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3. Compliance programmer

3.4 Effektiv utforming av compliance program

A estratégia para descobrirmos a categoria central foi inter- relacionar os quatro subprocessos identificados na análise dos dados. Buscamos compará-los e analisá-los para compreender, nas suas propriedades e dimensões, a experiência do idoso com a sua cirurgia de fêmur e compreender como se dava a interação entre as (categorias, subcategorias e elementos). Essa estratégia nos possibilitou identificar o processo representado na categoria central intitulada,

MOVENDO-SE ENTRE A SEGURANÇA E A INSEGURANÇA NO RESTABELECIMENTO DA INDEPENDÊNCIA FUNCIONAL DO IDOSO, APÓS FRATURA DE FÊMUR: FAMILIA,

RELIOSIDADE E REMINISCÊNCIA COMO APOIOS PARA SUPERAÇÃO. Assim, a integração

entre as categorias com a categoria central possibilitou a construção de um modelo teórico (Diagrama 1), que representa a experiência do idoso nessa situação especifica.

MOVENDO-SE ENTRE A SEGURANÇA E A INSEGURANÇA NO RESTABELECIMENTO DA INDEPENDÊNCIA FUNCIONAL DO IDOSO, APÓS FRATURA DE FÊMUR:FAMILIA,RELIOSIDADE E REMINISCÊNCIA COMO APOIOS PARA SUPERAÇÃO, foi o

movimento empreendido pelo idoso na compreensão do transcorrer da experiência, o que deu significado às condições enfrentadas desde sua queda ao procedimento cirúrgico. Determinou-se, assim, o processo de restabelecimento, o qual gerou o estado de dependência e sofrimento até alcançar a independência funcional com a deambulação.

A experiência do idoso apontou, no início, um componente que desencadeou o entendimento do processo: surpreendendo-se com a queda retratou a perplexidade do idoso com a queda, principalmente quando, avaliando sinais e sintomas da fratura, percebeu sua dificuldade para deambular. Caracterizando a gravidade da situação, o idoso sentiu intensidade de dor no local, limitação dos movimentos e impossibilidade de se levantar.

A partir daí, o idoso vai sentindo-se triste com a deambulação prejudicada, estado evidenciado nos sinais e indícios de uma possível fratura no momento da queda. A fragilidade súbita pelo incidente o leva a sentir-se triste e com medo, na maioria das vezes chorando inconsolavelmente pela dor e pela impossibilidade de se locomover, configurando a materialização da perda de sua independência funcional. O idoso passa, então, a rememorar incidentes que possam justificar sua queda seguida de fratura, quando vivencia o descobrindo que desafiou sua suscetibilidade à fratura e a riscos. Observa, nesse momento, as condições de saúde pré-existentes ignoradas, como fatores ambientais e histórico de outras quedas.

Reconhecendo a condição de fraturado, o idoso tem o desafio de buscar o cuidado necessário e as estratégias que farão parte do contexto importantíssimo da sua reabilitação, movendo-se entre a segurança e a

insegurança na hospitalização. Tal subprocesso retrata a resposta emocional do

paciente aos procedimentos hospitalares, procurando manter-se consciente e informado sobre a evolução de seu quadro.

O processo MOVENDO-SE ENTRE A SEGURANÇA E A INSEGURANÇA NO RESTABELECIMENTO DA INDEPENDÊNCIA FUNCIONAL DO IDOSO, APÓS FRATURA DE FÊMUR: FAMILIA, RELIOSIDADE E REMINISCÊNCIA COMO APOIOS PARA SUPERAÇÃO,

ocorre já no hospital, vivenciando os primeiros cuidados e confirmando o diagnóstico de fratura como circunstâncias que sinalizam a possibilidade de não recuperação de sua independência funcional. Os símbolos utilizados para essa interpretação fundamentam-se na negligência e na imperícia de alguns profissionais, muitas vezes fomentadas pela precarização de tecnologias radiodiagnósticas e pela inadequação das condições de trabalho no atendimento à demanda de usuários.

No entanto, a partir do momento que o idoso tem a confirmação do diagnóstico da fratura do fêmur e consegue internação, ele se porta mantendo o equilíbrio emocional no pré-operatório como requisito para se sustentar alerta para o reconhecimento de todas as ações que serão realizadas. É um momento difícil de vivenciar, principalmente por conta do confinamento no leito, o que demanda adaptações emocionais e físicas à situação de dependente de cuidados.

Outra adversidade na recuperação do idoso são as situações de morosidade da realização da cirurgia, como dependência de avaliações e exames solicitados por outros profissionais, fila de espera no agendamento de cirurgias e os entraves dos planos de saúde privados. Nesse contexto, o idoso tenta compensar o sofrimento com a postura de se manter emocionalmente equilibrado e cooperativo com a equipe de atendimento hospitalar.

Encaminhado ao centro-cirúrgico, o idoso vai atentando a evolução do procedimento cirúrgico e, para isso, dependerá de os profissionais o manterem consciente para reconhecer de todos os procedimentos a serem realizados. O idoso procura um estado de segurança sobre as suas condições clínicas; tendo isso em vista, colhe informações e as processa para interpretar como está respondendo ao procedimento cirúrgico.

As informações obtidas são essenciais para o paciente reconhecer se o procedimento favorecerá a reabilitação da sua independência funcional. Por isso, demonstra-se tranquilo, evitando a sua sedação. Consciente e orientado, permanece alerta a todos os sinais e sintomas, assim como em comunicação constante com a equipe cirúrgica para avaliar suas condições e a segurança de recuperar sua independência funcional.

Ao término do ato cirúrgico, o idoso vai perdendo a segurança no pós-operatório imediato, porque, ao ser transferido para a UTI, tem sua percepção sensorial alterada por fármacos, complicações pós-operatória ou mesmo por inabilidade na comunicação equipe-paciente em reorientá-lo ao novo contexto.

A partir desse momento, o idoso começa a vivenciar o deparando-

se com a iniquidade da rede de atenção à saúde do idoso dependente cuidador familiar, quando está avaliando que nem todas as instituições

hospitalares estão preparadas para assistir ao idoso. Sustenta-se no efeito das ações e das interações que os profissionais de saúde empreenderam no manejo de seu restabelecimento, reconhecendo as condutas favoráveis dos profissionais como assistência integral e humanizada, ou as posturas e ações negativas das equipes, como a falta de ética, negligência e desprezo com o seu caso.

Notando apoio domiciliar da ESF ao idoso-depedente cuidador familiar restrito a regiões, o paciente observa que nem todas regiões atendidas pela ESF contam com assistência domiciliar de apoio ao seu restabelecimento. Acredita, de modo geral, que os problemas da rede de atenção à saúde do idoso possam ser relativos à falta de gestão de um modelo integração da assistência em níveis primário e terciário, favorecendo assim as necessidades de idosos e cuidadores.

Os desafios vencidos na operacionalização da atenção ao idoso o levam a estar superando a perda da independência apoiado na família,

religiosidade e reminiscência. Essa condição o fortalece no estágio de

convivendo com o sofrimento no processo de reabilitação, caracterizado pela falta de apoio no domicílio para aliviar a dor, a angústia e os medos no resgate de sua independência funcional.

Desse modo, o idoso acaba buscando apoio para a superação na família, na religiosidade e na reminiscência para sustentar a possibilidade de restabelecer sua sonhada independência funcional. Os suportes recebidos no transcorrer do tempo fazem o idoso ir resgatando a independência funcional, com o retorno da autonomia e liberdade com o resgate da deambulação, possibilitando novamente a realização de suas atividades diárias. Manter-se independente para o idoso é novamente sentir-se vivo e capaz de reconquistar habilidades perdidas com a condição de dependente pela fratura.

Com base nesse processo, apresentamos a seguir o modelo teórico:

Avaliando sinais e sintomas da fratura

Sentindo-se triste ao deparar- se com a deambulação

prejudicada

Descobrindo que desafiou sua suscetibilidade à fratura e a riscos Vivenciando os primeiros cuidados Confirmando o diagnóstico da fratura Mantendo o equilíbrio emocional no pré- operatório Atentando-se à evolução do procedimento cirúrgico Perdendo a segurança no Pós- operatório Imediato

Avaliando que nem todas instituições hospitalares estão preparadas para

assistir ao idoso

Percebendo o preparo para a alta de idosos-familiares não praticada

com regularidade

Notando apoio domiciliar da ESF ao idoso dependente e ao cuidador

familiar restrito a regiões Convivendo com sofrimentos

no processo de reabilitação

Buscando apoio domiciliar superação na família, na religiosidade e na reminiscência

Resgatando a independência funcional

FIGURA 1 – Diagrama representativo do modelo teórico: movendo-se entre a

segurança e a insegurança no restabelecimento da independência funcional do idoso após fratura de fêmur: família, religiosidade e reminiscência como apoios para a superação.