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KAPITTEL 6. JUUL-SAKEN

6.2 UKE 18 – A NDRE NYHETSUKE

Quanto ao primeiro objetivo específico, que é “mapear as políticas de diversidade na Universidade Federal de Uberlândia”, encontramos as políticas instituídas de diversidade, quais sejam: Política de Cultura, Política de Assistência Estudantil, Política para Terceira Idade, Política de Ingresso de Ação Afirmativa (Cotas), Política de Extensão e, em fase inicial de elaboração, a Política de Internacionalização. Essas políticas, conforme descritas no Capítulo IV, revelam que muitas ações estão sendo desenvolvidas, dentre as categorias de diversidade pré-estabelecidas para este estudo que são: Diversidade de Gênero, Diversidade Cultural, Diversidade Geracional, Diversidade Sexual, Diversidade de Raça/etnia, Diversidade referente às pessoas com deficiência, Diversidade de Classe Social e Diversidade referente à Mobilidade Intercultural, o sinaliza que a UFU tem colocado em prática ações voltadas para a valorização dos grupos minoritários, diminuição das desigualdades, preconceitos e discriminação. Tendo em vista o público cada vez mais heterogêneo em todos os seus segmentos e as práticas desenvolvidas, a Instituição tem mostrado esforços e interesse na inclusão social, porém é visível acontecimentos no âmbito da Instituição em que as práticas preconceituosas estão presentes no que diz respeito às mulheres, negros homossexuais, deficientes e idosos. Percebemos que a UFU tem avançado em suas práticas de diversidade,

mas está longe de atingir o ideal, precisa ainda de muitas discussões, debates, conscientização, conhecimento sobre diversidade e suas políticas e desconstrução de percepções

Quanto ao segundo objetivo especifico, “identificar políticas de gestão da diversidade instituídas na Universidade Federal de Uberlândia durante o período de 2005 a 2016”, podemos dizer que não encontramos políticas que focam diretamente na gestão da diversidade. Identificamos, sim, políticas relacionadas a algumas diversidades, mas não para o gerenciamento das mesmas, apesar de a Instituição conviver com vários grupos heterogêneos e culturalmente diversos.

Não identificamos por parte da Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (PROGEP), iniciativa para propor ou elaborar políticas de gestão da diversidade, contudo encontramos no

website da PROGEP, algumas ações de capacitação relativas ao tema diversidade, destinadas

aos servidores, como os cursos de Libras, Educação para as Relações Étnico-Raciais; Diversidades Humanas e Relações de Trabalho: inclusão social no âmbito da Universidade.

Observamos também que os programas e as práticas desenvolvidos em relação às categorias da diversidade no âmbito da UFU são promovidos pelas unidades acadêmicas e administrativas em atendimento à legislação e em função de suas necessidades especificas, sendo a maioria ações de extensão e direcionadas aos discentes. Nesse sentido, sentimos falta de mais ações destinadas aos servidores, entendendo, assim, que, na Instituição, configura-se o silêncio em relação a esse aspecto.

Nos documentos analisados, fica evidente que existe uma variedade de ações de diversidade sendo executadas na UFU, todavia, no nosso entendimento, falta um eixo norteador de uma política institucional de gerenciamento das diversidades existentes no âmbito da Universidade. A UFU encontra-se cada vez mais diversificada, principalmente, em função de sua expansão, tendo em vista os campi avançados, e isso exige que os gestores estejam preparados para lidar com as diversas situações, principalmente, tendo em vista que é uma instituição onde estão presentes várias diversidades visíveis e não visíveis. Acreditamos que a Universidade precisa discutir amplamente, em nível dos Conselhos, para propor e criar uma política em que o foco seja a gestão da diversidade. Conforme pontua Irigaray (2008), as diferenças entre indivíduos relacionadas à raça, etnia, gênero, orientação sexual, cultura, idade e deficiência têm tornado a força de trabalho heterogênea e isso leva as organizações a pensarem em gerenciar a própria diversidade. Esse pensamento é compartilhado por Pereira e Hanashiro (2010), ao afirmarem que a sociedade está cada vez mais heterogênea, o que

demanda uma gestão eficiente por parte das organizações para lidar com essa força de trabalho diversa, sendo esse um desafio para os gestores.

Em relação ao terceiro objetivo específico, “verificar os silêncios e omissões nas políticas instituídas de gestão da diversidade na Universidade Federal de Uberlândia” percebemos que a instituição silencia-se quanto a alguns aspectos relevantes para o reconhecimento das diferenças, como, por exemplo, ao direcionar suas políticas e discussões, majoritariamente, para o corpo discente, visto que o corpo docente e técnico-administrativo também são segmentos importantes para o desenvolvimento da Instituição, a qual tem autonomia para propor, no nível dos Conselhos Superiores, resolução que trate da questão da gestão da diversidade, tanto para os discentes, quanto para os docentes e técnicos administrativos.

Tendo em vista a visão da UFU, “Ser referência regional, nacional e internacional de Universidade pública na promoção do ensino, da pesquisa e da extensão em todos os campi, comprometida com a garantia dos Direitos Fundamentais e com o desenvolvimento regional integrado, social e ambientalmente sustentável” (PIDE, 2016-2021), acreditamos que a Universidade precisa ter um olhar multilateral, que considere as dimensões da diversidade existentes no âmbito da comunidade universitária, alcançando a todos que, direta ou indiretamente, contribuem para o cumprimento da missão e de sua visão, valorizando as diferenças da sua força de trabalho com ações que demonstrem, de fato, que a UFU defende, respeita e combate todas as formas de preconceito e discriminação, visando a diminuir as desigualdades existentes entre os vários grupos.