Kapittel III Luft
Protokoll 31 om samarbeid på særlige områder utenfor de fire friheter
O estabelecimento de funções e esquematizar em forma de diagrama permite a refinação do projeto, complementando o método de estabelecimento de árvore de objetivos. Este método permite uma análise mais focada na funcionalidade do conceito
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Funcionalidade Operativa Segurança Simplicidade Montagem Manutenção Fabrico Fácil Operação Conforto Baixo Custo Reduzido número de componentes Baixo custo de componentes83
a desenvolver, no qual é definida uma função global, que só é bem executada se todas as suas subfunções forem cumpridas.
Este método inicia com a sua função global, comummente denominada como “caixa negra”, ilustrada com um diagrama de blocos, que converte apenas entradas em saídas e as subfunções estão relacionadas entre si. É a execução destas mesmas que vai ditar o sucesso da função global. Com este diagrama as funções são identificadas mais rapidamente, apresentando-se pela ordem de acontecimentos, bem como o limite conceptual das mesmas, atingindo-se o tal balizamento. Esta fase ajuda o projetista ter uma melhor perceção do caminho a percorrer para a obtenção de um conceito final [98]. Quando um amputado está a preparar-se para colocar a prótese, é importante garantir uma boa suspensão da prótese, para que este consiga concretizar marcha com estabilidade e segurança, para que a prótese não se solte do membro residual. O diagrama da figura 4.2 esquematiza o processo geral de preparação para o amputado colocar a sua prótese.
Figura 4. 2 - Esquema de etapas gerais de preparação do amputado para colocar a sua prótese: Estrutura de subfunções.
Neste diagrama a função geral é a de colocação da prótese, no qual existe um cuidado de limpeza diária por parte do amputado e uma metodologia adequada para a inserção do liner de forma a acomodar corretamente todo o membro residual e em especial os tecidos moles, nesta metodologia destaca-se as subfunções: “virar o liner do avesso”, “colocar o mesmo na parte distal do membro residual e desenrolá-lo ao longo do mesmo”, por fim posicionar o liner dentro do encaixe e “ligar efetivamente o
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amputado à sua prótese, através do mecanismos de suspensão”. Como já anteriormente mencionado, será nesta ultima subfunção que o diagrama de funções se irá focar.
Existem vários tipos de mecanismos de suspensão, de entre os quais destacam- se os de pino de bloqueio, vácuo e sucção. O mecanismo de pino de bloqueio é o mecanismo mais simples e mais rápido e o que abrange uma maior gama de amputados, para além de que é o mais adequado para uma primeira protetização. Os restantes meios de suspensão mais utilizados, como a membrana de isolamento, sucção e vácuo, são mais complexos e mais restritos em relação ao tipo de amputados para os quais são adequados, uma vez que requerem mais tempo de preparação, maior força e/ou destreza manual.
Portanto, de entre os vários mecanismos de suspensão e tendo em conta a nossa árvore de objetivos, vai ser utilizado como modelo de referência o mecanismo de suspensão pino de bloqueio, mais especificamente, o mecanismo de bloqueio orientado, que é um dos tipos de mecanismos de pino que garante mais segurança ao paciente, o modelo ALPS Lock S496-T, figura 4.3.
Figura 4. 3 - Modelo ALPS Lock S496 - T.
Este mecanismo ilustrado na figura 4.3 permite ao paciente controlar a inserção do pino de dente “serralhado” no alojamento através do botão de acionamento que se encontra na periferia. Propiciando uma maior sensação de segurança e, também, um melhor bloqueamento do pino de dente “serralhado”, figura 4.4. No momento em que o paciente desejar retirar a prótese, basta pressionar o botão de acionamento que usou para rodar e o pino de dente “serralhado” ficará livre e poderá sair do alojamento.
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Figura 4. 4 - Pino de dente "serralhado" [99].
Desta forma, foi elaborado um diagrama de funções, figura 4.5, focado no mecanismo de pino de bloqueio, cuja função global foca-se na “ligação do amputado à prótese”. Contudo o sucesso desta função global está dependente da realização bem- sucedida das seguintes sub- funções: (1) “inserir o membro residual dentro do encaixe”; (2) “alinhar o pino de dente “serralhado” em relação ao alojamento”; (3) “inserir o dente “serralhado” na entrada do alojamento”; (4) “rodar o botão de acionamento e puxar o pino de dente “serralhado” para dentro do alojamento” e, por fim, (5) “bloquear o pino de dente “serralhado”.
Figura 4. 5 - Diagrama de funções do mecanismo de pino de bloqueio orientado.
Apesar de ser um mecanismo que proporciona ao paciente uma maior segurança devido à opção de rodar o botão a puxar o pino para dentro do alojamento o paciente sente sempre dificuldade em executar um bom alinhamento do liner e, consequentemente, do pino de dente “serralhado” para o alojamento.
Para a concretização da ligação do paciente à prótese, o paciente deve inserir membro residual (subfunção 1). Neste momento, o amputado perde o pino de dente “serralhado” no seu campo de visão. E, por este motivo, o paciente antes de conseguir inserir o pino de dente “serralhado” no alojamento acaba por sofrer numa serie de
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tentativas mal sucedidas, em que o pino de dente “serralhado” bate nas paredes laterais do alojamento ou na parte distal do encaixe, que magoam o membro residual e a longo termo o pino de dente “serralhado” sofrerá deformações, tornando-se impossível a sua inserção dentro do alojamento. Consequentemente também provoca um aumento de consumo de tempo. Uma das alternativas que os técnicos usam é a realização de um furo na parte distal do encaixe para que o paciente consiga com a sua própria mão alinhar o pino de forma a entrar corretamente no alojamento, contudo para paciente com pouca destreza manual não é eficaz. Assim que o pino esteja corretamente alinhado, este é inserido no alojamento e fixado.
O modelo ALPS Lock S496-T é composto 6 componentes mecânicos, figura 4.6, que no seu conjunto compõem as duas funcionalidades fulcrais neste mecanismo, o de rodar o pino de dente “serralhado” para dentro do alojamento e o de bloqueamento do pino de dente “serralhado”.
Figura 4. 6 - Modelo ALPS Lock S496 - T desmontado.
Tal como se pode observar na figura 4.6, este mecanismo compreende um alojamento (1), uma roda cilíndrica de dentado reto exterior normalizado (2), um rolamento “especial” de movimento unidirecional da INA modelo HFL 0822 (pois possui, no seu interior, uma pista de agulhas que funcionam como embraiagem 3) incorporado no parte roscada do suporte roscado (4), uma mola helicoidal cilíndrica a trabalhar à compressão sem as suas extremidades afagadas (5) e um botão de acionamento (6).
Assim que o pino é inserido no alojamento, os dentes do pino de dente “serralhado” deverão alinhar com os dentes da roda cilíndrica de dentado reto exterior normalizado, e assim o paciente pode rodar o botão de acionamento, no sentido dos ponteiros do relógio, que solidariamente fará rodar a roda dentada, tal como
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esquematizado na figura 4.7, e desta forma “puxar” o pino de dente “serralhado” para dentro do alojamento. Caso o paciente prefira, pode exercer pressão e assim induzir movimento da roda cilíndrica de dentado reto exterior normalizado e o pino de dente “serralhado” entrar.
Figura 4. 7 - Representação esquemática da roda cilíndrica de dentado reto exterior normalizado, corretamente alinhada com o pino de dente “serralhado”, a rodar no sentido dos ponteiros [100].
Esta roda cilíndrica de dentado reto exterior normalizado possui movimento unidirecional, no sentido dos ponteiros do relógio, impedindo, por total, o movimento no sentido inverso e consequente saída do pino. Tal acontece devido à justaposição com um rolamento “especial” de movimento unidirecional, figura 4.8. É um rolamento da INA, modelo HFL 0822, composto 3 carreiras de rolamentos, no qual a carreira do meio é a responsável pelo movimento unidirecional, uma vez que encrava o movimento no sentido contrário [101]. Efetuando uma fixação eficaz do pino de dente “serralhado” (subfunção 5).
Figura 4. 8 - Rolamento da INA, modelo HFL 0822, presente no mecanismo [101].
No momento em que o paciente desejar retirar a prótese, este deve apenas pressionar o botão de acionamento, figura 4.9 a, a roda cilíndrica de dentado reto exterior normalizado deixará de estar em contacto com o pino, uma vez que se desloca longitudinalmente no eixo dos xx e assim o pino de dente “serralhado” poderá sair do
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alojamento. A roda cilíndrica de dentado reto exterior normalizado está em justaposição com uma mola helicoidal cilíndrica a trabalhar à compressão que, para além de permitir que a roda cilíndrica de dentado reto exterior normalizado se desloque (figura 4.9 a), permite também este volte à posição inicial assim que o botão de acionamento não esteja sob pressão (figura 4.9b).
Figura 4. 9 - (a) Botão pressionado (b) estado inicial.