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Muligheten til å planlegge en væpnet aksjon reduseres

In document Bevæpning av politiet (sider 81-86)

4.3 De viktige minuttene

4.3.1 Muligheten til å planlegge en væpnet aksjon reduseres

Segundo o SEBRAE (2006), os principais atores do Comércio Justo são os produtores, os traders ou exportadores, os importadores, as World Shops, os licenciados, as iniciativas nacionais e as entidades internacionais. O consumidor responsável foi acrescentado a esse universo.

Os produtores “estão no coração de todo o movimento”. Eles fabricam e exportam seus produtos e devem estar organizados e integrados em associações ou cooperativas.

Os traders ou exportadores são agentes profissionais que prestam serviços para garantir o bom funcionamento dos negócios, cuidando dos aspectos logísticos e burocráticos da exportação dos produtos. Essas empresas normalmente são também associadas à IFAT.

Os importadores atuam como grossistas, distribuidores e mesmo retalhistas. Muitos deles apóiam seus parceiros de produção e fornecimento de várias maneiras: aconselham e apóiam tecnicamente no desenvolvimento de produtos; oferecem treinamentos em várias áreas; proporcionam apoio adicional em momentos de dificuldades económicas e sociais e antecipam pagamentos, financiando a produção.

As World Shops, ou Lojas do Mundo, são especializadas em produtos de Comércio Justo e, além dos produtos, oferecem informações e promovem encontros e eventos educativos sobre o assunto e também promovem campanhas locais e regionais

de lobby. Apesar de serem geridas como negócios, as World Shops são organizações sem fins lucrativos e boa parte do trabalho é realizado por voluntários.

Os licenciados são as empresas que recebem da Iniciativa Nacional a licença para a produção ou comercialização de um produto de Comércio Justo. Estas empresas podem ser exclusivamente de Comércio Justo ou de produtos convencionais, de4marcas tradicionais, que querem lançar um ou mais produtos de Fair Trade. Para poder receber o selo terão de obedecer a todos os critérios gerais e específicos do produto e ainda pagar uma taxa anual de licença pelo uso do selo. Esta taxa irá financiar a fiscalização da empresa e de todo processo de produção, o pagamento justo, etc. As logomarcar ou selos das instituições de Comércio Justo constam do Anexo A.

Figura 2.11: World Shops existentes na Europa em 2005

Tabela 2.4: Iniciativas Nacionais de Comércio Justo em 2005

Fonte: Investigação Mundial de Comércio Justo do SEBRAE

As National Iniciatives ou Iniciativas Nacionais, apelidadas de NIs, são as organizações de certificação e promoção do Comércio Justo que surgiram em vários países, começando com a Max Havelaar na Holanda, em 1988. Hoje são 20, sendo 15 na Europa mais os EUA, o Canadá, o Japão, a Austrália com a Nova Zelândia, e o México.

As principais entidades internacionais de Comércio Justo são:

- FLO - Fair Trade Labelling Organisations International: criada em 1997 pelas 14 Iniciativas Nacionais de certificação que promovem e comercializam o selo em seus países. Responsável pela certificação de produtores, produtos, indústrias e comerciantes, ela está sediada em Bonn, na Alemanha, e tem hoje 20 membros: os 15

País Iniciativas

Alemanha TransFair Austrália e Nova Zelândia Fair Trade Association

Áustria Fairtrade Austria

Bélgica Max Havelaar

Canadá TransFair

Dinamarca Max Havelaar

Espanha Comércio Justo

EUA TransFair

Finlândia Reilun kaupan edistämisyhdistys

França Max Havelaar

Holanda Max Havelaar

Irlanda Fairtrade Mark

Itália TransFair Japão TransFair Luxemburgo TransFair

México Comércio Justo

Noruega Max Havelaar

Reino Unido Fairtrade Foundation

Suécia Föreningen för Rättvisemärkt

países europeus mais o Canadá, os EUA, o Japão, a Austrália e a Nova Zelândia. A FLO regularmente inspeciona e certifica organizações de produtores em mais de 50 países – na África, Ásia, e América Latina – envolvendo aproximadamente um milhão de famílias de agricultores e trabalhadores.

- EFTA - European Fair Trade Association: é uma associação de 11 importadoras de Comércio Justo de nove países europeus (vide Tabela 2.4) que importam produtos de cerca de 400 grupos produtores da África, Ásia e América Latina. Fundada em 1990, com sede em Maastricht, Holanda, após três anos de cooperação informal, a EFTA tem como objetivo principal tornar os processos de importação dos produtos do Comércio Justo, mais eficientes e efetivos. FLO IFAT NEWS! EFTA FTF

- News! Network of European World Shops: é a rede Europeia de World Shops que coordena a cooperação entre as lojas em toda a Europa ocidental e tem sede em Bruxelas. A rede é formada por 15 associações nacionais de 13 países que representam juntos, cerca de 2.500 lojas e que, por sua vez, contam com o trabalho de mais de 100.000 voluntários. Os objetivos de NEWS! são: interligar as World Shops e as organizações das mesmas em toda a Europa; iniciar, direcionar e promover campanhas conjuntas; estimular e apoiar a criação de associações de World Shops na Europa; e cooperar com outras entidades, com ênfase nos interesses das World Shops.

- IFAT – International Fair Trade Association: é a Associação Internacional de Comércio Justo, a rede global das Organizações de Comércio Justo (FTO - Fair Trade Organizations). Sua missão é “melhorar as condições de vida e bem-estar de produtores desfavorecidos, por meio da ligação e promoção de organizações de

Comércio Justo e manifestando-se a favor de uma maior justiça no comércio mundial”. Fundada em 1989, ela hoje tem perto de 300 FTOs, em 70 países, que formam a base de sua rede, sendo que o número de associados continua a crescer. Em torno de 65% dos associados são de países produtores do Sul, sendo o restante da América do Norte, região do Pacífico e Europa.

Tabela 2.5: Membros da EFTA

País Importadora Alemanha Gepa

Áustria EZA 3 Welt

Bélgica Magasins du Monde (MdM)

Espanha IDEASIntermon França Solidarmonde

Holanda Fair Trade Organisatie (FTO)

Itália CTM altromercato

Reino Unido Traidcraft Oxfarm

Suíça Claro

Fonte: Investigação Mundial de Comércio Justo do SEBRAE Páis Importadora

A logomarca das Fair Trade Organizations (Figura A5 no Anexo A) identifica as organizações que atendem critérios internacionais definidos pela IFAT, que são verificados por meio de autocontrolo, revisões mútuas e auditorias externas. Os 10 critérios que uma organização deve perseguir no seu dia-a dia compreendem:

1. Criar oportunidades para produtores economicamente em desvantagem 2. Manter transparência e responsabilidade

3. Construir capacidades dos produtores 4. Promover o Comércio justo

5. Pagar um preço justo

6. Respeitar a igualdade de gêneros

8. Não permitir trabalho infantil 9. Respeitar o meio ambiente

10. As relações comerciais devem visar o bem estar dos produtores e não a maximização de lucros.

- Fair Trade Federation (FTF): fundada em 1994, com sede em Washington, EUA, abrangendo os EUA, Canadá, Japão, Austrália e Nova Zelândia. A FTF não é a Iniciativa Nacional dos EUA e Canadá. É uma associação de grossistas, retalhistas e produtores, que reúne 115 membros, na qual trabalham aproximadamente 3.260 pessoas, sendo 2.580 na América do Norte e 682 nos países do Pacífico (excluindo o Japão). Ressalta-se que 68% destes trabalhadores são voluntários e 32% empregados em tempo integral ou parcial. Como todas as outras organizações, a FTF também se dedica à troca de informações e promoção de campanhas de conscientização, além de encomendar estudos sobre o setor.

- FINE: é a conjunção das iniciais das quatro principais entidades do Comércio Justo, das quais é oriunda: FLO, IFAT, NEWS! e EFTA. É um grupo de trabalho informal, com características de rede, que visa harmonizar e otimizar os esforços de todos.

Há ainda organizações financeiras que apóiam o Comércio Justo através de

fundos de investidores éticos (ethical investors) que são canalizados para as organizações de Comércio Justo, ou através de empréstimos a taxas de juros menores, ou ainda as organizações de micro-crédito, que emprestam dinheiro a empreendimentos e empreendedores sem “garantias reais”.

O micro-crédito foi criado em Bangladesh, na Índia, pelo Professor Mohamed Yunnus, que em 2006 ganhou o Prêmio Nobel da Paz. Segundo Singer (apud Chaves e Pinto, 2007), o professor e seus alunos criaram o Grameen Bank, qua concede microcrédito a um grupo de mulheres de aldeias pobres e a concessão traz uma conotação coletiva a partir do aval solidário, ou seja, o deinheiro é destinado a uma delas, servindo as demais de avalistas. A iniciativa inovadora reformulou a economia local e Yunnus é considerado o pai do micro-crédito, que é hoje replicado em diversos países com muito sucesso.

O consumidor responsável é a base de sustentação do Comércio Justo.

Segundo investigação da Leatherhead Foods International, "hoje consumidores mais sofisticados estão interessados em saber de onde vem a sua comida e como ela é produzida. Isto tem feito com que haja um aumento da importância das questões éticas, o que abrange não apenas o Comércio Justo, mas também as fazendas de orgânicos, saúde animal, recursos sustentáveis, trabalhos de caridade dos manufaturadores e interesses humanitários e de mercado".

A preocupação com a sustentabilidade da cadeia de produção e distribuição dos produtos e a qualidade dos mesmos, com destaque aos produzidos organicamente, aliados aos preços que cada vez mais se assemelham aos praticados pelo mercado de produtos convencionais, tem atraído cada vez mais consumidores aos produtos fair trade.

Perfil do potencial consumidor do Comércio Justo, segundo investigação do SEBRAE (2007):

Características principais:

- Tem entre 25 a 55 anos de idade. - É predominantemente feminino. - Com um nível de renda médio para alto. - Reside no meio urbano.

- Tem curso superior.

- Tem uma opinião formada e se interessa em assuntos de desenvolvimento socio económico eam bientais, e talvez esteja engajado ativamente em algum movimento. - E, possivelmente, tem como principal motivação a preocupação com um ambiente socio económico saudável e com os pequenos produtores.

Seu comportamento de consumo:

- Este consumidor, na sua maioria, não abre mão da qualidade, incluindo aí o elemento design.

- A disposição para pagar mais caro por produtos de pequenos produtores é menor do que muitas pessoas podem estar esperando, principalmente em relação a artesanato. - A disposição para pagar mais caro é maior para alimentos orgânicos porque há um valor agregado claramente percebido.

- A conveniência é um fator fundamental para captar o consumidor, ou seja, ele não está muito disposto a se deslocar para fora de sua rota normal para comprar um produto.

- O consumidor potencial de Comércio Justo, mesmo conscientizado e motivado para contribuir para um ambiente social e economicamente mais justo, parece ser bem menos ideialista do que se poderia ter esperado, na hora de decidir suas compras, usando critérios bastante “comerciais”.

- Ficou confirmada uma aparente congruência entre o público de Comércio Justo e Solidário de alimentos orgânicos. Este público, que já tem uma consciência ambiental, muitas vezes também tem uma consciência social mais aguçada ou, pelo menos, é mais receptivo para o assunto de relações comerciais mais justas.

- Em situação de qualidade e relação valor/benefício percebido equivalente ou superior, produtos social e economicamente justos e ambientalmente corretos detêm um diferencial mercadológico para o público consciente. Por outro lado, este diferencial dificilmente consegue superar uma eventual qualidade inferior ou um preço incompatível com a percepção de valor e da disponibilidade do consumidor.

- Além da necessidade de continuar a apoiar os produtores, o principal desafio para concretizar o mercado de Comércio Justo e Solidário é o de conscientizar e educar o consumidor, isto é, tanto oconsumidor final quanto os elos na cadeia de comercialização.

Conhecidos os agentes que atuam no Comércio Justo, é possível visualizar sua dinâmica na Figura 2.12.

Figura 2.12: O Sistema do Comércio Justo

Fonte: Investigação Mundial de Comércio Justo do SEBRAE

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