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Chapter 5: Discussion

5.1 Methodological Issues

telefones públicos e outras práticas que parecem estranhas ou até mesmo impossíveis nos dias atuais. Atualmente, com um único smartphone o jornalista pode receber a pauta, gravar entrevistas, editar áudios, fazer transmissões ao vivo e falar com a emissora;

H) Imagens: Madalena Oliveira (2011, p. 3) escreve que o rádio permite a criação de uma espécie de “imagens imaginárias”, proporcionando um meio resistente “às transformações tecnológicas que converteram uma civilização fundada em dois milênios de palavra numa civilização da imagem”;

I) Ritos geográficos: Na cidade de São Paulo, por exemplo, nas primeiras décadas da radiofonia, quase todas as emissoras de rádio estavam no centro da cidade. Era comum então que radialistas famosos ou em busca de oportunidades caminhassem pelos bares da cidade, fazendo novas amizades, negócios e oportunidades. Estes percursos geográficos compõem o patrimônio imaterial do rádio. Atualmente as antenas das emissoras fixadas na Av. Paulista, são um bom exemplo desta classificação de patrimônio imaterial.

Para o patrimônio radiofônico material, desenvolvemos oito possibilidades de classificação, sendo que na categoria “indireto contextual” é possível incluir elementos que não estão diretamente ligados ao meio, porém, tem uma forte relação mediante a determinado contexto. Além de máquinas de escrever e mobiliários, como já apresentamos neste artigo, podemos incluir na categoria “indireto contextual”, por exemplo, o livro A Guerra dos Mundos, de H. G.Wells, que inspirou o famoso programa de Orson Welles, veiculado no dia 30 de outubro de 1938, pela rádio CBS, causando pânico na região da costa leste, nos Estados Unidos.

As oito possibilidades de classificação pensadas para o patrimônio radiofônico material13 são:

A) De Escrita: que pode ser subclassificadas em Bibliográficas (livros e publicações em geral), Hemerográficas (jornais, revistas, periódicos científicos,

etc.), Arquivísticas (roteiros, cartas, contratos, etc.), Legais (legislação) e Partituras e outros documentos musicais;

B) Sonoro: Programas, músicas, jingles, discursos, entrevistas, fontes orais, objetos para produção de efeitos sonoros, etc.;

C) Visual: Fotos, obras de arte, logomarcas, imagens, publicidade, vídeos, filmes, figurinos, roupas de época, etc.;

D) Tecnológico: Aparelhos, antenas, suportes, microfones, gravadores, etc.; E) Arquitetônico: Edifícios das emissoras, estúdios, antenas, etc.;

F) Prêmios:Troféus, certificados, títulos, condecorações, etc.

G) Redes Sociaise conteúdo web:Sites, fã pages, posts, perfis, mensagens dos ouvintes, etc.

H) Indireto Contextual: Livros, filmes, móveis, etc.

Estas duas listagens de categorias para a classificação do patrimônio radiofônico material e imaterial são resultados de uma primeira reflexão sobre o tema, sem a pretensão de ser exaustiva. Também não se qualifica em uma proposição operativa, ou seja, não adquire o caráter prático para catalogaçãodo acervo de uma emissora de rádio, ou qualquer outra entidade armazenadora. Para este fimrecomenda-se as regras de catalogação da Associação Internacional de Arquivos Sonoros e Audiovisuais (IASA) (Reglas de catalogacion de iasa, 2005). As classificações aqui apresentadas são de interesse do pesquisador do rádio e não do arquivista/documentalista, tendo como proposta, auxiliar no processo de investigação e reflexão acerca do patrimônio radiofônico.

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13. É possível encontrar o mesmo elemento em categorias diferentes, por pertencer a mais de uma classificação ou ser alocado diante a determinado contexto. Exemplos: 1) uma antena de transmissão de sinal radiofônico é um elemento tecnológico e ao mesmo tempo, um elemento arquitetônico.; 2) Um filme que tenha o rádio como tema é um elemento classificado na categoria visual, no entanto, se um filme for roteirizado por um radialista, mesmo que não tenha relação direta com o meio, este pode ser classificado como indireto contextual.

PARTE 1 |

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O ensino de rádio no Brasil