vários níveis de tomada de decisões.

- 55 -

A autora conclui com apontamentos de Colonomos (1995), ao notar que, de forma diferente das instituições, em geral as redes não supõe um caráter hierárquico, uma centralidade de decisão e uma organização vertical, sendo definidas pela multiplicidade quantitativa e qualitativa de seus elos, estabelecidos por seus membros. A orientação por uma lógica associativa é outra de suas características, sendo, no entanto, que sua estrutura extensa e horizontal não exclui a existência de relações de poder e de dependência nas associações internas e nas relações com unidades externas (Marteleto, 2001).

Assim, como reforça Ferreira (2011, p. 213), essa estrutura social se conforma ao ser constituída por indivíduos, organizações, associações, empresas ou outras entidades sociais, designadas por atores, conectados por um ou vários tipos de relações, onde os atores sociais desencadeiam os movimentos e fluxos sociais partilhando crenças, informação, poder, conhecimento, entre outros.

Ao discutir os conceitos de informação, rede, conhecimento e saber, direcionando-se para a área das Ciências da Informação, Marteleto (2007) sugere que

pode-se imaginar que o saber, na sua organização abstrata e geral, toma a forma de uma rede, à qual as tecnologias modernas de organização e arquivamento podem conferir uma realidade concreta e palpável. No entanto, o saber, enquanto conjunto de conhecimentos teóricos reunidos em diferentes corpus (sic), não representa mais do que uma ínfima parte do sistema geral de produção de conhecimentos.

Parrochia (1993 apud Marteleto 2007), pensando a questão da gestão e construção do conhecimento, observa que a consideração da estrutura da pesquisa e da produção do que se denomina um “fato” científico, leva a ampliar a imagem da ciência nos tempos atuais e principalmente a dimensão sociológica dos conhecimentos. A partir disso, passando em revista as formas de acumulação de saberes ao longo dos tempos, Marteleto (2007) observa ainda que, dado o instante de troca informacionais, seria necessário um redimensionamento do conceito para a ideia de redes sociais de

- 56 -

Isso fica sugerido em outro estudo, conduzido por Marteleto (2010, p. 36), que buscou mapear estudos sobre redes sociais. O que o trabalho mostra, por meio das pesquisas produzidas pela ciência da informação, durante a primeira década dos anos 2000 no Brasil, e que se reflete a produção em geral no resto do mundo, é que

os estudos de redes sociais no campo da informação iniciam com a temática da organização da sociedade civil e dos movimentos sociais para ações sociopolíticas. O intuito desses estudos [...] é analisar a centralidade do conhecimento e dos processos de apropriação de informações para a mobilização e a participação social. No entanto, em meados dessa mesma década, dois focos de pesquisa passam a se manifestar de forma expressiva:

(a) os estudos associando a cientometria10 ao conceito de redes sociais para

analisar as redes de pesquisadores e de colaboração na ciência, em sua maior parte empregando a análise de co-autorias; (b) as pesquisas dedicadas ao desenvolvimento socioeconômico local e à inovação, com ênfase nos arranjos produtivos locais e às redes sociais de empresas e atores políticos, sociais e econômicos.

Já mais recentemente, para a autora, “destaca-se a presença de estudos sobre as formas textuais e de linguagens na etiquetagem e no arranjo das informações na web”. Para ela, seria esse o lado mais promissor para as pesquisas em ciências da informação e que podem estabelecer mais “criatividade e versatilidade conceitual e metodológica em torno das novas modalidades de enredamento para a produção, expressão e apropriação de informações no ambiente virtual”. Além disso, “não menos importantes parecem ser as reflexões que se dedicam a rever e atualizar o alcance teórico das redes sociais, tanto no plano conceitual como metafórico, para o estudo das questões de informação em suas manifestações virtuais e / ou presenciais” (Marteleto, 2010, p. 36).

Em resumo, esse percurso sugere as principais vias de concepção e aplicação da noção de redes sociais nas ciências da informação:

(a) Nas redes de organização e mobilização da sociedade para a participação dos atores sociais, em perspectiva interdisciplinar com as Ciências Sociais. (b) Nas redes socioacadêmicas e de ações colaborativas, aproximando os construtos das redes sociais aos instrumentos da cientometria.

(c) Nas redes sociotécnicas e de inovação para o desenvolvimento local, reunindo uma economia e geopolítica da informação aos estudos sociológicos das redes de informação.

10 A ciantometria trata do estudo da mensuração e quantificação do progresso científico, estando a

- 57 -

(d) Nas redes sociais na Internet, observando-se mudanças e permanências nas formas de sociabilidade, interação, aprendizagem e trocas comunicacionais e informacionais (Marteleto, 2010, p. 38)

In document Regjeringens hydrogenstrategi (sider 37-40)