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Definition 2.9 (Limit State) A limit state represents a boundary between desired and undesired performance of a structure

4.8 Modeling Structural Reliability

Este pesquisador iniciou o diálogo com o Diretor da Unidade Escolar e com a Coordenadora do Programa na Escola durante o ano de 2010, tomando como referência a trajetória profissional desses professores, com a finalidade de relacionar-se a prática docente com as funções exercidas por esses profissionais. No início, discutiu-se acerca da implantação do Programa Mais Educação, as dificuldades e os desafios já superados e aqueles ainda em processo de superação, para que a aprendizagem dos estudantes também fosse ampliada.

O primeiro questionamento diz respeito ao motivo que os levou a buscar o caminho do magistério, ambos relataram estar nessa profissão por vocação, por gostarem de ensinar. Outra questão diz respeito à importância da formação inicial e continuada para a prática pedagógica em sala de aula.

Os gestores consideram que a formação inicial e continuada são elementos essenciais para a prática pedagógica, no entanto, percebeu-se que enquanto a coordenadora, formada em pedagogia, entende que a formação inicial a preparou para atuar na educação integral, o gestor, licenciado em química, não possui a mesma percepção, afirmando que no curso de química não existe essa preparação, uma vez que, para ele, a Faculdade de Química prepara o professor para desenvolver o conteúdo de química, mas também, entende que essa lacuna pode ser superada com a formação continuada.

Percebeu-se que atores envolvidos no mesmo processo estão em condições diferentes na execução de sua prática: um se acha preparado, o outro nega essa preparação. Dessa forma,

com esse descompasso, não há como alcançar-se os objetivos propostos. Há que se reconhecer que é preciso avançar na formação continuada e universal, objetivando abranger diferentes tipos de formação para profissionais oriundos de diversos cursos.

Quando perguntados se percebiam que os professores estavam preparados para atuar na educação integral, as respostas foram afirmativas, com a identificação de alguns entraves.

A coordenadora relatou que um dos problemas que mais afetam o desempenho desses professores é a carga horária em sala de aula, uma vez que muitos trabalham por quarenta ou sessenta horas, devido aos baixos salários, levando-os a uma dedicação insuficiente na preparação e desenvolvimento das atividades.

A esse respeito, é importante destacar-se o que Garcia (1999, p. 194) chama de política educativa, que inclui aspectos que se referem aos professores como profissionais, tais como: salários, autonomia, controle e rendimento, aspectos que influenciam o desenvolvimento profissional, na medida em que podem funcionar como fatores motivantes ou alienantes dos professores, em relação ao seu compromisso profissional.

Já o diretor da unidade afirma que a maioria apresenta esse preparo. Todavia, há alguma resistência por esbarrarem em dificuldades como as relacionadas ao espaço físico da escola, que não comporta o atendimento ao aluno durante todo o tempo nem a diversificação de atividades, além dos recursos insuficientes para trabalhar.

Os gestores afirmaram que os docentes participaram, em 2010, de processos de formação continuada sobre diversos temas, incluindo as áreas de português, matemática, geografia, reorientação curricular e informática, entre outros. Foi questionado, ainda, se essa formação favoreceu a relação ensino-aprendizagem. A coordenadora relatou que a formação favoreceu a relação ensino-aprendizagem, destacando que, durante os horários coletivos, os professores socializavam com os demais professores aquilo que foi aprendido.

Outra questão apresentada aos gestores diz respeito às possíveis sugestões quanto à estrutura da formação continuada oferecida aos professores. Nessa perspectiva, a coordenadora não ofereceu sugestões de alteração para a proposta de formação continuada, ateve-se a indicar as dificuldades encontradas, tais como: preparação do professor para buscar a participação da família na escola, preparação de aulas mais atrativas e motivação do aluno.

Na mesma questão, o diretor também não sugeriu alteração na proposta de formação continuada e, sim, indicou temas a serem trabalhados, tais como: educação sexual; educação para o trânsito; educação fiscal e valores.

Seguindo a entrevista, perguntou-se aos gestores se o Programa Mais Educação contribuiu para a melhoria do desempenho acadêmico dos estudantes. Ambos afirmaram que sim, uma vez que, após a implantação do Programa, os alunos se desenvolveram mais. A coordenadora destacou o seguinte:

Eu acredito que sim. Aqueles alunos que participam comentam da prática do português, das atividades que são feitas. Tem uns trabalhos na escola, os trabalhos são fotografados, tem mural e o professor do Mais Educação ele sempre coloca os professores das outras disciplinas a par. Ele mostra as atividades que tem feito e entra em contato mostrando o que seria melhor para que ele viesse a dar em conjunto com o outroprofessor, então, ajuda sim. E o lado do esporte, principalmente quando se fala que tem bola, que tem campeonato, eles gostam, eles interagem mesmo, tanto a amizade, tanto coleguismo, a gente vê que eles estão sempre falando... que dia que vai ter jogo, que dia vai ter treinamento, então, só que eles gostam mais, parece mentira, mas é verdade, é do esporte, mais do que o letramento.

Nesse sentido, até o esporte está ajudando. Ele está interagindo com os colegas, ele está mais tranquilo. Outra coisa que eu julgo: aquele aluno que participa do esporte, toda vitalidade que ele tem, ele se solta mais. O que tem dentro da escola que é assim... não falo na parte teórica, falo na prática, tem alguma programação diferente fora da sala de aula, um intercâmbio. Ele tem mais facilidade, como ele está acostumado a se expor, aí já não é tão tímido mais (Coordenadora do Programa Mais Educação).

Na visão da coordenadora, o Programa Mais Educação contribui não apenas para a melhoria do desempenho acadêmico dos estudantes, como também facilita a interação e a amizade entre os participantes. Ressalta, no entanto, que os estudantes preferem as atividades esportivas em relação às atividades de acompanhamento pedagógico.

Nessa mesma questão, o gestor se posicionou expondo as seguintes ideias:

Facilita. Tenho até relato de mães que já disseram que depois que o filho começou a participar do Programa Mais educação, ele melhorou em casa, com os irmãos. Parece que abriu mais oportunidades. Ele ficava em casa e não tinha tanto compromisso com os estudos, como tem aqui. Enquanto gestor, observo que ao chegar aqui, primeiramente ele tem que fazer letramento e matemática, para depois praticar o esporte. E isso é cobrado durante toda a semana. Se ele não tiver um rendimento bom nas aulas de matemática e português ele não terá a chance de participar de outras atividades (Gestor da Unidade Escolar).

Percebeu-se, na fala do gestor, que a forma de articulação dessas atividades contrariam os princípios norteadores do Programa, uma vez que não deveria ocorrer condicionamento quanto a participação do aluno nas atividades esportivas, em detrimento das atividades de acompanhamento pedagógico. Esse é um grande equívoco no desenvolvimento do Programa.

Na questão em que se solicita aos gestores a indicação dos desafios a serem superados para a implementação de um programa como este, afirmaram que surgiram entraves quanto ao espaço físico, à segurança e a participação da família na escola.

Finalmente, a última questão posta para os gestores indagava acerca da existência da articulação e integração das atividades realizadas durante as sete horas de permanência dos estudantes na escola.

Na fala da coordenadora, detectou-se que não há um planejamento estratégico para garantir essa integração, as abordagens constituem-se de conversas informais entre os professores, mesmo que contemplando comentários acerca do rendimento dos alunos. Há que se reconhecer que, ainda, o coletivo dos professores não se organizou para tal finalidade. Da mesma forma, o diretor afirma que as atividades são articuladas, no entanto, não indica como ocorre essa articulação, durante um dia de efetivo trabalho na unidade escolar. Aqui, também, percebeu-se a ausência da cultura de um planejamento e execução integrados das atividades.