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Naturressursar

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Até o final do século XIX, o profissional mais importante num matadouro era o açougueiro, um homem habilidoso, experiente e bem remunerado que, sozinho, cortava e separava todas as partes do boi. O problema desse processo centrado num único indivíduo era que a produção ficava limitada.

Mas o cenário mudou com a chegada da esteira rolante: enquanto a carcaça se movia lentamente, diversos operários pouco habilidosos podiam realizar uma pequena parte da tarefa. Isso permitiu o crescimento da produtividade, maior agilidade e melhor controle da operação.

Foi essa performance que chamou a atenção de um mecânico em visita a um abatedouro de Detroit. O homem ficou tão impressionado que, apenas alguns anos depois, implantou um processo semelhante na produção de carros. O mecânico era Henry Ford, e o método, a linha de montagem, que revolucionou a indústria automobilística e inaugurou a indústria moderna.

F

REQÜENTEMENTE, recebo na agência e-mails de pessoas dizendo: “Procuro uma

oportunidade.” Tenho vontade de responder: “Eu também.” Hoje em dia, todo mundo está em busca de uma forma de crescer profissionalmente ou de alavancar o próprio negócio.

O que pouca gente se dá conta é que as oportunidades estão por toda parte: nas ruas, nos parques, dentro de casa, no trabalho, nas necessidades das pessoas. Qualquer lugar pode ser o estopim para uma grande idéia.

A seguir, uma seleção de histórias curtas organizadas por tópicos que mostram na prática como as oportunidades realmente estão ao seu redor. O desafio é conseguir identificá-las. Ao seu redor em casa

No início dos anos 1950, em sua casa em Los Angeles, Ruth observava a filha Bárbara, de 10 anos, brincar no chão da sala.

Foi quando algo chamou sua atenção: em vez de se divertir com sua boneca bebê, a menina preferia recortar imagens de mulheres adultas de revistas femininas.

Na época, as bonecas com aparência de bebê eram muito populares entre as famílias americanas. Para as crianças, significava diversão. E para os pais, uma forma de despertar o lado materno das garotas para assumirem o papel de mães no futuro.

Naquele momento, Ruth percebeu que talvez a menina sonhasse com algo mais: com o futuro, com o que seria quando crescesse ou até com o mundo glamouroso das atrizes de Hollywood. Para atender à filha e, quem sabe, a outras crianças de sua idade, ela se empenhou em desenvolver por conta própria uma boneca com aparência adulta. Utilizando fotos de estrelas da época, desenhou uma boneca magra, alta e elegante, com traços delicados e vestida na última moda.

Empolgada, Ruth apresentou o projeto ao marido, Elliot. Ambos tocavam uma fábrica de casinhas de madeiras. Porém, a boneca revelou-se custosa demais para ser desenvolvida na época, e por isso foi arquivada. Mas a idéia não abandonou a cabeça da mulher.

Alguns anos depois, em 1956, quando passeava pela Suíça, Ruth viu em uma vitrine uma boneca do jeito que havia sonhado: com rosto e corpo de mulher, chamada Lili. Ou seja: era a comprovação de que já era possível concretizar seu sonho.

De volta aos EUA, Ruth tratou de levar o projeto em frente, usando Lili como referência para o produto final. O lançamento aconteceu em 1959, na feira de brinquedos de Nova York. Para batizar a novidade, Ruth usou o apelido da filha Barbara: Barbie. O sucesso foi tão grande que, de um simples fabricante de casinhas de madeira, o negócio do casal se

transformou na gigante Mattel.

Outro fator que contribuiu para a Barbie se transformar em mania foi apresentar roupas diferentes a cada estação. Isso fez com que as meninas se interessassem por outros modelos e até iniciassem uma coleção. Graças à capacidade de se adaptar com estilo, elegância e beleza aos novos padrões da sociedade, a Barbie se tornou o brinquedo de maior sucesso empresarial de todos os tempos. Calcula-se que mais de 1 bilhão de bonecas tenham sido vendidas em todo o mundo.

Ícone da cultura pop, Barbie já foi vestida pelas maiores celebridades do mundo da moda, como Yves Saint-Laurent, Dior, Versace, Armani, Calvin Klein, Kenzo, Pierre Cardin, entre outros.

Desde 2008, minha agência, a age., é responsável pela comunicação da Mattel no Brasil. Inclusive, em 2009, a Barbie completa 50 anos.

De uma filha brincando na sala a um aparelho de fazer waffles na cozinha: tudo em casa pode esconder uma oportunidade. Enquanto tomava café da manhã com a família, Bill pensava numa forma de melhorar a performance de seus corredores. Ele era treinador da Universidade de Oregon, em Portland. Em sua opinião, o que atrapalhava o desempenho dos atletas eram os calçados da época, maciços e pesadões. A solução, portanto, estaria num solado mais flexível e leve.

Foi quando seus olhos pararam num waffle no prato da esposa. Bill percebeu que o formato era interessante: grosso nas bordas, fino no meio, largo e leve.

O treinador se levantou e fez algo aparentemente maluco: pegou um pedaço de borracha e colocou no aparelho de waffle. A mulher acompanhou a cena espantada, achando que o marido tinha perdido o juízo. Mas o que saiu da máquina foi basicamente o solado que ele estava procurando: leve e resistente. E ainda por cima tinha relevos, que dariam maior tração e aderência aos tênis nas corridas.

Empolgado, Bill levou sua descoberta para diversos fabricantes de calçados de Portland. Todos recusaram, por não enxergarem a necessidade de um calçado mais leve. Mas o homem estava determinado: com a ajuda de um de seus atletas, levou o projeto adiante. Assim, “a primeira fornada” produziu 330 pares do modelo. Foi dessa forma que o treinador Bill Bowerman e o corredor Phil Night deram origem à Nike.

Da cozinha para o quintal: até o jardim da sua casa pode servir de inspiração para bolar algo diferente. Steve Jobs e o designer-chefe da Apple, Jonathan Ive, caminhavam pela horta da casa de Steve quando um girassol chamou a atenção deles. A flor foi o ponto de partida para a criação do iMac em formato de luminária.

Ao seu redor nas ruas

Uma das criações mais impactantes da história da moda é a minissaia. A estilista inglesa Mary Quant leva o mérito pela invenção. Mas, segundo ela, “a idéia da minissaia não é minha. Foi a rua que a inventou”.

Aconteceu assim: numa tarde ensolarada dos anos 1960, Mary descansava num café de Londres quando cruzou à sua frente uma garota com uma chamativa saia cortada na altura das coxas. Até então, as mulheres usavam apenas saias compridas, sempre abaixo do joelho. Nem precisa dizer que a novidade chamou a atenção de todo mundo. A estilista não perdeu tempo: correu para o ateliê e reproduziu a peça que, depois, conquistaria o mundo.

O mesmo fez Pierre Cardin na criação do blazer. Nos anos 1950, o estilista italiano costumava passar temporadas em balneários da França. Certa vez, ficou intrigado com um imponente jaquetão usado pelos milionários donos de iates: um paletó azul e comprido, com grandes botões dourados.

Ao perguntar aos marinheiros por que os capitães se vestiam daquele jeito, ficou sabendo que o paletó tinha duas funções: a primeira, proteger contra os ventos gelados de alto-mar; e a segunda e mais importante, diferenciar o capitão do restante da tripulação.

Imediatamente, Cardin teve a idéia de adaptar a peça para os milionários das cidades. A título de curiosidade: o nome blazer homenageia um navio, o H.M.S. Blazer, no qual, rompendo a tradição, o capitão mandou confeccionar o jaquetão para todos os seus marinheiros.

Muito do que faz sucesso hoje, em todos os segmentos, surgiu como um modismo de pequenos grupos. “O futuro já está aqui. Apenas não está distribuído de maneira uniforme”, observou o romancista William Gibson.

Em meados dos anos 1980, alguns jovens no Brasil tiveram a idéia de virar a sola de suas sandálias Havaianas para cima, tornando-as mais exclusivas e divertidas. A Alpargatas levou anos para perceber o potencial daquela mania.

Somente em 1994 a empresa apresentou ao mercado as Havaianas Top, nas cores azul- royal, lilás, preta e pink. O lançamento, acompanhado de editoriais de moda favoráveis e publicidade sofisticada, inaugurou uma nova era para o produto. As Havaianas Top transformaram as sandálias tradicionais em produtos fashion. E as vendas explodiram: de 73 milhões de pares em 1993, chegaram a 171 milhões em 2007.

Observar as pessoas na rua também pode indicar uma necessidade dos lojistas. No Natal de 1901, um sujeito chamado Joshua percebeu que poucos pedestres se sentiam atraídos pelas vitrines das lojas de Nova York. “Talvez as pessoas estivessem tão atarefadas que não tinham tempo para as lojas”, pensou. Ou talvez, simplesmente, as vitrines não fossem atrativas o suficiente.

Joshua imaginou que, se bolasse algo capaz de chamar a atenção dos pedestres, certamente as lojas se interessariam. Uma atração em movimento se destacaria das vitrines estáticas. Importante também que fosse adaptável para diferentes tamanhos de lojas.

E a solução encontrada por Joshua foi um trem em miniatura. Parecia perfeito: ao mesmo tempo que os trilhos podiam se encaixar e ter a extensão necessária, os vagões serviriam para carregar as mercadorias.

eletricidade, improvisou um motor utilizando um ventilador elétrico. Por US$ 4, ofereceu a engenhoca a um lojista da região. E não é que funcionou? Multidões paravam para ver a curiosa vitrine em movimento. O problema é que muitos entravam na loja, procuravam os vendedores e perguntavam sobre o... trenzinho.

Frustrado, o lojista dispensou Joshua. Mas agora ele sabia que havia mercado para trens elétricos. Depois de conseguir empréstimos com amigos, o rapaz iniciou a produção de locomotivas, pontes e túneis em miniatura. Foi assim que Joshua Lionel criou a Lionel Manufaturing Company, até hoje sinônimo de trens em miniatura em todo o mundo.

Ao seu redor no trabalho

Em 1945, o engenheiro naval Richard James trabalhava em uma embarcação num estaleiro na Filadélfia. Desenvolvia um dispositivo para diminuir as vibrações dos instrumentos de navegação.

Em determinado momento, a embarcação balançou e Richard deixou cair uma das molas no chão. Foi então que um fato curioso aconteceu: a mola desceu a escada como um acrobata, degrau por degrau. Achando divertido, o engenheiro levou a peça para seus filhos brincarem. Em pouco tempo, o brinquedo era a sensação da vizinhança.

Pensando ter descoberto algo lucrativo, o engenheiro procurou alguns fabricantes de brinquedos da região, mas os homens riram dele: “Você não pode vender isso como brinquedo. É só uma mola.”

Richard não se abalou e fez mais uma tentativa. Foi até uma loja de eletrodomésticos e produtos infantis e propôs ao proprietário: “Deixe-me fazer uma demonstração para os clientes. Se não vender bem, eu vou embora imediatamente.” Em apenas 90 minutos, 400 unidades foram vendidas. Atualmente, as vendas do Slinky (nome dado pela esposa de Richard), ou mola maluca, já superam a marca de 250 milhões de unidades.

No mesmo ano de 1945, outro engenheiro americano, Percy Spencer, servia ao Exército operando um gerador de microondas para radar. Um belo dia, ao deixar o trabalho, ele enfiou a mão no bolso para pegar uma barra de chocolate. Para sua surpresa, o produto tinha derretido completamente. “Como isso aconteceu?”, pensou ele – afinal, não era um dia de tanto calor assim.

Voltando ao escritório, Spencer desconfiou que as microondas tinham gerado o calor. Para tirar a dúvida, fez uma experiência: comprou milho de pipoca e colocou na frente do gerador. Em poucos minutos, as pipocas estouraram. Imediatamente, o engenheiro identificou as possibilidades culinárias do equipamento.

O primeiro forno de microondas foi lançado nos Estados Unidos em 1954. Inicialmente, o aparelho foi destinado para grandes restaurantes, por causa do alto custo e do tamanho. Atualmente, está presente em lares dos quatro cantos do planeta.

Certamente, Richard e Spencer não foram as primeiras pessoas do mundo a derrubar uma mola no chão ou a pegar um chocolate derretido no bolso. Mas o mérito deles está em não

terem deixado que esses acontecimentos morressem ali. “O acaso só favorece a mente preparada”, disse Louis Pasteur, o inventor da pasteurização e da vacina anti-rábica.

Se você estiver atento, pode descobrir uma oportunidade disfarçada até num pedido grande de um cliente:

“Como é possível? Uma rede de apenas quatro lojas está encomendando mais aparelhos do que a Macy’s? Não é possível.” A reação do gerente da Hammarplast, importante empresa americana de utensílios para cozinha, poderia ter parado aí. Mas ele decidiu desvendar o mistério: pegou um avião e foi visitar a pequena rede de cafeterias de Seattle.

Ao chegar ao estabelecimento, o gerente Howard não acreditou no que viu: a loja parecia um templo de adoração ao café. Havia grãos de todo o mundo, do Quênia, Etiópia, Sumatra, Costa Rica. Prateleiras de madeira envelhecida exibiam diversos utensílios relacionados ao preparo do café, incluindo as cafeteiras da Hammarplast. Boquiaberto, Howard chegou ao proprietário, identificou-se e indagou o porquê do pedido tão grande. O homem respondeu: “Simples: quem vem aqui quer saborear o melhor café. E nós aconselhamos que o preparo da bebida se dê em cafeteiras manuais, como a Hammarplast, e não em cafeteiras elétricas, que acumulam e queimam o pó.”

A paixão e o conhecimento de café demonstrados pelos proprietários realmente impressionavam. Falavam do produto como se fosse vinho: explicavam as diferenças das origens, dos aromas, dos grãos, da torrefação. Convidado a degustar os diferentes tipos, o homem ficou encantado. Ele nunca imaginou que pudessem existir tantas variedades de café: “Foi como se eu tivesse descoberto um novo continente”, confessou, depois.

Imediatamente, Howard vislumbrou ali uma oportunidade. Movido pela intuição de que poderia transformar o hábito americano de tomar café, Howard ligou na mesma noite para a esposa dizendo que pediria demissão na Hammarplast. E se juntaria à pequena rede chamada... Starbucks.

Nem precisa dizer que Howard Schultz, que estava então com 29 anos, acertou na decisão. Aquela rede de cafeterias protagonizaria um dos mais espantosos casos de sucesso e crescimento empresarial americano. Em seu auge, a marca chegou a ter 15 mil lojas espalhadas em 43 países.

Todas as unidades Starbucks foram baseadas naquela primeira loja de Seattle. O pequeno estabelecimento fundado pelos amantes da bebida já continha o DNA da marca. Em sua autobiografia, Howard afirma que, quando os negócios estão ficando burocráticos demais, visita aquele primeiro estabelecimento:

“Deslizo a mão sobre os antigos balcões de madeira. Encho a mão de grãos bem torrados e deixo-os escorregarem pelos meus dedos, formando uma fina camada de óleo de aroma agradável. Insisto em lembrar a mim mesmo e aos outros à minha volta que temos responsabilidade diante daqueles que vieram antes. Podemos inovar, podemos reinventar quase todos os aspectos do negócio, exceto um: a Starbucks sempre venderá os grãos de café torrados de maior qualidade. Esse é o nosso legado.”

Talvez esse gigantesco negócio não existisse se Howard não fosse capaz de identificar uma grande idéia debaixo de seu nariz, na forma de um delicioso aroma de café.

O mesmo mérito teve o piloto americano Warren. Diariamente, ele circulava pelos corredores do aeroporto de Detroit. E podia testemunhar o enorme trabalho dos passageiros para alugar um carro. Até aquela época, os anos 1940, locadoras de veículos em aeroportos não eram comuns. Os interessados eram obrigados a pegar um táxi e se deslocar até o centro das cidades, onde ficavam as lojas. Todo mundo via isso, mas foi Warren que tomou uma atitude.

Em 1946, o piloto implantou o primeiro balcão de locação de automóveis no Aeroporto de Detroit. A sacada foi tão boa que Warren Avis logo transformou sua Avis Rent A Car System numa das principais locadoras dos EUA. Atualmente, a empresa é tão grande que adquire 70 mil novos veículos todos os anos.

Pegando carona nesse caso, vou contar a história de uma importante locadora de veículos brasileira.

Com 17 anos, Salim Mattar trabalhava como office-boy numa construtora de Belo Horizonte. Certa vez, ao entregar um documento numa locadora de veículos, o rapaz reparou na tabela de preços fixada na parede. Eram os anos 1960 e alugar um veículo não era algo muito comum no Brasil. Carro era um item caro, as estradas brasileiras se mostravam péssimas e poucas empresas atuavam no setor. Por isso, os valores eram altíssimos.

O rapaz fez uma conta rápida de cabeça e chegou a um número assombroso de faturamento mensal da empresa. Naquele momento, pôs na cabeça: “Um dia, vou abrir um negócio desses para mim.”

O tempo passou, mas a idéia permaneceu. Alguns anos mais tarde, em 1973, Mattar criou coragem e conseguiu financiamento para comprar Fuscas usados. Com um sócio, montou sua tão sonhada locadora de veículos. Mas o momento não podia ser pior: em 1973, ocorreu a maior crise de petróleo da história. Os preços dos combustíveis dispararam. Para o novo negócio engatar, o rapaz foi obrigado a criar diferenciais realmente atrativos.

Enquanto a concorrência abria apenas de segunda a sexta, das 8 às 18 horas, a nova locadora atendia 24 horas por dia a semana inteira. Os próprios sócios dormiam num sofá, revezando- se no plantão. Enquanto os concorrentes ofereciam o carro com o tanque vazio, eles o entregavam já abastecido. Outra novidade foi o aluguel por hora, algo que ninguém fazia no país.

À medida que o dinheiro foi entrando, os amigos incrementaram a frota com outros veículos, além dos tradicionais Fuscas e Galaxies. O resultado foi que, em cinco anos, a frota pulou de seis para 500 carros. Este é o relato do surgimento da Localiza Rent a Car, a maior locadora de veículos da América Latina.

Ao seu redor nos momentos de lazer

presenciar a preocupação dos pais com os filhos que entravam na água: “Não vá para o fundo”; “Fique pertinho da mamãe”; e outros alertas.

Sabino imaginou que, se criasse algo para proteger as crianças, os pais iriam se interessar. Foi então que ele se lembrou de uma interessante espuma utilizada na flutuação de veleiros. Mesmo furada ou partida, não afundava de jeito algum. Ao pesquisar a composição do material, descobriu se tratar de um polietileno, não tóxico e à prova de bactérias. Ou seja: perfeito para um produto infantil. Com a ajuda da mulher, Sabino produziu uma espécie de bóia em formato fino e comprido: estava criado o espaguete, ou macarrão, de piscina. Com certeza, você já viu por aí.

Em pouco tempo, as coloridas espumas invadiram piscinas, clubes, hotéis e academias de todo o país. A Toy Power, empresa que Adriano e a mulher criaram para representar o produto, já comercializou 12 milhões de unidades e exporta para países da América do Norte, Mercosul e Comunidade Européia.

Você já foi passear no campo e voltou com uma porção de carrapichos grudados na roupa? Normalmente, as pessoas se irritam com isso. Mas o suíço George de Mestral reagiu de modo diferente.

Na volta de uma caminhada pelas montanhas da Suíça com seu cão, ele percebeu que o animal estava cheio de carrapichos. Ao retirar as pequeninas plantas uma por uma, George se perguntou o que as fazia se fixarem nas superfícies. Analisando pelo microscópio, ele descobriu que centenas de ganchinhos se prendiam aos fios do tecido. Utilizando o mesmo princípio, o suíço desenvolveu o velcro. Pode-se dizer que sua invenção foi algo que pegou.

Para um sujeito observador e criativo, grandes idéias podem aparecer durante uma partida de tênis ou uma peça de teatro.

Você sabia que, até 1926, os tenistas disputavam as partidas usando calças compridas de linho e camisas sociais com colarinho? E que isso só mudou naquele ano porque um talentoso jogador francês chamado Jean René protestou publicamente contra o traje? Durante um jogo importante, ele declarou: “Essas roupas nos sufocam, tiram nossa liberdade, atrapalham o desempenho.”

Disposto a romper com o absurdo, no jogo seguinte, Jean entrou em campo vestindo uma camiseta de mangas curtas e um calção mais confortável. O traje causou escândalo entre espectadores, juízes e imprensa. O público se dividiu entre vaias e aplausos.

Na platéia, o presidente de uma importante confecção francesa intuiu que a novidade tinha

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