À semelhança do construto anterior as atitudes têm sido objeto de estudo não só por parte da psicologia mas também de outras áreas científicas como sendo o caso da educação uma vez que podem ser consideradas preditores do comportamento dos
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alunos. Também, à semelhança do construto anterior, se torna muito difícil consensualizar uma definição para o termo atitudes encontrando-se algumas definições clássicas, desde inícios do século XX, que se ligam a diferentes perspetivas teóricas. Não querendo explanar pormenorizadamente cada uma delas, uma vez que podem ser entendidas ora como dimensão mais interna/cognitiva ora como dimensão mais externa/comportamental, importa salientar que o nosso entendimento acerca de atitudes se enquadra na definição proposta por Eagly & Chaiken (1993 citado em Lima & Correia, 2013) e segundo os quais atitude é a “tendência psicológica que se expressa numa avaliação favorável ou desfavorável de uma entidade específica”. Esta definição de atitude indica que a mesma não é diretamente observável, sendo antes considerada como uma variável latente que explica a relação entre determinada situação em que os sujeitos se encontram e o seu comportamento. As atitudes são, para a grande maioria dos autores, consideradas como aprendidas e, por conseguinte, passíveis de serem alteradas. Para além disso, é consensual que as atitudes se expressam através de um julgamento avaliativo que pode ser de vários tipos: bom; ruim; desejável; indesejável; verdadeiro; falso; agradável; desagradável. Segundo Lima e Correia (2013, p.204) é habitual encontrar a separação de três modalidades de respostas avaliativas, que correspondem a três formas de expressão das atitudes: cognitivas, afetivas e comportamentais. As respostas avaliativas cognitivas dizem respeito às ideias, opiniões, pensamentos e crenças que ligam o objeto de atitude aos seus atributos ou consequências e que exprimem uma avaliação mais ou menos favorável. Já as respostas avaliativas afetivas se referem a emoções e sentimentos provocados pelo objeto de atitude. Quanto às respostas avaliativas comportamentais podemos referir que se reportam aos comportamentos ou intenções comportamentais em que as atitudes se podem manifestar. As três modalidades atrás descritas não se apresentam como três fatores independentes e podem não ser representadas, todas, numa atitude. Segundo Bem (1973 citado em Gonçalves, 2012) podemos ainda considerar uma outra dimensão: a social. Segundo o autor podemos fundamentar as atitudes em quatro atividades humanas – pensar, sentir, comportar-se e interagir com outros. Segundo Lima e Correia (2013) as atitudes que um indivíduo manifesta face a si próprio designam-se por autoestima. Veiga (2006) considerou que atitudes face a si próprio podem ser sinónimo de “conceito de si próprio” ou autoconceito quando têm a ver com a perceção que o indivíduo tem das suas características próprias.
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A nível nacional o estudo das atitudes tem sido objeto de várias investigações e encontra-se associado a várias temáticas: atitudes dos alunos face a si próprio (Fontaine, 1990); atitudes dos jovens face ao ambiente (Veiga, 2006); atitudes dos alunos face a si próprios e aos comportamentos de profissionalidade docente (Tavares e Veiga, 2006); atitudes face ao uso dos computadores e da Internet (Monteiro e Miranda, 2011); atitudes dos alunos face às ciências (Gonçalves, 2012); entre outros. A tónica comum, no que diz respeito às atitudes, é que ajudam as pessoas a ajustar-se, a exprimir os seus valores, e a compreender o mundo que as rodeia. Não sendo uma causa necessária ou suficiente para que determinado comportamento aconteça é uma das causas que contribui para o mesmo, mas não a única. Outro aspeto comum prende-se com a dificuldade de medir as atitudes. Contudo, salientam alguns procedimentos, desenvolvidos pelos investigadores, para medir atitudes e que podem centrar-se no sujeito, na resposta ou no estímulo. Anderson (1988 citado por Monteiro e Miranda, 2011) identifica três grandes categorias para medir as atitudes. A primeira é a mais comum e corresponde aos métodos que permitem fazer inferências a partir de uma série de respostas individuais em relação a determinadas afirmações. A segunda corresponde aos métodos que permitem fazer inferências com base no comportamento revelado pelo indivíduo, sendo portanto necessária a sua observação. A terceira categoria inclui os métodos que possibilitam realizar inferências baseadas nas respostas psicológicas do indivíduo.
A inovação educacional no ensino das ciências para o 2º ciclo do ensino básico que promovemos em duas turmas do 6º ano de escolaridade passou pela integração curricular das TIC, através da criação de três Recursos Educativos Digitais (sob a designação de situações-problema (SP)) foram alojados num wiki, recorrendo-se à APP como metodologia de ensino para duas unidade curriculares inseridas no tema aglutinador “Viver Melhor na Terra” mais concretamente nos subtemas “Organismo Humano” e “Saúde e segurança”. Na situação-problema 1 “O Caso do Tomás e na situação-problema 2 “A Notícia do JN” o subtema escolhido foi “Organismo Humano” – tópico sistemas- função e estrutura e no caso da situação-problema 3 “A Desflorestação” o subtema trabalhado foi “Saúde e segurança”- tópico equilíbrio
natural (Figura 10).
As situações-problema concebidas tiveram como ponto de partida os conhecimentos prévios dos alunos de modo a orientar o processo conducente à
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resolução de problemas. Como forma de operacionalizar o ensino e a aprendizagem dos alunos e de acordo com a literatura recorreu-se à divisão das duas turmas em grupos de 4 ou 5 elementos, consoante o número total de alunos da turma. Deste modo consubstancia-se a partilha de aprendizagem com os pares tendo o professor o papel de facilitador do processo, sendo responsável pela aprendizagem grupal tutorada (Vasconcelos e Almeida, 2011).
A avaliação do desempenho dos alunos, relativa aos processos e aos produtos vai sendo feita à medida que se implementam as situações-problema privilegiando-se a auto e heteroavaliação dos alunos e a avaliação do professor relativamente às comunicações e apresentações orais e escritas para além da observação do envolvimento e das atitudes manifestadas ao longo das sessões, dando também particular importância à componente social e interpessoal possibilitada pelo trabalho em grupos colaborativos.
Figura 10. Esquema organizador “Viver Melhor na Terra” (DEB, 2001) com destaque dos tópicos abordados
A “rede concetual
como potenciadores do desenvolvimento das competências de conhecimento, raciocínio, comunicação e das atitudes
Ciências da Natureza está representada na
Figura 11. Rede Concetual do estudo implementado, adaptado de Vasconcelos e Almeida (2012)
Importa igualmente sublinhar que os recursos e
além de orientarem o ambiente de aprendizagem apropriado ao trabalho colaborativo na resolução de problemas e tomadas de decisão, foram concebidos tendo em conta os critérios de construção de RED anteriormente enunciados.
à avaliação dos RED produzidos farão parte do capítulo
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rede concetual” do estudo implementado onde se destaca o Wiki e a APP como potenciadores do desenvolvimento das competências de conhecimento, raciocínio, comunicação e das atitudes em alunos do 6º ano de escolaridade, na dis
Ciências da Natureza está representada na Figura 11.
Rede Concetual do estudo implementado, adaptado de Vasconcelos e Almeida
Importa igualmente sublinhar que os recursos educativos desenvolvidos, para além de orientarem o ambiente de aprendizagem apropriado ao trabalho colaborativo na resolução de problemas e tomadas de decisão, foram concebidos tendo em conta os critérios de construção de RED anteriormente enunciados. Assim, as etapas de conceção
ação dos RED produzidos farão parte do capítulo quatro.
do estudo implementado onde se destaca o Wiki e a APP como potenciadores do desenvolvimento das competências de conhecimento, raciocínio, no de escolaridade, na disciplina de
Rede Concetual do estudo implementado, adaptado de Vasconcelos e Almeida
ducativos desenvolvidos, para além de orientarem o ambiente de aprendizagem apropriado ao trabalho colaborativo na resolução de problemas e tomadas de decisão, foram concebidos tendo em conta os m, as etapas de conceção
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