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In document Differential Topology (sider 128-132)

A Escola E.B. 2/3 Rio Sousa, que passaremos a caracterizar, está localizada num concelho, do distrito do Porto (grande Porto), já há alguns anos qualificada como um meio rural. A escola gozava da reputação de ser uma escola com “bom ambiente” e “cariz familiar”30, expressões produzidas

internamente e frequentemente usadas para caracterizar alguns rituais e tradições, assim como algumas características que não sendo, possivelmente, únicas e exclusivas desta escola, eram percepcionadas como típicas e como elementos que lhe conferiam alguma especificidade e identidade face a outras escolas – ethos da escola.31 Estas expressões são relativamente ambíguas, ou pelo

menos vagas e difíceis de caracterizar por elementos justificativos concretos.

4.1. Contexto físico e social32

A Escola em estudo é a sede de um Agrupamento vertical de escolas, insere-se num meio eminentemente rural, muito embora, nos últimos anos, se tenha assistido já a um desenvolvimento de pequenas e médias indústrias. O impacto da ruralidade da freguesia tem repercussões ao nível da escolaridade da população, que apresenta um nível baixo. Consequentemente, os níveis de desemprego também se apresentam elevados, levando à deterioração das condições económicas das

30 Ver apêndice 2 (p. 160).

31 Acerca dos elementos geralmente constitutivos do conceito de ethos da escola e do seu carácter frequentemente vago ou

impreciso, ver as referências de Michael Rutter et al (1980: 200).

Também, Stephen Stoer e Helena Costa Araújo (1989: 2) aludiram ao facto de ser pouco frequente, num contexto da administração centralizada do sistema de ensino como o português, a referência a especificidades que distinguem umas escolas das outras.

famílias que vêem, na escola, um adiamento ao ingresso na vida activa dos seus educandos. Assim, a falta de grandes expectativas dos Encarregados de Educação, quanto ao prosseguimento de estudos dos seus educandos é bastante elevada, tendo reflexo nas expectativas dos alunos, bem como na sua visão da Escola. Por outro lado, assiste-se a um maior respeito pelo Professor e pela Direcção da Escola (CE), dadas as características pessoais e sociais do contexto envolvente. Evidencia-se também, um clima de bom relacionamento entre os professores e o contacto dos funcionários com os docentes.

Quanto às condições físicas da escola, de um modo geral, encontra-se com boas condições, tanto ao nível da qualidade dos edifícios - salvo situações pontuais que carecem de melhoramento - como ao nível da segurança para o pessoal docente e discente, bem como para os visitantes que lá se deslocam.

Reiterando o já enunciado anteriormente, o nível socioeconómico das famílias dos alunos tem implicações ao nível do projecto de vida dos mesmos. De facto, dado que muitos dos agregados familiares se encontram em condições económicas desfavorecidas e com níveis de escolaridade reduzida, os respectivos educandos assumem a responsabilidade de quererem ajudar e pensarem em cumprir apenas a escolaridade obrigatória. Desta forma, assiste-se a uma desvalorização da escola e dos assuntos escolares, bem como da noção de carreira académica.

No seio da população da escola, não se verifica uma grande diversidade linguística, cultural e étnica, sendo um meio pequeno, sem nenhuma comunidade estrangeira relevante.

No ano em que o levantamento dos dados foi levado a cabo (2008/09), a escola tinha um total de 21 turmas: 8, no 2º Ciclo, com 197 alunos; 12, no terceiro Ciclo, com 277 alunos e uma turma de 17 alunos, num Curso de Educação e Formação (CEF).

O pessoal docente da escola é constituído por um total de 54 docentes: 43 pertencem ao Quadro de Escola; 7 são do Quadro de Zona Pedagógica e 3 são contratados. Uma grande parte do pessoal docente é profissionalizada. No seio deste grupo, 7 docentes são detentores do grau de Mestre e um do grau de Doutor. O serviço docente é distribuído, tendo em atenção as competências profissionais e características pessoais dos professores, respeitando, sempre que possível, o princípio da continuidade pedagógica até ao final do nível e ciclo. Procura-se também fazer uma selecção na assunção de funções de Direcção de Turma. Estes cargos são atribuídos, por norma, a professores que sejam do quadro de escola, de modo a promover a continuidade ao longo do ciclo. Atende-se, também, às características do docente e das turmas, para que haja compatibilidade. Nos segundo e terceiro Ciclos, tem-se em conta, ainda, a atribuição de mais do que uma disciplina aos professores da turma, de forma a que o Conselho de Turma tenha menos professores, para facilitar a articulação e a transversalidade do trabalho pedagógico, e suavizar a transição do aluno da monodocência (1.º ciclo)

para a pluridocência (2º e 3.º ciclos). Segundo o CE33, os docentes foram seleccionados, tendo em

conta as suas características pessoais e formação/preparação académica. Para além disso, sempre que possível, deram prioridade à nomeação de Professores do Quadro de Escola para manter a equipa pedagógica.

O corpo não docente da escola é constituído por um total de 18 auxiliares de acção educativa (actualmente designadas como assistentes operacionais) e 7 administrativas. Dos auxiliares: 8 pertencem ao quadro, 8 têm CIT e 2 são contratados a termo certo. Quanto às administrativas: 2 pertencem ao quadro, 3 usufruem de CIT e 2 são contratadas a termo certo. Relativamente ao vínculo dos funcionários, este é instável, uma vez que muitos são contratados.

As Áreas funcionais administrativas estão organizadas em cinco partes: i) Área de Expediente Geral e Economato; ii) Área de Pessoal; iii) Área de Alunos; iv) Área da Contabilidade e Tesouraria e v) Acção Social Escolar.

Após esta breve caracterização da Escola E.B. 2/3 Rio Sousa, seguidamente iremos descrever as nossas opções metodológicas.

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