4.2 Forskingsdesign og tilnærmingar
4.2.4 Metodetriangulering
Curso de Inglês para Fins Específicos (ESP)
Mediante o exposto, decidi utilizar o questionário como instrumento pela facilidade em acessar os participantes e pela possibilidade de realizar um levantamento quantitativo e qualitativo (HUTCHINSON e WATERS, 1987; DUDLEY-EVANS e ST. JOHN, 1998; LONG, 2005; VIEIRA, 2009; BASTURKMEN, 2010). Para a elaboração do questionário de análise de necessidades (Anexos 1 e 2), baseei-me nos autores mencionados e, também, apoiei-me no questionário de análise das necessidades de um grupo de pesquisadores, cujos resultados são relatados no artigo Gêneros Textuais nos Exames de Língua Inglesa do
CEFET-PB: Um estudo de caso (ANDRADE et al, 2008), no qual é feito uma análise dos exames de Vestibular do CEFET-PB com a finalidade de verificar como é desenvolvido o trabalho com a tendência dos gêneros textuais. A pesquisa compreende o levantamento da necessidade-alvo através dos seguintes instrumentos: questionários com os alunos; entrevistas com alunos e professores que atuam na área em estudo; observação atenta da área pesquisada e coleta de dados através de textos referentes à área.
Decidi pelo questionário de autoaplicação, porque tem benefícios para o respondente e para o pesquisador. O respondente pode responder ao questionário quando tiver disponibilidade e durante o tempo que estimar necessário (VIEIRA, 2009).
Em seguida, realizei o pré-teste do questionário (Anexo 1) com uma pequena amostra de respondentes composta por discentes de Direito e profissionais da área jurídica, total de 30 participantes. Conforme Marconi e Lakatos (2001, p. 103), o pré-teste tem diversas finalidades, como, verificar ambiguidade das questões, existência de perguntas supérfluas, adequação ou não da ordem das questões, se são numerosas ou, ao contrário, necessitam ser complementadas dentre outras.
A etapa de pré-teste revelou que o instrumento de coleta teria que sofrer alterações para atingir o objetivo, isto é, obter informações suficientes para o planejamento e elaboração do curso de Inglês para Fins Específicos para discentes de Direito e profissionais da área jurídica na modalidade EaD.
Enumero, a seguir, as alterações realizadas após o pré-teste:
a) elaborei uma introdução, na qual apresento a finalidade do questionário e solicito a permissão do respondente para utilizar os dados do questionário;
b) modifiquei a numeração para facilitar a tabulação dos dados para futura análise; c) identifiquei e corrigi erro na sequência numérica;
d) inseri a questão 3 para identificar e distinguir os discentes de Direito dos profissionais da área jurídica para que o mesmo questionário fosse aplicado.
e) retirei as questões 1, 2, 3, 4 e 8 da Parte II por não serem relevantes para esta pesquisa; f) retirei a questão 9 da Parte II, pois não estava bem contextualizada e os resultados não seriam confiáveis;
g) reelaborei a questão 11, pois não estava específica o suficiente, uma vez que o objetivo dessa questão era levantar os gêneros mais utilizados.
O questionário final (Anexo 2) contém 14 questões, sendo 11 fechadas e três abertas. As perguntas objetivam conhecer a situação em que o participante atua utilizando o inglês e, assim, estabelecer as necessidades do aprendiz em função da linguagem a ser utilizada, tais como, perfil dos alunos, contexto de uso de língua, frequência de leitura dos gêneros em inglês30 e a visão dos alunos sobre a modalidade EaD.
Em relação ao questionário final (Anexo 2), as perguntas de número 1, 2 e 3 objetivam levantar informações a respeito do perfil dos participantes. A pergunta 3, especificamente, para distinguir os discentes de Direito dos profissionais da área jurídica. As perguntas de número 4, 5 e 6 objetivam conhecer o contexto de uso da língua inglesa dos participantes. A pergunta 6 também busca identificar a necessidade e a frequência das macro- habilidades comunicativas dos participantes. A pergunta 7 objetiva levantar, dentre os gêneros elencados, quais são lidos e a frequência de leitura de cada gênero. As perguntas de número 8 e 9 objetivam conhecer as habilidades necessárias e o grau de importância que cada uma representa no contexto de uso dos participantes. As perguntas 10 e 11 verificar a familiaridade dos participantes com a modalidade EaD e conhecer quais cursos os já fizeram na modalidade EaD. Na questão de número 12 o objetivo é identificar os aspectos que os participantes consideram benéficos nos cursos na modalidade EaD. A questão 13 objetiva
30 A lista de gêneros apresentada no Questionário de Análise de Necessidades foi parcialmente corroborada pelo
averiguar a intenção que os participantes têm em fazer um curso de ESP na área jurídica na modalidade de EaD. Por fim, a pergunta de número 14 objetiva conhecer os tópicos que os participantes gostariam de desenvolver caso participassem de um curso de ESP na área jurídica na modalidade EaD. A pergunta é dissertativa, para que os participantes tenham a liberdade para fazerem as sugestões a partir das suas necessidades. Desde o inicio, já se tinha como certo que o curso seria disponibilizado na modalidade EaD e, por isso, o assunto é abordado no Questionário de Análise de Necessidades, na entrevista e diálogos com membros da comunidade discursiva jurídica.
O Quadro 2.2 sintetiza as questões que compõem o Questionário de Análise de Necessidades cujos dados e análise apresento no Capítulo 3.
Perguntas Objetivos
1; 2 Perfil dos participantes
3 Distinguir os discentes de Direito dos profissionais da área jurídica 4; 5; 6; Uso da língua inglesa
6 Identificar a necessidade e a frequência das macro-habilidades comunicativas.
7 Levantamento dos gêneros lidos em inglês e frequência de leitura de cada gênero.
8 Levantamento sobre a percepção da relevância de uso de cada macro- habilidade linguística
9 Levantamento do grau de importância da língua inglesa nos contextos profissionais, acadêmicos e sociais/de lazer.
10 Levantamento da familiaridade dos participantes com a modalidade EaD.
11 Levantamento dos cursos que os participantes já fizeram na modalidade EaD.
12 Levantamento dos aspectos que os participantes julgam benéficos nos cursos de EaD.
13 Averiguar a intenção que os participantes têm em fazer um curso de ESP na área jurídica na modalidade de EaD.
14 Levantamento das sugestões acerca dos tópicos que os participantes gostariam de desenvolver caso participassem de um curso de ESP na área jurídica na modalidade EaD.
Quadro 2-2: Síntese das questões do Questionário de Análise de Necessidades
Os questionários para os profissionais da área jurídica foram enviados por e-mail ou entregues por portador e foram aplicados em loco para os discentes de Direito.
2.4.2 Entrevistas semi-estruturadas
De acordo com Richardson et al. (1999), a entrevista não-estruturada caracteriza-se por ser totalmente aberta, pautando-se pela flexibilidade e pela busca do significado, na concepção do entrevistado. Para May (2004, p. 149), este tipo de entrevista “permite ao entrevistado responder às perguntas dentro da sua própria estrutura de referências”. Segundo Basturkmen (2010, p. 31), é comum nos projetos que envolvam Análise de Necessidades utilizarem-se tanto questionários como entrevistas. Inclusive, é considerado procedimento válido entrevistar um subgrupo dos participantes que responderam a um questionário anteriormente.
No âmbito das técnicas de pesquisa social, a entrevista caracteriza-se pela interação entre pesquisador e pesquisado (ou pesquisados), isto é, por meio de perguntas feitas ao respondente, é possível coletar informações que ajudem, a resolver o problema de pesquisa, em um determinado estudo. Segundo Gil (1999, p. 117): “é a técnica em que o investigador se apresenta frente ao investigado e formula-lhe perguntas, com o objetivo de obtenção dos dados que lhe interessam à investigação”. Para Lakatos e Marconi (1994, p. 195), a entrevista é um encontro entre duas pessoas, a fim de que uma delas obtenha informações a respeito de determinado assunto, mediante uma conversação de natureza profissional. Dessa forma, a entrevista é uma ferramenta ou técnica que contribui para que o pesquisado forneça informações, isto é, facilita a revelação daquilo que o pesquisado tem conhecimento e que o entrevistador precisa saber. As autoras complementam, “o entrevistado discorre sobre o tema proposto com base nas informações que ele detém e que, no fundo, são a verdadeira razão da entrevista” (p. 195).
Na entrevista semiestruturada, Gil (1999, p. 120) explica que “o entrevistador permite ao entrevistado falar livremente sobre o assunto, mas, quando este se desvia do tema
original, esforça-se para a sua retomada”. Neste procedimento, o pesquisador deve realizar a entrevista, porque, faz-se necessário um bom conhecimento do assunto.
Deste modo, cabe ao entrevistador manter o foco e conduzir a entrevista de maneira que o pesquisado possa responder livremente sem se desviar do assunto central. Segundo Gil (1999, p. 120), “o entrevistador permite ao entrevistado falar livremente sobre o assunto, mas, quando este se desvia do tema original, esforça-se para a sua retomada”. Neste procedimento, o pesquisador não pode utilizar-se de outros entrevistadores para realizar a entrevista, pois, faz-se necessário um bom conhecimento do assunto. Por isso, realizei todas as entrevistas semi-estruturadas.
A entrevista semi-estruturada teve como eixos balizadores: 1) distinção entre os contextos acadêmico e profissional por parte dos participantes desta pesquisa; 2) o contexto em que os participantes deste estudo utilizam a língua inglesa e o que eles precisam saber, em termos de habilidades, para atuarem nos contextos e (3) a percepção da modalidade EaD.
A finalidade da entrevista é averiguar alguns aspectos do Questionário de Análise de Necessidades que não ficaram claros; então, elaborei o Roteiro de entrevista com base no questionário. Participaram das entrevistas cinco alunos em potencial, que haviam respondido ao Questionário de Análise de Necessidades.
Lembrando que existe uma recomendação muito importante a ser observada em relação ao número de entrevistas necessárias em uma pesquisa qualitativa:
O pesquisador que trabalha com abordagem qualitativa nunca pode esquecer-se de que não estuda um somatório de depoimentos. Isso significa que a práxis compreensiva pode até utilizar critérios numéricos (número de entrevistas), mas não necessariamente será este o definidor de relevâncias, muitas vezes esclarecidas pela fala de apenas um ou de poucos interlocutores [...] ela se constrói por significados que confirmam uma lógica própria do grupo ou, mesmo, suas múltiplas lógicas (MINAYO, 2006 p.192).
Uma vez que não existe uma norma que defina o número de entrevistas necessárias em uma pesquisa qualitativa, convidei um representante de cada categoria dos participantes
que responderam ao Questionário de Análise de Necessidades, dos quais, cinco tiveram disponibilidade para as entrevistas.