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N

BuscarN aN linguagemN dentroN daN linguagem,N aN partirN doN queN FoucaultN (1997)N denominaNdeNtécnicasNdeNinterpretaçãoNnãoNéNtarefaNfácil.NAtéNporqueNoNautorNorientaNqueN aN linguagemN nãoN dizN exatamenteN oN queN diz,N eN oN importante,N dessaN maneira,N éN oN significadoN queN “estarN porN baixo”.N AlémN disso,N comN baseN nasN suspeitasN levantadasN nasN culturasNindoeuropeias,NafirmaNqueNaNlinguagemNrebaixaNaNformaNpropriamenteNverbalNeN queN háN muitasN outrasN coisasN queN falamN eN queN nãoN sãoN linguagens.N AcrescentaN tambémN que:NN

N N

[...]N cadaN cultura,N [...],N cadaN formaN culturalN daN civilizaçãoN ocidental,N teveNoNseuNsistemaNdeNinterpretação,NasNsuasNtécnicas,NosNseusNmétodos,N asNsuasNformasNpr6priasNdeNsuspeitarNqueNaNlinguagemNquerNdizerNalgoN deN diferente,N N aN entreverN queN háN linguagensN dentroN daN mesmaN linguagemN(FOUCAULT,N1977,Np.N15).N

N N

DeN posseN dessasN suspeitasN explanadasN peloN referidoN autorN éN queN buscamosN nosNdocumentosNoficiaisNdoNPRONATECNasNlinguagensNlatentes.NENsabemosNqueNestamosN dianteN deN umaN árduaN atividade,N poisN comN fundamentoN emN BourdieuN (2001),N aoN queN eleN denominaN deN contrarrevoluçãoN simbólica,N observa-seN queN nasN sociedadesN capitalistasN oN queN temN prevalecidoN éN oN discursoN progressistaN queN naN verdadeN seN assentaN emN anseiosN conservadores,NdaíNaNnecessidadeNdeNnaNavaliaçãoNdeNpolíticasNpúblicasNbuscarNirNalémNdoN oficialmenteNanunciado,NcomoNbemNafirmaNSouzaN(2013a).NN

ComNoNobjetivoNdeNfacilitarNaNnossaNsistematizaçãoNeNprosseguimentoNcomNaN avaliaçãoNpolíticaNdoNPRONATEC,NrecorremosNaoNexpostoNporNKosikN(1976)NacercaNdoN métodoN dialético,N comN oN intuitoN deN buscarmosN trabalharN comN asN seguintesN categoriasN geraisN que,N aN nossoN ver,N têmN vinculaçãoN comN aN avaliaçãoN políticaN (AVP):N fenômenoN –N essência;NmundoNdaNaparênciaN–NmundoNreal;NaparênciaNexternaNdosNfenômenosN-NleiNdosN

fenômenos;N sistematizaçãoN doutrináriaN dasN representaçõesN (“ideologia”)N –N teoriaN eN ciência.NN

ComN relaçãoN àsN categoriasN específicas,N aN partirN daN nossaN fundamentaçãoN teóricaNeNtambémNdaNhipóteseNnuclear,NelencamosNcomoNcategoriasNespecíficas:NdefensorN dosN interessesN geraisN -N EstadoN Capitalista,N políticasN públicasN -N funçãoN deN legitimação,N educaçãoNprofissionalN-NdualidadeNestruturalNdaNeducação.NAsNquais,NforamNdesenvolvidasN noNdecorrerNdaNterceiraNseçãoNeNtambémNaoNsituarmosNoNcontextoNsocialNeNeconômicoNemN queN foiN elaboradoN oN Pronatec.N NMedianteN asN leiturasN dosNdocumentos,N compreendemosN queNdeNmaneiraNrelacionadaNmaisNdiretamenteNaoNPronatecNdevemosNdiscutirNacercaNdosN seguintesN pontos:N vinculaçãoN queN seN fazN entreN aN políticaN deN educaçãoN eN oN desenvolvimentoN econômico,N concepçãoN deN queN aN qualificaçãoN profissionalN garanteN aN empregabilidade,N vinculaçãoN entreN oN MinistérioN deN educaçãoN eN MinistérioN doN trabalho,N expansãoNdaNeducaçãoNprofissionalNpelaNchamadaNparceriaNpúblico-privado,NcontrataçãoN provisóriaN deN profissionaisN paraN atuarN noN programaN eN oferecimentoN deN cursosN técnicosN concomitantesNeN cursosN FICN(formaçãoNinicialNeN continuada)N aligeirados.N ElaboramosNoN quadroNaNseguirNcomoNformaNordenarNessasNideias:N

N

Quadro 6: CategorizaçãoNdaNavaliaçãoNpolíticaNdoNPRONATEC

Categorias

Gerais comN baseN emN Kosik(1976)NeNnaNAVP:N

EspecíficasN voltadasN paraN asN políticasN públicasN eN comN recorteN naN políticaN deN educaçãoNprofissional:NN

EspecíficasN maisN

direcionadasNaoNPronatec:N

1-fenômenoN–Nessência;N

2-mundoN daN aparênciaN –N mundoN real;NN

3-aparênciaN externaN dosN fenômenosN-NleiNdosNfenômenos;NN 4-sistematizaçãoN doutrináriaN dasN representaçõesN (“ideologia”)N –N teoriaNeNciênciaN

1- DefensorN dosN interessesN geraisN-NEstadoNCapitalista;N 2- PolíticasN públicasN -N funçãoN

deNlegitimação;N

3- EducaçãoN profissionalN -N dualidadeN estruturalN daN educação.N

1-N PolíticaN deN educaçãoN -N desenvolvimentoNeconômico;N 2-N qualificaçãoN profissionalN -N empregabilidade;N

3-N MinistérioN daN educaçãoN -N MinistérioNdoNtrabalho;NN

4-N expansãoN daN educaçãoN profissionalN -N parceriaN público- privado;NN

5-N profissionaisN paraN atuarN noN ProgramaN -N contrataçãoN provisória;NN

6-N N oferecimentoN deN cursosN técnicosN concomitantesN eN cursosN

FICN (formaçãoN inicialN eN continuada)N aligeiradosN –N dualidadeN estruturalN daN educação;N

Fonte:NElaboradoNpelaNautora,N2014.N

NNN

PorN meioN dessasN categoriasN deN análisesN éN queN procuraremosN levantarN aN ideologia,NasNteoriasNeNobjetivosNexplícitosNeNimplícitosNdoNPronatec.N

N

4.2.2.1NNoNcampoNideológico:NsubordinaçãoNdaNpolíticaNeducacionalNaoNdesenvolvimentoN econômicoN

N

NoN queN seN refereN aoN discursoN anunciado,N aN LeiN queN instituiuN oN Pronatec,NnoN seuN artigoN 1°N estabeleceN queN oN Programa,N sobN execuçãoN daN união,N foiN criadoN “comN aN finalidadeN deN ampliarN aN ofertaN deN educaçãoN profissionalN eN tecnológica,N porN meioN deN programas,NprojetosNeNaçõesNdeNassistênciaNtécnicaNeNfinanceira”.NUmaNleituraNàNprimeiraN vista,N nosN fazN acreditarN queN talN iniciativaN doN EstadoN deN ampliaçãoN daN educaçãoN profissionalN seriaN bastanteN positivaN eN queN essaN ampliaçãoN daN educaçãoN profissionalN estariaN aliadaN aN umN projetoN ditoN democráticoN e,N portanto,N comN garantiaN deN acessoN dasN classesNpopularesNàNeducação.NEntretanto,NosNdiscursosNeNpropagandasNsobreNoNPronatecN demonstramN queN essaN ampliaçãoN daN ofertaN deN educaçãoN temN suaN principalN preocupaçãoN voltadaNparaNoNdesenvolvimentoNeconômico,Nvejamos:N N N ANqualidadeNdaNeducaçãoNbásicaNéNhojeNoNgrandeNdesafioNligadoNàNnossaN geração.NONBrasilNviveNumNmomentoNdeNdesenvolvimento,NocupandoNaN 7ªNcolocaçãoNnaNeconomiaNmundial,NoNqueNnosNapontaNcadaNvezNmaisNnaN direçãoNdeNumaNqualificaçãoNprofissionalNqueNnosNinsiraNnoNmercadoNdeN trabalho.N DianteN dessaN realidade,N surgeN aN urgenteN necessidadeN deN formarNprofissionaisNqualificadosNparaNatuarNnumNmercadoNglobalizadoN eN cadaN vezN maisN exigente.N ON Programa Nacional de Acesso ao

Ensino Técnico e ao Emprego - PRONATEC,NsurgeNcomoNrespostaN

imediataN paraN estasN novasN questõesN eN temN porN metaN beneficiarN 3N milhõesN deN brasileirosN comN aN ofertaN deN CursosN TécnicosN eN Profissionalizantes43.N

43

DisponívelN emN váriosN sitesN eN blogs:

http://m.cabofrio.rj.gov.br/noticia/Turismo+e+Senac+certificam+alunos+do+Pronatec+para+o+mercado +turistico/84b6c769-d15a-431f-b6c7-8770b3220d09; http://www.pronatec.rn.gov.br/; http://www.regiaodoslagos.com.br/noticias-de-cabo-frio/1947-pronatec-para-o-mercado-

turistico.html; http://serradocajueiro.blogspot.com.br/2013/08/pronatec-qualidade-da-educacao- basica-e.html; AcessosNem:NagostoNdeN2014.

N N

ON próprioN documentoN queN compõeN aN formulaçãoN doN Programa44NapresentaN essaNpreocupação:NN N

N N

ON centralN daN propostaN éN oferecerN oportunidadeN deN formaçãoN profissionalNaosNtrabalhadoresNeNjovensNestudantesNbrasileiros,NcriandoN condiçõesN favoráveisN paraN suaN inserçãoN noN mercadoN deN trabalhoN eN enfrentandoN umN dosN maioresN desafiosN colocadosN hojeN paraN continuidadeNdoNcrescimentoNeconômicoNdoNPaís,NqueNéNaNfaltaNdeNmão- de-obraNqualificada.NN N

N N

EssaN vinculaçãoN entreN educaçãoN eN crescimentoN econômicoN figura-seN ideologicamenteNnoNcampoNsituadoNporNAlthusserN(1985),NemNqueNoNaparelhoNideológicoN escolarNapareceNcomoNumNconjuntoNdeNpráticasNnecessáriasNàNreproduçãoNdasNrelaçõesNdeN produção.N Daí,N esseN autorN situarN queN aN grandeN funçãoN daN escolaN nãoN estariaN naN qualificaçãoN conteudísticaN paraN determinadaN profissão,N masN simN emN fazerN acreditarN naN teseNdeNqueN ascensãoNsocialNéNpossívelNporNmeioN deNqualificaçãoNprofissional.NDeNoutroN modo,NesseNdiscursoNtambémNserveNparaNocultarNoNprocessoNdeNdominaçãoNcapitalista,NaoN passoNqueNresponsabilizaNoNpróprioNsujeitoNquandoNnãoNconsegueNocupaçãoNnoNmercadoN deN trabalho,N jáN queN oN EstadoN “supostamente”45NtemN garantidoN acessoN asN políticasN educacionais.NN N 4.2.2.2N-NNoNcampoNideológicoNeNteórico:NqualificaçãoNprofissionalNcomoNgarantiaNparaNaN empregabilidadeN N N ComoNtambémNseNpodeNobservarNnasNduasNcitaçõesNanteriores,NoNdiscursoNqueN vinculaN educaçãoN eN crescimentoN econômico,N tambémN estáN aliadoN aoN deN qualificaçãoN profissionalN eN aoN daN chamadaN empregabilidade.N EssaN questãoN éN reforçadaN deN maneiraN incansávelNnosNdiscursosNoficiais:N N N 44 EsseNdocumentoNfoiNencaminhadoNàNpresidênciaNdaNRepúblicaNpelosNseguintesNministérios:NMEC,MTE,N MF,NMPNeNMDS.NENcomoNfizemosNreferência,NanexamosNesseNdocumento. 45 DestacamosNoNsupostamenteNporqueNnemNtodosNtemNacessoNaNessesNcursos,NdadoNqueNaNprocuraNéNmaiorN doNqueNaNquantidadeNdeNvagasNoferecidas;

[...]NONBrasilNprecisaNdeNensinoNtécnicoNparaNpoderNcompetirNnoNmundo.N NósN precisamosN paraN nósN mesmos,N paraN melhorarN aN nossaN economia.N SemN trabalhadoresN especializados,NcomN empregosN cadaN vezN melhores,N ganhandoNmelhoresNsalários,NnósNnãoNseremosNeNnãoNrealizaremosNtudoN aquiloNqueNpodemos,NtodoNnossoNpotencial.NPorNquê?NPorqueNéNsabido,N éNsabidoNisso:NoNmundoNhoje,NeleNestáNentrandoNnumNoutroNmomento,NéN aN chamadaN economiaN doN conhecimento.N QuantoN maisN estudo,N melhorN paraN oN país.N [...]PorNisso,N euN digoN paraN vocêsN queN oN momentoN emN queN venhoNnoNPronatec,NparticipoNdessaNdiplomação,NéNumNmomentoNmuitoN especial.N SerN presidentaN daN RepúblicaN exigeN umN grandeN compromissoN comNoNpovoNdesteNpaís,NmasNaNgenteNtambémNtemNalegria,NeNqueroNdizerN queNhojeNéNmomentoNdeNgrandeNalegria.CadaNvezNqueNvenhoNaquiNeNvejoN umaN formação,N euN seiN queN estamosN dandoN maisN umN passo.N ParaN quê?N ParaNqueNnossoNpaís,NqueNantesNeraNumNdosNlugaresNmaisNdesiguaisNdoN mundo,N haviaN aN maiorN desigualdade.N CadaN vezN queN euN venhoN numaN formatura,N euN seiN queN nósN estamosN garantindoN queN essaN lutaN contraN aN desigualdade,N transformarN oN BrasilN numN paísN semN miséria,N sejaN irreversível.N PorqueN nósN sóN temosN certezaN queN aN gente,N deN fato,N vaiN acabarN completamenteN comN aN misériaN nesteN país,N comN aN pobreza,N porN doisNcaminhos:NeducaçãoNeNemprego.NTemNdeNterNeducaçãoNeNempregoN paraN todoN mundo,N eN deN qualidade,N eN asN mesmasN oportunidadesN paraN todosNosNbrasileiros46.N N N N N EssaNfalaNdaNPresidenteNDilmaNRoussefNporNocasiãoNdeNformaturaNdeNturmasN doNPronatecNBrasilNSemNMiséria,NUberlândia-MGNexpõeNoNentendimentoNdeNqueNoNcentralN paraNgarantiaNdeNempregoNéNaNqualificação.NConformeNenfatizaNRochaN(2011),NaoNanalisarN oN Planflor,N éN notórioN queN asN pessoasN comN maiorN escolaridadeN têmN maisN facilidadeN deN ocupaçãoN deN cargosN noN chamadoN mercadoN deN trabalho,N todaviaN nemN todasN aquelasN queN possuemN umN altoN índiceN deN qualificaçãoN possuemN emprego.N EN isso,N podemosN observarN porNmeioNdoNgráficoNaNseguir:N N N N N N N N N 46

DisponívelN em:N http://www2.planalto.gov.br/acompanhe-o-planalto/discursos/discursos-da- presidenta/discurso-da-presidenta-da-republica-dilma-rousseff-durante-cerimonia-de-formatura-de- alunos-do-programa-nacional-de-acesso-ao-ensino-tecnico-e-emprego-pronatec-brasil-sem-miseria- uberlandia-mg.NAcessoNem:NAgostoNdeN2014.NN

GRÁFICO 1:IndicadoresNdeNdistribuiçãoNdaNpopulaçãoNdesocupada,NporNregiãoN metropolitana,NsegundoNalgumasNcaracterísticas,NemNabrilNdeN2014N População desocupada (%) Total das seis áreas

Recife Salvador Belo Horizonte Rio de Janeiro São Paulo Porto Alegre Sexo: Masculino 42,4 43,8 34,6 46,6 42,2 43,6 46,3 Feminino 57,6 56,2 65,4 53,4 57,8 56,4 53,7 Faixa etária: 10NaN14NanosN 0,3N 0,0N 0,2N 0,0N 0,0N 0,6N 0,7N 15NaN17NanosN 7,7N 4,0N 7,4N 9,8N 4,6N 9,6N 5,8N 18 a 24 anos 33,3 34,7 33,0 33,1 31,1 34,0 34,2 25 a 49 anos 50,3 55,4 51,0 47,4 52,4 48,8 49,7 50 anos ou mais 8,3 6,0 8,4 9,7 11,9 7,1 9,7 Anos de estudo: Sem Instrução e menos de 8 anos 14,7 19,2 17,7 18,7 13,4 11,8 20,1 8 a 10 anos 23,6 13,6 20,3 25,0 21,6 27,2 23,6 11 anos ou mais 61,7 67,1 62,0 56,3 65,0 61,0 56,3 Fonte:NDisponívelNem:N ftp://ftp.ibge.gov.br/Trabalho_e_Rendimento/Pesquisa_Mensal_de_Emprego/fasciculo_indicad ores_ibge/2014/pme_201404pubCompleta.pdfNNAcesso:NjulhoNdeN2014.N N

OsN dadosN doN InstitutoN BrasileiroN deN GeografiaN eN EstatísticaN (IBGE)N demonstramN queN háN pessoasN comN 11N anosN ouN maisN deN escolarizaçãoN eN queN aindaN assimN continuamN desocupadas,N portanto,N aN educaçãoN eN formaçãoN profissionalN nãoN podemN serN tomadasN isoladamenteN paraN aN soluçãoN daN geraçãoN deN empregosN eN desenvolvimentoN econômico,NcomoNtambémNenfatizaNRochaN(2011).N

QuantoN aoN discursoN deN qualificaçãoN profissionalN eN empregabilidade,N difundidoN comN oN Pronatec,N devemosN atentarN queN temN porN baseN aN TeoriaN doN CapitalN Humano.NEssaNteoriaNtemNporNgrandeNreferênciaN osNestudosNdeNSchultzN(1973)NnosNanosN deN 1956-57N noN CentroN deN EstudosN AvançadosN dasN CiênciasN doN Comportamento,N queN observouN queN muitasN pessoasN nosN EstadosN UnidosN estavamN investindoN fortementeN nasN suasN qualificaçõesN eN queN estesN investimentosN tinhamN algumaN influênciaN sobreN oN crescimentoNeconômico.NParaNSchultzN(1973),NoNoutroNelementoNconstitutivoNdoN“capitalN humano”NeraNoNinvestimentoNemNsaúde.N

DeN acordoN comN FrigottoN (2006),N essaN teoriaN refere-seN aN umaN noçãoN queN osN intelectuaisNdaNburguesiaNmundialNproduziramNparaNexplicarNoNfenômenoNdaNdesigualdadeN

entreN asN naçõesN eN entreN indivíduosN ouN gruposN sociais,N semN desvendarN osN fundamentosN reaisNqueNproduzemNestaNdesigualdade:NaNpropriedadeNprivadaNdosNmeiosNeNinstrumentosN deNproduçãoNpelaNburguesiaNouNclasseNcapitalistaNeNaNcompra,NnumaNrelaçãoNdesigual,NdaN únicaNmercadoriaNqueNosNtrabalhadoresNpossuemNparaNproveremNosNmeiosNdeNvidaNseusNeN deNseusNfilhosN–NaNvendaNdeNsuaNforçaNdeNtrabalho.N

AlémN disso,N esseN autorN destacaN queN aN evidênciaN daN limitaçãoN daN TeoriaN doN CapitalNhumanoNéNque,NinversamenteNàNtendênciaNuniversalNdoNaumentoNdaNescolaridade,N oN queN temN ocorridoN éN recrudescimentoN noN desempregoN estrutural,N precarizaçãoN doN trabalhoNcomNperdaNdeNdireitosNe,Nespecialmente,NemNpaísesNdependentesNcomoNoNBrasil,N ofertaNdeNempregosNqueNexigeNtrabalhoNsimplesNeNofereceNbaixíssimaNremuneração.N

OutroN destaqueN necessárioN sobreN oN discursoN noN PronatecN queN vinculaN qualificaçãoN profissionalN eN empregabilidade,N podemosN fundamentarN nosN escritosN deN RamosN (2006) ao asseverarN queN comN oN agravamentoN daN desigualdadeN noN capitalismoN contemporâneo,N aN noçãoN deN “capitalN humano”N vemN sendoN redefinidaN eN ressignificadaN pelasN noçõesN deN sociedadeN doN conhecimento,N qualidadeN total,N pedagogiaN dasN competênciasN eN empregabilidade.N DeN acordoN comN aN autora,N essasN noçõesN acabamN porN atribuirN aosN própriosN sujeitos,N aN crençaN naN liberdadeN deN escolhaN individual,N aN responsabilidadeNporNseuNdesempregoNouNsubemprego.NN

DessaN feita,N ressaltamosN queN ideologicamenteN aN TeoriaN doN CapitalN humanoN explícitaNnoNPronatecNtemNessaNintençãoNimplícitaNdeNfazerNcomNqueNasNpessoasNacreditemN queN estãoN sendoN criadasN condiçõesN deN igualdadesN deN acessoN aN empregosN porN meioN doN Programa.NPorNoutroNlado,NessaNmesmaNcrençaNpropagaNqueNseNnãoNhouverNaNinserçãoNnoN mercadoN deN trabalhoN éN emN razãoN dasN seleçõesN queN sóN absorveremN osN “melhoresN profissionais”,N ouN seja,N aN responsabilidadeN recaiN sobreN osN própriosN sujeitosN individualmente.NIssoNtambémNimplicaNafirmarmosNqueNoNEstadoNCapitalistaNlegitima-seN comoN umN supostoN garantidorN dosN interessesN gerais,N comoN podemosN encontrarN emN PoulantzasN(2000)NeNOffeN(1990).N

ValeNretomarmosNtambémNqueNoNconceitoNdeNempregabilidadeNfoiNaltamenteN difundidoNnoNPlanflor,NimplementadoNdeN1996NaN2002,NporNocasiãoNdoNGovernoNdeNFHC.N ANautoraNAlmadaNLimaN(2013)NdiscuteNqueNnoNcontextoNdoNPlanflor,NaNempregabilidadeN eraN entendidaN comoN aN capacidadeN individualN deN obtençãoN deN empregoN ouN deN desenvolvimentoNdeNalternativasNdeNgeraçãoNeNelevaçãoNdeNrenda.NPorNesseNmotivo,N

N N

ComoN objetivoN perseguidoN peloN Planfor,N aN ‘empregabilidade’N nãoN significaN assegurarN empregoN noN sentidoN clássico,N masN tão-somenteN tornarN ‘empregáveis’N osN trabalhadoresN contempladosN pelasN açõesN deN qualificação[...].NEmNoutrasNpalavras,NoNEstadoNestariaNdesobrigadoNdeN assegurarN empregoN aosN trabalhadoresN qualificados,N limitando-seN aoN papelN deN conferirN aN estesN ‘igualdadesN deN oportunidadesN paraN competirN noN mercado,N noN atualN contextoN deN economiaN globalizadaN eN deN emergênciaN deN novosN padrõesN competitivos.N NesseN sentido,N qualquerN insucessoNnaNbuscaNdeNinserçãoNnoNmercadoNdeNtrabalhoNseriaNatribuídoN àN incapacidadeN dosN indivíduos,N eN nãoN àsN desvantagensN estruturaisN inerentesN aN umN sistemaN excludenteN eN concentradorN (LIMA,N 2013,N p.N 195).NN

N N

NessaNmesmaNperspectivaNdeNLimaN(2013),NAntoniazziN(2005),NaoNanalisarNNseN oNPlanforNconstituiu-seNouNnãoNumaNpolíticaNpúblicaNdeNempregoNdestacaNqueNoNobjetivoN daN qualificaçãoN paraN aN empregabilidadeN nãoN éN integrarN N todosN aoN mercadoN deN trabalho,N masNsomenteNaquelesNqueNadquiriremN “habilidadesNbásicas”NqueN geramN“competências”N reconhecidasN eN nãoN maisN paraN garantirN umN postoN deN trabalhoN eN ascensãoN emN umaN determinadaN carreira.N N EssaN autora,N enfatiza,N assim,N queN aN educaçãoN transforma-seN emN serviçosNouNbensNaNseremNadquiridosNparaNcompetirNnoNmercadoNprodutivo.NDessaNfeita,NN naN épocaN deN vigênciaN doN PlanforN eraN muitoN forteN oN modeloN daN “pedagogiaN dasN competências”,NnoNcontextoNdoNPronatecNavaliamosNqueNideologicamenteNesseNdiscursoNéN retomadoN comN N aN intençãoN preponderanteN deN legitimaçãoN doN modoN deN produçãoN capitalista,NsobretudoNcomNosNcursosNaligeiradosN(FIC).NNN

PorN meioN dessasN observações,N convémN dizerN queN asN semelhançasN entreN oN PlanflorN eN oN PronatecN nãoN sãoN meraN coincidência,N comoN jáN destacamosN aoN fazermosN analogiasNcomNbaseNemN“ON18NBrumárioNdeNLuísNBonaparte”.N

OutroNpontoNdeNreflexãoNsobreNaNnoçãoNdeNempregabilidadeNqueNnosNinteressaN paraN aN compreensãoN daN funçãoN deN legitimaçãoN doN EstadoN CapitalistaN porN meioN doN Pronatec,N encontramosN emN GentiliN (1999),N aoN destacarN principalmenteN oN caráterN ideológicoN doN conceitoN aoN institui-seN comoN mecanismoN deN “modelizaçãoN daN consciência”.NEsseNautorNlevantaNreflexõesNsobreNaNformaNcomo,NaNpartirNdesseNconceito,N asNpessoasNsãoNqualificadasNparaNoNdesemprego,NassimNnaNverdadeNaNqualificaçãoNapareceN comoN umaN estratégiaN paraN aN garantiaN daN harmoniaN social.N EN esseN aspectoN éN notávelN noN Pronatec,NquandoNseNutilizaNparaNcriaçãoNdoNProgramaNoNdiscursoNdeN“apagãoNdeNmão-de- obra”N eN investe-seN emN cursosN queN nãoN resolvemN essaN supostaN necessidadeN doN mercado,N porNpessoasNaltamenteNqualificadas,NboaNparteNdosNcursosNFICNrefleteNisso.NNN

4.2.2.3N NoN campoN ideológico:N vinculaçãoN entreN oN MinistérioN deN EducaçãoN eN MinistérioN doNTrabalhoN

N

ÉN necessárioN queN exploremosN tambémN que,N juntamenteN comN aN criaçãoN doN Pronatec,N naN mesmaN LeiN queN oN instituiuN houveN alteraçõesN dasN LeisN n°.N 7.998,N deN 11N deN janeiroN deN 1990 queN regulaN oN ProgramaN doN Seguro-Desemprego,N oN AbonoN SalarialN eN instituiNoNFundoNdeNAmparoNaoNTrabalhadorN(FAT),NdaNLeiNnoN8.212,NdeN24NdeNjulhoNdeN 1991,NqueNdispõeNsobreNaNorganizaçãoNdaNSeguridadeNSocialNeNinstituiNPlanoNdeNCusteio,N daNLeiNnoN10.260,NdeN12NdeNjulhoNdeN2001,NqueNdispõeNsobreNoNFundoNdeNFinanciamentoN aoN EstudanteN doN EnsinoN Superior,N eN daN LeiN noN 11.129,N deN 30N deN junhoN deN 2005,N queN instituiNoNProgramaNNacionalNdeNInclusãoNdeNJovensN(ProJovem).NN N

EnquantoN noN PlanforN oN caráterN deN PolíticaN PúblicaN estavaN explicitamenteN voltadoNparaNoNTrabalhoNeNRenda47,NpoisNoNMinistérioNdeNfrenteNdoNGovernoNnoNProgramaN eraN oN MinistérioN doN Trabalho,N noN PronatecN essaN característicaN deN atendimentoN àsN necessidadesNdeNmanutençãoNdoNmodoNdeNproduçãoNcapitalistaNprocuraNserNmaisNvelada,N poisN mesmoN envolvendoN váriosN ministériosN eN tendoN porN vinculaçãoN diretaN tambémN oN MTE,NoNprincipalNMinistérioNdeNexecuçãoNdoNProgramaNéNoNdaNeducação.NANleituraNqueN fazemosN disso,N comN baseN noN referencialN teóricoN queN temosN utilizado,N éN queN aliarN oN PronatecN aoN conceitoN deN empregabilidadeN porN meioN daN políticaN deN educação,N reforçaN aindaNmaisNideologicamenteNoNcaráterNindividualNdoNsucessoNouNfracassoNnaNobtençãoNdoN emprego.NN

DeN outroN modo,N aN participaçãoN doN MinistérioN doN TrabalhoN torna-seN igualmenteN importanteN doN pontoN deN vistaN ideológicoN paraN oN cumprimentoN daN funçãoN deN legitimaçãoNdoNPronatecNnoNsentidoNdeNqueNaNalteraçãoNdaNLeiNn°.N7.998,NdeN11NdeNjaneiroN deN 1990 queN regulaN oN ProgramaN doN Seguro-Desemprego,N oN AbonoN SalarialN eN instituiN oN FundoNdeNAmparoNaoNTrabalhadorN(FAT),NbuscaNcondicionarNoNrecebimentoNdoNseguroNaN participaçãoNemNcursoNdeNqualificaçãoNprofissional,NvejamosNemNseuNart.14:N

N NN

Art.N14.NNOsNarts.N3o,N8oNeN10NdaNLeiNnoN7.998,NdeN11NdeNjaneiroNdeN1990,N passamNaNvigorarNcomNseguinteNredação:NN

“Art.N3oNN...N

47

NANchamadaNpolíticaNPúblicaNdeNtrabalhoNeNRendaNnoNâmbitoNdoNPlanfor,NarticuladaNpeloNMTENNemNâmbitoN federalN eN pelasN secretariasN estaduaisN deN trabalhoN ouN equivalentesN emN âmbitoN estadual,N anunciavamN comoN objetivosN integrarN osN diversosN programasN doN SistemaN PúblicoN deN Emprego,N quaisN eram:N ProgramaN deN QualificaçãoN eN RequalificaçãoN Profissional,N ProgramaN deN IntermediaçãoN deN Mão-de-obraN eN ProgramaN deN PagamentoNdoNSeguro-DesempregoN(Lima,N2013).N

...NN

§N 1oNN A União poderá condicionar o recebimento da assistência

financeira do Programa de Seguro-Desemprego à comprovação da matrícula e da frequência do trabalhador segurado em curso de formação inicial e continuada ou qualificação profissional, com carga horária mínima de 160 (cento e sessenta) horas.NN

[...]N

“Art. 8o O benefício do seguro-desemprego será cancelado:

IN -N pelaN recusaN porN parteN doN trabalhadorN desempregadoN deN outroN empregoN condizenteN comN suaN qualificaçãoN registradaN ouN declaradaN eN comNsuaNremuneraçãoNanterior;NN

IIN -N porN comprovaçãoN deN falsidadeN naN prestaçãoN dasN informaçõesN necessáriasNàNhabilitação;NN

IIIN -N porN comprovaçãoN deN fraudeN visandoN àN percepçãoN indevidaN doN benefícioNdoNseguro-desemprego;NouNN

IVN-NporNmorteNdoNsegurado.NN

§N1oNNNosNcasosNprevistosNnosNincisosNINaNIIINdesteNartigo,NseráNsuspensoN porN umN períodoN deN 2N (dois)N anos,N ressalvadoN oN prazoN deN carência,N oN direitoN doN trabalhadorN àN percepçãoN doN seguro-desemprego,N dobrando- seNesteNperíodoNemNcasoNdeNreincidência.NN

§ 2o O benefício poderá ser cancelado na hipótese de o beneficiário deixar de cumprir a condicionalidade de que trata o § 1o do art. 3o desta Lei, na forma do regulamento.”N(NR)N(BRASIL,N

2011,Nn.p.,NdestaquesNnossos).N

N N

PorN meioN dessaN condicionalidadeN deN participaçãoN emN cursosN comN cargaN horáriaN mínimaN deN 160N (centoN eN sessenta)N horasN paraN recebimentoN doN seguro- desemprego,N oN PronatecN buscaN implicitamenteN prepararN osN desempregadosN paraN aN aceitaçãoN deN suasN ocupaçõesN nasN forçasN produtivas,N inclusiveN seN houverN aN ausênciaN deN retomadaN aosN postosN deN trabalhoN jáN queN seN fazN acreditarN queN issoN éN umaN condiçãoN individualN-NoNqueNseriaNaNqualificaçãoNparaNaNproletarizaçãoNpassiva,NcomoNcolocamNOffeN eN LenhardtN (1984).N N NessesN termos,N tambémN podemosN retomarN oN queN AlthusserN (1985)N evidenciaN queN aN reproduçãoN daN “qualificação”N daN chamadaN forçaN deN trabalho,N respondeN tambémNaNreproduçãoNdeNsuaNsubmissãoNàNideologiaNdominante.N

ÉNimportanteNqueNdestaquemosNaindaNsobreNessaNcategoriaNqueNoNDecretoNqueN regulamentouNoNcondicionamentoNdoNseguro-desempregoNàNcomprovaçãoNdeNmatrículaNeN frequênciaNemNcursoNFICNéNoNdeNn°N7.721,NdeN16NdeNabrilNdeN2012.NComNesseNDecretoNaN condicionalidade/obrigatoriedadeN ficouN restritaN aoN trabalhadorN queN emN umN períodoN deN dezN anosN solicitarN oN benefício,N artigoN 1°N doN referidoN Decreto,N exatamenteN àquelesN queN maisN seN enquadramN noN perfilN doN proletariadoN passivo,N ouN seja,N comN instabilidadeN nasN situaçõesNdeNtrabalho.NONcuriosoNnessaNregulamentaçãoNéNqueNimplicitamenteNreforça-seNaN noçãoNdeNempregabilidadeNligadaNàsNcondiçõesNindividuais,NaoNpassoNqueNnãoNéNpropostaN

nenhumaN açãoN doN MinistérioN deN TrabalhoN queN busqueN garantirN condiçõesN aosN trabalhadoresNqueNfrequentaremNessesNcursosNparaNaNretomadaNaosNpostosNdeNtrabalho.N NN 4.2.2.4NObjetivosNexplícitos:NexpansãoNdaNeducaçãoNprofissionalNpelaNchamadaNparceriaN público-privadoN N NoNqueNseNrefereNaosNobjetivosNexplícitosNdoNPrograma,NaNLeiNdeNcriaçãoNdoN PronatecNapresentaNemNseuNArt.N1°,NParágrafoNúnico:NN N N

IN -N expandir,N interiorizarN eN democratizarN aN ofertaN deN cursosN deN educaçãoNprofissionalNtécnicaNdeNnívelNmédioNpresencialNeNaNdistânciaNeN deN cursosN eN programasN deN formaçãoN inicialN eN continuadaN ouN qualificaçãoNprofissional;NN

IIN-NfomentarNeNapoiarNaNexpansãoNdaNredeNfísicaNdeNatendimentoN daNeducaçãoNprofissionalNeNtecnológica;NN

IIIN -N contribuirN paraN aN melhoriaN daN qualidadeN doN ensinoN médioN público,NporNmeioNdaNarticulaçãoNcomNaNeducaçãoNprofissional;NN

IVN -N ampliarN asN oportunidadesN educacionaisN dosN trabalhadores,N porNmeioNdoNincrementoNdaNformaçãoNeNqualificaçãoNprofissional;NN

VN -N estimularN aN difusãoN deN recursosN pedagógicosN paraN apoiarN aN ofertaNdeNcursosNdeNeducaçãoNprofissionalNeNtecnológica.NN

VIN -N estimularN aN articulaçãoN entreN aN políticaN deN educaçãoN profissionalN eN tecnológicaN eN asN políticasN deN geraçãoN deN trabalho,N empregoN eN renda.N (IncluídoN pelaN LeiN nºN 12.816,N deN 2013)N (BRASIL,N 2011,Nn.p).N

N N

AN partirN dessesN objetivos,N observa-seN queN aN propostaN daN chamadaNN democratizaçãoN daN educaçãoN profissionalN viaN PronatecN seN assentaN emN açõesN queN temN basesNhistóricasNNdirecionadasNparaNoNoferecimentoNdeNumNmodeloNqueNretomaNeNreforçaNaN dualidadeN estruturalN daN educação.N IssoN querN dizerN que,N aN ampliaçãoN daN educaçãoN profissionalNpropostaNnoNPronatecNporNintermédioNdeNcursosNdeNqualificaçãoNprofissionalN desarticuladosNNdaNelevaçãoNdaNescolaridade,NcaminhaNnumNsentindoNopostoNaoNqueNclasseN trabalhadoraN brasileiraN organizadaN anseiaN háN bastanteN tempo.N DaíN evidenciarN oN atendimentoN aosN segmentosN hegemônicosN daN sociedadeN brasileira,N ouN seja,N osN grandesN empresários.NN

NesseNsentido,NLimaN(2014)NlevantaNreflexõesNsobreNessesNaspectosNeNafirmaN queNcomNoNPronatecNoNgovernoNbrasileiroNcompletaNoNcicloNdaNprivatização,NprecarizaçãoN eN aligeiramentoN daN formaçãoN técnicaN deN nívelN médio,N destacandoN principalmenteN osN seguintesN pontosN daN LeiN n°N 12.513/2011,N queN tratamN daN transferênciaN deN recursosN

públicosNparaNasNempresasNprivadas,NquaisNsejamNosNartigosN3°NeN6°NdaNreferidaNLei.NEssesN artigosN apresentamN queN aN propostaN deN expansãoN daN educaçãoN profissionalN viaN PronatecN encontraN amparoN naN chamadaN parceriaN público-privado,N queN naN verdadeN comN bemN acentuaNLimaN(2014)NeNtambémNMarceloNLimaN(2012)NnãoNdeixaNdeNserNaNprivatizaçãoNdaN educaçãoNprofissional.NN

DessaN feita,N ressaltamosN queN umN dosN objetivosN explícitosN doN PronatecN éN expansãoN daN educaçãoN profissional,N queN porN trásN encontra-seN implicitamenteN oN objetivoN deNprivatizarNaNeducaçãoNprofissionalNcomNutilizaçãoNdeNrecursosNpúblicos.NNNota-seNqueN oNartigoN6°,N§1°NestabeleceNigualdadeNdeNcondiçõesNparaNrecebimentoNdeNrecursosNentreNasN instituiçõesN públicasN eN asN doN SistemaN SN (serviçosN nacionaisN deN aprendizagem)NissoN tambémNrestaNclaroNnoNartigoNaNseguirNeNoNcaminhoNencontradoNparaNessaN“igualdade”NéNaN ofertaNdeNbolsa-formação:NN

N N

Art.N 4oNN ON PronatecN seráN desenvolvidoN porN meioN dasN seguintesN ações,NsemNprejuízoNdeNoutras:NN

IN -N ampliação de vagas e expansão da rede federalN deN educaçãoNprofissionalNeNtecnológica;NN

IIN -N fomentoN àN ampliaçãoN deN vagasN eN àN expansãoN dasN redesN estaduaisNdeNeducaçãoNprofissional;NN

IIIN -N incentivo à ampliação de vagas e à expansão da rede

física de atendimento dos serviços nacionais de aprendizagem;NN

IVN-Noferta de bolsa-formação,NnasNmodalidades:NN a)NBolsa-FormaçãoNEstudante;NeNN b)NBolsa-FormaçãoNTrabalhador;NN [...]N(BRASIL,N2011,Nn.p.,NgrifosNnossos);N N N N

Percebe-seN explicitamenteN queN asN açõesN visamN ampliarN aN redeN federalN deN educaçãoN profissionalN eN tecnológicaN eN incentivarN àN ampliaçãoN deN vagasN doN SistemaN SNeN comNissoNnosNvêmNàNreflexão:NNporNqueNnãoNincentivarNtambémNaNampliaçãoNouNcriaçãoNdeN instituiçõesN deN educaçãoN profissionalN dasN redesN estaduais,N comoN seN propunhaN oN BrasilN Profissionalizado?N EN aN respostaN bastanteN óbviaN queN nosN vêmN àN tona,N éN queN naN verdadeN umaNdasNperspectivasNdoNPronatecN alémNdeN cumprirNaN funçãoNdeNlegitimaçãoNéNtambémN assumirN emN algumaN medidaN funçãoN deN acumulaçãoN (O’Connor,N 1977),N comN aN dinamizaçãoNdoNmercadoNdeNeducaçãoNprofissional.NDaí,Nimplicitamente,NasNinstituiçõesN federaisNdeNeducaçãoNprofissionalNfiguramNideologicamenteNcomoNumaNformaNdeNoNpoderN públicoN seN fazerN presente,N ouN seja,N demonstrarN queN tambémN estáN atuandoN naN

implementaçãoN doN programa.N N EN sobN esseN aspectoN aN LeiN n°N 12.816/201348,N cuidouN deN fazerN asN alteraçõesN eN acréscimosN necessáriosN aN LeiN queN criouN oN Pronatec,N ampliandoN aN privatização:NN

N N

Art.N6o-A. A execução do Pronatec poderá ser realizada por