2.5 Lyapunov exponents
2.5.3 Measuring the maximal Lyapunov exponent from data
O livro-reportagem impresso sobre a trajetória do esporte da bola laranja uberlandense e a obra digital sobre os ídolos do basquete de Uberlândia podem trazer muitas contribuições. A começar pelo fato de que nos livros as histórias sobre o universo do basquete da cidade foram narradas com detalhes. Assim, as obras buscam contribuir para a construção de um saber: a história do basquete de Uberlândia. Além disso, revelam a trajetória de personalidades que passaram pelo esporte da bola laranja da cidade mineira.
As obras irão suprir uma lacuna: a da inexistência de produtos que pautem essa história. Trata-se de um projeto importante, pois contribuirá para a preservação da memória esportiva do basquete uberlandense e dos sujeitos envolvidos com a trajetória do esporte da bola laranja em Uberlândia. Ao preservar a história esportiva de Uberlândia, os livros podem contribuir para a preservação da história da própria cidade. Isso se deve ao fato de o esporte ser parte da cultura uberlandense e, portanto, ser parte da história de Uberlândia.
Os livros-reportagem produzidos com o registro histórico além de poder suprir a curiosidade das pessoas em relação ao basquete uberlandense podem também ser materiais de cunho bibliográfico. Neste contexto, eles servirão de consultas para futuras pesquisas. Como não há meios que reúnam tal história, as obras poderão ser base para pesquisas na área, fontes de consultas sobre o basquete em Uberlândia desde as práticas estudantis até a formação do time profissional da modalidade, além de servirem de fontes sobre a trajetória de ídolos do esporte que passaram pela cidade mineira.
Além disso, a obra digital “Ídolos do Basquete de Uberlândia” traz o registro de histórias de jogadores e técnicos que são ídolos não só em Uberlândia, mas em todo o Brasil. Trata-se de grandes nomes do basquete brasileiro que passaram pelo esporte da bola laranja da cidade mineira e que são conhecidos nacionalmente. Sendo assim, o livro terá o papel de preservar não só a memória esportiva uberlandense, mas as trajetórias de vida de ídolos do basquete do país.
Podemos dizer que os livros-reportagem desenvolvidos trarão muitos ganhos. Ganha o jornalismo esportivo, que contará com duas obras especializadas narrando fatos históricos sobre o esporte da bola laranja. Ganha o basquete, que terá sua história documentada. Ganha Uberlândia, que possuirá sua história esportiva preservada, pois o basquete é parte importante
dessa história. Ganham os atores9, que ajudaram a construir a história do basquete em Uberlândia, pois terão suas memórias preservadas. Ganham as pessoas, as apaixonados pelo universo esportivo, em especial as que gostam do esporte da bola laranja, que vão ter em mãos uma obra recheada com muitas informações envolvendo o basquete. Assim, com os livros-reportagem todo o universo do basquete uberlandense será estampado nas páginas das obras, permitindo que essa história não se perca no tempo, mas que eternize a trajetória do esporte da bola laranja em Uberlândia.
9 A expressão “atores” está sendo usada como sinônimo das pessoas que participaram da história do basquete uberlandense, sendo jogadores, técnicos ou parte da equipe de técnica, por exemplo.
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A pesquisa nos jornais uberlandenses para se descobrir o que se falava nas páginas dos jornais sobre o basquete e como era a prática do esporte da Bola Laranja na cidade englobou o período de 1900 ao ano de 2015. Foram realizadas pesquisas no Acervo Municipal de Uberlândia nos seguintes jornais:
Gazeta de Uberabinha- 1900 O Progresso- 1907 a 1914 A Livraria Kosmos- 1909 a 1916 O Paranahyba- 1914 O Commercio- 1915-1916 O Brazil- 1916 O Binóculo- 1916 Diário de Uberabinha- 1917 A Notícia- 1918 A Escola- 1919 A Notícia- 1918 a 1919 A Tribuna- 1919 a 1940
Correio de Uberlândia- 1940 a julho de 2013 (jornal impresso) Correio de Uberlândia - Agosto de 2013 a 2015 (digital).
A pesquisa consistiu em folhear todos os exemplares do jornal em busca das informações pretendidas e registrar os dados encontrados por meio de fotografia.
Vale ressaltar que foram realizadas, ainda, pesquisas em sites da Internet como o Correio de Uberlândia (http://www.correiodeuberlandia.com.br/home/), como já mencionado, o site do Globo Esporte (http://globoesporte.globo.com/) e o Blog Unitri Uberlândia (http://unitriuberlandiabasquete.blogspot.com.br).
APÊNDICE B- Livro-reportagem impresso “A bola laranja do Triângulo Mineiro - A
história do basquete de Uberlândia”
A história do basquete de Uberlândia
Deisiane Cabral
A Bola Laranja do
Triângulo Mineiro
À s pessoas que construíram a história do basquete uberlandense.
Aos jogadores que passaram pelos times de Uberlândia e marcaram a trajetória do esporte na cidade. Aos torcedores que vibraram com o basquete de Uberlândia e que hoje colecionam saudades.
Aos uberlandenses e todos que simpatizam com a cidade.
Aos que conhecem um pouco de sua história e aos que não conhecem, mas que porventura desejam conhecer. Dedico este livro aos que amam esporte, especialmente aos apaixonados pelo universo da bola laranja.
Agradecim entos
Para fazer este trabalho eu entrei em quadra. E, para dizer a verdade, muitas pessoas entraram em quadra comigo também. Juntos, formamos um time. E agradeço a cada um por tudo.
À minha família, por ser minha base. Ao meu pai José Maria, à minha mãe Jucelina e às minhas irmãs Josi e Geizi, obrigada por sempre apoiarem as minhas escolhas e se sacrificarem para que eu possa realizar os meus sonhos. Obrigada por me ajudarem direta e indiretamente nessa minha jornada acadêmica.
Ao meu orientador, Rafael, por acreditar em mim e abraçar o desafio que escolhi traçar no percurso do mestrado. Obrigada pelas orientações e por ser calmaria nos meus momentos de tempestade.
Ao pessoal do Arquivo Público de Uberlândia por me atender tão bem, me ajudar com informações e pelas conversas paralelas que deixaram os meus dias mais leves. Obrigada, Jô, Paulo, Marlene, Marluce e Marta.
Às minhas amigas que torceram por mim, compreenderam a minha falta de tempo e me ajudaram de alguma forma. Em especial, agradeço a Val por ser a minha primeira leitora e me ajudar com a revisão da obra.
Aos jogadores que passaram pelo basquete uberlandense, membros da equipe técnica, imprensa e torcedores. Lioni, Marcão, Reny Simão, Rubão, Brasília, Cambraia, Hélio Rubens, Helinho, Valtinho, Robert Day, Lara, Edicarlos, Cardoso, Reilla e Flaviano: muito obrigada por compartilharem comigo as suas memórias. Aliás, aqui vocês representam todas as outras pessoas que ajudaram a construir a trajetória do basquete na cidade.
E preciso agradecer a todos os atletas que vestiram a camisa de Uberlândia. Obrigada pelos jogos incríveis, pelo show de bola laranja nas quadras e pela dedicação. Obrigada pelas inúmeras emoções que vocês proporcionaram aos torcedores e pelas alegrias que trouxeram para a cidade. Sem vocês não haveria história para contar.
“Exilar a memória no passado é deixar de entendê-la como força viva do presente. Sem memória, não há presente humano, Nem tão pouco futuro.” Ulpiano Bezerra de Meneses
Sum ário
Prefacio... 86 Era uma vez Unitri Uberlândia Basquete... 87 A bola laranja chega ao Triângulo Mineiro...90 Do campo para as quadras... 92 Uberlândia versus Araguari e outros encontros cestobolísticos... 94 A primeira conquista não se esquece... 97 Bicampeã!...99 Uma, duas, três vezes campeã!... 102 Mais amistosos, mais competições, mais Associação Atlética de Uberlândia... 104 Uma nova história do basquete amador uberlandense... 108 O basquete nas práticas escolares... 111 O UTC nos Jogos Abertos do Interior... 113 Nem tudo foram flores: Crises no basquete de Uberlândia...115 O basquete do Uberlândia Tênis Clube na década de 50... 117 Wlamir Marques e Pecente: um show à parte em Uberlândia...120
Show do UTC nos Jogos Abertos da Alta Mogiana...122
O evento do ano!...125 Noite de gala do basquete em Uberlândia... 128 O basquete uberlandense ganha a Universidade... 130 O basquete do UTC agita o fim da década de 60 e início dos anos 70... 133 Uberlândia como sede de eventos esportivos...137 A década do basquete juvenil... 139 Aos trancos e barrancos... 143 O UTC e o Campeonato Nacional de Basquete... 145 1998: Nasce um campeão... 149 O início de mais um sonho...154 Um degrau por vez... 157 Levando o basquete de Uberlândia para fora do país... 160 2002: É penta!... 163 No meio do caminho tinha um COC/Ribeirão Preto... 165 Um grito engasgado na garganta...171 “Ou, ou, ou é campeão!”... 173 O Unitri no Campeonato Sul-americano de Clubes Campeões... 180 Do Brasil para a América do Sul...181
Na trave, ou melhor, no aro!...186 Vice no Sul-Americano de Clubes Campeões...188 Um campeonato sem campeão...190 Fechando o ano com chave de ouro...192 Terceiro lugar no Nacional...195 Fim do Unitri? Um baque geral!...198 O UTC no Nacional de 2008... 201 Na área de novo: a volta do Unitri... 202 Unodecacampeão mineiro e quinto lugar no NBB...205 Palmas para os vice-campeões... 207 Mais um troféu para a galeria do Unitri... 213 14 títulos não são para qualquer um... 215 Galeria das conquistas...218 Referências...220
Prefácio
Meu mundo ficou laranja nos últimos dois anos. E que cor linda para se pintar a vida, não?! O tom alaranjado coloriu os meus dias desde que eu entrei para o Mestrado Profissional em Tecnologias, Comunicação e Educação na Universidade Federal de Uberlândia (UFU) em 2015. Mas foi em 2016 que a cor tomou conta completamente do meu dia a dia.
Nesse tempo, mergulhei em águas desconhecidas, mas que tinham minha admiração e respeito: o basquete. A bola do jogo era desvendar uma história desconhecida, buscar informações do passado e resgatar lembranças do esporte da cesta da cidade de Uberlândia.
Foram sete meses pesquisando. Quinze pessoas entrevistadas e mais de 23 mil exemplares de jornais pesquisados. Entre eles, A Tribuna e o Correio de Uberlândia. Nesse período, foi como se eu estivesse em uma máquina do tempo e pudesse voltar ao passado. Eu realmente voltei ao passado. Eu visitei um passado que eu não vivi e revisitei um passado que eu vivi.
Por meio dos jornais e das entrevistas, eu, realmente, viajei no tempo e pude ver muita coisa. Eu pude ver além do meu foco. Eu vi uma vila se tornando cidade e uma pequena cidade se expandindo e se transformando na segunda maior de Minas Gerais. Eu vi o nascimento de uma paixão por um esporte: o basquete! Eu vi os primórdios desse esporte e o vi se tornando uma tradição pelo século 20 afora, e pelo 21 também.
Eu vi o esporte da bola laranja cair no gosto do público uberlandense. Eu vi o basquete amador e vi o profissional. Eu vi times renomados jogarem contra Uberlândia. Jogarem em Uberlândia. Eu vi times acabando e outros surgindo. Eu vi o basquete morrer nas crises e renascer.
Eu vi Uberlândia fazer história e conquistar um campeonato tipicamente paulista. Eu vi jogos amistosos e campeonatos. Eu vi vitórias e derrotas. Eu vi títulos estaduais, nacionais e até sul-americano.
Eu vi jogadores excelentes, treinadores excelentes e equipes técnicas excelentes. Eu vi craques dando show em quadra e se tornando ídolos. Eu vi uma torcida apaixonada ser o sexto jogador do time.
Eu vi o jornal mudar. O português mudar. A editoria de esportes mudar e ganhar muito mais espaço com o tempo. Eu vi tudo isso e escrevi este livro para que outras pessoas também possam ver.
E r a um a ve z U n itri U b e rlâ n d ia Basquete
O calendário marcava 3 de abril de 2015. Era sexta-feira. Podia ser um dia qualquer para um monte de gente. Mas não foi para muitos uberlandenses. Não foi para os muitos apaixonados pelo basquete do Unitri Uberlândia. Era o último jogo da equipe uberlandense na temporada 2014/2015 no NBB (Novo Basquete Brasil).
No ginásio Homero Santos do Uberlândia Tênis Clube (UTC), Unitri versus Palmeiras. A arquibancada não estava lotada como costumava ficar. Cerca de 200 torcedores foram acompanhar de pertinho aquela derradeira partida dos representantes de Uberlândia no esporte da bola laranja.
Às 20 horas as duas equipes entraram em quadra. O primeiro arremesso na cesta foi do Palmeiras, que abriu o placar. O Unitri tentava cesta de dois pontos, mas a bola ficava no aro. Tentava cesta de três pontos e, de novo, a bola não passava. O time paulista marcava. De repente, o Palmeiras já tinha 11 pontos enquanto o Unitri não saía do 0. Os dois primeiros pontos do time de Uberlândia só saíram quando o adversário estava com 12. O Palmeiras ainda ampliou a diferença para 17 a 2. O time uberlandense conseguiu diminuir e terminou o primeiro quarto perdendo por 23 a 12.
No segundo período, o Unitri melhorou o desempenho em quadra, mas o Palmeiras continuava à frente no placar com 41 a 37. Parecia que mais uma derrota estava a caminho. Mas no terceiro tempo o cenário mudou. A equipe local conseguiu uma virada espetacular e fechou o quarto vencendo por 61 a 57. E aí, o Unitri continuou na frente na contagem de pontos e, ao apito final, a vitória do time de Uberlândia veio por 82 a 78 em cima do Palmeiras. A temporada não tinha sido fácil para o Unitri. O time venceu nove dos trinta jogos que disputou. Com aproveitamento de 30,0%, a equipe terminou o campeonato em décimo terceiro lugar.
Naquele mês de abril, a história do basquete uberlandense ganhava um capítulo nada agradável para os apaixonados pelo Lobo Guará. No dia 25 de março saiu o primeiro anúncio sobre o fechamento do tradicional time de basquete de Uberlândia. A notícia divulgada pela rádio uberlandense Vitoriosa rapidamente se espalhou pelas redes sociais. Diversos sites, não só de Uberlândia, mas de todo o Brasil, estamparam a informação no dia seguinte: “Um dos mais tradicionais times do basquete brasileiro, o Uberlândia, está com seus dias contados. A direção do clube confirmou que deixará o esporte profissional após o fim da atual edição do NBB, no início de abril”, dizia o Estadão. Wellington Salgado, o presidente da equipe e responsável pela sua criação, deu o veredito. O time iria fechar as portas. O motivo alegado foram questões
econômicas. Para Flaviano, torcedor da equipe e presidente da torcida organizada Inferno Verde, aquele foi um dia triste para a história do basquete de Uberlândia. “O pior dia foi quando a gente ficou sabendo que não ia ter mais o basquete na cidade. Esse foi o pior dia pra nós aqui, para quem gosta do basquete”, lembra Flaviano.
E aquele duelo entre Palmeiras e Unitri não foi só o último da temporada como também foi o último do time de Uberlândia. Os torcedores fizeram bonito na quadra. Empurraram a equipe. Aplaudiram os jogadores. Os atletas, por sua vez, agradeceram o apoio. No fim, a torcida fez coro: “Fica, Unitri!”. Não ficou. O time mineiro encerrou as atividades mesmo e, em agosto de 2015, a franquia foi transferida para a Bahia.
Essa não foi a primeira vez que o time do Lobo Guará encerrou suas atividades. Em 2007 a equipe fechou as portas e só voltou à ativa três anos depois, em 2010. No ano de 2015, Uberlândia se despediu de uma história de 17 anos de conquistas.
“É uma história fantástica, então, quando se fala em Unitri, eu me lembro de sucesso porque foi um time vitorioso. Foi um time que em poucos anos conquistou muita coisa”, ressalta