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Non-Religious “Spaces”

In document Two Narratives of Islamic Revival (sider 87-92)

3 THE FIELD OF ISLAMIC TELEVISION PREACHING

3.1.3 Non-Religious “Spaces”

Relembre-se que os resultados dos inquiridos foram incluídos na caracterização geral dos agregados familiares, apresentada no ponto anterior. No entanto, neste tópico apresentamos uma análise mais aprofundada relativa apenas aos 1.599 respondentes.

Do ponto de vista do género, a amostra revelou-se relativamente equilibrada, ten- do respondido 940 mulheres (58,8%) e 659 homens (41,2%).

Figura 32

(179) Em termos etários, importa recordar que apenas podiam responder ao inquérito indivíduos a partir dos 16 anos, não tendo sido estabelecida uma idade máxima. Assim, em termos médios, o respondente tem 36 anos de idade, embora metade da amostra esteja abaixo desta idade, conforme se pode visualizar na tabela que a seguir se apresenta.

Tabela 9

Estatísticas sobre a idade dos indivíduos

Moda Quartil Quartil Quartil Média PadrãoDesvio Min. Máx. Intervalo

25 25 34 46 36,7 14,8 16 94 78

Quanto ao estado civil, cerca de 80% são casados ou vivem em união de facto, en- quanto 10,1% são solteiros, 7,3% viúvos e 2,8% divorciados ou separados de facto.

Figura 33

Estado civil dos inquiridos

O casamento ou a união de facto ocorreu, em média e para metade dos indivíduos, aos 18 anos de idade. De notar que apenas 25% da amostra se casou com 19 ou mais anos.

Todavia, a idade ao casamento continua a ser bastante baixa quando comparada com a média nacional que era em 2013, de 32 anos para os homens e de 30 para as mulheres

homens (Pordata).51 Existe uma maior proporção de indivíduos que se casaram entre os 15 e os 19 anos (51,9%), a qual diminui para cerca de um terço a partir dos 20 anos. Em média, as mulheres tendem a casar-se mais cedo que os homens (16 anos versus 18 anos), sendo a dispersão em torno deste valor semelhante (desvio padrão = 4 anos).

Figura 34 Idade ao casamento

Se considerarmos o casamento nas suas diversas modalidades (civil, religioso e ci- gano), dos 1.446 sujeitos casados, 82,8% referem ser casados exclusivamente pela “lei ciga- na” (Mendes, 2005 e 2007; Bastos, Correia e Rodrigues, 2007). Embora sejam possíveis com- binações nas modalidades de casamento, estas são de expressão residual, sendo a segunda modalidade mais frequente a comninação entre o casamento pela “lei cigana” e pelo registo civil (3,9%.) As categorias desagregadas apresentam-se na figura 35.

De entre aqueles que responderam à modalidade de casamento ou união de facto, a mais frequente é o casamento exclusivamente de acordo com a “lei cigana” (75,2%) e ape- nas uma minoria tem cônjuge não cigano (5,0%). Este valor sobre os casamentos exogâmi- cos ficam muito abaixo dos registados em estudos qualitativos feitos em diferentes zonas do nosso país (Mendes, 2005 e 2007; Bastos, Correia e Rodrigues, 2007; Magano, 2014 Magano). Destes 80 inquiridos que casaram com cônjuges não ciganos, 57,5% são mulheres.

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Figura 35

Modalidade de casamento

Figura 36

Etnia do cônjuge dos inquiridos

A esmagadora maioria dos inquiridos são descendentes de pai e mãe ciganos (91,7%), havendo uma forte homogeneidade intragrupo cigano, reforçada por práticas en- dogâmicas bem consolidadas (Mendes, 2007).

Figura 37

Ascendência do inquirido

No que se refere à existência ou não de descendentes por parte dos inquiridos, observa-se que uma pequena percentagem não tem filhos (9,9%), mais de metade tem entre 1 e 3 filhos (54,0%), quase um quarto tem entre 4 a 7 filhos, e poucos têm entre 8 a 11 filhos (5,0%). Estes dados refletem a tendência para o abaixamento dos níveis de fecundidade e natalidade e que já foram registados em outros estudos (Mendes, 2005 e 2007).

O número de filhos relaciona-se com os níveis de escolaridade, enquanto no esca- lão mais baixo de escolaridade o número médio de filhos é de 4,5, este valor vai decrescendo à medida que aumenta a escolaridade dos indivíduos sendo, no escalão mais qualificado (≥3º ciclo) de 1,7 filhos. No entanto, será ainda importante perceber se esta relação é cau- sa do incremento nos níveis de escolaridade ou de outras dinâmicas estruturadoras e que atravessam a sociedade, como sucede em outros países europeus, como por exemplo, em Espanha (Gamella, in Mendes e Magano, 2013).

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Figura 38

Número de filhos no agregado familiar

A análise focalizada na idade em que tiveram o primeiro filho revela que, em ter- mos médios, essa situação ocorreu aos 19 anos de idade, com um desvio face à média de 4 anos. De mencionar, neste sentido, um intervalo de 37 anos, com o mínimo de 12 anos e o máximo de 49 anos. No caso da média nacional ela é, em 2013, de 29,9 (PORDATA)52 o que nos indica um intervalo de mais de 10 anos em relação à idade média do 1º filho.

Figura 39

Idade em que os inquiridos tiveram o primeiro filho

Quando questionados sobre a idade em que seria adequado as filhas terem o pri- meiro filho, em termos médios, indicam 20 anos, localizando-se a moda e a mediana nos 20 anos. O intervalo de idades compreende-se entre os 12 e os 50 anos de idade e regista-se um desvio face à média de 3,2 anos. Relativamente à idade para os filhos terem o primeiro filho, em termos médios, indicam os 21 anos, com moda e mediana de 20. O intervalo de idades compreende-se entre os 12 e os 35 anos de idade e regista-se um desvio face à média de 3,2 anos.

Figura 40

Nível de escolaridade dos indivíduos

No que respeita aos níveis de ensino mais elevados que concluíram ou completa- ram, os inquiridos revelam um perfil semelhante ao verificado para os agregados. Assim, 52% não completaram ou não frequentaram o 1º ciclo do ensino básico, sabendo ou não ler e escrever; a maioria (53%) completou apenas o ensino básico, sobretudo o 1º ciclo; e apenas uma pequena minoria concluiu o ensino secundário ou outro nível de ensino mais elevado (2,8%).

Os níveis de escolaridade acima apresentados não se distribuem de forma unifor- me pelo país. Como se pode constatar pela figura 41, mais de metade (54%) dos ciganos residentes na região Norte possui escolaridade ao nível do 1º ciclo (completo ou incomple- to), no Centro destaca-se o elevado peso daqueles que não sabem ler nem escrever (28%)

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Figura 41

Níveis de escolaridade por região

No que diz respeito à origem geográfica dos inquiridos, estes são, na sua maioria, naturais dos concelhos onde residem (52,7%) e só 45,8% são naturais de outros concelhos. Os naturais de outros concelhos são, sobretudo, naturais de Lisboa (5,7%), seguindo-se Por- to (2,6%), Beja (2,3%), Évora e Faro, com a mesma percentagem (1,4%).

Apenas 0,8% dos respondentes têm nacionalidade estrangeira (três casos naturais do Brasil, quatro de Espanha e um dos Estados Unidos da América).

In document Two Narratives of Islamic Revival (sider 87-92)