N N
MouraN(2007)NapresentaNqueNoNprocessoNdeNconstruçãoNdaNLDBNdeN1996,NLeiN n°N 9.394/96,N foiN permeadoN porN umN intensoN embateN entreN aquelesN queN lutavamN porN umaN educaçãoNpúblicaNlaicaNparaNtodosNeNaquelesNqueNdefendiamNaNlivreNatuaçãoNdaNiniciativaN privadaN noN campoN daN educação,N situaçãoN tambémN presenteN naN LDBN deN 1961,N comoN apresentamosN anteriormente.N Entretanto,N frutoN doN processoN deN redemocratizaçãoN brasileiraN eNpós-promulgaçãoNdaNConstituiçãoN chamadaN “Cidadã”,NConstituiçãoN FederalN deN 1988,N asN descriçõesN históricasN permitem-nosN perceberN queN aN trajetóriaN daN LDBN deN 1996N foiN muitoN maisN tumultuada,N hajaN vistaN asN sucessivasN reformulaçõesN eN disputasN internas,N especificamenteN nosN itensN daN educaçãoN profissionalN comN distintosN projetosN noN âmbitoNdoNpróprioNGoverno,NcomoNseNpodeNperceberNemNManfrediN(2002).NN
DianteN disso,N refletirN sobreN oN processoN deN construçãoN daN LDBN deN 1996N nosN remeteNmaisNumaNvezNaNpensarmosNsobreNoNEstadoNCapitalistaNnosNtermosNdeNPoulantzasN (2000).NIssoNporqueNeleNsituaNoNEstadoNcomoNumaNcondensaçãoNmaterialNdeNumaNrelaçãoN deNforças,NcujasNcaracterísticasNprincipaisNsãoNoNexercícioNdeNumaNautonomiaNrelativa,NouN seja,N defendeN oN interesseN daN classeN dominante,N masN nãoN deN maneiraN diretaN eN emN contrapartidaNéNextremamenteNcentralizador,NconcentraNoNexercícioNdoNpoderNpolítico.NN
OsNprojetosNemNdisputaNnaNconstruçãoNdaNLDBNdeN1996NnoNâmbitoNdoNEstadoN sãoN situadosN porN ManfrediN (2002)N sobN duasN perspectivas:N umN projetoN doN MinistérioN daN Educação,N porN meioN daN SecretariaN deN ensinoN TécnicoN -N SentecN (hojeN SecretariaN deN EducaçãoN profissionalN eN Tecnológia,N SETEC),N eN outroN doN MinistérioN doN Trabalho,N porN meioNdoNSeforN–NSecretariaNdeNFormaçãoNeNDesenvolvimentoNProfissional.NN
InteressanteN perceber,N aN partirN deN ManfrediN (2002),N queN aN baseN paraN aN construçãoNdoNprojetoNdaNSeforNfoiNconstituídaNporNmeioNdeNumNdiagnósticoNrealizadoNporN essaN mesmaN secretariaN acercaN dasN carênciasN daN educaçãoN escolarN emN geralN eN doN ensinoN profissionalNemNparticular.NAliadoNaNisso,NaNSefor,NqueNpromoveuNoNdebateNemN1995,NparaN aNconstruçãoNdeNumNplanoNnacionalNdeNeducaçãoNprofissional,NtrouxeNmuitoNfortementeNoN conceitoNdeNempregabilidade,NouNsejaNaNideiaNdeNqueNparaNseNterNacessoNaoNplenoNempregoN éNimportanteNqualificarNaNforçaNdeNtrabalho.NEssaNconstruçãoNnosNremeteNàsNreflexõesNdeN AlthusserN (1985),N aoN dizerN queN oN papelN daN escolaN noN EstadoN CapitalistaN nãoN estariaN emN prepararN paraN diversosN empregos,N masN emN fazerN acreditarN aN teseN daN identidadeN entreN qualidadeNeNquantidade,N ouNseja,NqueNparaNserNterN acessoNaoNempregoNéNnecessárioNestarN
qualificado,N quandoN naN verdadeN contraditoriamenteN existemN muitasN pessoasN altamenteN qualificadasNqueNseNencontramNforaNdoNmercadoNdeNtrabalho.N
AlémN disso,N oN fatoN deN serN oN MinistérioN doN Trabalho,N noN âmbitoN daN Sefor,N aN conduzirNaNelaboraçãoNdoNPlanoNNacionalNdeNEducaçãoNProfissionalNnesseNperíodoNeNnãoN oNMinistérioNdaNEducação,NtambémNfazNcomNqueNreflitamos,NporNintermédioNdeNAlthusserN (1985),N acercaN daN vinculaçãoN diretaN entreN escolaN eN reproduçãoN dasN forçasN produtivas.N AquiNentendemosNqueNnãoNéNsóNdoNpontoNdeNvistaNparaNinserçãoNnoNmercadoNdeNtrabalho,N dadoN queN nemN todosN conseguemN empregoN eN simN tambémN noN sentidoN deN submissãoN daN forçaN deN trabalhoN aN ideologiaN dominante.N LembrandoN queN OffeN eN LenhardtN (1984),N aoN elaboraremNoNconceitoNdeNproletarizaçãoNativaNeNpassiva,NafirmamNqueNparaNaNmanutençãoN doN capitalismoN éN importanteN oN equilíbrioN entreN ambas,N ouN seja,N éN imprescindívelN aN existênciaN deN umN exércitoN industrialN deN reserva,N reforçadaN pelaN disseminaçãoN daN ideologiaNdeNqueNqualificaçãoNeNempregabilidadeNsãoNelementosNindissociáveis.NN
EssesN aspectosN daN atuaçãoN doN MinistérioN doN TrabalhoN paraN aN construçãoN daN educaçãoN profissional,N comN projetoN paraN LDBN deN 1996,N apresentamN princípiosN importantesNparaNseNavaliarNaNpolíticaNdeNeducaçãoNprofissionalNnoNgeralNeNoNPronatecNemN particular.N IssoN porqueN aN implementaçãoN dessaN políticaN porN meioN doN MinistérioN doN TrabalhoNdeixaNtransparecerNqueNaNfinalidadeNdaNeducaçãoNofertadaNéNparaNatenderNaNumN modeloNdeNeducaçãoNvoltadaNparaNaNclasseNtrabalhadora,Nmantendo-aNemNsuaNcondiçãoNdeN classeN subalterna.N DitoN deN outraN maneira,N aN educaçãoN profissionalN terN vinculaçãoN diretaN comN oN MinistérioN doN TrabalhoN acentuaN aN dualidadeN educacionalN emN seN ofertarN umaN educaçãoNparaNaNqualificaçãoNdaNforçaNdeNtrabalho,NcomNvistasNàNinserçãoNnoNmercado,NeN paralelamenteN àN existênciaN deN outroN modeloN ligadoN aoN MinistérioN daN Educação,N comN formaçãoN propedêutica,N queN poderiaN possibilitarN umaN formaçãoN maisN ampla,N voltadaN aN possibilitarNaosNsujeitosNcontinuidadeNnosNestudosNparaNposteriorNocupaçãoNdosNcargosNdeN dirigentesNnoNpaís.NN
EmNtermosNdoNprojetoNdoNMinistérioNdaNEducaçãoNparaNaN LDBNdeN1996,NnoN queN concerneN àN educaçãoN profissional,N ManfrendiN (2002)N destacaN queN aN Sentec21N elaborouN aN propostaN doN SistemaN NacionalN deN EducaçãoN Tecnológica,N baseando-seN noN modeloN dosN paísesN deN PrimeiroN Mundo,N ressaltandoN queN paraN oN BrasilN ingressarN numN novoN patamarN deN desenvolvimentoN seriaN precisoN fazerN investimentosN naN formaçãoN eN noN desenvolvimentoNdeNrecursosNhumanos.NIssoNimplicaNdizerNqueNaNpropostaNdoNMinistérioN
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PosteriormenteNdenominadaNdeNSEMTECN(SecretáriaNdaNEducaçãoNMédiaNeNTecnológica),NatualNSetecN (SecretariaNdeNEducaçãoNProfissionalNeNTecnológica).
daNeducaçãoNparaNaNeducaçãoNprofissionalNestavaNdiretamenteNaliadaNàNTeoriaNdoNCapitalN HumanoN eN portanto,N atendiaN àsN orientaçõesN doN BancoN MundialN eN demaisN organismosN multilaterais,N N nãoN seN diferenciandoN emN grandeN medidaN dasN intençõesN doN MinistérioN doN Trabalho,NnoNqueNdizNrespeitoNàNconcepçãoNdaNpolítica,NouNmelhorNdaNteoriaNqueNnorteiaNasN intenções.NN ANdiferençaNmaisNexpressivasNentreNoNProjetoNdoNMinistérioNdoNTrabalhoNeNoN MinistérioNdaNEducaçãoNconsistiaNmaisNemNcomoNseNimplementarNàNpolítica.NEnquantoNoN MinistérioNdoNTrabalho,NporNmeioNdaNSefor,NdefendiaNqueNaçõesNdaNeducaçãoNprofissionalN deveriamNserNcomNaNconjunçãoNdeNrecursosNpúblicos,NprivadosNeNexternosNeNnaNarticulaçãoN deN umN conjuntoN variadosN deN entidadesN (sindicatos,N ONGs,N bemN comoN oN SistemaN SN eN outrasNinstituiçõesNprivadas),NoNMinistérioNdeNEducação,NporNmeioNdaNSentec,NdefendiaNaN criaçãoNdoNSistemaNNacionalNqueNenvolveriaNasNescolasNtécnicasNdoNsetorNpúblicoNfederal,N estadualNeNmunicipalNeNasNinstituiçõesNparticularesNdaNredeNSenaiNeNSenac.NN
AlémN dosN doisN projetosN noN âmbitoN doN Governo,N existiramN tambémN doisN projetosN noN âmbitoN daN sociedadeN civil.N ManfrendiN (2002)N trouxeN queN nessaN esferaN destacou-seN oN projetoN dosN educadoresN eN deN organizaçõesN popularesN eN sindicaisN queN propunhaNaNcriaçãoNdaNescolaNbásicaNunitáriaNcomNbaseNemNumNsistemaNintegradoNcomNaN unificaçãoN entreN trabalho,N ciência,N tecnologiaN eN cultura.N AN grandeN bandeiraN desseN segmentoNeraNaNuniversalizaçãoNdoNensinoNpúblicoNgratuitoNparaNtodaNpopulaçãoNemNidadeN deNfrequentarNaNescola,NgarantidaNaNofertaNinclusiveNparaNaquelesNqueNnãoNtiveramNacessoN naNidadeNditaNapropriada.NN
ANoutraNesferaNnoNâmbitoNdaNsociedadeNcivilNapresentou-seNnaNcontramãoNdaN propostaN dasN organizaçõesN popularesN eN sindicais,N queN foiN oN projetoN dosN empresáriosN industriais,NpoisNaoNpassoNqueNressaltaramNaNnecessidadeNdeNseNdesenvolveremNpolíticasN paraN oN aumentoN doN nívelN daN escolaridadeN daN populaçãoN brasileira,N comN vistasN aoN atendimentoNdaNmodernizaçãoNprodutivaNeNdaNglobalizaçãoNeconômica,Nposicionaram-seN emN defesaN daN gestãoN daN educaçãoN profissionalN atravésN doN SistemaN S.N IssoN implicaN aN participaçãoNdiretaNdasNempresasNprivadasNnaNformulaçãoNeNimplementaçãoNdaNpolíticaNdeN educaçãoNprofissional.NNesseNquesito,NaNpropostaNdosNempresáriosNseNaproximaNmuitoNdaN propostaN apresentadaN peloN MinistérioN doN Trabalho,N ouN seja,N garantiaN dasN empresasN privadasNnaNconduçãoNdaNpolítica.N
PorN tudoN isso,N aN construçãoN daN LDBN deN 1996N retrataN muitoN bemN asN teorizaçõesNdeNPoulantzasN(2000),NnoNqueNdizNrespeitoNaoNEstadoNCapitalistaNcomoNumaN condensaçãoN materialN deN umaN relaçãoN deN forças,N comoN jáN apontamosN anteriormente.N
AlémNdisso,NpodemosNnosNreportarNaNesseNautorNaoNperceberNqueNtodoNprocessoNdeNdebateN serviuNparaNreforçarNaNideologiaNdoNEstadoNcomoNsupostoNdefensorNdosNinteressesNgeraisN daNpopulação,NhajaNvistaNqueNoNqueNprevaleceuNnoNtextoNlegalNeNnaNpolíticaNdeNeducaçãoN profissionalN pós-LDBN deN 1996N foiN aN sobreposiçãoN dosN interessesN daN burguesiaN emN detrimentoNdosNanseiosNdaNclasseNtrabalhadoraN(manifestadaNpeloNprojetoNdosNsindicatosNeN organizaçõesNpopulares).NN
ON desenhoN expressoN naN LDBN deN 1996N reforçouN oN queN jáN estavaN presenteN naN ConstituiçãoN FederalN deN 1988,N ouN seja,N aN iniciativaN privadaN podeN atuarN livrementeN naN educaçãoN emN todosN osN níveis,N conformeN nosN apresentaN MouraN (2007).N Entretanto,N esseN caminhoNjáNvinhaNsendoNtraçadoNparaNaNeducaçãoNprofissionalNantesNmesmoNdaNaprovaçãoN daN LDB,N aindaN porN ocasiãoN doN projetoN deN lei,N frutoN doN PlanoN NacionalN deN EducaçãoN Profissional,N elaboradoN pelaN Sefor,N aN qualN jáN fizemosN referência,N foiN criadoN oN PlanoN NacionalN deN QualificaçãoN doN TrabalhadorN (PLANFOR)N queN foiN implementadoN fortementeNpelasNempresasNprivadas.NN
ConvémNressaltarNqueNoNPLANFORNfoiNoNprogramaNdeNfrenteNdoNgovernoNdeN FernandoN HenriqueN CardosoN paraN aN políticaN deN educaçãoN profissionalN eN representouN muitoNclaramenteNaNperspectivaNneoliberal,NtantoNdoNpontoNdeNvistaNdaNimplementaçãoNviaN empresasN privadas,N quantoN daN concepçãoN doN ProgramaN queN assumiaN buscarN umN novoN perfilNdeNqualificaçãoNdoNtrabalhadorNfrenteNaoNcontextoNdaNglobalizaçãoNdaNeconomiaNeN doNmodeloNdeNacumulaçãoNflexível22N(LIMA,N2013).NN EmNtermosNgerais,NaNconcepçãoNdoNPLANFLORNesteveNaliadaNaoNconceitoNdeN empregabilidade,NdifundidoNnoNPlanoNelaboradoNpelaNSefor,NeNaNperspectivaNeraNdeNtornarN empregáveisNosNtrabalhadoresNatendidosNpeloNPrograma.NEsteNfatoNnosNremeteNmaisNumaN vezNàsNteorizaçõesNdeNOffeNeNLenhardtN(1984),NquandoNconceituamNqueNaNpolíticaNsocialN teriaN porN finalidadeN tornarN aN proletarizaçãoN passivaN emN ativa.N Entretanto,N LimaN (2013)N chamaN atençãoN queN oN papelN doN EstadoN porN meioN doN PLANFLORN estariaN limitadoN aN conferirN “igualdadesN deN oportunidades”N paraN competirN noN mercado,N desobrigando-se,N portanto,NdeNassegurarNempregoNaosNtrabalhadoresNqualificados.NN
OutroN aspectoN doN PLANFLORN destacadoN porN LimaN (2013)N refere-seN àN conformaçãoN deN umaN visãoN deN educaçãoN profissionalN queN objetivaN superarN oN enfoqueN
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NDeN acordoN HarveyN (1993)N nesseN modeloN deN produçãoN passouN aN exigi-seN umN profissionalN polivalente,N agregandoN conhecimentosN emN outrosN serviçosN eN remodelou-seN aN estruturaN dasN empresasN atravésN dasN técnicasN organizacionais.N DessaN forma,N aN qualificaçãoN daN forçaN deN trabalhoN apoiadaN noN modeloN deN acumulaçãoN flexívelN buscaN apoia-seN nosN princípiosN daN polivalênciaN eN multifuncionalidadeN emN contraposiçãoNaoNelevadoNgrauNdeNespecializaçãoNdoNmodeloNtaylorista/fordista.NN
assistencialistaN aN qualN assumiuN aN políticaN nosN seusN primórdios,N passandoN assumirN claramenteN oN focoN deN qualificaçãoN naN demandaN doN mercadoN deN trabalho,N gerandoN emN certaN medidaN umN mercadoN destinadoN aoN oferecimentoN deN cursosN deN qualificaçãoN profissional.NN
NesseNsentido,NdialogandoNtambémNcomNOffeN(1990),NinferimosNoNcaráterNdeN legitamaçãoN doN EstadoN capitalistaN porN meioN desseN Programa,N aoN passoN queN oN EstadoN apresenta-seN comoN umN supostoN defensorN dosN interessesN deN todos,N porN umN ladoN apresentando-seN comoN garantidorN dasN “igualdadesN deN oportunidades”N paraN aN classeN trabalhadora,NeNporNoutroNobjetivandoNatenderNaosNinteressesNdosNempresários.NNN
ExploramosN comN maiorN profundidadeN aN concepçãoN doN PLANFLORN noN próximoNcapítuloNporNpressupormosNasNsuasNaproximaçõesNcomNoNPronatec,NsendoNdessaN maneiraNnecessárioNutilizarmosNosNestudosNrealizadosNnoNâmbitoNdaqueleNProgramaNparaN aNnossaNavaliaçãoNpolítica.NN
FrenteN àN implementaçãoN doN PLANFLORN eN aN suaN perspectivaN deN umaN educaçãoN profissionalN baseadaN noN atendimentoN àsN necessidadesN paraN reproduçãoN capitalista,N comoN tambémN dadoN oN textoN daN LDBN deN 1996N reforçarN aN dualidadeN educacionalN representadaN pelaN dicotomiaN entreN educaçãoN profissionalN eN educaçãoN propedêutica,NtodaviaNpermitindoNaNintegraçãoNentreNessesNdoisNmodelosNdeNeducação,NaN educaçãoN profissionalN aN partirN deN 1997,N comN oN DecretoN n°N 2.208/97,N assumeN umaN propostaNdeNqualificaçãoNprofissionalNcomNpriorizaçãoNdasNnecessidadesNdoNmercado.NON decretoN coibiuN aN integraçãoN entreN educaçãoN profissionalN eN educaçãoN propedêutica.N VejamosNoNqueNfoiNapresentadoNnoNDecreto:NN
N N
NNArt.N 3ºN AN educaçãoN profissionalN compreendeN osN seguintesN níveis:NN N
NNNNNNNNNIN -N básico:N destinadoN àN qualificação,N requalificaçãoN eN reprofissionalizaçãoN deN trabalhos,N independentesN deN escolaridadeN prévia;NN
NNNNNNNNNIIN - técnico: destinado a proporcionar habilitação
profissional a alunos matriculados ou egresso de ensino médio, devendo ser ministrado na forma estabelecida por este Decreto;NN
NNNNNNNNNIIIN-Ntecnológico:NcorrespondeNaNcursosNdeNnívelNsuperiorNnaNáreaN tecnológica,NdestinadosNaNegressosNdoNensinoNmédioNeNtécnico.NN
N
NNNNNNNNNArt.N4ºNANeducaçãoNprofissionalNdeNnívelNbásicoNéNmodalidadeNdeN educaçãoN não-formalN eN duraçãoN variável,N destinadaNaNproporcionarN aoN cidadãoN trabalhadorN conhecimentosN queN lheN permitiamN reprofissionalizar-se,N qualificar-seN eN atualizar-seN paraN oN exercícioN deN funçõesN demandadasN peloN mundoN doN trabalho,N compatíveisN comN aN
complexidadeN tecnológicaN doN trabalho,N oN seuN grauN deN conhecimentoN técnicoN eN oN nívelN deN escolaridadeN doN aluno,N nãoN estandoN sujeitaN àN
regulamentaçãoN curricular.NN
[...]N N
NNNNNNNNNArt.N 5º A educação profissional de nível técnico terá
organização curricular própria e independente do ensino médio, podendo ser oferecida de forma concomitante ou seqüencial a este
(BRASIL,N1997,NgrifosNnossos).NN
N N
AN leituraN doN DecretoN n°N 2.208/97,N permite-nosN perceberN queN aN educaçãoN profissionalNdeNnívelNtécnicoNpassaNaNterNorganizaçãoNcurricularNindependenteNdoNensinoN médioN(artigoN5°).NSignificouNqueNasNreivindicaçõesNapresentadasNpelaNsociedadeNcivilNnoN âmbitoN doN projetoN deN construçãoN daN LDBN deN 1996N nãoN apenasN foramN descartadasN (perspectivaN deN construçãoN deN ensinoN médioN integrado),N masN queN naN verdadeN comN esseN DecretoNinstitui-seNumaNlinhaNtotalmenteNcontráriaNdoNqueNaNLDBNpermitia,NaoNmenosNnoN campoN daN possibilidadeN deN integração.N EssaN lógicaN expressouN tambémN umN processoN deN privatizaçãoN daN RedeN FederalN deN EducaçãoN Tecnológica,N representadaN àN épocaN pelosN CEFETs,NcomoNtambémNensejouNoNfortalecimentoNdasNinstituiçõesNprivadasNdeNeducaçãoN profissional.NN
SobreNessaNsituação,NMouraN(2007)NargumentaNqueNparalelamenteNaoNDecretoN n°N2.208/1997,NoNGovernoNFederalNnegociouNempréstimoNjuntoNaoNBancoNInteramericanoN deN DesenvolvimentoN (BID)N comN oN objetivoN deN financiarN aN reformaN deN educaçãoN profissionalN comN focoN naN políticaN neoliberalN deN privatizaçãoN doN estadoN brasileiro,N determinadaN N pelosN paísesN hegemônicosN deN capitalismoN avançadoN eN dosN organismosN internacionaisN (oN próprioN BID,N oN BancoN Mundial,N entreN outros).N EsseN financiamentoN éN realizadoNparaNatenderNoNProgramaNdeNExpansãoNdaNEducaçãoNProfissionalN–NPROEP,NviaN instituiçõesNprivadasNdeNeducaçãoNeNcaminhadaNparaNprivatizaçãoNdaNRedeNdeNEducaçãoN ProfissionalNcomNoNincentivoNgovernamentalNparaNseuNautofinanciamento.N
NesseNprocesso,NumNdocumentoNutilizadoNparaNconstruçãoNdesseNcaminhoNnosN CEFETsNfoiNaNPortariaN646/97,NqueNdeterminouNaNreduçãoNdeNmatrículaNnoNensinoNmédioN eN aN expansãoN crescenteN noN ensinoN profissional.N N DessaN maneira,N paraN FrigottoN (2005),N tantoN oN DecretoN n°N 2.208/97,N comoN essaN Portaria,N vieramN nãoN somenteN proibirN aN pretendidaNformaçãoNintegrada,NmasNregulamentarNformasNfragmentadasNeNaligeiradasNdaN educaçãoN profissional,N comN oN discursoN deN seN buscarN oN desenvolvimentoN econômicoN doN país.NN
MuitoN emboraN oN queN prevaleçaN nesseN períodoN conformeN nossaN leituraN dosN teóricosN queN estudamos,N sejamN programasN queN acentuamN claramenteN aN dualidadeN estruturalNdaN educação,N éNimportanteNtrazerNàNtonaNqueNexistemNalgumasNiniciativasNqueN atendemNosNinteressesNdaNclasseNtrabalhadora23.NIssoNdadoNoNcaráterNdeNautonomiaNrelativaN doNEstadoNCapitalista,NcomoNsituariaNPoulantzasN(2000).N
EmNsuma,NosNautoresNqueNestudamosNdemonstramNqueNoNperíodoNdeNvigênciaN doN DecretoN n°N 2.208/97N foiN acentuadamenteN marcadoN pelaN dualidadeN entreN educaçãoN profissionalN eN educaçãoN propedêutica,N considerado,N portanto,N umN retrocessoN histórico,N porNproibirNdeterminantementeNaNintegraçãoNentreNasNduas.NAlémNdisso,NaNconcepçãoNdeN educaçãoN profissionalN nesseN contextoN esteveN atreladaN diretamenteN aosN ditamesN dosN organismosN multilaterais,N sobretudoN BancoN MundialN eN oN BID,N comN oN acordoN firmadoN peloN GovernoN BrasileiroN eN essesN BancosN paraN oN desenvolvimentoN doN ProgramaN deN ExpansãoNdaNEducaçãoNProfissionalN–NPROEP.NN
InteressanteN analisarN queN aN partirN doN GovernoN deN InácioN LulaN daN SilvaN aN educaçãoN profissionalN aparentementeN passaN aN assumirN umaN lógicaN contráriaN aoN queN foiN estabelecidoNnoNGovernoNdeNFernandoNHenriqueNCardoso,NtendoNemNvistaNqueNoNDecretoN n°N 2.208/97N foiN revogadoN eN emN seuN lugarN foiN instituídoN oN DecretoN n°N 5.154/04,N queN introduziuN aN possibilidadeN deN integraçãoN daN educaçãoN profissionalN comN aN educaçãoN propedêutica.NN
AN construçãoN doN DecretoN n°N 5.154/04N foiN marcadaN porN umN movimentoN contraditórioNdeNdebatesNteóricosNeNpolíticos,NconformeNapresentamNFrigotto,NCiavattaNeN RamosN(2005).NDeNacordoNcomNessesNautores,NhouveNtrêsNposicionamentosNdistintosNnessaN construção,N osN quaisN sãoN importantesN queN ressaltemos,N poisN servirãoN deN baseN paraN compreendermosN asN razõesN queN seN apresentamN paraN observamosN queN emN temposN deN PronatecNaNpolíticaNdeNeducaçãoNprofissionalNqueNestáNsendoNconstruídaNéNantagônicaNemN relaçãoN àN queN prevaleceuN comN oN DecretoN n°N 5.154/04.N MuitoN emboraN sejaN importanteN ressaltarN queN mesmoN queN seN evidencieN esseN DecretoN comoN umN avançoN emN relaçãoN aoN anterior,N aN políticaN deN educaçãoN profissionalN esteveN ligadaN àN implementaçãoN deN programasNeNnãoNnaNconstruçãoNdeNaçõesNmaisNefetivasNqueNgarantissemNestabilidadeNasN
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NEssasN iniciativasN descritasN porN KuenzerN (2006)N sãoN oN ServiçoN CivilN Voluntário,N aN partirN doN qualN seN estruturouNoNJuventudeNCidadãNnoNGovernoNLulaNeNoNProgramaNNacionalNdeNEducaçãoNnaNReformaNAgráriaN (PRONERA),N comoN políticaN doN MinistérioN doN DesenvolvimentoN Agrário,N aN partirN daN mobilizaçãoN dosN trabalhadoresNdoNcampoNemNarticulaçãoNcomNuniversidadesNnaNINConferênciaNNacional:NporNumaNeducaçãoN básicaNdoNcampo,NrealizadaNemNLuziâniaN(GO),NemN1997.N
propostas,N comoN tambémN caminhassemN numaN perspectivaN deN educaçãoN comN baseN naN escolaNunitária,NtalNqualNteorizadaNporNGramsciNeNNreivindicadaNpelosNmovimentosNsociais.NN
EmNrelaçãoNaosNtrêsNposicionamentosNnoNprocessoNdeNelaboraçãoNdoNDecretoN n°N 5.154/04,N situadosN porN Figotto,N CiavattaN eN RamosN (2005),N houveN projetosN encaminhadosN àN CâmaraN queN seN posicionaramN emN favorN daN revogaçãoN doN DecretoN 2.208/97,N todaviaN ressaltavamN queN nãoN cabiaN aN necessidadeN deN elaboraçãoN deN outroN documentoNnormativo,NumaNvezNqueNseNdefendiaNqueNaNLDBNjáNversavaNsobreNaNEducaçãoN Profissional.N ParaN estesN aN regulamentaçãoN dosN artigosN 36,N 39N aN 42N daN LDBN seriaN suficienteNparaNrestituirNaNintegraçãoNentreNEnsinoNMédioNeNProfissional.NArgumentava-seN tambémN queN aN própriaN LDBN jáN contemplavaN oN temaN daN integração,N comoN tambémN seN enxergavaN queN implementarN mudançasN porN decretoN caminhavaN naN mesmaN direçãoN impositivaN doN governoN anterior.N UmaN segundaN posiçãoN expressavaN queN aN concepçãoN doN DecretoN 2.208/97N deveriaN permanecer,N poisN aN estruturaN doN EnsinoN ProfissionalN deveriaN caminharN dissociadaN doN EnsinoN Médio.NJáN aN terceiraN posição,N destacadaN naN maiorN parteN dasN proposições,N compartilhavaN oN pensamentoN daN revogaçãoN doN DecretoN 2.208/97N eN afirmavaNaNnecessidadeNdeNpromulgaçãoNdeNoutroNdecreto.N
PorNtudoNisso,NpodemosNdestacarNqueNoNprocessoNdeNpromulgaçãoNdoNDecretoN 5.154/04N nãoN diferiuN dosN conflitosN históricosN anteriores.N N AN construçãoN desseN DecretoN denotaN aN dificuldadeN emN seN ultrapassarN deN maneiraN maisN efetivaN paraN umaN políticaN deN educaçãoN profissionalN queN busqueN superarN aN dualidadeN estrutural.N NoN entanto,N nãoN seN podeN negarN queN seN considerandoN àN vigênciaN doN DecretoN nºN 2.208/97,N oN resgateN daN possibilidadeN deN integraçãoN representaN umN passoN maisN próximoN dasN demandasN apresentadasNpelosNmovimentosNsociais.NIssoNfazNcomNque,Nremetemo-nosNmaisNumaNvezN aNPoulantzasNaoNconceituarNoNEstadoNcapitalistaNcomoNumaNcondensaçãoNmaterialNdeNumaN relaçãoNdeNforças.NDessaNforma,NaNretomadaNdaNintegraçãoNdaNeducaçãoNprofissionalNcomN aNeducaçãoNbásicaNpodeNserNvistaNcomoNumaNestratégiaNnecessáriaNparaNcoesãoNsocial,NaoN passoNqueNseNatendeuNparcialmenteNasNnecessidadesNreivindicadas.NN
NesseN sentido,N podemosN citarN RodriguesN (2005)N aoN afirmarN queN oN DecretoN 5.154/2004,N nãoN viabilizouN umaN mudançaN estrutural,N hajaN vistaN queN nãoN objetivavaNN conceberNaNEducaçãoNProfissionalNNnumaNperspectivaNdeNsuperaçãoNdaNdualidade,NmasNaoN contrário,NnecessitavaNNagradarNaNtodos,NinclusiveNoNBancoNMundial.NDitoNdeNoutroNmodo,N segundoN esseN autorN nãoN houveN aN intençãoN deN promoverN mudançasN efetivasN quantoN àN desvinculaçãoN entreN EducaçãoN BásicaN eN Profissional,N jáN háN tantoN tempoN existente.N N IssoN podeN serN ressaltadoN porqueN oN referidoN DecretoN permitiuN aN coexistênciaN deN cursosN
integrados,N concomitantesN eN subsequentes.N ObservemosN issoN talN qualN descritoN noN Decreto:NN
N N
N§N1oNNAN articulaçãoN entreN aN educaçãoN profissionalN técnicaN deN nívelN médioNeNoNensinoNmédioNdar-se-áNdeNforma:N
NNNNNNNN IN-Nintegrada,N oferecidaN somenteN aN quemN jáN tenhaN concluídoN oN ensinoN fundamental,N sendoN oN cursoN planejadoN deN modoN aN conduzirN oN alunoN àN habilitaçãoN profissionalN técnicaN deN nívelN médio,N naN mesmaN instituiçãoNdeNensino,NcontandoNcomNmatrículaNúnicaNparaNcadaNaluno;NN NNNNNNNNIIN- concomitante,NoferecidaNsomenteNaNquemNjáNtenhaNconcluídoN oN ensinoN fundamentalN ouN estejaN cursandoN oN ensinoN médio,N naN qualN aN complementaridadeN entreN aN educaçãoN profissionalN técnicaN deN nívelN médioNeNoNensinoNmédioNpressupõeNaNexistênciaNdeNmatrículasNdistintasN paraNcadaNcurso,NpodendoNocorrer:N
NNNNNNNN a)NnaN mesmaN instituiçãoN deN ensino,N aproveitando-seN asN oportunidadesNeducacionaisNdisponíveis;NN
NNNNNNNN b)NemN instituiçõesN deN ensinoN distintas,N aproveitando-seN asN oportunidadesNeducacionaisNdisponíveis;NouN
NNNNNNNN c)NemN instituiçõesN deN ensinoN distintas,N medianteN convêniosN deN intercomplementaridade,NvisandoNoNplanejamentoNeNoNdesenvolvimentoN deNprojetosNpedagógicosNunificados;N
NNNNNNNN IIIN-Nsubseqüente,N oferecidaN somenteN aN quemNjáN tenhaN concluídoN oNensinoNmédioN(BRASIL,N2004,Nn.p.NgrifosNnossos).N
N N
ONconteúdoNdesseNDecreto,Nportanto,NcomNaNexistênciaNdessasNtrêsNformasNdeN articulaçãoN entreN educaçãoN profissionalN eN educaçãoN básica,N possibilitouN eN aindaN temN possibilitadoNaNofertaNdeNeducaçãoNprofissionalNfragmentadaNeNqueNbuscaNatenderNaoNatualN padrãoNdeNreproduçãoNcapitalista,NnoNseuNmodeloNdeNacumulaçãoNflexívelN(RODRIGUES,N 2005),NinclusiveNsobNoNpontoNdeNvistaNdeNpolíticasNdeNlegitimaçãoNcomoNdiriaNO’ConnorN (1977).N N Entretanto,N nãoN podemosN deixarN deN considerarN queN oN DecretoN deN 2004N possibilitouN avançosN emN comparaçãoN comN aN formaN comoN aN PolíticaN deN EducaçãoN profissionalNseNorganizouNnaNvigênciaNdoNDecretoNn°N2.208/97.NN
AntesN doN DecretoN n°N 5.154/2004,N emN junhoN deN 2003,N foiN criadoN oN PlanoN NacionalN deN QualificaçãoN ProfissionalN (PNQ),N queN segundoN oN próprioN documentoN doN PlanoN destaca,N foiN pensadoN naN perspectivaN deN superarN asN fragilidadesN doN PLANFLOR.N ConformeN constaN noN documento,N osN objetivosN doN planoN foram:N “a)N inclusãoN socialN eN reduçãoNdasNNdesigualdadesNsociais;Nb)NcrescimentoNcomNgeraçãoNdeNtrabalho,NempregoNeN renda,NambientalmenteNsustentávelNeNredutorNdasNdesigualdadesNregionais;NeNc)NpromoçãoN eNexpansãoNdaNcidadaniaNeNfortalecimentoNdaNdemocracia.N(BRASIL,NMTE,NN2004,Np.N17).N
ANrespeitoNdoNPNQ,NKuenzerN(2006)NdiscuteNqueNesseNrepresentouNumNavançoN conceitualNemNrelaçãoNaoNPLANFLOR,NnaNparteNatinenteNasNcategoriasNdeNrelaçãoNentreN trabalhoNeNeducação,NaNpartirNdaNóticaNdosNtrabalhadores.NTodavia,NdestacaNqueNnaNpráticaN observadaN pelosN gestoresN eN membrosN doN ConselhoN EstadualN doN TrabalhoN doN ParanáN persistiramN muitasN dificuldadesN deN efetivaçãoN doN Plano.N AN principalN dificuldadeN levantadaNéNaNperdaNdeNinteresseNdasNagênciasNformadoras,NqueNnãoNconsideramNatrativoNoN investimentoNemNcursosNmaisNlongosNeNqueNintegremNconhecimentosNbásicos,NjáNqueNnãoN dominamN talN práticaN emN suaN experiência.N AlémN disso,N deN acordoN comN aN autora,N osN depoimentosN apontaramN tambémN oN desinteresseN doN público-alvoN queN buscaN alternativasN queN viabilizemN inclusãoN emN curtoN prazo,N inviabilizandoN aN formaçãoN deN turmas.N DessaN maneira,N malgradoN oN PlanoN avanceN emN algumasN perspectivas,N frutoN daN ascensãoN deN umN GovernoNditoNPopular,NqueNsofre,Nportanto,NumaNmaiorNpressãoNporNpolíticasNqueNatendamN maisN efetivamenteN àsN demandasN dosN trabalhadores,N naN realidadeN prevalecemN açõesN noN campoN daN educaçãoN profissionalN queN reafirmamN aN dualidadeN estrutural,N ouN seja,N implementaçãoNdeNumaNeducaçãoNaligeiradaNparaNclasseNtrabalhadora.NN
ComN oN PNQN tem-seN aN continuidadeN doN PRONERAN eN doN PROEP,N comoN tambémNpontuaNKuenzerN(2006),NemNfaseNdeNnegociaçãoNcomNoNBancoNMundialNvisandoN àNrenovaçãoNdoNprojetoNdeNexpansãoNdaNeducaçãoNprofissional.NAlémNdesses,NentramNemN pautaN oN ProgramaN NacionalN deN InclusãoN deN Jovens:N Educação,N QualificaçãoN eN AçãoN ComunitáriaN (PROJOVEM)N eN oN ProgramaN NacionalN deN IntegraçãoN daN EducaçãoN ProfissionalN àN EducaçãoN Básica,N naN ModalidadeN deN EducaçãoN deN JovensN eN AdultosN (PROEJA)N eN oN ProgramaN BrasilN ProfissionalizadoN criadosN noN GovernoN LulaN apósN aN elaboraçãoNdoNreferidoNPlano.N
SobreN essesN ProgramasN eN osN encaminhamentosN naN conduçãoN daN PolíticaN deN EducaçãoNProfissionalNduranteNoNGovernoNLulaNaliadasNàNexpansãoNdessaNPolíticaNeNcomN umN discursoN baseadoN naN inclusãoN social,N podemosN refletirN queN oN EstadoN tendeN relativamenteN aN atenderN algunsN interessesN daN classeN trabalhadora,N todavia,N segueN atendendoN tambémN osN interessesN daN classeN hegemônica.N IssoN porque,N comoN veremosN adianteN nãoN seN efetivaN umaN PolíticaN deN EducaçãoN ProfissionalN queN tenhaN porN baseN aN concepçãoN deN educaçãoN defendidaN pelosN movimentosN sociais,N ouN seja,N comN baseN naN escolaN unitária,N preconizadaN porN Gramsci.N NaN verdade,N oN queN seN consolidaN éN umaN miscelâneaNdeNiniciativas,NbaseadasNemNprogramasNdistintosNpraticamenteNdeNacordoNcomN nívelNdeNinserçãoNsocial.NN
KuenzerN (2007)N conceituaN essasN questõesN aN partirN doN conceitoN deN “inclusãoN excludenteN eN exclusãoN includente”.N N AN autoraN discuteN queN aN inclusãoN dasN classesN popularesN naN cadeiaN educativaN atravésN deN umaN educaçãoN fragmentadaN desvinculadaN deN umaN formaçãoN científicaN eN naN culturaN geral,N promoveN aN inclusãoN deN formaN excludente.N Assim,NoNtipoNdeNeducaçãoNofertadaNàsNclassesNpopularesNcumpreNoNfimNcapacitarNparaNoN exercícioN deN funçõesN precárias,N queN dificilmenteN propiciarãoN aN aquisiçãoN deN conhecimentosNqueNpossibilitemNaNobtençãoNdeNpostosNdeNtrabalhoNcomNcondiçõesNdignasN eNemNposiçãoNdeNliderança.NDeNoutroNmodo,NesseNprocessoNdeNexclusãoNacabaNprovocandoN aN inclusãoN dosN sujeitosN emN postosN necessáriosN paraN aN manutençãoN daN reproduçãoN capitalista,N aN exemploN deN atividadesN ligadasN aoN artesanatoN comN oN modoN deN produçãoN flexível.NNN
UmaN aferiçãoN queN fazemosN tambémN aliadaN aN deN KuenzerN (2007),N poisN noN nossoNentendimentoNaNanáliseNdessaNautoraNcaminhaNnaNfunçãoNdeNacumulaçãoNdoNEstadoN Capitalista,N éN deN queN emN algumaN medidaN essesN programasN tambémN sãoN utilizadosN paraN legitimarN esseN mesmoN Estado.N Assim,N essesN programasN cumpremN umN duploN papelN queN contribuiNdiretamenteNparaNaNreproduçãoNdoNsistemaNcapitalista.NNDessaNmaneira,NaNfunçãoN deNlegitimaçãoNpermiteNqueNaNpopulaçãoNatendidaNporNessesNprogramasNtenhamNesperançaN deNumaNascensãoNsocialNeNeconômica,NdaíNvisualizamNessasNaçõesNgovernamentaisNcomoN algoNbastanteNpositivo.NN
ApesarN dessasN consideraçõesN doN pontoN deN vistaN críticoN eN deN reflexãoN aN respeitoN daN diversidadeN deN ofertas,N nãoN podemosN deixarN deN considerarN queN algumasN dessasNaçõesNtêmNsidoNrelevantesNparaNaNascensãoNsocialNdeNalgunsNpoucosNsujeitos,NnumaN perspectivaN contra-hegemônica.N Todavia,N aN reflexãoN queN levantamosN éN noN sentidoN deN perceberNqueNissoNsóNéNpossívelNmedianteNumNprocessoNdeNcorrelaçãoNdeNforças,NhajaNvistaN queNoNEstadoNCapitalistaNnoNcumprimentoNdeNsuasNfunçõesNatendeNporNvezesNmuitoNmaisN àsNnecessidadesNdoNcapitalNdoNqueNdaNclasseNtrabalhadora.N
AoN queN dizN respeitoN aoN PROJOVEM,N foiN criadoN pelaN MedidaN ProvisóriaN n.N 238,NdeNfevereiroNdeN2005,NcomNoNobjetivoNexplícitoNdeNelevarNoNgrauNdeNescolaridadeNporN meioNdaNconclusãoNdoNensinoNfundamentalNarticuladoNàNqualificaçãoNprofissionalNeNàNaçãoN