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Nonlinear dynamics and chaos in MEMS, state of the art

1. Fontes Orais.

Depoentes:

Josias Melo, nascido em Minas Gerais, chegou a São José dos Campos na década de sessenta. Trabalhou como metalúrgico desde esta época passando por várias fábricas como a antiga FI-EL, Eaton e Bundy. Trabalhou 24 anos na General Motors, onde se aposentou. Atualmente é diretor da Associação Democrática dos Metalúrgicos Aposentados. Tem dois filhos, um homem e uma mulher, sendo que o rapaz é metalúrgico. Entrevista realizada da sede da Associação Democrática de Metalúrgicos Aposentados no dia 23 de Julho de 2005.

Cláudio Corrêa é do Nordeste. Veio para São José dos Campos em 1969. Entrou na EMBRAER em 1972 através da escolinha de chapeamento. Foi demitido em 1984 por participar de uma greve, com ocupação de fábrica, que durou dois dias. A partir daí não consegue mais emprego como metalúrgico. Trabalha, então, com funilaria, pintura e em construções, e, à noite, com música, que é o que sempre gostou. Entrevista realizada no salão de assembléia do Sindicato dos Metalúrgicos em 23 de Julho de 2005.

Carlos Alberto é mineiro de Itajubá, onde era marceneiro. Foi para São José dos Campos em 1972, onde trabalhou na General Motors como ajudante de serrador. Foi demitido, voltou para Itajubá, onde freqüentou o SENAI estudando mecânica e desenho eletrônico. Após a morte do pai decidiu voltar para São José dos Campos. É empregado na EMBRAER na linha de produção em 1980, casa-se em 1981. É demitido em 1984 por participar da greve mencionada anteriormente. Depois disso, trabalha na Maphei e em pequenas metalúrgicas, as chamadas “bocas-de-porco”. Tem um filho estudando na escolinha da EMBRAER. Entrevista realizada no salão de assembléia do Sindicato dos Metalúrgicos em 23 de Julho de 2005.

Antônio Ladeira trabalhou como vendedor ambulante e garçom até que em 1985 foi trabalhar da General Motors, na linha de produção, como soldador. É casado e “diretor de base”127 do sindicato da categoria. Entrevista realizada no dia 29 de Julho em São José dos Campos.

Getúlio Guedes é de Silveira, uma pequena cidade no Vale do Paraíba. Veio em 1970 para São José dos Campos. Trabalhava numa empresa de material composto de fibra de vidro de dia e à noite era atendente na Fundação Vale Paraibana de Ensino Superior (hoje UNIVAP - Universidade do Vale do Paraíba). Depois, vai trabalhar na EMBRAER com pressurização de avião em peças feitas de vidro e carbono. É demitido em 1984. Vai trabalhar na COMPOSIT, onde fica mais de dez anos. É vice-presidente da Associação Brasileira de Anistiados Políticos. Entrevista realizada no dia 27 de julho de 2005 em São José dos campos.

Ivan Trevisan era estudante de história na UNICAMP. Estava no último período quando, através da discussão de uma política de proletarização da Convergência Socialista128, decide ir trabalhar como metalúrgico em São Bernardo do Campo em fins da década de 70. Participou das grandes greves do ABC, em 1982 é mandado embora e vai trabalhar na General Motors em São José dos Campos. É demitido em 1985 por participar de uma greve com ocupação de fábrica que durou um mês. Trabalha até hoje na Philips. Sua esposa Marilena também foi entrevistada. Marilena é de São José dos Campos (o fato da família de Marilena ser de São José dos Campos é fundamental na decisão de vir para a cidade quando Ivan é demitido no ABC). Atualmente, é advogada. Entrevista realizada em 20 de setembro de 2005 na sede do sindicato dos metalúrgicos em São José dos Campos.

João Roberto Faria trabalhou na zona rural em Minas Gerais até mudar-se para São Lourenço, onde trabalhou como garçom. Veio para São José dos Campos em 1966 e começou a trabalhar na Eriksson. Fez curso no Senai, entrou na Embraer. Paralelamente ao trabalho, cursou o Mobral e depois o supletivo. Já escreveu dois romances e está para publicar seu terceiro livro. É casado. Entrevista realizada no dia 15 de setembro de 2005 em São José dos Campos.

127“Diretor de base” é aquele que não é afastado do serviço para assumir a direção do sindicato. Assim, o trabalhador em questão desenvolve suas atividades normalmente dentro da fábrica.

128Tendência Trotskista que militava no movimento operário e estudantil. Fez parte da fundação do Partido dos Trabalhadores, sendo expulsa em 1992. Conforma, em 1994, juntamente a outros grupos o Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado.

Rui da Silva estudou no SENAI/Itajubá/MG, fazendo o curso de torneiro mecânico. Em 1972, veio para São José dos Campos e foi trabalhar na EMBRAER como chapeador (ficou por 12 anos). Depois de ser demitido em 1984, por participar de uma greve, foi trabalhar na Avibrás (fábrica de armamentos). Tem três filhos e quatro netos, sendo um filho também metalúrgico. No momento da entrevista, estava desempregado e não conseguia a aposentadoria por faltar o período de três anos de carteira assinada. Entrevista realizada no salão de assembléia do Sindicato dos Metalúrgicos em 23 de Julho de 2005.

Nicolau é mineiro de Belo Horizonte, onde trabalhou por oito anos como militar. Deixou o exército por “problemas pessoais” e veio em 1969 para São José dos Campos. Fala, com orgulho, que foi um dos pioneiros da Embraer (onde trabalhou por 22 anos até se aposentar). Tem dois filhos e netos. Um de seus filhos é metalúrgico. Atualmente, mesmo aposentado, trabalha numa “terceira” que presta serviços para a EMBRAER. Entrevista realizada no dia 19 de setembro de 2005 em São José dos Campos durante o Festival dos Metalúrgicos.

Márcio Antônio Castro é de São José dos Campos. Começou a trabalhar aos 14 anos. Trabalhou no comércio, em fábrica de louças e na fábrica de fiação e tecelagem Pharayba. Em metalúrgicas, trabalhou na Eaton, Embraer, Gm e outras. Em 1985, foi demitido da GM por participar de uma greve com ocupação da fábrica. Participa de um grupo que pleiteia anistia política, por perseguição das empresas e do Estado. Entrevista realizada no dia 26 de Julho de 2005 em São José dos campos.

James Ribeiro Salgado trabalhou no comércio e na GM de onde é despedido em 1985 por participar da greve citada anteriormente. Voltou a trabalhar no comércio e a fazer vários “bicos” para se sustentar. Entrevista realizada no dia 26 de Julho de 2005 em São José dos campos.

Paulo César dos Santos é de São José dos Campos. Começou trabalhando no comércio. Em metalurgia, trabalha há quinze anos, sendo dez anos na HITCLEFT (seu atual emprego), três anos na Embraer (de onde é demitido devido à reestruturação ocorrida após a privatização, que demite mais da metade dos trabalhadores) e em outras micro-empresas. É casado e tem dois filhos. Participa da CIPA. Entrevista realizada no dia 19 de setembro de 2005 em São José dos Campos durante o Festival dos Metalúrgicos.

Antônio Donizete Ferreira (Toninho) veio aos 19 anos de Minas Gerais para São José dos Campos e morou na casa de amigos, também mineiros, que tinham vindo

anteriormente para SJC. Vai trabalhar na Gm em 1977 no armazém de peças no período noturno. É demitido por participar da comissão organizadora da greve estadual de metalúrgicos em 1979. Entra na EMBRAER. Participa da composição da chapa de oposição no sindicato. Participa de três gestões da diretoria, sendo duas como presidente. Forma-se em advocacia. Entrevista realizada no dia 17 de setembro de 2005 em São José dos Campos.

Pedro Siqueira nasceu em São José dos Campos. Começou a trabalhar aos quatorze anos na Eaton como “guardinha mirim”. Fez curso no SENAI e trabalha, atualmente na mesma fábrica, mas na função de inspetor de qualidade das autopeças produzidas. Seu pai trabalhou na Eaton como chefe, hoje já está aposentado. Participa da CIPA e do sindicato. Entrevista realizada no dia 17 de setembro de 2005 em São José dos Campos.

2 – Imprensa

- Jornal “Vale – Paraibano”: Setembro de 1974129 a Dezembro de 2003. - Jornal “O Estado de São Paulo”: Setembro de 1978 a Maio 1985.

- Jornal “Gazeta Mercantil Vale do Paraíba”. Junho de 1999 a Julho de 2000. - Jornal “O Metalúrgico”. Editado pelo Sindicato dos Metalúrgicos. 1982 a 2004.