• No results found

Boa vontade política, seriedade e bom senso seriam respostas demasiadamente óbvias a essa questão, e estão fora do âmbito de nossa pesquisa. O que nos interessa aqui é apontar caminhos, através da educação, que possam contribuir para, ao menos, mitigar parte da problemática por nós estudada. Manter a população rural no campo parece ser um ponto central nesse sentido. Viabilizar a pequena produção agropecuária dentro do que determinam as leis ambientais seria, então, a resposta mais plausível. E até onde pudemos verificar em nosso trabalho, nada disso é possível sem informar e educar a população rural no que diz respeito a essas leis.

Mas como fazer isso? Como vencer a resistência ao novo, a práticas não tradicionais, à orientação que vem “de fora”?

Vimos que a região de Aiuruoca ainda vive o “tempo da experiência”, que permite a valoriza a transmissão de um conhecimento tradicional, passado de pai para filho. Essa transmissão de experiência seria feita por um “narrador” que teria como principal característica seu senso prático. Essa narrativa, “num certo sentido, uma forma artesanal de comunicação, [...] não está interessada em transmitir o ‘puro em si’ da coisa narrada como uma informação ou um relatório. Ela mergulha a coisa na vida do narrador para em seguida tirá-la dele” (BENJAMIN, 1996, p. 205). Talvez, então, a simples divulgação de informações não seja suficiente. É preciso “mergulhar a coisa” – a informação – na vida de quem precisa dessa informação.

Cartilhas e folhetos explicativos não fazem isso. Seria preciso transformar a informação em narrativa. Inserir a informação em narrativas, que pudessem ser compreendidas como experiências de vida.

Segundo Marlon, “caboclo da roça não gosta de ler. Não adianta. Brasileiro não gosta de ler”. Antes de sonhar com o dia em que isso não seja verdade, é preciso buscar alternativas que contornem essa realidade. Brasileiro não gosta de ler e, infelizmente, às vezes, nem sabe. Mas gosta de ouvir. Não estamos aqui propondo a criação de um exército de narradores a desfiar histórias de vida pelos interiores do Brasil. Mas a utilização de mídias como o rádio – de alcance regional e produção viável financeiramente – poderia ser uma solução interessante. Não como mero transmissor de informações, do tipo “não é permitido construir em terrenos acima de 1.800 metros”, ou “tire sua guia antes de fazer uma queimada”. Mas como meio de difundir narrativas, como radionovelas ou mesmo simples histórias contadas. Até a música seria uma forma mais eficiente de fixar a informação do que cartilhas que geralmente não são lidas.

O que queremos dizer com esse tipo de breve e despretensiosa sugestão é que a informação é algo efêmero, mas a narrativa resiste ao tempo. “Não é na história aprendida, é na história vivida que se apóia nossa memória” (HALBWACHS, 2004, p. 64). Não seria essa uma outra forma de falar que é a experiência que fixa? Acreditamos, portanto, que uma busca por linguagens alternativas para a educação ambiental de populações rurais deva levar esse aspecto em consideração.

O “corpo a corpo” de que fala Marquinhos também seria uma solução. Embora de alcance bastante local e reduzido, parece ser eficiente: “no Senar47, a metodologia do trabalho é essa. A gente vai pro campo, o cara bota a roupa e a gente vai pro campo pra mexer com abelha, lá, na roça dele, aonde ele está com as colméias dele. Nós vamos abrir as colméias dele, com todos os erros, com todos os acertos que tem e aprender com aquilo. É uma coisa muito focada no aprender fazendo. Eu acho que essa metodologia, eu vejo que funciona muito”. Uma metodologia calcada na experiência. Na transmissão de práticas, não de conteúdos. Nesse sentido, a oferta de alternativas de produção que estejam de acordo com a legislação ambiental seria essencial. Valendo-nos mais uma vez das palavras de Marquinhos, “a gente sente que as pessoas têm muito poucas alternativas. Não é assim que faz, mas como é que faz? As pessoas só dizem o que não pode fazer, mas não dão a alternativa de como fazer diferente. Então, se eu não posso queimar, o que é que eu posso fazer? Se eu não posso desmatar, o que é que eu posso fazer? Isso é uma coisa que a gente sente muita falta”. Suprir essa falta é imperativo, mas há que se saber a forma como isso deve ser feito. E aqui

       

47

novamente entramos na questão da experiência. A informação não pode ser imposta, vinda “de cima”, ou não atinge seus objetivos. Ela deve ser transmitida horizontalmente. A cartilha sobre queima controlada (Anexo E – Cartilha do IEF), por exemplo, não deveria ter um técnico do IEF a fornecer informações, e sim um pequeno produtor rural. Encontrar o meio ideal para que essas informações cheguem a quem precisa delas, e sejam incorporadas na vida dessas pessoas, é um grande desafio, o qual certamente não vencemos, mas esperamos ter contribuído para que isso, um dia, venha a acontecer.

O que não podemos fazer, jamais, é incorrer no erro de julgar a população rural como ingênua, simplória e, portanto, indiretamente “culpada” por sua falta de informação. Apenas, essa informação não atinge seu alvo, ou o faz de maneira não eficiente. Acreditamos que encontrar a forma correta para transmitir um conteúdo específico seja o grande diferencial entre atingir ou não objetivos no âmbito da educação ambiental. A deficiência não está em quem precisa da informação. Para quem acredita que essas pessoas não passam de “povo da roça”, reproduzimos aqui as palavras de Gilberto: “Nada! Mineiro tem aparência de bobo, mas já vendemos muito queijo pra vocês!”.

Talvez o mesmo Gilberto, com sua visão de historiador diletante, esteja certo ao afirmar que Aiuruoca vive um momento entre ciclos. Não é o “fim” de Aiuruoca e, por extensão, de um campesinato ainda existente no Brasil: “Eu não uso a palavra ‘acabar’, eu uso ‘transformar’. Porque, pra gente entender o que se passa, a gente tem que olhar pra história. Encerrou um ciclo, que foi o ciclo do ouro, encerrou um outro e, agora, outro. É visível, mas ninguém enxerga. Não é acabar. Quando acabou o ouro em Aiuruoca, foi a mesma coisa! Só que um ciclo de história não acaba onde começa o outro. Tem esse período de transição”. Este atual ciclo por si só já um tanto indefinido, entre cultura leiteira e agricultura de subsistência, talvez realmente dê lugar ao “ciclo do turismo”. O próprio Gilberto chama atenção para uma curiosidade: “Imagina o casarão do século XVIII, do ouro. Quando vê, acabou o ciclo do ouro e veio o ciclo da agricultura. Os casarões ali, resistindo àquilo tudo. Acabou a agricultura e veio o leite. Quando vê, acabou o leite e veio o turismo. E o mesmo casarão virou pousada, virou hotel. Como é o caso da Fazenda São Pedro. Veja que engraçado. Como se adaptou. Pra mim, o maior símbolo de transformação é um casarão colonial, que se adaptou a todas essas fases. É a maior prova de que está ocorrendo o ciclo do turismo. É curioso. A própria coisa da APA valoriza o turismo. É complicado, claro. [...] De repente, você tem uma APA onde você não pode cortar, não pode fazer um monte de coisas... Lógico que, como no século XVIII, é pelo interesse, também. Mas é uma medida de preservação. Até por uma questão de

sobrevivência. Eu acredito que tenha dado um impacto muito mais favorável porque, quando se criou a APA, acho que ninguém esperava que o turismo, aqui, ia ficar desse jeito. Então acabou valorizando. Aiuruoca tem APA, tem Parque Estadual... Isso valoriza o turismo, então eu acho que veio mais pro bem do que pro mal”. Gilberto enxerga outros caminhos, como a produção artesanal realizada por “esse pessoal pequeno, que mora na roça”. Esperamos que esses caminhos não excluam o nativo das regiões rurais, e que ele possa desfrutar das benesses desse novo ciclo sem se tornar mais um “caboclo na cidade”.

REFERÊNCIAS

48

ABREU, J. Capistrano de. Caminhos antigos e povoamento do Brasil. São Paulo/Belo Horizonte: Edusp/Itatiaia, 1989. 164 p.

ABREU, Luís Alberto de; CAFFÉ, Eliane. Narradores de Javé: roteiro. São Paulo: Imesp, 2004. 176 p.

AMADO, Janaína. A culpa nossa de cada dia: ética e história oral. In PERELMUTTER, Daisy; ANTONACCI, Maria Antonieta. Ética e história oral. Revista do Programa de Estudos Pós-graduados em História e do Departamento de História da PUC-SP. São Paulo: Educ, 1997. p. 145-155.

ANGELO, Débora Mallet Pezarim de. De majestades e camisas: comunicabilidade e estranhamento. Os conceitos de experiência e vivência de Walter Benjamin em alguns relatos de leitores: um estudo. 2000. 129 f. Dissertação (Mestrado) - Faculdade de Educação, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2000.

ANNUNCIATO, Angela. Uma voz, um fato, duas versões: lembranças que se escolhem. Oralidades – Revista de história oral (Núcleo de Estudos em História Oral do Departamento de História da FFLCH, USP), n. 2, p. 143-151, jul-dez/2007.

ANTONIL, André João. Cultura e opulência do Brasil. 3. ed. São Paulo/Belo Horizonte: Edusp/Itatiaia, 1982. 239 p.

APPA, Renira Cirelli. Polidez lingüística nas conversações de telemarketing. 2005. 104 f. Dissertação (Pós-Graduação em Filologia e Língua Portuguesa) - Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2005.

BACCEGA, Maria Aparecida; CITELLI, Adilson Odair. Retórica da manipulação: os sem- terra nos jornais. Revista de Comunicações e Artes, São Paulo, n. 20, p. 23-29, abril 1989.

       

48

De acordo com: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6023. Informação e documentação: referências: elaboração. Rio de Janeiro, agosto de 2002.

BAUMAN, Zygmunt. Identidade. Rio de Janeiro: Zahar, 2008. 110 p.

BÉDARIDA, François. Tempo presente e presença da história. In FERREIRA, Marieta de Moraes; AMADO, Janaína (orgs.). Usos & abusos da história oral. 8. ed. Rio de Janeiro: FGV, 2006. p. 219-229

BENJAMIM, Walter. O narrador. In Obras escolhidas. 7. ed. São Paulo: Brasiliense, 1996. v. I. p. 197-221

______. Experiência e pobreza. In Obras escolhidas. 7. ed. Paulo: Brasiliense, 1996b. vol. I. p. 114-119.

BOSI, Ecléa. A opinião e o estereótipo. Revista Contexto, São Paulo, n. 2, março de 1977, p. 97-104

______ . Memória e sociedade. 4. ed. São Paulo: Cia. das Letras, 1995. 484 p. ______ . O tempo vivo da memória. 2. ed. Cotia: Ateliê Editorial, 2004. 219 p. CANEVACCI, Massimo. A cidade polifônica. São Paulo: Studio Nobel, 1993. 238 p.

CHARAUDEAU, Patrick; MAINGUENEAU, Dominique. Dicionário de Análise do Discurso. 2. ed. São Paulo: Contexto, 2006. 555 p.

CRUIKSHANK, Julie. Tradição oral e história oral: revendo algumas questões. In FERREIRA, Marieta de Moraes; AMADO, Janaína (orgs.). Usos & abusos da história oral. 8. ed. Rio de Janeiro: FGV, 2006. p. 149-164.

COSTA, Cláudia; HERMANN, Gisela; SOARES, Miriam Ester; AZEVEDO, Paula (orgs.). Série Corredor Ecológico da Mantiqueira, 1: Temas de Interesse para a Gestão Ambiental. Belo Horizonte: Valor Natural, 2005. CD-ROM.

COSTA, José Pedro de Oliveira. Aiuruoca. São Paulo: Edusp, 1994. 256 p.

ECO, Umberto. A misteriosa chama da rainha Loana. Rio de Janeiro: Record, 2005. 453 p. EUSEBI, Luigi. A barriga morreu! São Paulo: Loyola, 1991. 147 p.

FERREIRA, Marieta de Moraes; AMADO, Janaína (orgs.). Usos & abusos da história oral. 8. ed. Rio de Janeiro: FGV, 2006. 277 p.

FIORILLO, Celso Antonio Pacheco; RODRIGUES, Marcelo Abelha. Manual de Direito Ambiental e Legislação Aplicável. São Paulo: Max Limonad, 1997. 577 p.

GAGNEBIN, Jeanne Marie. História e narração em Walter Benjamin. 2. ed. São Paulo: Perspectiva, 2007. 114 p.

______ . Lembrar escrever esquecer. São Paulo: Editora 34, 2006. 223 p.

HALBWACHS, Maurice. A memória coletiva. São Paulo: Centauro, 2004. 197 p. HELLER, Agnes. O cotidiano e a história. 7. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2004. 121p.

HOBSBAWM, Eric. Os camponeses e a política. In Pessoas extraordinárias. São Paulo: Paz e Terra, 1998. p. 215-239.

LANG, Alice Beatriz da Silva Gordo. História oral: muitas dúvidas, poucas certezas e uma proposta. In MEIHY, José Carlos Sebe B. (org.). (Re)introduzindo história oral no Brasil. São Paulo: Xamã, 1996. p. 33-47.

LE GOFF, Jacques. História e memória. 5. ed. Campinas: Unicamp, 2005. 544 p.

LIPPMANN, Walter. Estereótipos. In STEINBERG, Charles (org). Meios de comunicação de massa. São Paulo: Cultrix, 1972. p. 149-159.

MEIHY, José Carlos S. B. História oral: um locus disciplinar federativo. In MEIHY, José Carlos Sebe B. (org.). (Re)introduzindo história oral no Brasil. São Paulo: Xamã, 1996. p. 48-55.

______ . Manual de história oral. 5. ed. São Paulo: Edições Loyola, 2005. 291 p.

MEIHY, José Carlos Sebe B.; HOLANDA, Fabíola. História oral – como fazer, como pensar. São Paulo: Contexto, 2007. 176 p.

MMA – Ministério do Meio Ambiente. SNUC – Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza. 4. ed. Brasília: MMA/SBF, 2004. 52 p.

MOTTER, Maria Lourdes. A linguagem como traço distintivo do humano. Revista Princípios, n. 34, São Paulo, Anita Garibaldi, agosto/setembro/outubro 1994, p. 68-72.

MOUSINHO, Miriam Gomes. Diagnóstico sócio-econômico do Corredor Ecológico da Mantiqueira. Belo Horizonte: Valor Natural, 2005. 58 p. Disponível para download em <http://www.valornatural.org.br/D_eco.pdf>. Acesso em 16.05.2008.

NORA, Pierre. Entre memória e história: a problemática dos lugares. Projeto História, São Paulo, CEDUC, n. 10, dez 1993, p. 7-28.

PÁDUA, Maria Tereza Jorge. Área de Proteção Ambiental. In BENJAMIN, Antônio Herman (org.). Direito Ambiental das áreas protegidas. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2001. p. 425-433.

PAMUK, Ohran. Istambul. São Paulo: Cia das Letras, 2007. 408 p.

PESSANHA, José Américo Motta. O sono e a vigília. In NOVAES, Adauto (org.). Tempo e história. São Paulo: Cia. das Letras, 1996. p. 33-55.

PINTO, Isabel Andrade. Diagnóstico das Unidades de Conservação do Corredor Ecológico da Mantiqueira. Belo Horizonte: Valor Natural, 2005. 39 p. Disponível em: <http://www.valornatural. org.br/D_UCs.pdf>. Acesso em 16.05.2008.

POLLAK, Michael. Memória e identidade social. Estudos Históricos, Rio de Janeiro, v. 5, n.

10, 1992, p. 200-212. Disponível para download em:

<http://www.cpdoc.fgv.br/revista/arq/104.pdf>. Acesso em 23.07.2008.

______ . Memória, esquecimento, silêncio. Estudos Históricos, Rio de Janeiro, v. 2, n. 3, 1989, p. 3-15. Disponível para download em: <http://www.cpdoc.fgv.br/revista/arq/43.pdf>. Acesso em 11.03.2008.

PORTELLI, Alessandro. Tentando aprender um pouquinho. Algumas reflexões sobre ética na história oral. In PERELMUTTER, Daisy; ANTONACCI, Maria Antonieta. Ética e história oral. Revista do Programa de Estudos Pós-graduados em História e do Departamento de História da PUC-SP. São Paulo: Educ, 1997. p. 13-33.

QUEIROZ, Maria Isaura Pereira de. Variações sobre a técnica de gravador no registro da informação viva. São Paulo: T. A. Queiroz, 1991. 171 p.

______ . O campesinato brasileiro. 2. ed. Petrópolis: Vozes, 1976. 242 p.

RIBEIRO, Karla Oddone. Ação coletiva, conselho consultivo e gestão: um estudo na Área de Proteção Ambiental Serra da Mantiqueira. 2005. 129 f. Dissertação (Mestrado) – Universidade Federal de Lavras, Lavras, 2005. Disponível em: <http://www.cipedya.com/doc/156669>. Acesso em 16.05.08.

______ . Caracterização Institucional do Corredor Ecológico da Mantiqueira. Belo

Horizonte: Valor Natural. 2005b. 22 p. Disponível em:

<http://www.valornatural.org.br/D_inst.pdf>. Acesso em 16.05.08.

RIBEIRO, Suzana Lopes Salgado. Tramas e traumas: identidades em marcha. Tese (Doutorado) – Departamento de História, Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2007.

SANTO AGOSTINHO. Confissões. São Paulo: Nova Cultural, 1996. 416 p.

SANTOS, Fernando de Maria. Prática e aprendizado (a importância da Agência Universitária de Notícias como jornal-laboratório). Tese (Pós-Graduação em Ciências da Comunicação) – Escola de Comunicação e Artes, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2007. 316 p.

SANTOS, Márcio. Estradas reais: introdução ao estudo dos caminhos do ouro e do diamante no Brasil. Belo Horizonte: Estrada Real, 2001. 179 p.

SCHAFF, Adam. História e verdade. 3. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1986. 317 p.

THOMPSON, Paul. A voz do passado: história oral. 3. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2002. 385 p.

VOLDMAN, Danièle. Definições e usos. In FERREIRA, Marieta de Moraes; AMADO, Janaína (orgs.). Usos & abusos da história oral. 8. ed. Rio de Janeiro: FGV, 2006. p. 33-41.

Em meio eletrônico:

AMBIENTE BRASIL. Unidades de Conservação. Área de Proteção Ambiental. Disponível em:

<http://www.ambientebrasil.com.br/composer.php3?base=./snuc/index.html&conteudo=./snu c/snuc6.html>. Acesso em 04.10.2008.

BERTOLOTTO, Rodrigo. Praça derruba prédios e despeja moradores no centro de SP. UOL Notícias, São Paulo, 17.12.2008, 07h06. Disponível em:

<http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2008/12/17/ ult5772u2225.jhtm>. Acesso em 17.12.2008.

BRASIL. Constituição 1988. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília, DF: Senado, 1988. Disponível em:

<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituiçao.htm>. Acesso em 04.10.2008.

BRASIL. Decreto n. 39.793, de 5 de agosto de 1998. Cria o Parque Estadual da Serra do Papagaio. Site da . Disponível em:

<http://www.siam.mg.gov.br/sla/download.pdf?idNorma=1547>. Acesso em 09.05.2008. BRASIL. Decreto n. 91.304, de 03 de junho de 1985. Dispõe sobre a Implantação da APA Serra da Mantiqueira. Disponível em:

<http://www.ibama.gov.br/siucweb/mostraDocLegal.php?seq_uc=37&seq_tp_documento=3 &seq_finaliddoc=7>. Acesso em 08.05.2008.

BRASIL. Lei n. 4.771, de 15 de setembro de 1965. Institui o novo Código Florestal. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L4771.htm>. Acesso em 07.10.2008.

BRASIL. Lei n. 6.938, de 31 de agosto de 1981. Dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente. Disponível em: <https://www.planalto.gov.br/ccivil_03 /leis/l6938.htm>. Acesso em 09.05.2008.

BRASIL. Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998. Dispõe sobre as sanções penais e

administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente. Disponível em: <http://www.ibama.gov.br/fauna/legislacao/lei_9605_98.pdf>. Acesso em 26.11.2008. BRASIL. Lei nº 9.795, de 27 de abril de 1999. Dispõe sobre a educação ambiental e institui a Política Nacional de Educação Ambiental. Disponível em:

<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis /l9795.htm>. Acesso em 09.10.2008. CPTEC (Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos). Emissões de queimadas. Disponível em: <http://meioambiente.cptec.inpe.br/>. Acesso em 04.01.2009.

FEAM (Fundação Estadual do Meio Ambiente). Disponível em: <http://www.feam.br/>. Acesso em 26.11.2008.

FUNDAÇÃO MATUTU. Disponível em: <http://www.matutu.org/>. Acesso em 19.09.2008. IBAMA. Área de Proteção Ambiental da Serra da Mantiqueira. Informações sobre a UC 37. Disponível em: <http://www.ibama.gov.br/siucweb/mostraUc.php?seqUc=37>. Acesso em 04.10.2008.

IBAMA. Área de Proteção Ambiental. Lista de UC da categoria. Disponível em: <http://www.ibama.gov.br/siucweb/listaUcCategoria.php?abrev=APA>. Acesso em 04.10.2008.

IBAMA. Emergências ambientais. Monitoramento de fogo. Disponível em:

<http://www.ibama.gov.br/emergencias/institucional/monitoramento-de-fogo/>. Acesso em 04.01.2009.

IBGE CIDADES. Aiuruoca, MG. Informações estatísticas. Disponível em: <http://www.ibge.gov.br/cidadesat/topwindow.htm?1>. Acesso em 18.09.2008. IBGE. Perfil dos Municípios Brasileiros. Gestão Pública 2001. Disponível em:

<http://www.ibge.gov.br/munic2001/tabelas.php?codmun=310120&descricao=Aiuruoca>. Acesso em 14.10.2008.

INSTITUTO ESTRADA REAL. Disponível em:

MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE. Disponível em:

<http://www.mma.gov.br/index.php?ido=conteudo.monta&idEstrutura=20&idMenu=463>. Acesso em 09.10.2008.

MINISTÉRIO DO TURISMO. Informações institucionais. Sinalização. Anexo 5. Pictogramas. Disponível em:

<http://institucional.turismo.gov.br/sinalizacao/conteudo/pictogramas.html>. Acesso em 13.08.2008.

NASCIMENTO, C. Publicação eletrônica [mensagem pessoal]. Mensagem recebida por <[email protected]>, em 10.10.2008.

PNDU (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento). Atlas do Desenvolvimento Humano do Brasil. Disponível em: <http://www.pnud.org.br/atlas/ranking/IDH-

M%2091%2000%20Ranking %20decrescente%20(pelos%20dados%20de%202000).htm>. Acesso em 14.10.2008.

SECRETARIA DE ESTADO DE TURISMO DE MINAS GERAIS. Circuitos Turísticos. Informações administrativas. Disponível em:

<http://www.turismo.mg.gov.br/index.php?option=com_content&task=view&id=240&Itemid =82>. Acesso em 11.09.2008.

SEMAD (Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável). Disponível em:

<http://www.semad.mg.gov.br/index.php?option=com_content&task=view&id=174&Itemid= 128>. Acesso em 07.10.2008.

SENAR MINAS (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural). Disponível em:

<http://www.senarminas.org.br/Content.aspx?Code=15&Parent Code=1&ParentPath=None& ContentVersion=C>. Acesso em 30.12.2008.

BIBLIOGRAFIA

BAKHTIN, Mikhail. Marxismo e filosofia da linguagem. 2. ed. São Paulo: Hucitec, 1981. 196 p.

BAUMAN, Zygmunt. Comunidade. Rio de Janeiro: Zahar, 2008. 141 p.

BENJAMIM, Walter. Obras escolhidas. 5 ed. São Paulo: Brasiliense, 2000. v. II. 277 p. BENJAMIM, Walter. Obras escolhidas. 3. ed. São Paulo: Brasiliense, 2000. v. III. 271 p. BARROS, Diana Luz Pessoa de.; FIORIN, José Luiz (orgs.). Dialogismo, polifonia, intertextualidade. 2. ed. São Paulo: Edusp, 2003. 96 p.

BOSI, Ecléa. Cultura de massa e cultura popular. Leituras de operárias. 10. ed. Petrópolis: Vozes, 2003. 192 p.

BURGOS, Elisabeth. Meu nome é Rigoberta Menchú. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1993. 399 p.

CALDAS, Alberto Lins. Oralidade: texto e história. São Paulo: Edições Loyola, 1999. 133 p. CANTINHO, Maria João. O anjo melancólico. Coimbra: Angelus Novus Editora, 2002. 179 p.

CERTEAU, Michel de. A invenção do cotidiano. Artes de fazer. Petrópolis: Vozes, 1994. 351 p.

______ . A escrita da História. 2. ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2002. 345 p. COSTA, Ana. Corpo e escrita. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 2001. 168 p.

DEAN, Warren. A luta pela borracha no Brasil. São Paulo: Nobel, 1989. 297 p.

FOUCAULT, Michel. A ordem do discurso. 12. ed. São Paulo: Edições Loyola, 2005. 79 p.