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Forureining og vasskvalitet

In document Gjengedal kraftverk (sider 79-83)

“Devemos encarar com tolerância toda loucura, fracasso e vício dos outros, sabendo que encaramos apenas nossas próprias loucuras, fracassos e vícios. Pois eles são os fracassos da humanidade à qual também pertencemos e, assim, temos os mesmos fracassos em nós. Não devemos nos indignar com os outros por essas fraquezas apenas por não aparecerem em nós naquele momento.”

E

STE CAPÍTULO é o mais filosófico do livro. Se você não gosta desse tipo de abordagem,

pode pular para a próxima parte. Já adianto que aqui, ao contrário do restante da publicação, você não vai encontrar um único caso de oportunidade disfarçada. Sabe por quê? Praticamente todas as histórias narradas neste livro envolvem sofrimento.

Não há vitória sem dificuldade. Não há superação sem obstáculo. Não há conquista sem esforço. Não há volta por cima sem se estar por baixo.

Então, como explicar a aversão que temos pelo sofrimento? Nunca na história da humanidade se viveu uma época tão contrária à dor como os dias atuais. Quem sofre é tido como indesejado, alguém de quem manter distância. Quem fracassa é visto como incompetente, um fraco.

Mas isso não faz sentido: se os maiores executivos e líderes já fracassaram, por que a incompreensão com quem hoje está por baixo? Se praticamente todas as histórias de sucesso envolvem sofrimento, então, por que a repulsa?

Quando foi que decidimos não aceitar as derrotas, nossas e dos outros? Talvez quando deixamos que a mídia, a imprensa e a publicidade nos vendessem padrões de sucesso, beleza e felicidade inatingíveis. Talvez quando aprendemos que a produtividade e a eficiência são os valores mais importantes que existem. Talvez ao construirmos uma sociedade tão imediatista e superficial que não tem tempo para perder com problemas e indagações. Talvez com o avanço da tecnologia, que nos pressionou a fazer tudo mais rápido e a acertar sempre, usando o parâmetro da máquina. Talvez com a globalização, que compara o desempenho de pessoas, empresas e países de diferentes pontos do planeta.

O fato é que passamos a não admitir o erro, a ter vergonha do fracasso, a disfarçar o sofrimento. Vivemos a ditadura da felicidade. É preciso estar feliz sempre, aparentar constante sucesso, exibir uma alegria insustentável.

Para manter essa máscara de felicidade, as pessoas apelam cada vez mais para os antidepressivos. O consumo de medicamentos como Prozac, Valium, Diazepan, Frontal, entre outros, não pára de crescer em todo o mundo. No Brasil, apenas em 2007, foram vendidos 24,4 milhões destes produtos, um aumento de 20% em relação a 2005.

Do ponto de vista profissional, não admitir um erro, fracasso ou sofrimento pode trazer três conseqüências graves:

1. Impedir que o profissional cresça

Se você estiver passando por um momento difícil, a primeira etapa é admitir isso. A segunda é pesquisar o que deu errado, descobrir suas causas. O terceiro passo é refletir o que

pode ser feito de forma diferente. Se você souber reagir, será apenas uma fase.

Ao escolher não encarar a realidade, a pessoa perde uma excelente oportunidade de rever sua forma de trabalhar. Essa reflexão é necessária para reciclar os pensamentos.

Quem não reflete não cresce. Não atualiza suas fórmulas, seus métodos, suas armas. E continua se repetindo indefinidamente. Como disse Einstein: “Não existe maior sinal de insanidade do que fazer as coisas do mesmo jeito e esperar que os resultados sejam diferentes.” Com o tempo, o profissional ficará ultrapassado. Em vez de ter dez anos de experiência, terá a experiência de um ano repetida dez vezes.

No final, o ultracompetitivo mercado de trabalho se encarregará de descartar o sujeito. 2. Impedir que a empresa dê a volta por cima

Quando uma empresa perde clientes, comete erros, encolhe ou até mesmo fecha as portas, é comum o empreendedor se sentir injustiçado.

Normalmente, culpa a crise, a concorrência, o governo, os altos impostos, o mercado, e assim por diante. Mas raramente admite ter falhado.

Novamente, sem falha não há conserto, sem conserto não há aprendizado, sem aprendizado não há crescimento. E se desperdiça uma chance valiosa de aprender com o revés. O filósofo Montaigne dizia: “Teimar obstinadamente é o defeito de almas vulgares, ao passo que voltar atrás, se corrigir, abandonar uma opinião errada são qualidades raras das almas fortes.”

Fracassar não é motivo de vergonha. Inúmeros empresários citados neste livro naufragaram completamente, mas, como tiveram humildade para refletir sobre seus erros, puderam corrigir a rota e triunfar novamente.

“Só quem caiu grandemente pode se levantar espetacularmente”, afirmou o senador americano Robert Kennedy.

3. Fazer com que a pessoa sofra em dobro

No Brasil, a carga tributária é alta porque os impostos incorrem em cascata: imposto sobre imposto. No final, chega a consumir 35% do Produto Interno Bruto (PIB).

O mesmo acontece com as pessoas que sofrem e não admitem isso. Ao tentar esconder a tristeza de si e dos outros, elas se esforçam bastante. Não raro, se culpam por estarem sofrendo. E sofrem em cascata: sofrimento sobre sofrimento. Isso consome grande parte da energia que poderia ser utilizada para auxiliar a pessoa a sair do buraco.

Muitas vezes o peso fica tão insuportável que a pessoa joga a toalha. O executivo pede demissão, o profissional desiste de lutar, o empresário fecha as portas do negócio, alguns até se suicidam. A pergunta que fica é: o insuportável era o sofrimento em si ou o sofrimento em cascata?

Talvez essa seja a missão principal deste livro: mostrar às pessoas que passam por dificuldades que elas não estão sozinhas, que muita gente sente o mesmo. Que alguns dos profissionais mais talentosos viveram e vivem problemas semelhantes. Que é possível dar a

volta por cima se o sujeito souber lidar com a situação. Que as pessoas nunca fracassam: elas simplesmente desistem.

Failure is an option

O meio empresarial está repleto de frases encorajadoras e impactantes afirmando que é preciso seguir sempre em frente, nunca fraquejar – não importa o obstáculo, jamais se deve pensar em desistir.

Essas mensagens são positivas, claro. O problema é quando impedem o profissional de perceber se está realmente no caminho certo. Quero dizer, se as evidências mostrarem que o negócio está naufragando, que o futuro é negro, que os prejuízos só tendem a aumentar, é melhor parar tudo imediatamente. Neste caso, falhar pode ser uma opção, sim, senhor. “Se você está num buraco, pare de cavar”, diz uma frase famosa.

Numa situação assim, a oportunidade pode estar em encontrar outro emprego ou abrir um novo negócio mais saudável.

Por fim, ao ver alguém em dificuldades, pense bem antes de julgar, zombar ou se afastar da pessoa. Afinal, pode ser apenas uma etapa ruim em sua trajetória, pelo que todos nós passamos.

Como disse o filósofo Cícero: “A sorte é instável; ora nos ergue, ora nos derruba. O que muda mesmo é a maneira como cada um de nós lida com sua cota de infortúnios.”

Oportunidades

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