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Metoder for å avdekke inautentisk adferd

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Pilar 3: Kultivering av proxykilder

6.3 Metoder for å avdekke inautentisk adferd

Antes de apresentarmos algumas reflexões sobre as interfaces da informação e saúde, é preciso entender o significado das palavras doença e saúde e para essa conceituação, usaremos a “Antropologia Médica”. Este ramo da Antropologia é definido como “um campo de estudo que se preocupa com a maneira que as pessoas de diferentes culturas e grupos sociais, explicam as causas relacionadas à saúde e doença, as crenças sobre tipos de tratamentos e a quem recorrer quando doente” (FERREIRA, 1998, p.101). Segundo esta mesma autora, os especialistas da área de saúde valorizam este estudo pelo fato de que o corpo é o depositário de processos biológicos indicadores de saúde ou doença para o indivíduo.

Ferreira (1998) explica ainda que quando o paciente nomeia os estímulos confusos sentidos no corpo, ele os culturaliza, isto é, torna o que era um fenômeno individual em um fenômeno que pode ser reconhecido por outros indivíduos de seu grupo. Durante a consulta, o médico escuta a história do paciente, compreende sua explicação, mas precisa de informações mais detalhadas: qual a localização exata da dor? Quando começou? Qual o seu período de duração? Mesmo que o médico possua hipóteses diagnósticas, precisa de mais elementos para confirmá-la. Neste momento, a anamnese ou exame clínico é realizado.

“A noção de saúde e doença é também uma construção social, pois o indivíduo é doente segundo a classificação de sua sociedade e de acordo com critérios e modalidades que ela fixa” (FERREIRA, 1998, p.108). A autora conclui que o saber médico também possui uma forte conexão com o social, pois a definição do diagnóstico é construída a partir das informações descritas pelos pacientes, os chamados sintomas, e através de observações registradas pelo médico, os chamados sinais.

Berlinguer (1991) apresenta também algumas idéias básicas sobre a relação entre saúde e sociedade:

(2) as condições do doente variam de acordo com sua posição social, não só pela freqüência, mas também pelo decurso e resultado da doença.

No que diz respeito à gestão da informação em saúde nos dias atuais, Moraes (2002) completa informando que há uma ruptura de uma medicina clássica para uma medicina moderna, que se funda no pensamento anátomo-clínica e nos princípios da patologia. Novos dispositivos foram criados pelas sociedades ocidentais a fim de lidar com as questões relacionadas à vida, à gestão da vida. Dentre eles, podemos citar a implementação de inquéritos, levantamentos e/ou coletas de dados relacionados aos indivíduos e às populações.

No passado, a doença era considerada como portadora de uma essência abstrata e agora, passa a ter um novo significado corporificado no indivíduo: o portador do corpo doente. Os sistemas de informação se tornam aliados no desenvolvimento dos saberes médicos, através da coleta, tratamento, análise e disseminação de informações. A origem das informações em saúde está diretamente ligada ao aparecimento das ciências empíricas (século XIX), onde o homem passa a ser objeto e sujeito do conhecimento. A partir daí, as bases informacionais são constituídas considerando-se o indivíduo enquanto corpo doente (estatísticas de morbidade) e portador da possibilidade da morte (estatísticas de mortalidade referidas às doenças) e da vida (estatísticas de nascimento) (MORAES, 2002).

Pode-se dizer que o nascimento da medicina moderna (últimos anos do século XVIII e início do século XIX) está relacionado às transformações ocorridas na forma de olhar o sofrimento dos homens:

O espaço da experiência parece identificar-se com o domínio do olhar atento, da vigilância empírica aberta apenas à evidência dos conteúdos visíveis. O olho torna-se o depositário e a fonte da clareza; tem o poder de trazer à luz uma verdade que ele só recebe à medida que lhe deu à luz (FOUCAULT apud MORAES, 2002, p.25)

Nesse momento, é perceptível a mutação essencial no saber médico da antiguidade. Novos instrumentos e dispositivos compõem essa nova realidade. Os prontuários clínicos e as bases informacionais vão aos poucos formando esse novo cenário, estruturados a partir desse novo olhar. Moraes (2002) explica que o portador desse olhar não é qualquer observador. É um médico com o poder de intervenção e além da observação, ela é reforçada pelo registro do olhar médico. A partir desse momento, os sintomas passam a ser o principal veículo

informacional. Os registros são feitos a partir de uma linguagem inteligível para aqueles que possuem o código de decifração. O sintoma é traduzido e relacionado a uma doença, formando o citado prontuário clínico.

Não há dúvida de que a melhor forma de se evitar a doença é preveni-la, por meio do acesso às informações sobre seus modos de transmissão. Assim, Moraes (2002, p.89, 90) nos lembra que em 1983, a United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization – UNESCO, assume que o direito à informação é um dos aspectos inerentes aos direitos humanos, como valor ético universal:

[...] O direito à informação constitui um prolongamento lógico do processo constante em direção à liberdade e à democracia”. O direito de todos à informação é tão prioritário quanto o direito à alimentação, à saúde, à educação, à moradia, ao lazer etc.

Entretanto, a autora esclarece que:

[...] o direito à informação tem caído no ranking das prioridades humanas dos brasileiros, superado pelos impactos que representam a fome, o analfabetismo, a violência, a miséria, a doença... E esse direito não se restringe à questão da acessibilidade.

Faz-se urgente o entendimento de que a informação em saúde é uma ferramenta potencial que o ser humano dispõe no sentido de reforçar os seus direitos, contribuir para a eliminação da miséria e desigualdades sociais, assumir sua responsabilidade social frente à comunidade,na medida em que suas ações interferem na sociedade como um todo e colaborar efetivamente para o processo decisório na área da saúde.

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