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2. Materials and Methods

2.1. Metarhizium brunneum, Met. 250/O2 procedures

4.1.13.HUMERUS

[145] – Depressão na parte caudal da incisura da cabeça do úmero. (0) – ausente / (1) – presente.

Foram observadas duas condições na parte mais distal da incisura da cabeça do úmero (incisura capiti) de Cathartidae. Breagyps, Gymnogyps, Sarcoramphus e Vultur possuem toda a superfície da incisura lisa, enquanto Cathartes e Coragyps possuem uma depressão conspícua na parte mais caudal desta estrutura com a presença de poros pneumáticos na mesma.

Anatidae, Phasianidae, Ardeidae, Ciconiidae, Threskiornithidae, Balaeniciptidae, Scopidae, Sagittariidae, Falconidae, Pandionidae e Accipitridae (exceto Torgos que possui a depressão) possuem a superfície uniformemente lisa, sem sinal da depressão.

[146] – Forma do tubérculo dorsal. (0) – triangular / (1) – quadrangular / (2) – ausente

Em Cathartidae, Anatidae, Phasianidae, Threskiornithidae, Ardeidae e Ciconiidae, o tubérculo dorsal (tuberculum dorsale) é triangular em vista lateral do úmero.

Pandionidae e Balaeniceptide não possuem tubérculo dorsal, apenas uma área muscular áspera no local.

Scopidae possui a forma quadrangular, assim como Sagittariidae.

Nos Falconidae e Accipitridae não ocorre o tubérculo; no local é visualizada apenas uma achatada área áspera destinada à ligação muscular. Gampsonyx é o único representante da família Accipitridae a possuir um diminuto tubérculo triangular.

Sarcorampus papa (estado [0]) TbD – tubérculo dorsal

[147] – Porção mediana da crista bicipital. (0) – com sulco / (1) – sem sulco

A porção mediana da crista bicipital (crista bicipitalis) possui um sulco em Cathartidae localizado imediatamente caudal à intumescência do úmero (intumecentia humeri).

Este sulco também está presente em Balaeniciptidae, Sagittariidae, Ardeidae (exceto Nycticorax e Ardea) e Ciconiidae e é mais facilmente observado nas últimas duas, principalmente nos animais maiores, devido à intumescência do úmero ser mais inflada e evidente. Anatidae, Phasianidae, Pandionidae, Falconidae e Scopidae não apresentam tal sulco.

Em Accipitridae (exceto Aviceda, Neophron, Gypohierax e Aegypiinae) esta porção da crista bicipital não possui um sulco tão evidente, a margem ventral do úmero é mais homogênea. Buteoninae e Pithecophaga também não possuem a dobra, mas é bastante avidente uma linha tendinosa sobre a intumescência do úmero.

Threskiornithidae possui a marca da musculatura no local onde se esperaria encontrar o sulco, mas a curvatura do osso é pouco pronunciada nessas aves, sem o característico sulco.

Gymnogyps californianus (estado [0]) Pithecophaga jefferyi (estado [1]) IntH – intumescência do úmero; CrBc – crista bicipitalis; Su - sulco

[148] – Crista deltopeitoral. (0) – paralela ao eixo lateromedial do úmero / (1) – perpendicular ao eixo lateromedial do úmero

A crista deltopeitoral (crista deltopectoralis) dos exemplares de Cathartidae é paralela ao eixo lateromedial do úmero. Por sua vez, esta crista em Anatidae, Phasianidae, Ardeidae e Ciconiidae apresenta-se dobrada e elevada no sentido medioventral, posicionando-a em um ângulo de 90° em relação ao mesmo eixo.

Para uma melhor compreensão deste caráter, toma-se como base a posição relativa do ângulo da crista (angulus cristae) em relação à cabeça do úmero (caput humeri). Nos Cathartidae o ângulo posiciona-se lateralmente à borda mais lateral da cabeça do úmero, enquanto em Ardeidae e Ciconiidae ele coincide com a borda lateral da mesma estrutura. Balaeniciptidae possui a mesma condição observada em Cathartidae.

Em Threskiornithidae, Scopidae, Sagittariidae, Falconidae Pandionidae e Accipitridae (exceto Pithecophaga, Gampsonyx, Gyps e Gypaetinae) a crista deltopeitoral também é perpendicular ao eixo lateromedial do úmero.

Gymnogyps californianus (estado [0]) Sagittarius serpentarius (estado [1]) CH – cabeça do úmero; CrDP – crista deltopeitoral; AnCr – ângulo da crista

[149] – Ângulo da crista (deltopeitoral). (0) – acentuado / (1) – não acentuado

Em Cathartidae, Ciconiidae (exeto Leptoptilos), Ardeidae (exceto Ardea), Anatidae e Balaeniciptidae a curvatura da crista deltopeitoral é menor, devido ao seu pouco acentuado ângulo.

Os representantes de Phasianidae, Threskiornithidae, Scopidae, Sagittariidae, Falconidae, Pandionidae, Accipitridae (exceto Rostrhamus, Gypaetus e Gyps) e dos gêneros Leptoptilos e Ardea apresentam uma angulação bem acentuada na curvatura da crista deltopeitoral.

[150] – Extensão da expansão da crista deltopeitoral. (0) – curta / (1) – longa

Intrinsecamente ligada à área para origem de musculatura, foram encontradas algumas diferenças que dizem respeito à extensão da área expandida de tal crista.

Cathartidae, Anatidae, Phasianidae, Threskiornithidae, Ardeidae, Ciconiidae, Balaeniciptidae, Falconidae e Accipitridae possuem tal área estendendo-se até o tubérculo dorsal.

Em Pandionidae e Scopidae tal área limita-se até a região do ângulo da crista, onde há uma abrupta diminuição da área expandida.

Gymnogyps amplus (estado [1]) Pandion haliaetus (estado [0])

CrDP – crista deltopeitoral; AnCr – ângulo da crista (deltopeitoral); TbD – tubérculo dorsal

[151] – Fossa do olécrano. (0) – rasa / (1) – profunda

Coragyps e Cathartes possuem a fossa do olécrano (fossa olecrani) rasa, ou seja, existe uma discreta depressão na região desta estrutura e ela é rasa a ponto de quase não se diferenciar na extremidade distal do úmero (extremitas distalis humeri). Breagyps, Sarcoramphus, Gymnogyps e Vultur possuem tal estrutura muito bem diferenciada, pois a depressão encontrada nestes táxons é mais profunda.

Em Ardeidae, Phasianidae, Ciconiidae, Threskiornithidae, Balaenceptidae Scopidae e Accipitridae (exceto Accipitrinae que tem a fossa profunda) a fossa do olécrano também tem a forma de uma depressão rasa, quase imperceptível nos táxons de menor porte. Anatidae, Pandionidae, Sagitariidae e Falconidae possuem uma depressão mais profunda.

Gymnogyps californianus (estado [1]) FOl – fossa do olécrano

[152] – Forâmen na borda medial da fossa do olécrano. (0) – ausente/ (1) – presente Junto ao sulco umerotríceps (sulcus humerotricipitis) de Cathartes e Gymnogyps existe um forâmen. Breagyps, Coragyps, Vultur e Sarcoramphus não possuem tal estrutura. Vale salientar que dois exemplares de Sarcoramphus (USNM559318 e USNM623238) apresentam tal forâmen em apenas um lado do corpo.

Anatidae, Phasianidae, Ardeidae, Pandionidae, Ciconiidae, Threskiornithidae, Scopidae, Balaeniciptidae, Sagittariidae, Falconidae e Accipitridae também não possuem forâmen.

Gymnogyps californianus (estado [1]) FOl – fossa do olécrano; For – forâmen

[153] – Extremidade distal da impressão do músculo peitoral. (0) – lisa / (1) – com área muscular áspera / (2) – com tubérculo

Na extremidade distal da impressão do músculo peitoral (impressio m. pectoralis) dos Cathartidae existe um conspícuo tubérculo, nomeado tubérculo da impressão do músculo peitoral (tuberculum impressio m. pectoralis).

Ardeidae, Anatidae, Ciconiidae, Threskiornithidae, Balaeniciptidae, Sagittariidae não possuem tal tubérculo, mas apenas uma área muscular áspera na extremidade distal da impressão do músculo peitoral.

Phasianidae, Pandionidae, Scopidae, Falconidae e Accipitridae (exceto Leptodon, Gyps e Circinae que possuem o tubérculo) não possuem o tubérculo, tampouco a área muscular áspera.

Leptoptilos crumeniferus(estado [1]) Phalcoboenus megalopterus(estado [0]) Coragyps ccidentalis(estado[2])

ImMP - impressão do músculo peitoral; AMA – área muscular áspera; Tb - tubérculo

[154] – Base da cabeça do úmero. (0) – com depressão rasa / (1) – com poros pneumáticos / (2) – com forâmen

Na base da cabeça do úmero (caput humeri), medialmente ao sulco ligamentoso transversal (sulcus ligamentosus transversus), são encontradas três condições em Cathartidae: em Gymnogyps californianus, Coragyps e Sarcoramphus existe um forâmen nesta região; em Vultur são visualizados alguns poucos poros pneumáticos; e em Breagyps, Gymnogyps amplus e Cathartes há apenas uma depressão rasa.

Anatidae, Ciconiidae, Ardeidae, Threskiornithidae, Pandionidae, Falconidae, Sagitariidae e Accipitridae (exceto Torgos que possui poros pneumáticos) possuem uma depressão rasa no local.

Ephippiorhynchus senegalensis (estado [0]) Balaeniceps rex (estado [1]) Gymnogyps californianus (estado [2])

CH - cabeça do úmero; Dp – depressão; PP – poros pneumáticos; For - forâmen

[155] – Fossa do músculo braquial. (0) – única / (1) – dividida em duas

Em Cathartidae e Anatidae a fossa do músculo braquial (fossa m. brachialis) possui um pilar ósseo que liga o côndilo dorsal (condylus dorsalis) ao tubérculo supracondilar ventral (tuberculum supracondylare ventralis), dividindo-a em duas.

Ardeidae, Phasianidae, Ciconiidae, Threskiornithidae, Balaeniciptidae, Scopidae, Falconidae, Pandionidae e Accipitridae não possuem tal pilar ósseo, e a fossa do músculo braquial é uma estrutura única.

Sagittariidae possui o pilar ósseo menos evidente, mas a fossa é também dividida em duas.

Threskiornis melanocephalus (estado [0]) Gymnogyps californianus (estado [1])

CoD – côndilo dorsal; TbScD – tubérculo supracondilar dorsal; Pl – pilar ósseo; FMBr - fossa do músculo braquial