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Motivasjon til trening

In document Afasi og meistring (sider 66-69)

4. PRESENTASJON AV EMPIRISKE FUNN

4.3 M EISTRING AV KVARDAGEN

4.3.7 Motivasjon til trening

O modo com que Beppe Fenoglio estrutura seus diálogos nos Appunti partigiani

também merece atenção. O autor opta, na maior parte das vezes, pela mais complexa forma de construção de discursos, o discurso indireto livre. Raramente usa o discurso direto, raramente o indireto simples. No discurso indireto livre a fala dos personagens é internalizada dentro da fala do narrador e nunca fica muito claro onde começa e onde acaba a fala de uma e de outra personagem, nem por sinais gráficos (travessões etc.), nem por marcas textuais.

Nos trechos citados, bons exemplos da velocidade conseguida com essa estratégia e da imparcialidade pretendida, além do efeito estilístico, principalmente no primeiro trecho, quando alguém procura Beppe para lhe entregar a carta da irmã:

Beppe sou eu, pego a carta, obrigado, embolso, vou ler na Langa com conforto e prazer241.

À margem de Mango um civil me diz que esta noite se levanta um vento de fazer cair por terra, quero apostar?242.

240 ―Mah. Con la sinistra mi cerco in tasca uno zolfino e con la destra un ciottolo in terra. È bruciata bene,

la carta. Fatto tutto camminando‖ (FENOGLIO, 1994, p. 7).

241―Beppe sono io, prendo la lettera, grazie, l‘intasco, la leggerò alla Langa con comodo e gusto‖

(FENOGLIO, 1994, p. 75).

242 ―Al margine di Mango un borghese mi dice che stasera s‘alzerà un vento da far stramazzare, voglio

No pátio o filho dos meeiros, onze anos, me encontra e me rouba um cigarro. A mãe chega e diz que o pequeno fuma, einh? e que todos eles sentiram a minha falta243.

A introdução das falas das personagens, como vimos nos exemplos acima, é feita normalmente pelo que a gramática italiana chama de verbos traspositori –

transpositórios – que servem para transpor, passar, atribuir a fala do narrador à personagem, como, por exemplo, o verbo dire– dizer –na terceira pessoa, dice diz–, utilizado com a mesma função também em português. Nos Appunti abundam exemplos do uso dos verbos traspositori: ―Maria Laò diz que é Maria Laò e eu que sou Beppe, exatamente Beppe da Langa‖244.

Esse mecanismo recorrente de o narrador endossar a fala de inúmeros personagens através do discurso indireto livre deixa o livro perpassado por inúmeros pontos de vista que não são os do narrador – ou pelo menos são pintados com a objetividade do que não deveria ser parcial. Mas esse mecanismo esconde justamente a parcialidade, pois embora o narrador nunca exprima juízos de valor sobre as falas que ―reproduz‖, a ironia e o humor com que o faz mostram que elas foram ―filtradas‖ e que essa objetividade é apenas pretendida. Importante lembrar que essa estratégia não explicita ou elucida a parcialidade do narrador, mesmo na ironia e no humor – aliás, principalmente nesses momentos – fica pouco óbvio o lado em que se coloca o narrador. Nos trechos a seguir, lemos o momento dramático em que o partigiano Blister desiste de se defender das acusações: ―Depois Cosmo lhe gritou cala a boca, ladrão, ladrão nojento, e Blister abaixou a cabeça e pediu baixinho se de vez em quando poderíamos dizer a hora‖245.

4 Os Appunti e seu final inacabado

243 ―Sull‘aia il figlio dei mezzadri, undici anni, m‘incontra e mi scrocca una sigaretta. La madre arriva e

dice che il piccolo fuma, eh? e che tutti loro han sentito la mia mancanza‖ (FENOGLIO, 1994, p. 24).

244―Maria Laò dice che è Maria Laò e io che son Beppe, proprio Beppe della Langa‖ (FENOGLIO, 1994,

p. 65).

245 ―Poi Cosmo gli gridò fa silenzio, ladro, ladro schifoso, e Blister chinò la testa e chiese piano se di tanto

Num crescente trágico em que Beppe perde os dois amigos de batalha e se vê só, diante do inverno, o leitor é conduzido ao fim do livro. Os Appunti partigiani são um livro inacabado. Apesar de não programado pelo autor, o livro inexiste sem ele. Um final aberto, sem conclusões ou morais, inacabado, e em cada página que se aproxima do final, o livro se torna mais profundo, reflexivo e dramático.

Piccàrd suspeita que o irmão Cervellino foi capturado, acompanhamos sua dor e a indiferente e impassível postura de Beppe narrador: ―E Piccàrd se vira pra mim com os punhos e me grita que ele é irmão dele e que pressente no sangue. Em seguida geme seco uma só vez‖246.

Decide voltar na Langa para procurar o irmão, o caminho é cheio de névoa, a tensão cresce. Chegando lá, o silêncio que enche o leitor de compaixão é o vazio:

Piccàrd diz que ele vai para a Langa, república ou não. E sai sem olhar se eu o estou seguindo. Eu o sigo sim e Piccàrd além da pistola colocou pra fora uma granada que eu não imaginava que tivesse. Subimos filtrando a névoa com os olhos e as orelhas, mas em cima, em torno à Langa, tem um silêncio tal que Piccàrd começa a gemer: – Não tem mais ninguém, não tem mais ninguém. Adeus. Rente às paredes desembocamos no pátio, e a loba não está mais, não se ouvem cacarejar as galinhas nem os porcos grunhir debaixo da varanda. Piccàrd vai escancarar a porta do estábulo, vemos a manjedoura abarrotada de forragem, mas não os dois bois247.

Piccàrd tinha razão, o irmão Cervellino havia sido capturado. Para tentar salvá-lo decide se entregar, pedindo a Beppe que responda para cada companheiro que o acusar de

246 ―E Piccàrd mi si rivolta coi pugni e mi grida che lui è suo fratello e che se lo sente nel sangue. Poi ha

singhiozzato secco una volta sola‖ (FENOGLIO, 1994, p. 80).

247 ―Piccàrd dice che lui va alla Langa, repubblica o no. (...) Saliamo filtrando la nebbia con gli occhi e le

orecchie, ma in cima, attorno alla Langa, c‘è un tale silenzio che Piccàrd si mette a gemere: – Non c‘è più nessuno, non c‘è più nessuno. Addio. – Rasente ai muri svoltiamo nell‘aia, e la lupa non c‘è più, non si sente chiocciar galline né i maiali grugnire da sotto il porticato. Piccàrd va a spalancare la porta della stalla, vediamo la rastrelliera traboccare di foraggio, ma non i due buoi‖ (FENOGLIO, 1994, p. 83).

desertor que ele não o era. Beppe fica sozinho: ―Agora estou sozinho, só diante do inverno. Tè, tè, lupa!‖248.

E sozinho encerra a narrativa. Repensando nos momentos passados com Piccàrd e Cervellino, mais uma vez é a frieza do narrador que comove e emociona paradoxalmente o leitor:

Passaram quinze dias, mas me parece que Piccàrd e Cervellino tivessem feito comigo toda uma longa guerra a partir daquele fato. Não serviu a Cervellino e a Piccàrd o milagre de sair vivo do dia 8 de dezembro. Cervellino fuzilam um dia desses, e Piccàrd vão enfiar em alguma brigata nera e vão levar pra ca-[...]249.

O livro acaba. Seu fim no meio de uma palavra parece perpassar toda a sua trajetória, desde a despedida de Beppe da mãe, na primeira página do livro, até as últimas duas letras ca-, na última página, o que toda a narrativa parece avisar é, na verdade, que seu fim será aquele. Inacabado. Como inacabado parece ter sido tudo o que Beppe narrou. Como inacabados parecem ter sido aqueles meses, aquela Resistência, aquele momento da Itália, aquela cisão entre fascistas e antifascistas que parece ter fundado uma nação.

248 ―Adesso sono solo, solo davanti all‘inverno. Tè, tè, lupa!‖ (FENOGLIO, 1994, p. 84).

249 ―Son passati quindici giorni, ma mi pare che Piccàrd e Cervellino avessero fatta con me tutta una lunga

guerra da quel fatto. Non gli è servito a Cervellino e a Piccàrd il miracolo di scapolarla il giorno 8 Dìcembre. Cervellino lo fucilano uno di questi giorni, e Piccàrd lo ficcheranno in qualche brigata nera e lo porteranno a ca-[...]‖ (FENOGLIO, 1994, p. 84, fim da Caderneta IV).

Conclusão

Quando dei início a esta pesquisa, há dois anos, eu partia de uma intuição, como, aliás, partimos todos, sempre: o Neorrealismo literário italiano havia sido um emaranhado estético, temático e linguístico para a literatura italiana e esse emaranhado ainda não havia sido desfeito: a literatura da Itália, hoje, me parece ainda se remeter com muita frequência, para negá-lo ou reafirmá-lo, à literatura do pós-guerra.

Para compreender melhor uma literatura que já amava desde os anos do Liceu Linguístico, em Florença, sentia necessidade de ler sobre aquele período. Demorei um pouco mais a descobrir o que, exatamente, do pós-guerra italiano me comovia e que problemáticas daquele período eu identificava naqueles livros e por que tudo aquilo me inquietava.

A primeira tentativa de vereda por aquela literatura, agora não mais como leitora, mas como estudiosa, foi a tentativa de entender a relação daqueles textos com aquele cinema: o cinema neorrealista italiano é conhecido no mundo inteiro e também no Brasil, me perguntava com frequência por que aquela literatura não tinha seguido o mesmo caminho de sucesso. Rapidamente, entendi que a bibliografia que tratava da relação entre as duas linguagens as aproximava somente enquanto fruto do mesmo momento histórico. Mas algo continuava dividindo-as profundamente.

Foi através do livro de Claudio Pavone, bibliografia essencial para toda a minha compreensão daquele período, que compreendi a importância da Resistência italiana e conclui que ali estava a divergência entre as duas estéticas: o cinema tinha sido feito em Roma, que foi liberada pelos Aliados em setembro de 1943 e que, por isso, trata perifericamente das formações organizadas de partigiani e da Resistência; já a literatura, localizada principalmente no norte da Itália, tinha vivenciado de perto os vinte meses de Resistência.

A partir daí me parecia certo que minha pesquisa tomaria um rumo exclusivamente literário. Mas, mesmo entre os escritores neorrealistas, precisei de muita leitura e de muitas tentativas até encontrar meu objeto. A primeira delas, me parecia óbvio, foi voltar aos livros de Cesare Pavese, cujo belo livro La luna e i falò havia sido meu livro

de cabeceira durante muitos anos. Mas ali não havia a Resistência que eu buscava: Pavese estava preocupado em fundar mitos, seu projeto estético estava ligado aos mitos clássicos, e não era esse o caminho que pretendia tomar.

Em seguida fui ter com Elio Vittorini, mas sua produção estava localizada no sul da Itália, sua problemática linguística evocava o dialeto meridional e, mais uma vez, nenhuma Resistência.

Cheguei então ao maravilhoso Italo Calvino, cujo único livro que dialogasse com o que me interessava era Il sentiero dei nidi di ragno, mas, também ali, a Resistência era pano de fundo para o desenrolar das ações pelos olhos de uma criança. Todo o resto de sua produção estava ligada ao realismo fantástico, à matemática e a milhões de outras problemáticas, mas não as que me interessavam estudar.

Quando recebi pelo correio a cópia dos Appunti partigiani, juntamente com muitas outras possibilidades de caminhos que deveriam me levar a um Beppe Fenoglio neoexpressionista (!) – pelo menos essa era a intenção do meu interlocutor à época – entendi que naquele texto estavam reunidas as minhas inquietações: descobri outra paixão, aquela pela figura do partigiano, reencontrei ali a Resistência italiana de que Pavone falava, com seus absurdos, seus abusos e insucessos; respirei através do livro um ambiente de Resistência, com a insistência por evocar aquele dialeto, com a linguagem coloquial brilhantemente inserida no registro literário; sentia por todo o livro uma ousadia, sempre regada a muita ironia, que me deu a sensação de que ali estava o meu objeto de pesquisa.

A partir desse momento toda a dissertação me parecia clara. Faltava percorrer os caminhos necessários para fundamentar minhas paixões.

Claudio Pavone foi a base histórica, sociológica e política da pesquisa; Maria Corti surgiria para relacionar aquele contexto ao Neorrealismo, com suas categorizações do que foi esse momento e quais livros estariam inseridos dentro daquelas problemáticas: assim estruturei o primeiro capítulo. Nele, interessava-me falar da importância daquele momento histórico, de suas incoerências e paixões, de sua falência, onde ainda reside o

epicentro da explosão de inúmeros valores morais, intelectuais e humanos para a Itália e para a literatura italiana.

Walter Benjamin me alcançou quando tudo me parecia já resolvido. Com ele, aprendi o exercício dialético de duvidar do que parecia pronto. Por um momento me pareceu não ser possível falar de Fenoglio sem ter lido toda a teoria crítica. Felizmente, o encantamento deu lugar a uma postura um pouco mais atrevida que me permitisse falar de Walter Benjamin e/ou me apropriar de seus conceitos, mesmo sem, necessariamente, ter lido tudo. Postura arriscada, que se inspirou profundamente em Benjamin, cujos textos gozam de uma liberdade tão iluminada que nenhuma interpretação jamais conseguirá de todo cegar – nem a psicanalítica, nem a materialista, nem a cabalista, nem nenhuma outra.

Walter Benjamin, acredito, chega para enriquecer a potência conceitual dos Appunti de Fenoglio. Com ele, propus traçar dialeticamente uma relação de pertencimento e universalidade a partir do exercício de aproximação dos conceitos de ―experiência‖ (Erfahrung), ―vivência‖ (Erlebnis) e ―rememoração‖ à obra inicial de Beppe Fenoglio. Com ele, tentei dizer que os Appunti não pertencem – ou pertencem menos – àquele modelo moral e estético que pautou a Itália do pós-guerra e, exatamente por isso, estão profundamente ligados a ele. Tentei levantar a dialética daquele momento a partir das inversões provocadas por Fenoglio em seus Appunti. Tentei dizer que o antifascismo de Fenoglio e sua aproximação à cultura inglesa, o faz duvidar de toda retórica, tanto da utilizada pelo fascismo, quanto da pregada pela Resistência. Tentei afirmar que a operação esquizofrênico/materialista por ele realizada nos Appunti – apreensão de uma

experiência a partir da Erlebnis e narração dessa vivência a partir da Erfahrung, cujo único fruto possível nos dias de hoje é a ―rememoração‖ – gerou a dificuldade de compreensão de seus primeiros livros. No momento em que foram publicados, o autor não dispunha de público leitor pronto para aqueles novos valores que não se pretendiam partilháveis pelos fatos narrados, mas pelas superestruturas ideológicas e semióticas que traziam consigo.

Os Appunti gozaram dessa fortuna: um encaixotamento voluntário, seguido de mais alguns anos de incógnita, vêm a publico quando seus leitores já estão prontos para recebê-los.

Ao fim desse percurso, renovo meus votos para com a literatura italiana. Tudo o que aprendi, suspeitei e neguei ou confirmei ao longo dos últimos vinte meses que durou a minha resistência pessoal foi um imenso aprendizado para minha carreira acadêmica e não só. A solidão e a disciplina com que se chega ao final de um mestrado foram de grande aprendizado.

Beppe Fenoglio foi uma companhia extremamente prazerosa, que sempre conseguiu arrancar de mim um sorriso. Um autor apartado, como ele mesmo se nomeou, cujos frutos estéticos e história pessoal e intelectual estão condensados numa narrativa eficiente e de potência superior a qualquer tentativa de amarra cronológica que se lhe tente dar. Os Appunti foram uma lição de potência estética, concisão, ironia e engajamento reverso.

Esta pesquisa poderia ter muitos desdobramentos que desde já antevejo. Após dois anos de leituras, o Neorrealismo continua me parecendo um emaranhado onde se podem achar pérolas da literatura italiana, cujas potências podem dar margem a inúmeros olhares e pesquisas.

O primeiro e mais imediato percurso me parece ser aquele de verificar como os três pontos cruciais de sustentação dos Appunti partigiani, a Resistência, o partigiano e a oralidade se comportam nos outros livros de Beppe Fenoglio e até que ponto as problemáticas que adentraram as obras da maturidade alteraram a estruturação desses pilares no interior das obras.

O segundo, em retrocesso, poderia ser voltar à distinção, aqui intuída, existente entre cinema e literatura neorrealista devido às suas respectivas compreensões da Resistência, e a partir daí aprofundar essa intuição, confirmá-la, negá-la ou dar lugar a outra. Vereda impossível de ser tomada em apenas dois anos, tempo disponível para um mestrado.

A terceira – que nesta breve conclusão será a última, mas que certamente não encerra as inquietações abertas pelo Neorrealismo em literatura – seria a profícua investigação do perfil de intelectual moldado nos prefácios dos livros neorrealistas por seus autores. Essa vereda é mais complexa e arenosa, por seu caráter inédito e sua delicada colocação

numa fronteira entre literatura e sociologia, mas, se empreendida com os devidos cuidados, pode dizer muito da importância daquela literatura e dos motivos pelos quais ela continua ecoando na Itália de hoje. Pode falar da relação entre intelectuais e literatura naquele momento, verificando a importância dos paratextos, como os prefácios, para o sistema literário da Itália da Resistência e averiguar a relação desses textos não ficcionais, em que um autor pronuncia suas ansiedades políticas e literárias, com os textos literários contidos nas páginas que se seguem a eles.

Por fim, não posso deixar de relacionar tudo o que estudei ao longo dos últimos dois anos com a situação estética, social e política vivida pela Itália hoje. Para isso, faço minhas as palavras do meticuloso crítico Alfonso Berardinelli, que, citando Elsa Morante, levanta o assombroso presságio:

Se Mussolini (...) era e é um perfeito exemplar e espelho do povo italiano contemporâneo, se é difícil encontrar um melhor e mais completo exemplo de Italiano, então o anti-fascismo, a Resistência, a própria Democracia, não poderão ser outra coisa que não desvios da norma, superestruturas muito frágeis ou ilusões momentâneas250.

A Itália de hoje não poderia se furtar da inquietante dúvida sobre a veridicidade dessa afirmação, por isso, creio eu, volta aos seus neorrealistas: volta a eles na academia, volta no cinema, com a produção de inúmeros filmes que tratam do período e de seus extremismos, volta na literatura de cunho realista, aquela dos desmandos da máfia siciliana, volta nos jornais, volta na televisão, volta nas conversas de botequim, alcança, do outro lado do oceano, uma universidade brasileira.

250

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