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2. Kartell

2.2 Introduksjon av konkurrasensepolitikk

2.2.1 Modell for avskrekking via deltakerbetingelsen

A Teoria Fundamentada nos Dados (TFD) consiste na descoberta e no desenvolvimento de uma teoria a partir das informações obtidas e analisadas sistemática e comparativamente. Para os autores a teoria significa uma ferramenta para articular os dados da pesquisa, a fim de proporcionar modos de conceitualização para descrevê-los e explica-los (GLASER; STRAUSS, 1967).

A análise dos dados é realizada de forma comparativa, onde os dados são desmembrados, analisados e comparados sucessivamente. Após a comparação são estabelecidas categorias conceituais, que servirão para explicar o dado. A teoria, então, é gerada por um processo de indução, no qual categorias analíticas emergem dos dados e são elaboradas conforme o avanço do trabalho - uma vez que as categorias começam a surgir dos dados.

Categorias são abstrações do fenômeno observado nos dados e formam a principal unidade de análise da TFD. A teoria se desenvolve por meio do trabalho realizado com as categorias, que faz

emergir a categoria central, sendo geralmente um processo, como conseqüência da análise (CHENITZ; SWANSON, 1986).

Na orientação desta análise usaremos as estratégias propostas por Strauss e Corbin (2008). Para eles TFD significa teoria que deriva de dados coletados e analisados sistematicamente por meio de processo de investigação. Neste método, as fases de coleta de dados, análise e elaboração da teoria se mostram intrínsecas. Desta forma, permite a compreensão em profundidade da experiência dos atores. O processo compreende quatro passos:

1. Microanálise: análise detalhada, linha por linha, necessária para gerar categorias iniciais, com suas propriedades e dimensões, sugerindo relações entre as mesmas e uma combinação de codificação aberta e axial; Exemplo 1:

Como tem sido sua experiência enquanto participante da EP, oferecida pelo hospital Materno infantil?

Eu considero que este momento de Educação Permanente é um potencial para estar capacitando o grupo de enfermeiros e proporcionar mudanças, transformação mesmo da prática profissional. Então eu acho que é um grande momento de capacitação, é aonde nós conseguimos, trazer as vivencias, né, da prática, levantar questões de aprendizado, e conseguir de certa forma, com que o produto possibilite a transformação da prática, eu acho que este movimento em alguns momentos consegue desenvolver, eu acho que o grupo é bastante aberto, é um grupo que colabora, todos participam, só que eu percebo que de uma certa forma, pelo fato de nós termos um momento para EP, e não termos um momento para discutir os casos das unidades, então as pessoas acabam confundindo, o momento e oportunizando, para discutir os casos da unidade e não para discutir o que deveria ter como propósito.

- sentindo que a EP é uma ferramenta potente para capacitação de profissionais, visando à mudança da prática (E7.1).

- percebendo que o momento de capacitação se torna valioso, pois permite construir estratégias (produto) visando à mudança da prática, a partir de discussões iluminadas pelas experiências do grupo (E7.1). - sentindo que a EP proporciona

oportunidades a seus membros de atuarem de forma colaborativa e aberta às idéias manifestas no grupo (E7.1)

- percebendo que alguns membros do grupo utilizam o espaço da EP inadequadamente, para discutir casos de suas unidades (E7.1) - acreditando que os enfermeiros confundem o verdadeiro propósito da EP, porque ainda não constituíram espaço para tratar de assuntos específicos de sua unidade (E7.1)

2. Codificação aberta: processo analítico, por meio do qual são identificados os conceitos, bem como a descoberta de suas propriedades e dimensões a partir dos dados. Conceito é a representação abstrata de um evento, objeto ou ação/interação que um investigador identifica como sendo significativa nos dados e, que por sua vez, representam fenômenos; (Exemplo 2):

Categoria A1. Restabelecendo relações de confiança com gestores: códigos.

- Sentindo que a EP se tornou um espaço onde os enfermeiros se sentem mais a vontade para se posicionarem com franqueza (E1.1)

- Percebendo que as pessoas ganham segurança no espaço da EP em expor suas opiniões com franqueza sem medo de perseguições (E1.1)

- Percebendo que problemas discutidos em grupo, protegem o indivíduo de perseguições, porque o assunto não centraliza a uma pessoa (E1.1)

- Percebendo de um lado que para algumas pessoas a EP se constitui em uma nova oportunidade de estimulá-las ao processo de opinar com franqueza e em segurança (E1.2) - Percebendo, de outro lado, que há pessoas que já colocam suas idéias bem à vontade e

com franqueza (E1.2)

- Percebendo esse ciclo pesado, mas importante, porque permitiu que as pessoas expressassem acerca de suas desmotivações (E1.2)

- Percebendo que os enfermeiros se sentem acolhidos na EP, porque mesmo problemas de outra ordem são ouvidos (E1.1)

- Não sentindo mais perseguida atualmente e sim em processo de crescimento (E2.2) - Permitindo compartilhar experiências práticas vivenciadas por outros colegas (E2.3) - EP ajudando a desfazer a conotação de perseguição para uma dimensão de crescimento

profissional (E2.2)

- Pensando, anteriormente à EP, que as decisões da chefia ou diretoria sempre estiveram atreladas à perseguição e não ao crescimento pessoal e profissional (E2.2)

- Percebendo o momento de EP como um espaço de acolhimento e alívio das tensões da práxis (E5.3)

- Sentindo a EP como um espaço de aproximação da gestão local (E5.3)

- EP atendendo a uma das maiores angústias dos enfermeiros, a de serem ouvidos (E6.1) - Utilizando a Educação Permanente como um momento de desabafo, no primeiro momento

(E6.1)

- Acreditando que os enfermeiros confundem o verdadeiro propósito da EP, porque ainda não constituíram espaço para tratar de assuntos específicos de sua unidade (E7.1)

- Percebendo a EP como um momento de escuta, oportunizando o desabafo dos enfermeiros (E7.2)

- Percebendo que alguns membros do grupo utilizam o espaço da EP inadequadamente, para discutir casos de suas unidades (E7.1)

- Sentindo-se a vontade para se colocar e fazer exposições de suas experiências no grupo(E9.1)

- Percebendo a EP como um espaço em que os enfermeiros podem desabafar e expor suas necessidades, além de trocarem experiências (E9.1)

- Sentindo-se mais seguro por estar mais próximo da diretoria (E9.2)

- Considerando o espaço da EP como um momento de compartilhar os problemas da prática (E11.1)

3. Codificação axial: é o processo de desenvolver e relacionar categorias às suas subcategorias, em torno do eixo de uma categoria, ou seja, ligando categorias, segundo suas propriedades e dimensões, para construir a teoria; (Exemplo 3):