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Husene og stedet

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O processo de certificação é voluntário, e para um edifício obter a certificação, necessita atender alguns requisitos. Geralmente alguns requisitos são obrigatórios, e outros são de adesão livre. Para o crédito da água são oferecidas algumas práticas que geram economia de água, seja pela redução do consumo ou mesmo pelo incentivo de utilização de água não potável em usos que não requer potabilidade da água. Alguns selos pontuam os percentuais de economia de água em comparação às tecnologias utilizadas em edifícios comuns, ou seja, não certificados.

A escolha dos selos foi para verificação do que está sendo apresentado no Brasil, para a construção sustentável no quesito água nas certificações ambientais. Temos no país três selos que estão em uso: LEED, AQUA; e SELO CASA AZUL CAIXA, e temos o programa de etiquetagem PROCEL EDIFICA, que bonifica ações de redução de consumo de água.

O selo LEED tem sido bem aceito no Brasil, possuindo hoje mais de 40 empreendimentos já certificados, e uma crescente lista em processo de certificação. A metodologia para obtenção do selo é bastante complexa, e será apresentada no item 4.2.1. O selo possui diversos níveis de certificação, onde a pontuação no atendimento aos créditos determina o selo adquirido. Sua metodologia é bastante criticada, pois adota padrões americanos para certificação. Está em fase de adaptação para o Brasil, segundo o GBC-Brasil.

O selo AQUA é fruto da adaptação realizada por professores da USP, e profissionais da Fundação Vanzolini do selo Haute Qualité Environnementale (HQE), de origem francesa. Para obter a certificação, tem que atender todos os requesitos, o que torna a adesão mais complicada. O selo possui empreendimentos certificados, mas em menos quantidade do que o selo LEED, pois o selo é recente no Brasil (2007). A metodologia de certificação do selo para o requesito de racionalização da água será apresentado no item 4.2.2.

A etiqueta PROCEL EDIFICA é voltada para questões de eficiência energética. O uso racional da água é presente no processo de etiquetagem como uma forma de bonificação da pontuação no processo de obtenção da etiqueta, e será apresentado no item 4.2.3.

O selo CASA AZUL CAIXA é mais recente, de 2010, e atualmente certifica edificações habitacionais. O selo foi totalmente elaborado no Brasil, possuindo características peculiares à nossa realidade, abordando as nossas normas e legislação pertinentes. Por este motivo, o selo está sendo apresentado na pesquisa. Outro ponto importante, é que o selo também possui uma grande contribuição com as boas práticas para o uso racional da água, sendo apresentado no item 4.2.4.

5.2.1. LEED

O selo de certificação LEED, é de origem americana e existe desde 1998. Nos últimos anos, o processo de certificação LEED, tem se espalhado por diversos países, sendo mundialmente aplicado. No Brasil existem 61 edifícios certificados6 e 540 edifícios em pedido de certificação, em novembro 2012.

Para obter o selo de certificação, deve-se realizar medidas sustentáveis, que são mensuradas através de atendimento de requisitos pré-definidos, em sete categorias:

- Espaço Sustentável (Sustainable Sites (SS)); - Uso Racional da Água (Water & Efficiency (WE)); - Energia e Atmosfera (Energy & Atmosphere (EA )); - Materiais e Recursos (Materials & Resources (MR));

- Qualidade Ambiental Interna (Indoor Environmental Quality (QAI)); - Inovação e Processo do Projeto (Innovation in Operations (IPP)); - Créditos Regionais (Regional Priority (CR)).

Cada categoria possui seus requisitos específicos e uma pontuação que pode ser alcançada com o seu atendimento. Ao longo dos anos o sistema de certificação passou por várias revisões, nas quais foram modificando os critérios de pontuação,

6 GBC Brasil. Disponível em http://www.gbcbrasil.org.br/?p=certificacao , acessado em 20 de

requisitos a ser atendidos e classificação na obtenção do selo. Quando o sistema começou a ser implantado no Brasil, estava na versão 2.0. Já houve revisão para versão 2.2, e atualmente a certificação está na versão 3.0 – LEED 2009.

Os requisitos de certificação têm como base parâmetros americanos, e estão sendo estudados parâmetros para uma melhor adaptação para o Brasil. Portanto os edifícios certificados no Brasil atendem os critérios de sustentabilidade americanos, o que pode levar a um engano se comparados com critérios sustentáveis do local onde os edifícios estão implantados.

A certificação é direcionada para cada tipo de edificação. Nas versões mais antigas, cada edificação possuía requisitos específicos para certificação. Com a versão 3.0 – LEED 2009 estão tentando unificar os requisitos e modificar apenas o peso da pontuação de acordo com a edificação. Os sistemas de certificação para cada tipo de edificação são:

- LEED-NC: é voltado para construções comerciais e institucionais, onde o proprietário do edifício ocupa mais de 50% da área do edifício e implanta práticas sustentáveis em maior proporção no edifício;

- LEED-CS: é voltado para construções onde o proprietário do edifício é responsável somente pela implantação das medidas nas áreas comuns e no revestimento do edifício. O proprietário neste caso ocupa menos de 50% do edifício, além de não possuir a responsabilidade de implantar e manter medidas sustentáveis em cada unidade de venda ou aluguel;

- LEED-CI: é para as unidades de venda ou aluguel, os quais não são abrangidas pelo crédito LEED-CS, procura atender a esfera da unidade comercial;

- LEED-BE-OM: é para o acompanhamento da certificação e para o caso de implantação em edifícios existentes de medidas de sustentabilidade;

- LEED-HOME (casas) – ainda não foi empregado no Brasil; e - LEED-SCHOLL (escolas) – ainda não empregado no Brasil.

Os edifícios de escritórios certificados em São Paulo correspondem, em sua maioria ao sistema de certificação LEED-CS, o qual será avaliado na presente pesquisa.

Ao atender os requisitos da certificação, o edifício recebe uma pontuação. Para obtenção do selo é efetuado o somatório da pontuação, que determina qual

selo o edifício irá obter. Nas mudanças de versões, houve acréscimo de requisitos, e a escala de pontuação mudou completamente, como pode ser visto na figura 31, que apresenta a pontuação para o sistema de certificação na versão 2.0 e na versão 3.0., segundo o United States Green Building Council (USGBC).

Figura 31 – Faixas de Classificação Certificação LEED versão 2.0, versão 2.2 e versão 3.0 – LEED 2009

Fonte: USGBC (2009).

A mudança de pontuação nas versões para certificação implica em atendimento de mais critérios de sustentabilidade, o que pode beneficiar edifícios com certificados antigos, e dificultar os edifícios recentes, por ter que atender mais requisitos. É muito importante ao avaliar um edifício certificado, LEED, verificar qual a versão de sua certificação. Grande parte dos edifícios já certificados no Brasil foram certificados para versão 2.0 e 2.2., portanto a presente pesquisa analisa a certificação LEED para estas versões. Os requisitos referentes ao uso racional da água e espaço sustentável, na versão de certificação v.3.0 - LEED 2009 não foram modificados, apenas houve alteração nas faixas de pontuações obtidas.

As categorias de certificação são desmembradas em requesitos, nos quais alguns se integram entre si. Para haver um gerenciamento desse sistema, é recomendado que exista um profissional que irá integrar o sistema de certificação, para assim, obter um projeto com melhores soluções. Alguns requisitos refletem em medidas que irá beneficiar o ciclo de vida de uso do edifício, com estudos de possibilidades de pay-back das tecnologias utilizadas para economia em sistemas de energia, água, e materiais. O profissional é acreditado pelo sistema de certificação, e tem como ferramenta suporte, os guias de referência que explicam todo processo de certificação e todos os requesitos para a obtenção do selo.

22 25 39 27 32 49 33 38 59 44 51 79 61 69 110 LEED versão 2.0. LEED versão 2.2. LEED versão 3.0 - 2009

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