Conservação de água são ações com o objetivo de aperfeiçoar o consumo de água e a consequente redução do volume a partir do conceito de racionalização do uso. São necessários estudos sobre o consumo, observando a tipologia, especificidades dos sistemas, e os usuários para conseguir ações eficazes de conservação de água.
O conceito envolve a relação entre gestão de demanda e gestão de oferta, resguardando o emprego da água de acordo com questões relacionadas à saúde pública, destinando esses usos de água a um sistema adequado. Segundo FIESP (2006, p.19), a conservação da água pode ser definida como qualquer ação que:
• reduza a quantidade da água extraída em fontes de suprimento; • reduza o consumo de água;
• reduza o desperdício de água;
• aumente a eficiência do uso de água, ou ainda; e • aumente a reciclagem e uso de água.
Para aplicação do conceito de conservação de água, deve-se avaliar alguns dados que caracterizam a edificação. Para essa análise, é sugerido o esquema apresentado em FIESP (2006), que descreve etapas do programa de conservação de água em edificações novas, conforme figura 14.
O esquema apresentado na figura 14 relaciona algumas diretrizes para a realização das etapas de análise para observação dos critérios de conservação de água. O objetivo de implantar o programa de conservação de água é segundo FIESP (2006, p. 21):
• economia gerada pela redução do consumo de água; • economia criada pela redução dos efluentes gerados;
• consequente economia de outros insumos como energia e produtos químicos; • aumento da disponibilidade de água;
• agregação de valor ao “produto”;
• redução do efeito da cobrança pelo uso da água; e
Figura 14 – Programa de conservação de água em edificações novas. Fonte: FIESP (2006). Soluções da nova edificação Nova edificação Dados de entrada:
Tipologia, sistemas envolvidos, usuários diretrizes de funcionamento da edificação.
Análise da Demanda Análise da Oferta Estudo das diferentes aplicações contemplando tecnologias, custos de manutenção, investimento inicial. Análise quantitativa e qualitativa das necessidades Sistemas Especiais Estudo de Soluções alternativas Aproveitamento de águas pluviais Uso de águas subterrâneas Reúso de água Captação direta Concessionária Sistemas Hidráulicos Prediais
Locação dos sistemas em áreas acessíveis Otimização do traçado Avaliação dos equipamentos hidráulicos Setorização do consumo Vazão e pressão apropriada nos diversos pontos de consumo Análise Documental Relacionar possíveis fontes de abastecimento Estudo de viabilidade técnica econômica Solução consolidada Elaboração do Anteprojeto Elaboração do Projeto Executivo
Execução Estabelecimento do Sistema de Gestão da água
Uma das medidas a ser considerada em programas de conservação é a redução de desperdício, que pode ser realizado com a correção de vazamento, redução de perdas, realização de campanhas de sensibilização e educação, e instalações de tecnologias economizadoras nos pontos de consumo de água.
Após a implantação de ações das medidas de redução de desperdício, pode- se estimar ou avaliar o impacto da redução pela análise dos indicadores:
Ircc = Ica - Icd X100 (2) Ica
Ircc = Impacto de redução do consumo de água por agente consumidor Ica = Indicador de consumo antes das intervenções
Icd = Indicador de consumo depois das intervenções Fonte: FIESP (2006).
Para determinar o custo de investimento e o tempo de retorno, é calculado o valor total do custo dos componentes economizadores de água, tubulações, materiais, mão de obra. Estima-se o valor de redução do consumo mensal da água após a intervenção. O próximo passo é determinar o fluxo do benefício, que é calculado com a equação (3).
Fb = Vma - Vmp (3)
Fb = Fluxo do benefício
Vma = Valor médio da conta de água antes da intervenção Vmp = Valor médio da conta de água após a intervenção Fonte: FIESP (2006).
O valor médio deve levar em consideração se no local do projeto tem diferenciação na cobrança da água e do esgoto na tarifação, e será realizada alguma medida para a emissão do efluente.
Os fluxos atualizados e o valor de retorno do investimento podem ser conhecidos pela equação 4:
Fba = Fb (1 +Td)t (4)
Fba = Fluxo de beneficio atualizado Fb = Fluxo do benefício
Td = taxa de desconto na tarifação t = tempo
Essa metodologia pode sendo indicado adotar outros (FIESP, 2006).
Para edificações existe posteriormente, implantação d 15 é apresentado um fluxogram água em edifícios existentes.
Figura 15 – Gestão do Pro
Fonte: Téchne (2006).
Para realizar a previsão se efetuar alguns cálculos, q
Planejamento Pré-implantação Implantação Pós-implantação Resultados Impactos
Redução do consumo de água
Gerenci dos e C ust o da d em an da d e ág ua
de apresentar dificuldades na avaliação d os fatores para a verificação da viabilidad
stentes é necessário adotar uma rotina d o de ações de redução do consumo de ág
rama de avaliação e aplicação de ações de
Programa de conservação de água em e existentes.
são em projeto de quanto será o consumo d s, que auxiliarão no dimensionamento do
• Motivação -> Objetivos -> Situação -> Estruturaç
• Definição das atividades prioritárias e locais com m de redução - Fases e etapas do programa.
• Realização de reuniões com unidades (e empresas • Etapa 1 - Diagnóstico geral
• Etapa 2 - Redução de perdas físicas
• Etapa 3 - redução de consumo nos pontos de utiliz • Etapa 4 - Características dos hábitos e raconalizaç
atividades que consumam água
• Etapa 5 - Divulgação, cmpanhas de concientização treinamentos
• Características dos hábitos e raconalização das ati consumam água
• Divulgação, campanhas de conscientização e trein • Gestão da demanda de água
Efeitos
ua
Alterações nos sistemas de suprimen de equipamentos sanitários
Alterações em rotinas de manutenção Alterações em rotinas administrativas Alterações em parâmetros de projetos Desenvolvimento tecnológico e equip Despertar para a conservação da águ Introdução de fontes alternativas de á Mudanças comportamentais dos usuá
nciamento s efeitos
- Atualização do cadastro das ligaçõe - Acompanhamento do consumo - Atuação no caso de ocorrência consumo dos benefícios, ade do sistema, de avaliação e água. Na figura s de economia de edificações o de água pode- do sistema para ração maior potencial sas contratadas) ilização ação das ão e atividades que inamentos
ento de água fria ão predial as tos ipamentos gua e água suários ões de água. a de anomalias de
água potável e não potável. O primeiro passo para o dimensionamento é observar quais as atividades que poderão ser utilizadas água não potável. Segundo Tomaz(2003), não existe estudos no Brasil para o consumo médio estimado, por aparelhos. Assim, a previsão de consumo deverá ser realizada com o cálculo estimado. O quadro 8 apresenta uma rotina de cálculos para estimativas de consumo.
ATIVIDADES INDICADORES DE CONSUMO
Bacia Sanitária
Nº
Pessoas N º descargas/ pessoas/ dia descarga Volume vazamentos % Dias TOTAL L/mês
Lavagem de roupa
Nº
Pessoas pessoas . dia Cargas / Litros/ciclo Dias TOTAL L /mês
Gramado ou Jardim
Área
m² Dia / m² Litros/ Frequência de lavagens no mês (dias) TOTAL L /mês
Lavagem de carro Nº de carros Litros/lavagem Frequência de lavagens no mês (dias) TOTAL L /mês
Piscina manutenção L/dia/m² Consumo de água na Área m² Frequência de lavagens no mês (vezes) TOTAL L /mês
Mangueira de jardim
Litros/dia Dias TOTAL L /mês
Quadro 8 – Cálculo para estimativa de consumo de água não potável
Fonte: Tomaz (2003), com adaptações.
A estimativa de consumo auxilia na concepção do projeto para verificar a potencialidade de utilização da água não potável na construção. Com esses valores, pode-se verificar qual a fonte que suprirá as necessidades da edificação.