De acordo com Ganga (2012), a pesquisa científica pode ser classificada quanto aos seus propósitos, quanto à natureza dos seus resultados, quanto à abordagem da pesquisa e quanto aos procedimentos técnicos.
Quanto aos propósitos, esta pesquisa caracteriza-se como descritiva, pois envolve o exame de um fenômeno para melhor diferenciá-lo de outro fenômeno (GANGA, 2012). O objetivo desse estudo é o de desenvolver um método de gestão por competência visando à otimização do processo de capacitação dos servidores técnico-administrativos de uma Instituição Federal de Ensino Superior.
De acordo com Vergara (2009), na pesquisa descritiva são expostas características de uma determinada realidade. Andrade (2002) afirma que a pesquisa descritiva tem o intuito também de observar, registrar, analisar, classificar e interpretar os fatos.
Quanto à natureza dos resultados, trata-se de uma pesquisa aplicada, pois ”[...] procura gerar conhecimentos para a aplicação prática, dirigidos à solução de problemas específicos.” (GANGA, 2012, p. 206).
A caracterização dessa pesquisa quanto à abordagem do problema é qualitativa e quantitativa. A pesquisa qualitativa segundo Godoi e Mattos (2010) é um tipo de pesquisa na
qual não se buscam regularidades, mas a compreensão dos agentes, daquilo que os levou singularmente a agir como agiram. De acordo com Ganga (2012, p. 210), “O papel do pesquisador na abordagem qualitativa é obter informações do fenômeno segundo a visão dos indivíduos, bem como observar e coletar evidências que possibilitem interpretar o ambiente em que a problemática ocorre.”
Com relação a abordagem quantitativa desse estudo, observa-se, segundo Prodanov e Freitas (2013), que a pesquisa quantitativa considera que tudo pode ser quantificável, ou seja, que é possível traduzir em números opiniões e informações para classificá-las e analisá-las.
Os procedimentos técnicos de acordo com Farias et al. (2010), são a forma pela qual o pesquisador busca a aproximação do objeto para realizar sua pesquisa. Para o alcance dos objetivos propostos nesta pesquisa serão utilizadas as seguintes técnicas de pesquisa: pesquisa bibliográfica, pesquisa documental e pesquisa de campo.
De acordo com Ganga (2012, p. 212), “A pesquisa bibliográfica procura explicar um problema a partir de referências teóricas publicadas em documentos.” Para Gil (1999), a pesquisa bibliográfica é desenvolvida a partir de material já elaborado, constituído principalmente de livros e artigos científicos.
Em relação à técnica da pesquisa documental, Gil (1999) afirma que a única diferença entre a pesquisa bibliográfica e documental está na natureza das fontes, pois na pesquisa documental vale-se de material que ainda não recebeu tratamento analítico como documentos de primeira mão (exemplos: documentos oficiais e reportagens de jornal) e documentos de segunda mão (exemplos: relatórios de pesquisas e relatórios de empresas).
Sobre a pesquisa de campo, de acordo com Gil (1999), há uma grande semelhança entre este tipo de pesquisa e o levantamento, havendo apenas dois aspectos que os distinguem. O primeiro aspecto é que estudo de campo procura um aprofundamento das questões propostas, diferentemente do levantamento. O segundo aspecto é que no estudo de campo estuda-se um único grupo em termos de sua estrutura social, utilizando muito mais técnicas de observação do que de interrogação, o que não ocorre no levantamento.
As técnicas que serão aplicadas nesta investigação para coleta de dados serão: entrevista e questionário. No que concerne à técnica da entrevista, Richardson (2011) a define como uma técnica que permite o desenvolvimento de uma estreita relação entre as pessoas por meio de uma comunicação bilateral. O autor afirma que o termo “entrevista” refere-se ao ato de perceber, realizado entre duas pessoas.
O tipo de entrevista escolhido para este estudo foi a entrevista padronizada aberta, que, segundo Godoi e Mattos (2010, p. 304) é “[...] caracterizada pelo emprego de uma lista de perguntas ordenadas e redigidas por igual para todos os entrevistados, porém de resposta aberta.” A entrevista aberta, conforme Godoi e Mattos (2010, p. 305), é o tipo adequado quando o assunto que será pesquisado for algo “complexo, pouco explorado ou confidencial e delicado”. Para Godoi e Mattos (2010, p. 305) a entrevista aberta possibilita a entrevista em profundidade que “é o tipo de entrevista no qual o objeto de investigação está constituído pela vida – experiências, ideias, valores e estrutura simbólica do entrevistado.”
Outro instrumento que será utilizado é o questionário que, de acordo com Richardson (2011), esse instrumento de coleta de dados é aplicado quando se deseja obter informações acerca de grupos sociais. Para o autor, o questionário possui duas funções: descrever as características e medir determinadas variáveis de um grupo social.
Ainda de acordo com o autor, a atenção com relação à construção desse instrumento é de grande relevância e também deve ser considerado na construção do instrumento o tipo de análise que será utilizada com os dados obtidos. Além disso, outros aspectos devem ser considerados como: preparação do questionário, relação das perguntas, disposição das perguntas para facilitar a análise e a grande importância de realizar um pré- teste.
Com relação a análise dos dados coletados, a técnica que será utilizada para análise dos dados coletados é a análise de conteúdo. De acordo com Caregnato e Mutti (2006, p. 682), a análise de conteúdo “É uma técnica de pesquisa que trabalha com a palavra, permitindo de forma prática e objetiva produzir inferências do conteúdo da comunicação de um texto replicáveis ao seu contexto social.”
De acordo com Vergara (2009), a análise de conteúdo é considerada uma técnica para o tratamento de dados que visa identificar o que está sendo dito a respeito de um determinado tema. A análise de conteúdo disponibiliza informações suplementares ao leitor crítico de uma mensagem, sendo caracterizada como uma técnica que consiste em apurar descrições de conteúdo muito aproximativas e subjetivas, para pôr em evidência, a natureza e as forças relativas dos estímulos a que o sujeito é submetido (BARDIN, 2004). Ainda para o autor, a análise de conteúdo deve ser dividida em três fases: pré-análise, exploração do material e tratamento dos resultados, inferência e interpretação.
Os dados quantitativos serão analisados à ótica da estatística descritiva, que de acordo com Toledo e Ovalle (2014), tem a função de encontrar um número-resumo que possibilita reduzir dados a proporções facilmente interpretáveis. Também serão utilizados os
números-índices, que segundo os mesmos autores, constituem um instrumento de análise, quando se procura estabelecer comparações entre grupos de variáveis distintas, mas relacionados entre si. Os dados coletados serão tabulados por meio do programa de planilhas eletrônicas, o Microsoft Excel.