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Kapittel 9 – Fremtidsregnskap

9.4 Budsjettdrivere fra 2014 til 2026

9.4.2 Netto driftseiendeler

Esta pesquisa procurou verificar as expectativas das docentes, considerando que este é um fator importante no desempenho profissional. Diante dessa questão, 66% responderam que têm perspectivas de continuar sendo professora/ educadora da educação infantil na RME/BH, 55% querem fazer curso superior ou pós-graduação e 36% pretendem trabalhar em dois turnos para completar a renda. Apenas 9% têm perspectivas de mudar de profissão.

TABELA 36

Perspectivas que parecem mais realizáveis no trabalho para as profissionais da educação infantil da RME/BH pesquisadas – 2008

Perspectivas Frequência Percentual

Continuar sendo professora/educadora da educação infantil na RME/BH 105 66% Ser coordenadora pedagógica da escola onde está lotada atualmente 14 9%

Trabalhar em outras funções na RME/BH 32 20%

Mudar de rede, mas manter a condição de professora da educação infantil 1 1% Fazer concurso público para escola de ensino fundamental 56 35%

Aposentar 14 9%

Trabalhar em dois turnos para complementar a renda 58 36%

Fazer curso superior ou pós-graduação 88 55%

Mudar de profissão 14 9%

Outras 17 11%

Fonte: Dados da pesquisa.

Nota: Tratando-se de respostas múltiplas, a soma das respostas será maior que o total e a soma das porcentagens superior a 100%.

Esses dados corroboram os estudos de Lapo (2008) sobre o bem-estar docente. Para essa autora, a despeito das situações de descontentamento e tensões vivenciados na escola, há indícios de que o trabalho docente é também fonte de prazer e bem-estar.

Na análise do questionário, foi processado também o cruzamento de algumas variáveis relacionadas às perspectivas no trabalho. Diante desses resultados, destacam-se os seguintes dados:

5. 4.1 Perspectiva de continuar sendo professora/educadora da educação infantil na RME/BH e renda

Observa-se, neste gráfico, que, das docentes que têm a perspectiva de continuar sendo professora/educadora da educação infantil, a maioria (54%) recebe até 2 salários mínimos, ou seja, R$830,00 e 30% recebem de 2 a 4 salários, de R$831,00 a R$1.660,00. Na faixa salarial de 4 a 6 salários, de R$1.661,00 a R$2.490,00, estão 9% das profissionais que responderam a essa questão. Somente 2% têm remuneração de 6 a 8 salários, de R$2.491,00 a R$ 3.320,00. Entre 8 e 10 salários, de R$3.321,00 a R$4.150,00, encontram-se 3% de respondentes e apenas 2% recebem de 10 a 12 salários, o que equivale à renda de R$4.151,00 a R$4.980,00.

De R$4.151,00 a R$4.980,00 De R$3.321,00 a R$4.150,00 De R$2.491,00 a R$3.320,00 De R$1.661,00 a R$2.490,00 De R$831,00 a R$1.660,00 Até R$830,00 0% 20% 40% 60% 80% 100%

Gráfico 1: Perspectiva de continuar sendo professora/educadora da educação infantil, na RME/BH e renda – 2008

Fonte: Dados da pesquisa

5.4.2 Perspectiva de continuar sendo professora/educadora da educação infantil na RME/BH e tempo de trabalho na educação na RME/BH

Neste gráfico, verifica-se que, das profissionais que querem continuar sendo professora/educadora infantil, 10% têm menos de dois anos de trabalho na educação infantil, na RME/BH. A maior parte (78%) das docentes trabalham na educação infantil pública, em Belo Horizonte, de 2 a 5 anos. Apenas 2% das respondentes têm de 5 a 10 anos de trabalho na

educação infantil, no município e, com mais de 10 anos de trabalho na RME/BH, encontram- se 10% das profissionais que responderam a essa pergunta.

Mais de dez anos De cinco a dez anos De dois a cinco anos Menos de dois anos

0% 20% 40% 60% 80% 100%

Gráfico 2: Perspectiva de continuar sendo professora/educadora da educação infantil na RME/BH e tempo de trabalho na educação, na RME/BH – 2008

Fonte: Dados da pesquisa

5.4.3 Perspectiva de fazer curso superior ou pós-graduação e renda familiar

Percebe-se, pela análise do gráfico, que, das professoras e educadoras que pretendem fazer curso superior ou pós-graduação, apenas 5% têm renda familiar de até R$830,00. O número maior de docentes que tem essa perspectiva (44%) encontra-se com a renda familiar na faixa de R$831,00 a R$1.660,00. Das respondentes, 29% têm renda familiar de R$1.661,00 a R$2.490. A expectativa de prosseguir com a formação acadêmica foi assinalada por 11% das professoras e educadoras com renda familiar de R$2.491,00 a R$3.320,00. Essa questão foi respondida por 6% das profissionais cuja renda da família é de R$3.321,00 a R$4.150,00 e também por 5% das docentes que têm renda familiar superior a R$4.981,00.

100% 80% 60% 40% 0% 20% De De De Acima de Até De R$4.981,00 R$1.661,00 R$2.491,00 R$3.321,00 R$830,00 R$831,00 a a a a R$1.660,00 R$2.490,00 R$3.320,00 R$4.150,00

Gráfico 3: Perspectiva de fazer curso superior ou pós-graduação e renda familiar - 2008

5.4.4 Perspectiva de trabalhar em dois turnos na RME/BH para complementar a renda e trabalhar em outro local

Analisando-se o gráfico, constata-se que, das professoras e educadoras que têm a perspectiva de trabalhar em dois turnos na RME/BH para complementar a renda, é expressivo o percentual (81%) daquelas que não trabalham em outro local. Nota-se que, a despeito de 14% das respondentes trabalharem em outra rede de ensino e 5% trabalharem em outra atividade, essas profissionais têm a mesma pretensão.

5%

14% Não

Sim, em outra rede de ensino

Sim, em outra atividade 81%

Gráfico 4: Perspectiva de trabalhar em dois turnos na RME/BH para complementar a renda e trabalhar em outro local - 2008

Fonte: Dados da pesquisa

5.4.5 Perspectiva de fazer concurso público para escola de ensino fundamental e número de cargos que possui na RME/BH

Neste gráfico, observa-se que, das respondentes que querem fazer concurso público para a escola de ensino fundamental, praticamente a totalidade (91%) tem apenas um cargo na RME/BH. Essa perspectiva é apontada, ainda, por 9% das professoras e educadoras que possuem um cargo na RME/BH e que fazem extensão de jornada.

9%

Um cargo

Um cargo com extensão de jornada

91%

Gráfico 5: Perspectiva de fazer concurso público para escola de ensino fundamental e número de cargos que possui na RME/BH - 2008

Fonte: Dados da pesquisa

5.4.6 Perspectiva de mudar de profissão e escolaridade

Por meio do gráfico, pode-se verificar que, das professoras e educadoras que desejam mudar de profissão, 14% têm o ensino médio e 7% possuem o ensino superior. A maioria (79%) das participantes da pesquisa que respondeu a essa questão tem curso de especialização. 100% 80% 60% 40% 20% 0%

Ensino Médio Ensino Superior Especialização

Gráfico 6: Perspectiva de mudar de profissão e escolaridade

5.4.7 Perspectiva de mudar de profissão e idade

Neste gráfico, pode-se constatar que, das docentes que pretendem mudar de profissão, 29% possuem de 25 a 29 anos. Esse percentual (29%) corresponde, ainda, ao número de professoras e educadoras na faixa etária de 30 a 34 anos que têm a mesma expectativa. Das respondentes, 21% têm de 35 a 39 anos. Em cada uma das seguintes faixas de idade: de 40 a 44 anos, de 45 a 49 anos e de 50 a 54 anos, encontram-se 7% das profissionais que responderam a essa questão. Percebe-se, portanto, que, das docentes que querem mudar de profissão, a maior parte (58%) tem entre 25 e 34 anos, ou seja, são as jovens, sobretudo, que têm essa intenção. 7% 7% 29% De 25 a 29 anos 7% De 30 a 34 anos De 35 a 39 anos De 40 a 44 anos 21% De 45 a 49 anos De 50 a 54 anos 29%

Gráfico 7: Perspectiva de mudar de profissão e idade

Fonte: Dados da pesquisa

Cabe ressaltar que não obstante as condições inadequadas de trabalho, sobretudo no que tange à carreira e ao salário da educadora infantil, a grande maioria das docentes deseja permanecer na profissão. A educação e o cuidado com as crianças bem como a estabilidade no emprego são as motivações que justificam essa escolha.