2 K APITTEL : T EORETISK GRUNNLAG
3.2 Fortellingen om det unormale
3.2.2 Myrlandet
2.7.1 Consulta Farmacêutica
Na FHC, a consulta farmacêutica decorre em gabinete apropriado e garante a intervenção farmacêutica no estabelecimento de um plano de aconselhamento, educação e seguimento farmacoterapêutico do utente. A Consulta Farmacêutica pretende, também, minimizar as dificuldades de comunicação entre o utente e o profissional de saúde.
Em sede de Consulta Farmacêutica, sempre que há mudança de tratamento e, na sequência da revisão da medicação, por parte do farmacêutico, deve ser feita a actualização da informação dada ao utente, relativamente à sua terapêutica, para uso racional dos medicamentos. (30)
As informações recolhidas em consulta farmacêutica permitem a educação para os estilos de vida do utente, a detecção de potenciais interacções medicamentosas e efeitos adversos, com maior adesão à terapêutica. Com vista à concretização deste objectivo é fundamental, numa primeira abordagem, que o farmacêutico saiba realizar a apresentação da consulta farmacêutica, junto do utente, fornecendo o contacto da farmácia e analisando a prescrição e respectivas posologias, apresentando os estilos de vida, os alimentos e suplementos alimentares a evitar, informando acerca do potencial de efeitos secundários (verificando, se possível, análises do doente, no dia da consulta e, manter acompanhamento entre consultas, bem como, comunicar ao doente as reacções adversas mais graves e frequentes) e das estratégias a seguir.
Para avaliar a adesão à terapêutica é fundamental que o farmacêutico perceba o número de medicamentos que o utente possui ou ainda tem guardado consigo, realizando o cálculo da adesão, na relação do número de comprimidos tomado e o número de comprimidos que deveria ter tomado (num dado período).
Para além desta avaliação é importante detectar possíveis riscos de interacções medicamentosas com recurso a base de dados, na percepção da existência de interacções farmacocinéticas e/ou farmacodinâmicas, criando uma base de dados própria e percebendo o carácter de urgência dessas mesmas interacções medicamentosas. O farmacêutico deve alertar e notificar o médico responsável pela prescrição sempre que a razão o justifique.
2.7.2. Cessação Tabágica
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o consumo de tabaco é responsável pela morte de 7 milhões de pessoas anualmente, das quais, aproximadamente, 900 mil são fumadores passivos. (31) A FHC atribui grande importância à prevenção e cessação de hábitos tabágicos, ao disponibilizar o Serviço de Cessação Tabágica e ao promover projectos dentro e fora da farmácia, com o mesmo objectivo, como por exemplo, o Rastreio Respiratório (com recurso a Espirometria) e a Acção Cessação Tabágica (junto a Funcionários de Instituição), nos quais participei, enquanto estagiário em farmácia comunitária.
Para o alcançar deste objectivo, a equipa da FHC procura identificar a etapa em que o fumador se encontra e realizar acções de encorajamento e suporte, com vista a responder ao ciclo de mudança e às necessidades específicas do fumador.
Para isso existe a intervenção breve e a intervenção intensiva, feita em gabinete apropriado. A intervenção breve (gratuita) destina-se a todos os fumadores e consiste em abordagem de curta duração (até 10 minutos) com o objectivo de avaliar o consumo de tabaco e a motivação do fumador para parar, bem como, a promoção de uma abordagem pró-activa no auxílio à mudança de comportamento. Envolve a descrição breve de intervenção com a avaliação da vontade do utente parar de fumar.
Se o utente parou de fumar recentemente, nos últimos três meses, deve ser encaminhado para a abordagem intensiva (para evitar recaída). Os rastreios realizados dentro e fora da farmácia são ferramentas de encaminhamento para esta abordagem, que envolve uma primeira consulta com duração de 45 minutos, para avaliação do utente, consultas de acompanhamento de 30 minutos para discussão dos resultados, fornecimento de estratégias e reforço da motivação e, contacto telefónico, com duração máxima de 10 minutos, para confirmar a cessação tabágica e detectar sintomas de privação.
2.7.3. Aplicação de Questionários de Saúde
A FHC possui, também, parcerias de investigação e uma política de aplicação de questionários de saúde para estudos em várias áreas.
A facturação da primeira consulta de podologia, tal como em todos os outros serviços disponibilizados pela FHC, carece, por exemplo, do preenchimento de um questionário individual e anonimizado do utente, que permite avaliar a idade e o correspondente grau de autonomia do mesmo, na realização das actividades diárias, bem como, o seu bem-estar geral (a partir de avaliação pessoal do mesmo com recurso a uma escala quantitativa).
Durante o meu estágio em farmácia comunitária auxiliei a FHC na implementação de um Rastreio Respiratório (com aplicação de questionários relacionados com a prevalência de Asma e DPOC), bem como, de um Rastreio de Cancro do Cólon Rectal, em parecia com projectos de investigação científica em saúde.
O Rastreio de Cancro do Cólon Rectal realizado na FHC, incidiu sobre utentes entre os 50 e 74 anos, que não haviam sido submetidos a colonoscopia nos últimos 5 anos ou testes para pesquisa de sangue oculto nas fezes, nos últimos 2 anos, sem sintomas ou diagnóstico prévio
de pólipos intestinais ou doença inflamatória no tracto gastrointestinal. Os mesmos foram submetidos a um protocolo que incluiu o preenchimento de uma ficha de registo e a entrega de um kit, por parte do farmacêutico, para recolha de amostras e posterior envio para o laboratório (para análise de fezes e pesquisa de sangue oculto). Todos os resultados recebidos do laboratório foram entregues, mais tarde, na FHC, em carta fechada ao utente e os resultados positivos foram referenciados para consulta médica.
2.7.4. Serviço de Aconselhamento ao Viajante
A consulta de aconselhamento ao viajante, com duração de 20 a 40 minutos, destina-se à revisão do estado de vacinação do utente, com ou sem referenciação médica, prevenção, educação e aconselhamento sobre riscos para a saúde do utente, associados à viagem com elaboração da “farmácia de viagem” e informação sobre profilaxia e tratamento da malária ou outras patologias endémicas, de acordo com a idade e o estado de saúde do utente. Este serviço inclui a realização de uma visita de acompanhamento, opcional, com análise do percurso do viajante e avaliação do estado geral de saúde do utente, por parte do farmacêutico.