5. Presentasjon av funn – Beskrivelser av sykepleierarbeid
5.3 Flytkoordinering
5.3.3. Drift og ressursforvaltning
Pedro e João, a caminho do templo, encontram um coxo de nascença. A cura que realizam lembra a ação de Jesus, diante dos sofredores: uma atenção total à pessoa e uma oferta muito maior que uma simples esmola. Os apóstolos tinham certeza do poder que possuíam e sabiam que esse poder era infinitamente maior que aquele que provém do dinheiro ou de um cargo político. Era um poder que libertava as pessoas e as ajudava a tornar-se sujeitas da própria história.
Pedro e João iam subindo ao templo para a oração das três horas da tarde, quando viram um homem, coxo de nascença. Costumavam colocá-lo todos os dias na porta do templo, chamada Formosa, para pedir esmola aos que entravam no templo. Quando viu Pedro e João entrando no templo, o homem pediu uma esmola. Pedro e João olharam bem para o homem. E Pedro disse: “Não tenho ouro nem prata, mas o que tenho eu lhe dou: em nome de Jesus Cristo, o Nazareu, levante-se e comece a andar!”. Depois, Pedro pegou a mão direita do homem e o ajudou a se levantar. Na mesma hora, os pés e os tornozelos do homem ficaram firmes. Então deu um pulo, ficou de pé e começou a andar. E entrou no templo junto com Pedro e João, andando, pulando e louvando a Deus. O povo viu o homem andando e louvando a Deus. Reconheceram que era ele quem ficava pedindo esmolas na porta Formosa do templo. E ficaram admirados e espantados
com o que havia acontecido a ele. O homem curado não deixava mais Pedro e João. ( Atos, 3, 1-10).
A mensagem é clara: o aleijado é a personificação do fraco e dependente. A riqueza (ouro e prata) não liberta; ao contrário, produz sempre novas formas de submissão e opressão. As religiões vigentes naquela sociedade não incluíam os mais pobres. Eles ficavam do lado de fora. Não tinham chance de se libertar, porque a única coisa que aquela sociedade oferecia era esmola. O coxo, num primeiro momento, nem acreditou no que estava acontecendo. Precisou da ajuda de Pedro. Quando caiu em si, deu um pulo, o que queria significar: muita vitalidade e energia. Bartimeu, diante de Jesus, também havia dado um pulo na hora que se sentiu curado. O coxo não ganhou uma esmola, mas a própria liberdade. Tornou-se um protagonista, pois ele entrou no templo pulando e louvando a Deus. Só as pessoas que possuíam um lugar social podiam fazer isso. O trajeto daquele homem foi o de milhares de pessoas, também depois da partida de Jesus Cristo: de coxo, mendigo e esmoleiro a protagonista social, autônomo e sujeito. Com certeza tornou-se mais um discípulo de Jesus. As perseguições logo chegaram, pois a ameaça à classe dominante daquela sociedade continuou contra os discípulos de Jesus.
Pedro e João ainda estavam falando ao povo, quando chegaram os sacerdotes , o chefe da guarda do templo e os saduceus. Estavam irritados porque os apóstolos ensinavam ao povo... Prenderam Pedro e João... Todavia, muitos daqueles que tinham ouvido o discurso acreditaram... No dia seguinte se reuniram em Jerusalém os chefes, os anciãos e os doutores da lei. Aí estava o sacerdote Anás e também Caifás, João Alexandre e todos os que pertenciam às famílias dos chefes dos sacerdotes. Então Pedro... falou para eles... Eles ficaram admirados ao ver a segurança com que Pedro e João falavam, pois eram pessoas simples e sem instrução. Reconheceram que eles eram companheiros de Jesus... (Atos, 4, 1-13)
O Sinédrio vive um dilema: Não pode negar a cura do aleijado, em nome daquele Jesus, que tinha sido condenado e morto por eles mesmos. Mas também não pode inventar qualquer outra explicação, porque teme o povo. Resta apenas uma atitude: reprimir os apóstolos, proibindo-os de continuar uma prática ligada ao nome de Jesus. As autoridades se reúnem para decidir a sorte dos apóstolos. Enquanto isso, esses continuam a ensinar o povo, apesar da proibição.
De início, para as autoridades, o anúncio cristão foi considerado um movimento de insurreição política, como qualquer outro. Mas, aos poucos, as
comunidades vão tomando corpo e se multiplicando. Rapidamente a mensagem se estende por todo o império romano. Passa-se, então a entender que o fenômeno era bem mais amplo e que era portador de uma mensagem e um modo de viver que encantava milhares de pessoas.
Muitos sinais e prodígios eram realizados entre o povo pelas mãos dos apóstolos. E todos os fiéis se reuniam em grupo no Pórtico de Salomão. Os outros não se atreviam a ajuntar-se a eles, mas o povo os elogiava muito. Uma multidão cada vez maior de homens e mulheres aderia ao Senhor, pela fé. Chegaram ao ponto de transportar doentes para as praças, em esteiras e camas, para que Pedro, ao passar, pelo menos a sua sombra cobrisse alguns deles. A multidão vinha até de cidades vizinhas de Jerusalém, trazendo doentes e pessoas tomadas por espíritos maus. E todos eram curados. (Atos, 5, 12-16).
A prática dos discípulos liberta da alienação a consciência (espíritos maus) e liberta os corpos oprimidos (doenças). Favorecido, o povo acolhe e adere à mensagem e vê nela um projeto inovador, mas teme ajuntar-se aos discípulos, com medo das autoridades.
Portanto, a atuação dos discípulos e discípulas de Jesus em seus inícios é de caráter carismático-pessoal livre, acontecendo através de missionários itinerantes. Não tinha por base uma autoridade hierárquico-institucional, mas pneumático- pessoal. A institucionalização da comunidade cristã, que vai acontecer mais tarde, representa um processo sociologicamente necessário; um movimento carismático necessita de institucionalização para sobreviver ao tempo e não reduzir-se simplesmente a uma seita. Entretanto, se o processo de institucionalização vai acontecer de forma autoritária, monárquica ou comunitária, participativa e democrática, é outra questão.
Os Atos dos Apóstolos, livro que conta a atuação e formação das primeiras comunidades, mostram a comunidade primitiva, vivendo ainda o fervor dos primeiros momentos, aberta à inspiração do futuro.
O passo decisivo ocorreu quando surgiram as comunidades nas grandes cidades do império romano, principalmente ligadas ao trabalho do apóstolo Paulo; nessas comunidades, com um número maior de pessoas concentradas num mesmo lugar, surgiu a necessidade de se criar funções diferenciadas. Surgem os ‘ministérios’ ou serviços na base das comunidades, nascidos do engajamento pessoal e da aptidão específica de cada indivíduo (tanto homens como mulheres).