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NAN partirN doN queN pesquisamos,N SilvaN (2010)N N asN dificuldadesN maioresN enfrentadasN paraN aN efetivaçãoN doN PROEJANdizemNrespeitoNàNausênciaNdeNprofessoresNcomNformaçãoNespecíficaNparaNatuarNnaNEJANnaNRedeNdeN EPT.NN

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NLimaN(2012),NalémNdeNdiscutirNoNPronatec,NelencaNosNpontosNpositivosNeNnegativosNtantoNdasNDCNEMsNeN doN PNE.N ApresentandoN queN nasN DCNEMsN aN possibilidadeN deN organizaçãoN doN ensinoN médioN viaN ciclos,N módulos,N alternância,N comN baseN naN idade,N naN competência,N comN definição,N aparentementeN N democrática,N abreN margemN paraN umN processoN deN modularizaçãoN eN deN implantaçãoN deN currículosN porN competência.N AfirmaNaindaNqueNaNconsequênciaNpodeNserNaNcorrosãoNNdaNintegraçãoNdosNsaberesNescolaresNdesseNnívelNdeN ensinoNnaNsuaNrelaçãoNcomNaNEP.NENnoNPNENoNautorNdiscuteNqueNaNexpansãoNquantitativa,darNumaNfalsaNideiaN deNqueNaNuniversalizaçãoNresolveriaNosNproblemasNdoNensinoNmédio,NouNseja,NnaNapontaNparaNaNintegração.NNN

N

SeguindoN aN abordagemN deN avaliaçãoN políticaN deN políticasN públicasN eN compreendendoN queN paraN estudarmosN oN significadoN doN PronatecN éN imprescindívelN situarmosNoNcaminhoNdaNagendaNdoNProgramaNeNsobretudoNdaNformulação,NprocuraremosN nesseNsubtópicoNresgatarNcomoNessesNmomentosNforamNconstruídos.NN

AlémN disso,N paraN irmosN alémN daN aparênciaN doN contidoN nosN documentosN oficiaisNdoNPronatecNeNembasadosNnosNautoresNqueNtrabalhamosNnaNseçãoN2N(FREY,N2000N eNSOUZA,N2006)NsobreNessesNdoisNmomentosNdasNpolíticasNpúblicas,NquaisNsejamNagendaN eN formulação,N tentaremosN resgatarN tantoN asN influênciasN queN levaramN àN elaboraçãoN doN Programa,NcomoNtambémNporNmeioNdosNautoresNqueNtomamosNporNreferênciaNnaNterceiraN seçãoN(Althusser,NPoulantzas,NO’ConnorNeNOffe),NpretendemosNcompreenderNoNpapelNdoN EstadoNCapitalistaNnaNelaboraçãoNdoNPrograma.NN

SobreNaNformulaçãoNdoNPrograma,NressalvamosNqueNcomoNesseNmomentoNdaN políticaNpúblicaNrefere-seNàNdefiniçãoNdosNprincípiosNeNasNconcepçõesNqueNfundamentamN osN conteúdosN eN osN objetivos,N asN metasN eN osN recursos,N dentreN outrosN aspectosN daN políticaN (Azevedo,N2010),NnesseNsubtópicoNnosNlimitaremosNaNanunciarNoNprocessoNeNnãoNaNdiscutirN osNprincípios,NpoisNissoNseráNfeitoNnoNpróximoNtópico.NN

ComoNjáNdissemos,NaNintençãoNdoNqueNseriaNoNPronatecNfoiNanunciadoNlogoNnoN discursoNdeNposseNdaNatualNPresidentaNDilma,NoNinteressanteNéNperceberNque,NsegundoNJoséN Serra,NaNestruturaNdesseNProgramaNhaviaNsidoNpautaNdeNcampanhaNdaNsuaNcandidaturaNemN oposiçãoN aN deN Dilma.N SerraN fazN alusãoN aN issoN porN meioN doN twiterN aoN comentarN sobreN oN Pronatec33:NN

ParabénsN aoN governoN peloN anúncioN doN ProtecN -N oN ProuniN doN ensinoN técnico,NqueNpropusNnaNcampanha.NBolsaNparaNpagarNanuidadesNdoNens.N Técnico.N Bem,N fizN certaN ironia,N queN nemN todosN compreenderam:N oN governoNdoNPTNcopiouNumaNidéiaNnossaN-NPROTECN-NqueNnaNcampanhaN elesNatacavam.NNãoNesperavaNqueNelesNdessemNoNcréditoNdaNautoria.NmasN éN bomN saberN comoN funcionam:N naN campanha,N execram,N noN governoN copiam,NemNgeralNmal.N N N 33 DiscursoNdisponívelNem:N http://www.sidneyrezende.com/noticia/120809+serra+ironiza+anuncio+do+pronatec+feito+por+dilma+e m+pronunciamento.N

EssaN questãoN deN umN programaN nosN moldesN doN PronatecN terN sidoN pautaN deN campanhaNdoNcandidatoNopositorNaoNdoNGovernoNqueNoNimplementou,NquandoNaNpropostaN deN campanhaN paraN aN educaçãoN profissionalN doN governoN eleitoN caminhavaN naN direçãoN daN superaçãoNdeNprogramasN comoNesse,NpodeNserNcompreendidoNnumaNleituraNpoulantzianaN (POULANTZAS,N2000)NNqueNoNEstadoNCapitalistaNapresenta-seNcomoNsupostoNdefensorN dosN interessesN gerais,N porN meioN deN umN GovernoN ditoN “popular”,N entretantoN hegemonicamenteNprevaleceNNasNnecessidadesNdoNgrandeNCapital.NN

AN respeitoN dissoN seN fazN necessárioN queN exploremosN algumasN dasN recomendaçõesN doN BancoN Mundial,N eN daN UNESCO,N paraN aN educaçãoN dosN paísesN daN AméricaN Latina,N comN oN intuitoN deN compreendermosN aN relaçãoN doN PronatecN comN essasN recomendações.NParaNtanto,NevocamosNaNabordagemNdaNavaliaçãoNpolíticaNhajaNvistaNqueN asN intençõesN declaradasN aparentamN umN discursoN democráticoN eN colocamN aN educaçãoN noN augeNdeNinvestimentoNeconômicoNdosNGovernosNeNnaNbuscaNpelaNeficáciaNdessaNpolítica.N NesseN quesito,N comoN diriamN FigueredoN eN FigueredoN (1986),N buscaremosN analisarN eN elucidarNosNcritériosNqueNfundamentamNasNorientaçõesNdessesNorganismosNinternacionais.N

ConvémNressaltarNqueNessasNrecomendaçõesNantecedemNosNGovernosNLulaNeN DilmaNeNoNgrandeNmarcoNregistradoNéNaNConferênciaNdeNJontiem,NnaNTailândia,NemN1990.N NoN Brasil,N aN chamadaN reformaN educacionalN materializa-seN comN aN LDBN deN 1996N e,N deN acordoNcomNDouradoN(2011),NaNpartirNdessaNConferênciaNfoiNconstruídoNoNPlanoNNacionalN deN EducaçãoN paraN Todos,N queN emboraN aprovadoN peloN GovernoN ItamarN Franco,N nãoN foiN consideradoNcomoNreferênciaNparaNasNpolíticasNeNgestãoNdoNgovernoNFHC.NN

NesseNperíodo,NeNsobNinfluênciaNdiretaNdoNBancoNMundial,NconformeNapontaN SabbiN (2012),N houveN aN vigênciaN doN DecretoN 2208/97N queN comoN jáN discutimosN trouxeN comoN principalN alteraçãoN aN separaçãoN entreN oN ensinoN deN formaçãoN geralN eN oN profissionalizanteN numN retornoN àN históricaN dualidadeN existenteN nesteN nívelN deN ensino.N EN issoNreforçaNoNqueNtemosNlevantadoNemNrelaçãoNàNretomadaNdaNdualidadeNestruturalNcomNoN PronatecNeNsobNoNaugeNdasNrecomendaçõesNdosNorganismosNmultilaterais.N

AoN estudarN asN diretrizesN doN BancoN MundialN paraN aN educaçãoN dosN paísesN periféricos,NLeherN(1999)NlevantaNaNteseNqueNaNredefiniçãoNdosNsistemasNeducacionaisNestáN situadaN noN bojoN dasN chamadasN reformasN estruturaisN encaminhadasN peloN Banco,N guardandoNíntimaNrelaçãoNcomNoNparNgovernabilidade-segurança.NONautor,NaNpartirNdisso,N tentaN demonstrarN oN aspectoN ideológicoN queN assumeN aN educaçãoN aoN serN colocadaN peloN BancoN MundialN comoN umN instrumentoN deN manutençãoN daN ordemN socialN eN consequentementeNdeNmaneiraNaNpossibilitarNaNreproduçãoNcapitalista.NN

OutroN pontoN significativoN paraN oN nossoN estudo,N abordadoN porN LeherN (1999)N refere-seN àN discussãoN sobreN aN materialidadeN dasN ideologiasN atravésN dasN instituições.N NoN casoN especifico,N trabalhadoN peloN oN autor,N oN BancoN MundialN aoN prescreverN essasN recomendaçõesNparaNaNeducaçãoNmaterializaNessasNideologias.NPodemosNacrescentarNcomN baseNtambémNemNAlthusserN(1985)NqueNoNaparelhoNideológicoNescolarNconcretizadoNcomN oN PronatecN cumpre,N também,N umN lugarN ideologicamenteN paraN reproduçãoN dasN forçasN produtivas,N queN colaboraN paraN aN manutençãoN daN dominaçãoN capitalista.N EN éN justamenteN issoN queN pretendemosN desvelarN comN aN análiseN doN conteúdoN dosN documentosN eN dosN discursosNoficiaisNsobreNoNPrograma.NN

NoNqueNseNrefereNàsNorientaçõesNdoNBancoNMundialNdestacam-seNoNRelatórioN sobreN oN DesenvolvimentoN MundialN deN 1990,N RelatórioN sobreN oN DesenvolvimentoN MundialN deN 1995N eN oN documentoN “PrioridadesN eN EstratégiasN paraN aN educação”N (PrioridadesNyNEstratégiasNparaNlaNEducación)NNtambémNdeN1995.NN

EmN linhasN gerais,N nessesN documentosN prevaleceN oN entendimentoN daN importânciaNdaNeducaçãoNaliadaNaNumNprojetoNdeNdesenvolvimentoNeconômico,Nvejamos:N N

N

ON principalN bemN dosN pobresN éN oN tempoN paraN trabalhar.N AN educaçãoN aumentaNaNprodutividadeNdesteNbem,NoNresultadoNnoNnívelNindividual,NeN umaN rendaN maisN alta,N comoN demonstramN muitosN estudos.N PesquisasN maisN recentesN apontamN tambémN paraN umaN vinculaçãoN maisN estreitaN entreNeducaçãoNeNcrescimentoNeconômicoN(BANCONMUNDIAL,N1990,N p.N85)N.N N ONacessoNaNeducaçãoNbásica,NaNinfra-estruturaNurbanaNeNruralNeNaosNbensN públicosNafetamNaNcapacidadeNdeNdesempenhoNdasNunidadesNfamiliaresN eNdosNindividuosNnaNeconomiaNdeNmercado.NAssim,NoNpapelNdoNgovernoN naNcriaçãoNdeNoportunidadesNnoNmercadoNparaNtodosNosNcidadãosNéNcadaN vezNmaisNimportanteN(BANCONMUNDIAL,N1995A,Np.N8).NN N N

NosN doisN relatóriosN observa-seN queN àN políticaN deN educaçãoN éN atribuídaN aN posiçãoNdeN“legitimarNaNigualdadeNdeNcondições”,NcomoNdiriaNOffeN(1990).NNAlémNdisso,N tambémNseNreforçaNaNteseNqueNoNinvestimentoNemNeducaçãoNaumentaNaNprodutividade,NoN queN maisN umaN vezN comN baseN emN OffeN (1990),N nãoN háN estudosN queN comprovemN isso.N AmpliaremosN essaN discussãoN nasN análisesN dosN documentosN doN PronatecN eN tomaremosN comoNsubsídioNumaNpesquisaNrealizadaNpeloN InstitutoNVotorantim,NdaNFundaçãoNGetulioN VargasNdeN2010.NN

NoN tocanteN àsN produçõesN daN UNESCO,N emN diferentesN documentos,N oN propósitoN anunciadoN éN oN deN constituirN umN sistemaN deN vigilânciaN eN alertaN emN tornoN deN princípiosN comoN aN paz,N aN solidariedadeN eN aN justiça.N N N AlémN disso,N aN concepçãoN queN seN defendeNéNaNdeN“educaçãoNparaNaNpaz”,NcomNoNobjetivoNexplícitoNdeNpromoverNaNtolerânciaN eNreconhecimentoNdeNqueNaNeducaçãoNéNoN“centroNdeNtodaNaNestratégiaNdeNconsolidaçãoNdaN paz”.NAssimNoNentendimentoNdesseNorganismo,NcelebradoNnaNConferênciaNdeNJontiem,NéN deNqueN“aNeducaçãoNpodeNcontribuirNparaNconquistarNumNmundoNmaisNseguro,NmaisNsadio,N maisNprósperoNeNambientalmenteNmaisNpuro,Nque,NaoNmesmoNtempo,NfavoreçaNoNprogressoN social,N econômicoN eN cultural,N aN tolerânciaN eN aN cooperação internacional”N (UNESCO,N 1990).N

DeN acordoN comN SilvaN (2011),N aN perspectivaN daN UNESCON éN formarN paraN oN consensoN socialN eN afirmaN aN partirN dosN diversosN documentosN daN UNESCON queN osN pressupostosN teóricosN eN asN concepçõesN subjacentesN àN formaçãoN humanaN estiveramN atreladosN àsN estratégiasN deN rearticulaçãoN doN capitalN comN aN funçãoN deN ocultarN asN crisesN eN suasN consequentesN mazelasN sociais.N EN issoN ficaN explícitoN noN documentoN “EducaçãoN umN tesouroNaNdescobrir”:N

N N

AnteN osN múltiplos desafios do futuro,N a educação surge como um

trunfo indispensável à humanidade na sua construção dos ideais da paz, da liberdade e da justiça social.N AoN terminarN osN seusN

trabalhosN aN ComissãoN faz,N pois,N questãoN deN afirmarN aN suaN féN noN papelN essencialNdaNeducaçãoNnoNdesenvolvimentoNcontínuo,NtantoNdasNpessoasN comoNdasNsociedades.NNãoNcomoNumN“remédioNmilagroso”,NnãoNcomoN umN“abre-teNsésamo”NdeNumNmundoNqueNatingiuNaNrealizaçãoNdeNtodosN osN seusN ideaisN mas,N entreN outrosN caminhosN eN paraN alémN deles,N como

uma via que conduza a um desenvolvimento humano mais harmonioso,N maisN autêntico,N deN modoN aN fazerN recuarN aN pobreza,N aN

exclusãoN social,N asN incompreensões,N asN opressões,N asN guerras...N (UNESCO,N1996,Np.N11,NgrifosNnossos).N

N N

DianteN disso,N reiteramosN queN asN recomendaçõesN daN UNESCON eN doN BancoN MundialN paraN aN educação,N bemN comoN dosN demaisN organismosN multilaterais,N têmN assumidoN umN papelN deN ditarN àsN políticasN numaN perspectivaN deN adaptarN osN sujeitosN àsN necessidadesNdoNCapitalN(Silva,N2011).NAcrescentamosNaindaNqueNaNincorporaçãoNdessasN orientaçõesN porN parteN doN EstadoN brasileiro,N mesmoN comN algumasN resistênciasN cumpreN aN funçãoN deN legitimarN aN reproduçãoN doN capitalismoN aN partirN daN formaçãoN doN consensoN

social,NoNqueNnosNtermosNdeNAlthusserN(1985)NseriaNinclusiveNfazerNcomNqueNosNsujeitosN reconheçamNoNseuNlugarNnaNdivisãoNsocialNeNtécnicaNdeNtrabalho.N

FrenteN aN esseN contextoN deN exigênciasN eN recomendaçõesN dosN organismosN internacionais,NeNaNexemploNdeNtantosNoutrosNprogramasNcriadosNnoNBrasilNqueNatendemNaN essasN orientações34,N aN presidentaN DilmaN enviouN aoN CongressoN Nacional,N emN regimeN deN urgência,NapósNquaseNquatroNmesesNdeNterNiniciadoNoNseuNmandato35,NaNpropostaNdeNcriaçãoN doNProgramaNNacionalNdeNAcessoNaoNEnsinoNTécnicoNeNEmpregoN(Pronatec).N

ValeNressaltarNqueNaNpropostaNdoNProjetoNdeNLeiNfoiNencaminhadaNàNpresidentaN porNumaNcomissãoNformadaNpelosNseguintesNministros36:NFernandoNHaddadN(ministroNdeN educação),N CarlosN RobertoN LupiN (ministroN doN trabalhoN eN emprego),N GuidoN MantegaN (ministroN daN fazenda),N MiriamN BelchiorN (ministraN doN Planejamento,N OrçamentoN eN Gestão)NeNTerezaNCampelloN(ministraNdoNDesenvolvimentoNSocialNeNCombateNàN Fome).N IssoNemNalgumaNmedidaNsinalizaNqueNaNintençãoNdoNPronatecNnãoNestáNvoltadaNapenasNaoN oferecimentoNdeNeducaçãoNprofissionalNeNsimNqueNexistemNoutrasNintençõesNqueNnãoNestãoN claramenteN anunciadas.N N EssaN questãoN tambémN daN formulaçãoN doN ProgramaN envolverN diversosN ministériosN eN terN porN frenteN oN MinistérioN doN TrabalhoN eN emprego,N juntamenteN comN oN MEC,N ampliaN asN semelhançasN doN PronatecN comN oN Planflor,N oN qualN teveN porN discursoN oficialN queN aN qualificaçãoN profissionalN iriaN possibilitarN aN chamadaN empregabilidade.NN

Curiosamente,N oN documentoN enviadoN porN essesN ministériosN comN aN propostaN doNPronatecNfoiNencaminhadoNnoNdiaN28NdeNabrilNdeN2011NeNNnoNdiaNseguinteNaNpresidentaN oNenviouNparaNoNCongressoNNacional.N

AlgumasN informaçõesN sobreN oN envioN doN projetoN deN LeiN doN GovernoN DilmaN paraNcriaçãoNdoNPronatecN(PLNnºN1.209,NdeN2011)NsãoNencontradasNemNumNtextoNdoNCNTEN (ConfederaçãoN NacionalN deN TrabalhadoresN deN Educação)N queN destacaN aN ausênciaN deN debateNeNasNfragilidadesNdoNProjeto:NN

N N

ParaN aN CNTEN eN grandeN parteN dasN entidadesN educacionaisN eN deN representantesN deN trabalhadoresNexcluídasNdoN debateN oficial,N naN esferaN deN GovernoN eN naN CâmaraN dosN Deputados,N aN estruturaN doN PronatecN 34 PodemosNcitarNoNPROUNIN–NProgramaNUniversidadeNparaNTodos,NUABN–NUniversidadeNAbertaNdoN Brasil,NProgramaNSegundoNTempo,NProgramaNMulheresNMil,NentreNoutros. 35 NEmN29NdeNabrilNdeN2011. 36 ANreferidaNpropostaNencontra-seNemNanexo,NcomoNformaNdeNcontribuirNcomNfuturasNpesquisasNsobreNoN Pronatec.

ameaçaNoNconceitoNeNosNpressupostosNdaNeducaçãoNtécnicaNprofissionalN deNnívelNmédio,Nconsolidados,Nsobretudo,NpeloNDecretoNnºN5.154,N deN2004,NeNpelaNLeiNnºN11.741,NdeN2008,NemNconsonânciaNcomNoNFundoN daN EducaçãoN BásicaN(Fundeb)NeNaN EmendaN ConstitucionalN (EC)N nºN59N [...]N(CNTE,N2011,Np.N1).NN

N N

Assim,N refletindoN acercaN daN formaN queN oN programaN entrouN naN agendaN doN GovernoNe,Nportanto,NsobreNoNmomentoNqueNoNPronatecNpassouNaNserNpautaNnoNCongressoN Nacional,NpercebemosNqueNnãoNhouveNumaNconsultaNjuntoNaosNgruposNqueNcompõemNosN movimentosNsociaisNqueNdiscutemNeNmilitamNaNfavorNdaNeducaçãoNbrasileira,NquaisNsejam,N fórunsN deN educação,N gruposN deN pesquisas,N sindicatos,N entreN outros.N ON queN nosN levaN aN enfatizarNqueNoNPronatecNpassouNaNfazerNparteNdaNagendaNdoNGovernoNemNatendimentoNàsN recomendaçõesNdosNorganismosNmultilateraisNeNcomNaNfinalidadeNdeNcumprirNaNfunçãoNdeN legitimaçãoN doN EstadoN Capitalista.N N DecorrênciaN disso,N comN baseN noN levantadoN porN ArretcheN(2001),NeNqueNjáNfizemosNreferênciaNnaNseçãoNprimeira,NasNpolíticasNpúblicasNsãoN concebidas,NmuitasNvezes,NsemNconsiderarNasNdemandasNefetivasNdaNpopulaçãoNaNqualNseN pretendeN alcançar.N DessaN feita,N éN imprescindívelN paraN seN fazerN umaN avaliaçãoN “menosN ingênua”,entenderNoNqueN“estáNporNbaixo”37NemNseNcriarNumaNpolíticaNsemNatentarNparaNasN necessidadesNdosNdestinatáriosNdeNdeterminadaNpolítica.NN

ConformeNencontramosNemNCNTEN(2011),NaNprimeiraNfaseNdeNtramitaçãoNdoN PronatecN encerrou-seN emN 31N deN agostoN deN 2011,N quandoN aN CâmaraN dosN DeputadosN aprovouNoNSubstitutivoNaoNProjetoNdeN LeiN(PL)NnºN1.209,NdeN2011,NaoNqualNforamNfeitasNN algumasNemendas:NN

N N

[...]NaNexemploNdaNqueNestendeNasNbolsasNdeNestudosNparaNestudantesNdeN cursosN técnicosN profissionalizantesN eN sequenciaisN deN formaçãoN específica,N matriculadosN emN instituiçõesN privadasN deN ensinoN profissional,NcomNouNsemNNfinsNlucrativosN(previstaNnoNPLNnºN1.288,NdeN 2011),N eN aN queN condicionaN aN liberaçãoN dasN parcelasN doN seguro- desempregoN àN comprovaçãoN deN frequênciaN aN cursoN deN qualificaçãoN profissionalN(PLNnºN1.343,NdeN2011)N(CNTE,N2011,Np.N1).NN

N N

ON expostoN pelaN CNTEN (2011)N sobreN aN tramitaçãoN naN CâmaraN faz-nosN perceberN queN nãoN houveN questionamentoN naN matériaN sobreN aN concepçãoN doN Programa,N

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issoNnãoNfoiNdiferenteNnaNapreciaçãoNdoNSenadoN eNcomoNjáNcitamosNnaN IntroduçãoNdesteN trabalhoN mesmoN tendoN sidoN levantadoN moçãoN àN épocaN daN 34ªN ReuniãoN daN ANPEDN queN apontavaNparaNnecessidadeNdeNrevisõesNnoNPLNnºN1.209,NdeN2011.NN

AN esseN respeito,N MouraN (2012)N destacaN queN aN críticaN aoN ProjetoN deN LeiN foiN restritaNaNpoucasNsessõesNsindicaisNeNaosNpesquisadoresNdosNcamposNTrabalhoNeNEducaçãoN eNEducaçãoNdeNJovensNeN Adultos.NAlémNdisso,NoNautorNapresentaNqueNdentroNdoNpróprioN CongressoNaNbaseNaliadaNaoNGovernoNdoNPTNouNdefendeuNoNPLNnºN1.209,NdeN2011NouNseN calou,NaoNpassoNqueNaNoposiçãoNnãoNoNquestionou,NissoNporque,N N N N[...]NoNprojetoNbaseou-seNnosNprincípiosNdefendidosNhistoricamenteNpeloN PSDBN eN peloN DEMN –N principaisN partidosN deN oposiçãoN –N eN queN nortearamN asN políticasN educacionaisN dosN anosN 1990,N tendoN sido,N inclusive,N objetoN deN propostaN doN candidatoN JoséN SerraN àsN eleiçõesN presidenciaisN deN 2010,N conformeN destacadoN anteriormenteN (MOURA,N 2012,Np.N28).N

N N

Refletindo sobreN oN momentoN daN formulaçãoN doN Pronatec,N aN partirN daN tramitaçãoN noN CongressoN Nacional,N compreendemosN aN partirN deN PoulantzasN (1971)N queN essaNaparenteNcoesãoNemNtornoNdoNProjetoNdeNLeiNdoNPronatec,NadvémNdaNNnecessidadeNdeN seNaprovarNumNprojetoNqueNapesarNdasNdivergênciasNpolíticas,NnaNlutaNpelaNhegemoniaNdasN “frações”N daN classeN dominanteN ouN “blocosN noN poder”N (partidosN políticos),N persisteN umN objetivoN comum,N queN éN oN deN manutençãoN doN modoN deN produçãoN capitalista.N EN MouraN (2012)NtambémNfazNessaNleitura,NmesmoNsemNfundamentar-seNemNPoulantzas.NN

EssaN afirmaçãoN deN coesãoN entreN osN diferentesN partidosN políticosN éN explicitamenteN colocadoN numN textoN doN IPEAN (InstitutoN deN PesquisaN EconômicaN Aplicada),NelaboradoNporNCassiolatoNeNGarciaN(2014,Np.N25).NEssesNautoresNafirmamNqueNaN aceitaçãoN doN pedidoN deN urgênciaN paraN umN assuntoN que,N aparentemente,N poderiaN serN discutidoNporNmaisNtempoN“podeNserNtomadaNcomoNumNNindícioNdaNexistênciaNdeNambienteN favorávelN aoN programa”.N AcrescentamN tambémN que,N oN ambienteN favorávelN aoN PLN foiN construídoNporNmúltiplosNfatoresNeNque,NN

N N

HáN certoN consensoN nacionalN quantoN àN necessidadeN deN seN concederN prioridadeNpolíticaNaNampliaçãoNeNqualificaçãoNdoNsistemaNbrasileiroNdeN educação.NExistemNatuantesNentidadesNrepresentativasNdeNprofessoresNeN

deN estudantes,N movimentosN deN apoioN àN melhoriaN daN educação,N organizaçõesN queN congregamN secretáriosN municipaisN deN educação,N aN UniãoN NacionalN deN DirigentesN MunicipaisN deN EducaçãoN (Udime),N eN secretáriosNestaduaisNdeNeducação,NoNConselhoNNacionalNdeNSecretáriosN deNEducaçãoN(CONSED),NtodosNcomNexperiênciaNeNcapacidadeNdeNfazerN advocacyN (defesaN deN interesses)N noN CongressoN Nacional.N [...].N ON embateNdoNministroNFernandoNHaddadNcomNasNconfederaçõesNpatronaisN paraN queN fossemN ampliadosN aN gratuidadeN naN ofertaN deN cursosN profissionalizantesN eN oN atendimentoN deN trabalhadoresN eN estudantesN pobresN repercutiuN intensamenteN nosN meiosN deN comunicação.N AlémN disso,NdirigentesNdoNMEC,NeNemNparticularNdaNSETEC,NatuaramNjuntoNàsN bancadasN eN liderançasN partidáriasN eN aN parlamentaresN individualmente,N buscandoN esclarecê-losN eN convencê-losN deN todosN osN aspectosN doN PLN eN deN suasN potenciaisN consequênciasN positivasN (CASSIOLATON eN GARCIA,N2014,Np.N25).NNN

N N

ANleituraNdesseNtrecho,NbemNcomoNdoNrestanteNdoNtextoNescritoNporNCassiolatoN eN GarciaN (2014),N demonstraN aN íntimaN ligaçãoN entreN setoresN queN buscamN aN ampliaçãoN eN consolidaçãoN doN capitalismo,N noN casoN emN telaN oN IPEA,N e,N nosN termosN deN AlthusserN (1985),NdosNaparelhosNideológicosNdoNEstado,NexpressoNnessaNsituaçãoNpeloNMinistérioNdaN Educação,NUndime,NCONSEDNeNSETEC.NN

EmNrelaçãoNaoNprocessoNdeNconsensoNemNtornoNdoNProjetoNdeNLeiNdoNPronatecN porNmeioNdoNexpostoNpelosNreferidosNautoresNdoNtextoNdoNIPEA,Npercebe-seNaNcontradiçãoN entreNaNconcordânciaNdaNSETECNcomNaNcriaçãoNdoNPronatecNeNaNconcepçãoNdeNeducaçãoN defendidaN emN documentosN daquelaN secretária,N aN exemploN dosN documentosN baseN doN PROEJA.NConsideramosNissoNporqueNentendemosNqueNoNmodeloNdeNeducaçãoNdefendidoN nessesN documentosN caminhavaN numaN direçãoN comN vistasN àN superaçãoN daN dualidadeN estruturalNdaNeducação38.NN

OutroNpontoNdeNreflexãoNqueNreforçaNessaNcontradiçãoNdizNrespeitoNàNpropostaN doN PronatecN emN realizarN investimentoN deN recursoN públicoN noN âmbitoN privadoN daN educação,N porN meioN doN sistemaN SN eN escolasN técnicasN privadas,N comoN discutiremosN maisN adiante.N SemN perpassarN oN cumprimentoN daN funçãoN deN legitimaçãoN eN acumulaçãoN doN EstadoN Capitalista,N nosN termosN deN O’ConnorN (1977),N éN difícilN deN compreenderN esseN consenso,NentreNessesNaparelhosNdoNEstadoN(MinistérioNdaNEducação,NUndime,NCONSEDN eNSETEC)NeNumNprojetoNparaNcriaçãoNdeNumNprogramaNqueNvisaNenviarNrecursosNparaNasN empresasN privadas,N quandoN essesN órgãosN doN GovernoN vivenciamN ausênciaN deN recursosN públicos.NN

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MouraN(2012)NlevantaNcríticasNsobreNaNatitudeNconsensualNdosNdirigentesNdosN InstitutosN Federais,N representadosN noN CONIF.N ON autorN infereN queN aN ausênciaN deN manifestaçãoN contráriaN advémN daN promessaN deN continuidadeN deN expansãoN daN RedeN eN acrescentaNqueNtalNatitudeNrepresenta:NN

N N

[...]N negligênciaN àN funçãoN socialN públicaN dasN instituiçõesN educacionaisN daN rede,N asN quaisN têmN umN papelN noN interiorN daN lutaN deN classes.N DessaN forma,N aoN planejar-seN precisamN terN comoN referênciaN todaN aN sociedade,N pautandoN suasN açõesN naN ampliaçãoN naN ofertaN públicaN gratuitaN eN deN qualidadeN socialmenteN referenciadaN paraN todos,N notadamenteN paraN asN classesN populares,N asN quaisN dependemN maisN daN açãoN doN poderNpúblicoN (MOURA,N2012,Np.27).N

N N

EssasN colocaçõesN deN MouraN (2012)N reforçamN oN queN temosN refletidoN sobreN oN aparelhoNideológicoNescolar,NcomNoNPronatec,NaNpartirNdosNautoresNqueNfundamentamNosN nossosN estudosN noN queN concerneN àN formaN comoN oN EstadoN CapitalistaN apareceN comoN supostoN defensorN dosN interessesN geraisN (POULANTZAS,N 2000;N OFFE,N 1990).N Entretanto,N naN verdade,N oN queN prevaleceN sãoN osN interessesN paraN consolidaçãoN eN continuidadeN doN modoN deN produçãoN capitalista,N ouN comoN colocaN LimaN (2014),N paraN contençãoNdaNcriseNestruturalNdoNcapital.NN

PorNtudoNissoNqueNapresentamosNéNqueNaNLeiNn°NnoN12.513,NLeiNqueNinstituiuNoN Pronatec,N foiN sancionadaN noN diaN 26N deN outubroN deN 2011N quaseN semN alteraçãoN doN seuN projetoN inicial.N Assim,N dianteN doN entendimentoN desseN contextoN social,N econômicoN eN políticoN noN qualN foiN gestadoN oN PronatecN éN queN passaremosN aN avaliarN politicamenteN oN ProgramaNatravésNdosNseusNdocumentosNoficiais.N

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4.2 OSN CONTEÚDOSN EN OSN SIGNIFICADOSN CONTIDOSN NOSN DOCUMENTOSN OFICIAISNQUENDÃONMATERIALIDADENAONPROGRAMAN

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DeNagoraNemNdiante,NconformeNanunciamos,NbuscaremosNdesvelarNaNteoria,NaN ideologiaN eN osN objetivosN explícitosN eN implícitosN doN Pronatec.N NesseN mesmoN norte,N seguindoN oN nossoN enfoqueN metodológico,N avaliaremosN osN princípios,N fundamentosN eN valoresNdosNdocumentosNoficiaisNdoNPrograma.N

ComoNexplicitadoNdesdeNaNIntroduçãoNdesseNtrabalho,NaNavaliaçãoNpolíticaNdeN umaNpolíticaNpúblicaNconsisteNemNapreenderNoNseuNconteúdoNeNosNsignificados,Nbuscando,N

portanto,NirNalémNdaNaparênciaNdoNqueNestáNexplícitoNnosNdocumentosNoficiais.NENparaNessaN apreensãoNdoNnãoNditoNouNdoNqueNfoiNditoNcomNoutraNintençãoN(FOUCAULT,N1997)NéNqueN SouzaN(2013a)NpropõeNaNimportânciaNdeNnaNavaliaçãoNpolíticaNseNtrazerNàNtonaNaNideologia,N asNteoriasNeNobjetivosNexplícitosNeNimplícitos.NN

AN partirN doN referencialN teóricoN queN temosN utilizado,N mesmoN tendoN umaN dialéticaNrelaçãoNentreNaNideologia,NteoriaNeNosNobjetivosNdoNPrograma39,NentendemosNqueN osN fundamentosN doN ProgramaN estãoN ligadosN aN teoriaN eN emN WeissN (1978)N podemosN encontrarNessaNvinculação.NPorNsuaNvez,NosNprincípiosNeNvaloresNcomporiamNaNideologiaN doN ProgramaN eN seguindoN comN baseN emN EagletonN (1997)N essaN seriaN umN guiaN paraN ação,N situandoN assimN osN objetivosN nãoN sóN explícitos,N mas,N principalmenteN osN implícitosN também.NN

NessaN perspectiva,N desenvolvemosN aN avaliação,N entendendoN antesN deN tudoN queNoNconhecimentoNnãoNseNapresentaNàNprimeiraNvista,Nsendo,Nportanto,NnecessárioNfazerN certoNesforçoNparaNalcançá-loN(KOSIK,N1976).N

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4.2.1 Leis, Decretos, Resoluções, Portarias e Editais: avaliando suas dimensões no