Para iniciar a análise dos pontos de bifurcação, lembremos o que eles significam. Os pontos de bifurcação indicam pontos na trajetória de um sistema que podem causar ou não a bifurcação do mesmo, gerando novos atratores. O sistema pode passar por eles e manter sua rota
ou pode bifurcar-se. No último caso, essa bifurcação pode ser causada por um elemento externo – perturbação, ou por um processo interno - criticalidade auto-organizada – que leva o sistema a se romper em determinado ponto crítico. Em ambos os casos, as rupturas são causadas, conforme se
propõe aqui, pelo acesso a outros discursos que funcionam como as marcações do sistema complexo.
Na seção 4.1, a análise dos excertos 1-5 revelou que alguns valores culturais e ideológicos, veiculados na e pela linguagem contribuíram para a formação identitária dos
indivíduos. Apesar do reconhecimento dessa força centrípeta da língua, Bakhtin estabelece que outras forças – as centrífugas – se fazem presentes e conduzem os indivíduos em direção à heteroglóssia. Essas forças centrífugas podem contribuir para a ruptura com discursos pré- estabelecidos e reformulação da identidade social. Os momentos em que essa ruptura ocorre são
considerados os pontos de bifurcação, usando o termo da Teoria da Complexidade.
Nos excertos 6, 7, 8 e 9 serão apresentados alguns pontos de bifurcação identificados nas narrativas analisadas. Procurando responder às perguntas propostas por Gee, a análise desses
excertos será focada nos discursos e instituições que concorreram para essa bifurcação do sistema identitário e como esse processo se relacionou ao processo de aprendizagem de língua
estrangeira.
Excerto 6:
Narrador brasileiro (narrativa nº 11, em anexo)
But a really strong fact that would lead me to the fields of languages came up: in a Christmas Night Eve my mother invited all the family to sit down in front of our living room TV in order to watch the Mass the pope was going to celebrate and we did it. As the Mass went on something extremely awesome caught my attention: the pope sent out a Christmas message to all over the world in at least fifty-seven languages and I got petrified by that ability of his. I went to bed that night knowing what I would like to do for the rest of my life: study every language I would come across in my lifetime.
No excerto 6, podemos identificar duas instituições sociais, cujos discursos contribuem significativamente para a formação da identidade não apenas desse narrador, em especial, mas de diferentes indivíduos no geral: a instituição “família” e a instituição “igreja”. Essas instituições
são evocadas no excerto pelos substantivos “mãe (mother)”, “família (family)”, “missa (mass)” e “papa (pope)”. A mera leitura inicial desse trecho já nos apresenta vários fractais identitários do narrador: filho (evocado no sintagma nominal “my mother”), sobrinho, primo, irmão (evocados
pela construção “all the family”. Aqui, o artigo definido “the” tem uma significação especial – não é qualquer família, mas “a” família do narrador), cristão, católico (assistir à missa do Papa, na véspera do Natal, em frente à TV é uma prática social associada a uma comunidade de prática específica: Católicos Apostólicos Romanos).
Além dos fractais descritos, o excerto 6 demonstra o ponto em que há a emergência de um novo fractal – aprendiz de línguas - a partir de um ponto de bifurcação introduzido no início do excerto pela construção “a really strong fact that would lead me to the fields of language” (“um
fato realmente forte que me levaria aos campos da linguagem”). O uso do artigo indefinido “um” neste trecho particulariza o fato narrado, ou seja, não é um fato corriqueiro, mas algo diferente do
habitual que se faz presente na trajetória do narrador e contribui para o ponto de bifurcação descrito. É importante perceber na narração que o mesmo discurso proferido pelo papa em uma missa veiculada para milhões de pessoas no mundo inteiro teve um efeito especial sobre esse indivíduo. Muitos outros que assistiram à mesma missa seguiram com seus padrões de vida diária
sem alterações, ou seja, passaram por esse ponto de bifurcação e mantiveram suas rotas; mas para o narrador desse excerto uma mensagem diferente foi enviada. Poderíamos nos perguntar o porquê desse indivíduo ter tido tal reação face ao discurso do papa. Talvez, já por algum tempo, essa pessoa estivesse pensando sobre as escolhas que teria que fazer em um futuro próximo; em
outras palavras, talvez essa pessoa já se encontrasse em um estado crítico (usando aqui o termo da Teoria do Caos), aproximando-se do momento da ruptura. Nesse exemplo, a bifurcação do “eu” foi causada por motivos internos, ou usando o termo da Teoria do Caos, pelo sistema em si
mesmo que já se encontrava em um estado de criticalidade auto-organizada.
É importante observar aqui que foram as práticas sociais da comunidade de prática “igreja” que engatilharam o processo de aprendizagem de línguas, e não as práticas da comunidade “escola”. Retomaremos esse ponto posteriormente.
Excerto 7:
Narradora brasileira (narrativa nº 10, em anexo)
Cresci nos anos 60 na era do rock e das primeiras calças jeans, que naquele tempo eram chamadas de calça Lee. A influência da cultura americana trazida pela música, filmes e sociedade de consumo nos bombardeava dia e noite. E eu ... estudava alemão... Minha irmã, 5 anos mais velha, estudava inglês no InterAmericano em Curitiba. E eu ... estudava alemão. Não que eu não gostasse, mas era muito mais “bacana”, para usar uma gíria da época, estudar inglês. Meus pais sempre nos incentivaram a estudar línguas;
éramos de uma família de classe média de pais trabalhadores e instruídos e minha mãe, que sempre trabalhou fora, dizia que conhecer línguas estrangeiras era muito bom para conseguir um emprego melhor, poder ler livros no original, poder conversar com pessoas de outras partes do mundo e, principalmente, poder viajar. Aos 17 anos minha irmã foi uma bolsista do AFS International Scholarships e passou quase um ano com uma família na Califórnia. Foi a gota d´água; impus meu desejo de estudar inglês. Meus pais aceitaram com a condição de que eu não deixasse o alemão de lado.
No excerto 7, ao contrário do excerto 6, o ponto de bifurcação foi causado por uma perturbação externa aqui representada pelo acesso ao discurso dos anos 60. Bakhtin (1981, p. 272) enfatiza que “todo enunciado participa na ‘língua unitária’ (em suas forças e tendências centrípetas) e ao mesmo tempo participa da heteroglóssia social e histórica (as forças centrífugas
e estratificadoras)123”. A heteroglóssia, nesse excerto, é percebida pelas vozes da narradora, de sua família e dos discursos veiculados em uma época específica: anos 60124. A narradora, ao ter acesso a esse discurso, se afilia à comunidade de prática dos “jovens que gostam de rock” e demonstra essa afiliação na narrativa, ao mencionar a calça Lee, o rock, e fazer menção a uma
gíria da época “bacana”. Conforme Wenger (2000, p. 229) estabelece, a afiliação a comunidades de práticas pressupõe a partilha de valores ideológicos, léxicos e artefatos pelos membros dessa
123 “Every utterance participates in the ‘unitary language’ (in its centripetal forces and tendencies) and at the same
time partakes of social and historical heteroglossia (the centrifugal, stratifying forces)” (BAKHTIN, 1981, p. 272).
124 A década de 60 foi marcada por uma série de movimentos político-sociais que tiveram impacto direto nas relações
humanas, com a emergência de novos valores e desenvolvimento de uma cultura ideológica alternativa, que veio a ser chamada, nos Estados Unidos, de “contracultura”, pois se colocava em oposição aos valores tradicionais da sociedade da época. Nos Estados Unidos, surge o movimento Hippie contra a guerra do Vietnã, que tinha como
slogan as palavras: “paz e amor”. Sob essa bandeira, pregava-se o amor livre e o não comprometimento com as instituições sociais vigentes. Esse movimento se alastrou globalmente. A segunda metade da década foi marcada por movimentos radicais de dimensão global, tais como as experiências com drogas, o feminismo, a revolução sexual e os movimentos a favor dos negros. Nesta época o Rock’n’Roll ganha crescente popularidade no mundo; as bandas de rock “Os Beatles” e “The Rolling Stones” tornam-se símbolos da rebeldia político-ideológica da época. É, também, na década de 60, que começam as transmissões de TV em cores no mundo e a televisão passa a ser um meio de comunicação em massa, o que contribui para o alastramento do movimento social iniciado nos Estados Unidos e na Europa. No Brasil, Jânio Quadros sucede Juscelino Kubichec como presidente e cerca de sete meses depois, renuncia, sendo substituído pelo então vice-presidente João Goulart. Em 1964, vem o golpe militar que depõe Goulart e inaugura a ditadura militar que durou 20 anos. Também, no Brasil, o “Rock” se torna uma forma de expressão político-ideológica da juventude contra a repressão causada pela ditadura militar. O gosto pelos Beatles,
Rolling Stones e outras manifestações culturais da época tornam-se parte dos modelos culturais, associados ao “ser jovem” na década de 60.
comunidade. Isso faz parte da competência necessária para fazer parte do grupo. Esse repertório partilhado tem a dupla função de estabelecer pertinência grupal e excluir membros que não
pertencem a tal comunidade. Quando a narradora utiliza a gíria “bacana”, ela convida qualquer leitor que também pertença ou pertenceu a essa comunidade a se simpatizar com seus motivos de impor aos seus pais o seu desejo de estudar inglês. Dessa forma, ela interage com o leitor e o convida a participar de seu dilema.
Novamente, o discurso de que aprender línguas é necessário para o futuro de qualquer pessoa é recorrente na voz da instituição família, indexada novamente pela figura materna. A narradora insiste em dizer que seus pais gostariam que ela aprendesse alemão. Ela não explica o motivo dessa insistência, mas podemos inferir que, para seus pais, o alemão carrega um valor
simbólico maior, ou devido à tradição familiar (descendência) ou pela comunidade social na qual viviam (no sul do Brasil, há uma grande influência da cultura alemã devido ao grande número de alemães que para lá migraram). A razão pela qual os pais insistiram para que a narradora
estudasse alemão não é o ponto que desejo estabelecer aqui, e sim, o fato de haver um conflito entre as vozes dos pais e da narradora. Pavlenko e Lantolf (2004, p. 172) observam que muitas vezes os pais tendem a usar o conhecimento de seu próprio passado para projetar um futuro provável e organizar o enredo de vida de seus filhos. Esse comportamento, segundo os autores,
pode gerar conflitos, uma vez que os pais construíram seus enredos de vida em outra época, povoada de outros valores e ideologias que nem sempre dialogam com os valores da época em que os enredos dos filhos estão sendo construídos. Na época da narradora, aprender inglês adquire um valor simbólico maior do que aprender alemão, devido às práticas sociais da
juventude dos anos 60. A conseqüência disso é que há uma bifurcação no padrão de comportamento da narradora que estudava alemão e passa a estudar, também, inglês, devido à influência do rock e ao desejo de pertencimento grupal. Essa bifurcação é responsável pela
emergência de uma nova identidade social. Wenger (2000, p. 227) observa que “as formas nas quais nos engajamos uns com os outros e com o mundo delineiam profundamente nossa
experiência de quem somos”. As formas de pertencimento a comunidades de práticas diferentes corroboram para a emergência de novas identidades e de novas práticas sociais que refletem o engajamento a essas comunidades.
Outro fator que merece destaque é como a cultura americana se fez presente na vida da
narradora através de gêneros diversos, como música, filme e propaganda. A magnitude do efeito conjunto desses discursos é traduzida pelo emprego do verbo “bombardear” que traduz, na narrativa, a impotência da narradora de resistir a eles.
Finalmente, o fato de a narradora não ter abandonado o estudo de alemão para ingressar
nas aulas de inglês demonstra sua necessidade de tentar harmonizar o conflito estabelecido pela heteroglóssia construída pelas vozes de seus pais (instituição família) e pelas vozes dos jovens dos anos 60; bem como seu desejo de se impor, ainda que se se submetendo ao poder
representado pelas vozes de seus pais.
A perturbação externa causada pelo acesso a novos discursos causou uma bifurcação do sistema identitário da narradora, gerando dois novos fractais: jovem da década de 60 e aprendiz
de inglês.
Excerto 8:
Narrador brasileiro (narrativa nº 15, em anexo)
Then I went to high school, where English classes are simply awful. Every year the same subjects were taught to us, such as verb to be, negative forms, interrogative forms etc. However, the sport I have been practicing from that period so far is full of English words and expressions, what made me more interested in English. In fact skateboard has been a ‘catapult’ to my English learning process.
No excerto 8, identifica-se a identidade de “aluno” do narrador, quando o mesmo se posiciona inserido nas práticas discursivas da escola. O autor descreve a rotina das aulas, quando
ele se refere à repetição contínua de determinadas práticas docentes, como o ensino do verbo to
be e ensino de determinadas estruturas gramaticais. Usando o adjetivo pejorativo “awful”, o narrador emite seu julgamento pessoal negativo em relação a essas práticas rotinizadas em sala de aula. O interessante a observar, aqui, é que não é sua identidade de estudante que faz emergir sua
identidade de aprendiz e falante de inglês, assim como muitos poderiam prever. Ao contrário, essa bifurcação identitária foi motivada por uma prática esportiva. O narrador deixa transparecer o ponto de bifurcação, quando ele enfatiza que a prática do skate foi a catapulta para sua aprendizagem de inglês. Uma vez mais, retoma-se Wenger (2000, p. 229), ao comentar que
comunidades de prática criam um repertório partilhado de recursos comuns, entre eles, a língua, rotinas, artefatos, histórias e estilos. Para ter competência como membro dessas comunidades, o indivíduo dever ter acesso a esses recursos e ser capaz de usá-los apropriadamente. O domínio da
língua inglesa figura-se na comunidade de skatistas como um recurso necessário para garantir o engajamento nas práticas dessa comunidade. Logo, o aprendizado do idioma inglês só se tornou significativo para o narrador a partir do momento em que ele se afiliou a uma comunidade discursiva que utiliza léxicos em inglês nas suas práticas comunicativas.
O mecanismo de marcação descrito por Holland, utilizado na formação de agregados, aplica-se também aqui. Através desse mecanismo, um elemento do sistema atrai para si outros elementos. No caso observado, a comunidade de skatistas atraiu para si, via práticas discursivas, um elemento novo simbolizado pela figura do narrador e foi a partir da formação desse agregado
que houve o ponto de bifurcação que causou a dupla emergência identitária: a de skatista e a de aprendiz de inglês. Mais uma vez, é possível perceber a forma como o acesso a novos discursos e
a afiliação a comunidades discursivas (agregação) concorre para a emergência de novas identidades e, no caso desses depoimentos, contribui para o processo de aprendizagem de inglês.
Excerto 9:
Narrador brasileiro (narrative nº 17, em anexo)
Up to my seventeenth birthday I did not care at all about the English Language and I took the regular Public school course. It did not draw any attention at that time. I even thought it was a boring thing to study. Then when I was seventeen years old, I moved to Belo Horizonte to take a preparatory course for the UFMG exams. My wish was to become a computer scientist and everything seemed perfectly settled. That was when things began to change dramatically. As I did not know anybody over here, I went on to live in a pension. It was a “mixed” one, in which boys and girls lived under the same roof. There I got to know this girl, Fernanda, who was, at the first time I saw her, talking to this young man, in English. I immediately fell in love with her and my history with the English Language got started.
I remember feeling really inferior and not able to talk to her. I was afraid to look really foolish and shallow, but things turned out to be all right and she ended up being extremely nice. As time went by I started studying alone, just so that I could talk to her. She had told me she had learned English listening to Hanson, (see picture on the left) an American band of which she was a fan as a teenager, they have several hit songs just as Mmmbop and she had also said she did it in a three month’s time which amazed me deeply. I said to myself “if she did it I could do it as well”. Said and done. After learning, translating and studying for five months I was already able to communicate in English.
No excerto 9, assim como no excerto 8, o narrador avalia negativamente o ensino de inglês na escola pública e demonstra isso através do adjetivo “boring”. Na narrativa, é possível perceber como o narrador havia traçado sua trajetória de vida, apresentando um plano de ação
que envolvia seu passado, presente e futuro antecipado: tornar-se um cientista da computação. Com relação a essa trajetória pré-estabelecida pelo narrador, é importante evidenciar a construção: “everything seemed perfectly settled” (“tudo parecia perfeitamente arranjado”). O
verbo “settled” demonstra que foram feitos planos e o advérbio “perfectly” adiciona uma força enunciativa ao fato narrado, demonstrando que os planos já estavam concluídos de forma precisa
e perfeita. Essa afirmação do narrador retrata a linearidade com que seus planos foram traçados, a relação de causa e efeito estabelecida: o ensino na escola pública leva ao curso preparatório para a entrada na UFMG que, por sua vez, o levará a se tornar um cientista da comunicação. Entretanto, a trajetória humana não é linear e o caos espreita: o uso do verbo “parecia” (seemed)
evidencia o caráter imprevisível da trajetória humana que não pode ser determinada de forma exata e precisa. Esse verbo introduz o ponto em que a perturbação externa vai causar a bifurcação do sistema, introduz o momento crítico do caos. Em outras palavras, poderíamos completar “tudo parecia perfeito” até que a desordem acontece e uma nova ordem se instaura. A frase
subseqüente confirma a instauração do caos: “That was when things began to change
dramatically” (“Foi quando as coisas começaram a mudar dramaticamente”). O que é o caos senão a mudança entre uma ordem pré-estabelecida e uma nova ordem? O verbo “change”,
reforçado pelo uso do advérbio “dramatically”, incorpora o caos, no fato narrado. Retomando Lewin (1994), citado no capítulo teórico deste trabalho, quanto maior conexão entre as partes de um sistema, maior a probabilidade de pequenas mudanças causarem grandes efeitos. Na história narrada, a pequena mudança é representada por uma mudança no sentido literal da palavra: o
narrador se mudou para uma pensão. Essa mudança, embora aparentemente simples, rompeu com a linearidade dos planos iniciais do narrador e causou a “desordem” na sua trajetória de vida. Ao introduzir “Fernanda” na sua narrativa, através da frase: “There I got to know this girl,
Fernanda” (“Lá eu conheci esta garota, Fernanda”), o narrador a apresenta como o fator perturbador de sua trajetória. Essa afirmação é confirmada, quando ele conclui que a partir daí sua dupla história de amor se iniciou: o amor por Fernanda e pelo inglês. O desejo de formar novos agregados - no fato narrado, o desejo de se envolver com “Fernanda” - fez com que novos
valores fossem atribuídos pelo narrador a determinadas atividades, tais como, aprender inglês e traduzir letras da banda americana “Hanson”. Esses valores estavam associados ao conhecimento
necessário para o relacionamento com o “outro”, simbolizado na pessoa de “Fernanda”. A história de amor com Fernanda foi encerrada, conforme pode ser lido no restante da narrativa (ver narrativa nº 35 do ANEXO D), mas a bifurcação causada pelo contato inicial com ela e o caos instaurado na vida do narrador certamente foram os responsáveis pela emergência da identidade
de aprendiz e falante de inglês que o narrador tem hoje125 e para o engajamento em novas práticas,
associadas a esse fractal identitário.
Excerto 10:
Narradora japonesa (narrativa nº 2, em anexo)
I started learning English in JHS when I was twelve years old. I started learning grammar and as far as I remember, the first sentence that I learned was "This is a pen."