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As atividades científicas e académicas centram-se nos polos de Gualtar e dos Congregados, em Braga, e nos polos de Azurém e Couros, em Guimarães – este último está em fase de candidatura para pertencer à área de Património Mundial da UNESCO na cidade-berço. A UMinho

tem 70 hectares de terreno, com meia centena de edifícios em 25 hectares de área bruta82. Aos

campi acrescem imóveis, alguns deles com valor patrimonial, com gestão conjunta ou em regime de comodato: no centro de Braga (Complexo Largo do Paço, Convento de S. Francisco, Casa Nogueira da Silva, edifícios nas ruas do Castelo, do Forno, do Abade da Loureira e em Santa Tecla); no concelho de Guimarães (Laboratório da Paisagem, Centro Ciência Viva, Centro Avançado de Formação Pós-graduada, Instituto de Design, Associação de Psicologia, Casa

79www.aaum.pt/aaum/apresentacao, consultado em 5 de fevereiro de 2018.

80www.uminho.pt/PT/uminho/Provedor-do-Estudante, consultado em 5 de fevereiro de 2018.

81www.aaeum.pt/?idc=2, consultado em 5 de fevereiro de 2018.

82www.dicas.sas.uminho.pt/noticias/entrevista-com/2012/05/estamos-a-falar-de-aproximadamente-5-dezenas-de-

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Martins Sarmento, SpinPark, 3B’s e, em breve, os antigos Teatro Jordão e Garagem Avenida), no concelho de Monção (Casa Museu); imóveis em Lisboa e Porto; o futuro polo de ciências marinhas em Esposende; e as oito localidades integradas na Rede Casas do Conhecimento (Boticas, Fafe, Montalegre, Terras de Bouro, Trofa, Vieira do Minho, Vila Verde e, a título exemplar, Díli, em Timor-Leste).

Esta academia acolhe interfaces, na forma de associação com entidades públicas e privadas, como o Centro para a Valorização de Resíduos (CVR), o Centro Clínico Académico (2CA), o Polo de Inovação em Engenharia de Polímeros (PIEP), o Centro de Computação Gráfica (CCG) e a

TecMinho, a qual, por exemplo, interage com a meia centena de spin-offs da instituição (ver

Anexo C). Sedia também entidades ímpares como a Universidade das Nações Unidas – Unidade Operacional em Governação Eletrónica. É ainda a casa de duas dezenas de associações ou

sociedades científicas83. Sete delas são internacionais: a Associação Mundial de Investigação em

Fibras Naturais (WANFR), o Instituto Europeu de Excelência em Engenharia de Tecidos e Medicina Regenerativa (EXPERTISSUES), a European Public Choice Society (EPCS), a Associação Europeia de Controlo de Qualidade de Pontes e Estruturas (EuroStruct), o Observatório Lusófono dos Direitos Humanos (OLDHUM), o Centro de Referência em Segurança da Água (CERSA) e a Sociedade de Filosofia da Eurorregião Galiza-Norte de Portugal (SFEGNP).

A UMinho tem duas bibliotecas gerais em Gualtar e Azurém, com 535 mil publicações (livros, revistas, mapas, CD/DVD) e 800 lugares de leitura, além de oito bibliotecas especializadas (cerca de 250 mil publicações), duas bibliotecas públicas (mais de 650 mil publicações), um

arquivo distrital e acesso a mais de 18 mil revistas científicas na biblioteca digital b-on.As quatro

residências em Braga e Guimarães possuem 1400 camas84. Na alimentação, há cerca de 1.5

milhões de atendimentos e 700.000 refeições anuais85 nos 16 bares, três cantinas, dois grill’s e

restaurante. No desporto, as 70 modalidades ao dispor juntam 8500 praticantes por ano (SASUM, 2017, p. 4). Na ação social, esta tem sido das instituições superiores nacionais com mais bolseiros proporcionalmente ao seu número de alunos: as cerca de 5000 bolsas de estudo atribuídas por ano rondam 10 milhões de euros. A mobilidade em intercâmbio envolve, em

83www.nos.uminho.pt/Article.aspx?id=3307, consultado em 4 de julho de 2018.

84www.sas.uminho.pt/Default.aspx?tabindex=2&tabid=9&pageid=7&lang=pt-PT, consultado em 28 de maio de 2018.

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média, 400 pessoas que partem e 600 que chegam a cada ano de dezenas de países. A movida cultural é assinalável. Há três dezenas de grupos culturais, ligados à música, teatro, cinema,

dança, artes plásticas e literatura86. Esta comunidade publica 200 livros por ano (Vila-Chã, 2013,

p. 6), sem contar as obras pessoais. É também a segunda universidade portuguesa com uma orquestra própria, após Évora.

A UMinho está numa região ativa e com natalidade elevada face ao resto do país. As cidades onde está implantada, Braga e Guimarães, são respetivamente o 7º e o 15º concelho mais populoso dos 308 do país, correspondendo a 181 mil e a 154 mil habitantes, segundo o INE. Juntas, seriam o 3º concelho mais populoso em Portugal. Por outro lado, Braga tornou-se Capital Europeia da Juventude em 2012, Ibero-americana da Juventude em 2016, Europeia do

Desporto em 2018 e Cidade Criativa da UNESCO para as Media Arts em 2018, enquanto

Guimarães foi Capital Europeia da Cultura em 2012 e Capital Europeia do Desporto em 2013, preparando ainda candidaturas a Capital Europeia Verde e também do Voluntariado, ao passo que Braga ambiciona ser a Capital Europeia da Cultura em 2027.

As duas cidades minhotas têm e produzem mão-de-obra qualificada. Além da UMinho, o ensino superior em Braga tem polos da Universidade Católica, do Instituto Politécnico do Cávado e Ave (IPCA) e do Instituto de Estudos Superiores de Fafe (IESF), enquanto Guimarães acolhe polos do IPCA e da Escola Superior de Artes e Design (ESAD). Por outro lado, os salários e os custos de vida são competitivos e há bons acessos rodo e ferroviários, além de ambas as cidades estarem relativamente próximas do aeroporto e do porto do Grande Porto. A UMinho tem-se afirmado neste contexto como principal aliado e “a esperança maior” da região minhota, diria o seu antigo reitor António M. Cunha, o que lhe dá um capital simbólico e o ónus de articular e catapultar a dinâmica regional, no quadro das Estratégias de Especialização Inteligente para a UE e dos Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas.

Em 2015, a instituição gerou 5064 empregos e teve um impacto global de 133 milhões de euros (Ramísio, 2016, pp. 32-33). Soma múltiplas parcerias com municípios, associações, centros I&D e empresas da região, designadamente o Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia (INL), o Centro de Nanotecnologia e Materiais Técnicos, Funcionais e Inteligentes

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(CeNTI) e a Bosch Car Multimedia. Beneficia de plataformas como o consórcio UNorte.pt, o Centro de Estudos Euro-Regionais Galiza/Norte de Portugal (CEER) ou redes além da própria UE e da CPLP, incluindo algumas centenas de instituições, salientando-se organismos ímpares como o CERN e a NASA.

Os seus membros também ocupam cargos externos de topo, desde a presidência da Associação Internacional de Estudos sobre Professores e o Ensino (ISATT), da Sociedade Internacional de Investigação em Psicoterapia (SPR), da Confederação Mundial de Repositórios de Acesso Aberto (COAR) e da Federação Europeia das Associações Nacionais de Engenheiros (FEANI). Já os cerca de 70 mil alumni da UMinho estão espalhados por todos os continentes, sendo prováveis pontes para contactos e projetos. Dito de outro modo, a UMinho vai além do lema “Universidade numa região”.

Esta instituição está entre as 50 universidades mais sustentáveis do mundo no ranking da

GreenMetric87 e entre as 800 melhores do mundo no ranking global da Times Higher Education88,

no qual foi a melhor portuguesa dois anos consecutivos.

Há dois títulos de jornais a dizerem o mesmo e de forma que reputo de histórica, pela primazia dada à UM: ‘Lisboa acompanha Minho na lista das melhores universidades’ (Público) e ‘Lisboa entra no top das 400 melhores universidades, Minho mantém-se, Porto sai’ (Expresso online). Até parece mentira, mas é verdade. São as outras universidades a acompanhar a do Minho. (Sousa, 2014, p. 18)

A UMinho subiu também ao primeiro posto nacional, temporariamente, nos rankings anuais THE Under 50, Leiden, Top Study Links, Web of World Universities, Ranking Ibero-Americano de Psicologia e European Research Ranking. Está ainda no pódio português de licenciamento de tecnologias e registo de patentes. Prémios recentes a cientistas seus incluem o World Technology Award, Google Research, Microsoft Imagine Cup, Gulbenkian Ciência, Fraunhofer, IBM, Janssen, Jack Delors e Seeds of Science, entre outros.

87greenmetric.ui.ac.id/overall-ranking-2017, consultado em 28 de outubro de 2018.

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Esta instituição pública sobressai na produção científica: tem o português com mais publicações

de sempre, Rui L. Reis89; tem o português mais citado neste século, Nuno Peres90; tem o

laboratório português que mais rentabiliza o investimento estatal, o Grupo 3B’s (Machado, 2014); tem o maior projeto universidade-empresa do país (76 milhões de euros com a Bosch

desde 2013)91; é a universidade que gera mais impacto na economia nacional em I&D

(Henriques, 2013, p. 200); e vale quase um décimo da ciência produzida nas universidades do país (Boavida et al., 2013). Nos seus laboratórios, 1297 investigadores realizam algumas centenas de projetos de I&D em 33 centros de investigação, 13 deles classificados com Excecional ou Excelente (Relatório de Atividades e Contas UMinho 2016, p. 44). O ecossistema de inovação gerado por (ex-)alunos, investigadores e docentes representou 113 empresas e 362

milhões de euros de volume de negócios em 201092, incluindo as multinacionais dst e

Primavera.

A UMinho destaca-se ainda noutras áreas. Tornou-se a primeira universidade nacional com

acervo virtual da sua produção científica (RepositóriUM) em 200393, com a certificação de

garantia da qualidade pela A3ES94, com dupla certificação de qualidade dos serviços sociais

(Gonçalves, 2010), com certificação ECTS95 e de Suplemento ao Diploma pela Comissão

Europeia, com relatório de sustentabilidade anual e a adesão plena ao Pacto Global das Nações Unidas (Ramísio, 2016, p. 3), com a divulgação da taxa de empregabilidade de todos os cursos

de 1º Ciclo (Silva, 2011, p. 26) e com prémios anuais e uma academia para os municípios96. No

desporto universitário, sagrou-se a melhor da Europa em 2013 (Silva, 2013, p. 46), como revela

a figura abaixo, e ainda a mais ativa da Europa em 201797, mesmo sem ter curso de Desporto.

89 www.3bs.uminho.pt/news/rui-l-reis-uminho-portuguese-scientist-more-publications-ever, consultado em 20 de

outubro de 2017.

90hcr.clarivate.com/2017-researchers-list/#freeText%3Dportugal, consultado em 4 de julho de 2018.

91 www.bosch.pt/noticias-e-historias/bosch-e-universidade-do-minho-apresentam-tecnologias-que-revolucionam-paradigma-

da-mobilidade, consultado em 29 de outubro de 2018.

92 web.archive.org/web/20120121012609/http://www.uminho.pt/Newsletters/HTMLExt/30/Janeiro'12.html, consultado em 4 de julho de 2018. 93 web.archive.org/web/20140720005514/http://www.uminho.pt:80/Newsletters/HTMLExt/48/novembro2013.html, consultado a 4 de julho de 2018 94 www.publico.pt/sociedade/noticia/universidade-do-minho-sera-primeira-com-certificacao-de-qualidade-1576447, consultado a 4 de julho de 2018.

95web.archive.org/web/20160119182337/www.uminho.pt/informacao-ects, consultado em 4 de julho de 2018.

96www.uminho.pt/noticias-press/em-agenda?codigo=9035, consultado em 4 de julho de 2018.

97 www.fadu.pt/modalidades/84-artigos/comunicacao/2429-portugal-afirmou-em-madrid-e-dinamica-do-seu-desporto-

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Figura 1 - Publicidade institucional em saqueta de açúcar.

Fonte: Rita Vieira.

A UMinho tem, naturalmente, diversos aspetos a aperfeiçoar. Por exemplo, a nível nacional, a Universidade do Porto é a primeira no número de alunos candidatos ao ensino superior em primeira opção e no volume de cursos com a média de entrada mais alta; já a Universidade de Lisboa é a maior no país e a quarta ibérica em número de alunos e possui cerca de 80 centros de investigação; e a Universidade de Coimbra é a que acolhe mais alunos estrangeiros, a que tem a melhor incubadora e diz ser a única do país com medicamento no mercado criado nos seus laboratórios. Por outro lado, a UMinho não surge em alguns rankings mundiais; as congéneres do Porto e Lisboa, suportadas pela sua dimensão e história, têm uma presença mais regular. Os desafios atuais da UMinho são a autonomia financeira e administrativa, a crise demográfica, a conjuntura socioeconómica, a cooperação internacional, o mecenato, as novas formas de ensino, a disseminação da cultura e, entre outros, a interligação ao mercado. As preocupações

são transversais às homólogas nacionais98. “As universidades não são empresas, nem o devem

ser, mas têm que ter uma atenção muito grande à envolvente e a tudo o que se passa” (António M. Cunha, citado em Ferreira, 2014, p. 200).

Em meados desta década, a Reitoria definiu como objetivos para o ano 2020 os 25 mil alunos em regime presencial, 45% deles de pós-graduação e 20% estrangeiros; a aposta no ensino a distância, com 10 mil alunos envolvidos; a UMinho ser uma referência internacional na investigação, em particular no desenvolvimento da investigação aplicada; ser a universidade portuguesa com maior impacto no desenvolvimento socioeconómico, através da atividade das

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unidades de interface, da promoção do empreendedorismo, do envolvimento ativo em estratégias regionais e da consolidação de parcerias; estar entre as três primeiras universidades portuguesas nos habituais indicadores de desempenho, sejam eles gerais, ao nível do ensino, da investigação e interação com a sociedade, sejam eles específicos, como são os casos da sustentabilidade financeira, dos sistemas de garantia da qualidade, da desmaterialização dos processos, do acesso livre ao conhecimento científico, das práticas de inclusão e da sustentabilidade ambiental (Ferreira, 2014, pp. 204-205). A atual equipa reitoral, empossada em 2017, readequou estes objetivos às novas realidades. As “orientações para a ação” priorizam a

mobilização da comunidade universitária alargada, incluindo os alumni; o desenvolvimento

institucional, infraestrutural, da qualidade de vida e o equilíbrio financeiro; o reforço da qualidade da educação, investigação e interação com a sociedade; e, por esta via, a transformação da Universidade e dos seus contextos (Vieira de Castro, 2017, p. 27).

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