2 Sosiologisk teori
2.1 Michel Foucault – diskursteoriens inspirasjonskilde
A instituições do trabalho são organismos vivo, que influenciam e sofrem influência do meio. Encontram na educação corporativa um caminho para desenvolver seus trabalhadores.
Faz-se necessário o entendimento de conceitos relativos a planejamento estratégico e à gestão estratégica, para que se estabeleça uma conectividade entre planejamento estratégico e educação corporativa. Sendo a educação corporativa uma ferramenta estratégica para as organizações.
Porter (2009) afirma que a estratégia é a compatibilização mútua das atividades da empresa e que seu sucesso depende do desempenho positivo de suas atividades e da integração entre elas. Se não houver compatibilidade entre as atividades, não existirá uma estratégia diferenciada e muito menos sustentabilidade.
Segundo Oliveira (2002), o planejamento estratégico é um processo gerencial que possibilita à liderança da empresa estabelecer o rumo a ser seguido, com objetivo de obter um nível de otimização na relação da empresa com o seu ambiente. O autor destaca ainda que o planejamento estratégico é responsabilidade dos níveis mais altos da empresa e diz respeito
tanto à formulação de objetivos quanto à seleção dos rumos das ações, considerando as condições externas e internas à empresa.
A gestão estratégica estabelece diretrizes para o planejamento estratégico. Oliveira (2001) destaca que para que este se configure como ferramenta para o alcance dos objetivos organizacionais é essencial que seja flexível, pois de acordo com a análise sugerida e o contexto social, político e econômico encontrado, deve permitir um ajuste, uma revisão e até um redirecionamento, se for o caso, visando atingir a vantagem competitiva, estabelecendo, assim, seu posicionamento estratégico. Porter (2009) aponta que esse posicionamento estratégico significa desempenhar atividades diferentes ou desempenhar as mesmas atividades de forma diferente.
Corroborando a concepção de que é fundamental uma análise ambiental, Valadares (2006) ressalta que, a partir da correta análise e do acompanhamento do diversificado ambiente de negócios, as organizações podem alcançar um desempenho superior ao obtido pela concorrência.
Segundo Mintzberg et al (2006, p. 41), a “Gestão Estratégica se refere à maneira como as organizações usam graus de liberdade para manobrar entre seus ambientes”. Sendo assim, a adoção de estratégias consiste em uma das atividades desenvolvidas por um plano maior. Para que haja sucesso na implementação de qualquer estratégia, faz-se necessário o envolvimento de todos os colaboradores no processo e o apoio da alta cúpula da organização.
Para destacar a relevância do planejamento estratégico no processo decisório, Drucker (1998, p. 136) afirma que o planejamento estratégico consiste em:
[...] processo contínuo de, sistematicamente e com o maior conhecimento possível do futuro contido, tomar decisões atuais que envolvam riscos; organizar sistematicamente as atividades necessárias à execução dessas decisões; e, através de uma retroalimentação organizada e sistemática, medir o resultado dessas decisões em confronto com as expectativas almejadas.
Pode-se ainda afirmar que o planejamento estratégico é uma ferramenta norteadora para a execução de uma gestão estratégica. Segundo Rocha (1999), a gestão estratégica consiste no processo de tomada de decisões e na implementação de ações que visem a conceber, desenvolver, implantar e sustentar estratégias que garantam vantagens competitivas a uma organização.
Nessa perspectiva, um planejamento estratégico proporciona uma visão sistêmica. Essa visão possibilita a escolha dos caminhos a seguir e a adoção de norteadores das ações.
Segundo Ansoff (1981, p. 15), o conceito de planejamento estratégico requer a análise racional das oportunidades oferecidas pelo meio. Essa análise deve contemplar os pontos
fortes e fracos das empresas e a escolha de um modo de compatibilização entre os dois extremos, para atingir os objetivos da empresa.
Segundo Batista (2012, p. 59), a educação corporativa “compreende processos de educação continuada, estabelecidos com vistas à atualização do pessoal de maneira uniforme em todas as áreas da organização”. O autor cita, entre outras formas de implementar a educação corporativa, o sistema de educação a distância.
É nesta perspectiva que a educação corporativa se estabelece como estratégia organizacional. A educação corporativa deve estabelecer processos de aprendizagem que visem à (re)construção do conhecimento e o desenvolvimento de novas competências.
De acordo com Fleury (2001, p. 190), “competência é um saber agir responsável e reconhecido, que implica mobilizar, integrar, transferir conhecimentos, recursos, habilidades que agreguem valor econômico às organizações e valor social ao indivíduo”.
A Organização Internacional do Trabalho – OIT (2002) aponta que as competências podem ser entendidas preliminarmente como a capacidade de articular e mobilizar saberes e emoções em termos de conhecimentos, habilidades, atitudes e práticas necessários ao desempenho de determinada função ou atividade, de forma eficiente, eficaz e criativa e de acordo com a natureza laboral.
Senge (1990) aponta o ambiente favorável à inovação e a valorização de seus servidores como facilitador do aprendizado organizacional. Esse cenário propicia uma maior sincronia dos seus processos.
Miranda (2006) aponta que até cerca de 1950, a formação profissional tinha funções paliativa e reparadora. A primeira, procurava suprir carências ou lacunas que existissem em relação à formação inicial, a segunda, visava dar uma segunda oportunidade às pessoas que, por razões várias, tinham interrompido o seu percurso escolar.
Hoje, a formação profissional, entendida como educação corporativa, compreende os processos de educação continuada, de maneira uniforme, em todas as áreas da organização.
A educação corporativa deve propiciar a formação profissional, que pode ser entendida como a aquisição sistemática de conhecimentos, habilidades e atitudes com a finalidade de qualificar a pessoa para a atividade laboral, mas que, acima de tudo, deve promover a formação integral e contínua.
Assim, a inclusão de pessoas com deficiência constitui parte relevante a ser considerada nesse contexto, pois elas não podem ser excluídas desse processo de aprendizagem. Destaca-se que educação corporativa inclusiva deve manter a equidade como
valor fundamental, uma vez que, no contexto contemporâneo, a pessoa com deficiência constitui parte representativa do capital intelectual das organizações.