6. ANALYSE
6.1 Analyse av variabler
6.1.1 Nasjonale rammevilkår i Russland
Hoje, dificilmente os alunos com deficiência mental severa estão incluídos em classes comuns, sendo possível encontrá-los apenas em instituições especializadas e em salas especiais dentro da escola regular. Portanto, na maioria dos casos, seus professores são especialistas, com formação específica para a atuação junto a alunos que apresentam essas características. No Censo Escolar de 2006, o MEC mostra que o número de professores com formação específica para atender os alunos da Educação Especial vem crescendo, conforme o gráfico a seguir:
51.006 54.625 50.080 46.819 44.490 31.873 33.691 35.875 39.348 42.498 12.127 11.658 14.205 13.128 12.617 0 10.000 20.000 30.000 40.000 50.000 60.000 2002 2003 2004 2005 2006
Total de professores na Educação Especial Com formação específica
Sem formação específica
Fonte: Ministério da Educação e Cultura do Brasil (MEC) – www.mec.gov.br Gráfico 3
Professores de Educação Especial no Brasil
Com formação específica versus sem formação específica
O Gráfico 3 demonstra o declínio do número de professores sem curso específico que atuam na Educação Especial e que o número de professores com o referido curso está em constante crescimento, sem que haja, em momento algum do período investigado, uma queda ou diminuição dele. A Inclusão vem exigindo um novo perfil de docente que se apresente disponível e habilitado para atender em sua sala de aula alunos com dificuldades e deficiências, além dos alunos que não apresentam tais características.
Independente do segmento da Educação a que se dedique, o fato de ser professor faz com que o comprometimento com o trabalho seja algo essencial e a presença desta ideia torna-se necessária desde o início da formação profissional. O conhecimento sobre o significado dos procedimentos e as práticas utilizadas também representa um importante componente para uma atuação consciente. Consciência que se faz necessária como parte integrante de aspectos mais sutis do processo de ensino-aprendizagem, como a integração entre professor e aluno, já que o tipo de interação existente em sala de aula influencia diretamente a qualidade da aprendizagem dos alunos (MAGALHÃES e TANCREDI, 2002).
A preparação para o trabalho docente inclui refletir sobre a aptidão para trabalhar com a complexidade de uma classe composta por diversas circunstâncias, oriundas do professor, do aluno e da turma como um todo. Os aspectos humanos do trabalho docente estão entranhados nas responsabilidades do professor, já que ele lida com seres humanos dotados de sentimentos, opiniões e conhecimentos diversos. Para que o trabalho coletivo seja construído é necessária uma predisposição para aceitar o diálogo com os diferentes, dando voz aos alunos e estando pronto para ouvi-los (SANTOS NETO, 2002). Ser professor não significa apenas ter os conhecimentos necessários à transmissão e ao domínio do conteúdo, mas também desenvolver as competências técnicas, políticas e profissionais, permitindo a articulação entre todos os âmbitos do trabalho. O processo formativo precisa contemplar essas características da atividade do professor.
Formar um profissional da Educação implica a estruturação de diretrizes políticas, as quais têm sofrido algumas modificações nos últimos anos. Uma das mais recentes altera o regime adotado até então, o qual mantinha a Educação Especial no âmbito da formação em Pedagogia. A Resolução de 15 de Maio de 2006 (BRASIL. Ministério da Educação 2006) estabelece que ser Pedagogo significa estar apto a trabalhar com alunos de quase todas as etapas do Sistema de Ensino e esclarece as áreas de atuação profissional conforme o trecho a seguir:
Art. 2º - As Diretrizes Curriculares para o curso de Pedagogia aplicam-se à formação inicial para o exercício da docência na Educação Infantil e nos anos iniciais do Ensino Fundamental, nos cursos de Ensino Médio, na modalidade Normal, e em cursos de Educação Profissional na área de serviços e apoio escolar, bem como em outras áreas nas quais sejam previstos conhecimentos pedagógicos. (BRASIL, 2006)
Isso indica que o educador, primeiramente, tenha contato com sua tarefa nos diferentes níveis de Educação, para depois se especializar no atendimento de necessidades educacionais especiais. O Artigo 10° do mesmo documento (BRASIL, 2006), estabelece que “as habilitações em cursos de Pedagogia atualmente existentes entrarão em regime de extinção”.
A partir desse panorama, é possível depreender da legislação que a formação docente em Educação Especial passa a se dar de maneira dissociada das demais formações docentes, com o agravante de figurar em nível de especialização, embora a base não tenha se dado durante a formação inicial. Estender o processo de formação implica o atendimento inadequado dos alunos durante a prática docente. Sendo graduado, o professor já pode atuar profissionalmente, mas por outro lado, ainda não tem condições de atender os alunos incluídos, pois falta-lhe mais um grau de formação para isso.
O trabalho docente é estabelecido por meio de um processo dinâmico que estimula a reflexão, o debate, o estudo e a discussão de ideias, permitindo a aquisição e aprimoramento do conhecimento por parte dos alunos. Vale lembrar que durante o período de sua formação, o professor passou pelo mesmo processo, o que acaba refletindo em sua atuação profissional. O exemplo vivenciado na experiência como aluno é importante para a constituição de sua personalidade como professor, por isso o processo de formação, principalmente na área da Educação, é tão impregnado de significado, o que o torna complexo e bastante discutido.
Destacada a importância da formação, é importante salientar que o trabalho do professor tem suas peculiaridades. Muito do saber docente também é construído na sala de aula, pois, além do repertório crítico analítico, exige criação na medida em que a construção de intervenções demanda uma reinterpretação da realidade e dos próprios conhecimentos. A esse respeito, Martins (2002) afirma que:
A maior parte do conhecimento que produz efeito na prática docente é descoberta em sala de aula, e exige categorias de conhecimento extraídas dos usos para o qual ele se destina. Em substância: é da estrutura do ambiente de ensinar que os professores extraem os sentidos para seu processo de tomada de decisão. O conhecimento mais importante é aquele que deriva desse processo de tomada de decisão. O conhecimento necessário é aquele que detém essa
qualidade: produzido ‘com’ e ‘no’ movimento de sala de aula. (MARTINS, 2002, p.105)
Mesmo sendo de suma importância a aprendizagem da profissão docente, essa carreira tem a particularidade de se traduzir em um processo de constante construção e aprimoramento durante seu período de atuação. O professor aprende estratégias eficientes durante sua prática e aperfeiçoa sua maneira de conduzir as aulas, sendo levado a uma ação consciente de aquisição de resultados. Além disso, ele desenvolve sua concepção de inteligência e a partir dela procura os meios mais adequados de aprimorá-la em seus alunos. Para isso algumas teorias e ideias são fundamentais tanto em sua formação quanto na sua prática. Nesse sentido, será descrita apenas uma que pode colaborar com a construção de uma visão diferente sobre o aluno, principalmente, do aluno da Educação Especial.