4. Foraminifera
4.2. Foraminifera ecology
4.2.1 Ecology of calcareous benthic species
4.2.1.6 Melonis barleeanus (Williamson, 1858)
Da pesquisa de campo e das entrevistas, foi constatado que a PAD ainda não possui uma forma estruturada de lidar com informações de arquitetura e engenharia, o que inclui a atualização de projetos. Os projetos antigos, que ainda eram desenhados à mão, estão armazenados em um arquivo físico (ou em uma mapoteca), mas os novos projetos estão com seus autores: cada arquiteto e engenheiro guarda o projeto de sua autoria em seu respectivo computador. Caso se necessite consultar algum projeto recente, é preciso recorrer aos seus autores. Também foi observado que pela não existência de um sistema estruturado de informações e arquivamento, os autores ainda não têm lugar onde depositar seus projetos quando dados por encerrados, principalmente nos dias atuais, em que praticamente toda a documentação de projetos de arquitetura e engenharia é desenvolvida em meios eletrônicos, requerendo mídias e arquivamento digital. Uma questão que se levanta também é quanto à possibilidade, na ausência do autor, de como se terá acesso a esses arquivos.
Essa questão é um grande gargalo na DPO. A criação de um arquivo de itens ativos e inativos garantiria a segurança dos projetos e possibilitaria a consulta para projetos futuros. Um profissional da área de arquitetura e urbanismo, na entrevista 14, assim se expressou quanto a esse assunto:
Tem um vazio nessa questão da substituição do papel pelo computador que a gente não está sabendo como fazer.
Ou seja, a pesquisa permitiu identificar também que a atual estrutura organizacional (funcional) da instituição precisa passar por atualizações para se adaptar às novas formas de gestão de projetos na área de arquitetura e engenharia, com destaque para a parte de gestão da informação. Relativamente à realização das obras, alguns profissionais do quadro de engenharia destacaram a existência de uma base de dados do governo que eles são obrigados a alimentar durante a fiscalização, que é o SIMEC – Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle do Ministério da Educação –. O fiscal é obrigado a acessar o site a cada 30 dias para inserir dados e fotos sobre a obra que fiscaliza. Esses dados e fotografias são relativos às medições dos serviços realizados para pagamento da empresa que está executando o serviço. No SIMEC, é possível encontrar uma descrição completa da obra, inclusive com disponibilidade de download de todos os documentos relativos à obra em questão, como memorial descritivo, caderno de encargos e projetos. Certamente é uma boa base de referência que a UFV poderia utilizar como modelo para criação de seu próprio banco de dados.
Durante as entrevistas, foi perguntado também a respeito do registro das decisões tomadas durante a produção dos projetos e da execução das obras. O conjunto das respostas denota que oficialmente a instituição ainda não tem um processo sistematizado de registro das informações. Os arquitetos guardam alguns croquis dos primeiros esboços dos projetos, mas decisões não são registradas. Os engenheiros admitiram não registrar suas decisões durante os projetos e as obras.
A partir de 2009, no auge do desenvolvimento dos projetos do REUNI/UFV, houve a iniciativa do gestor do contrato dos projetos de hospedar todos os projetos REUNI no PVAnet, que é um ambiente de apoio ao desenvolvimento de atividades de Educação Aberta e a Distância (CEAD). O uso do PVAnet como repositório de projetos permitiu sistematizar as informações e colocá-las à disposição de todos os agentes envolvidos em uma determinada obra em tempo real. Essa iniciativa foi importante e é uma forma de superar dificuldades como a manifestada na entrevista 13, na qual a pessoa entrevistada diz sentir falta de um banco de dados para consultar obras que outros colegas executaram no passado. Além disso, a criação de um repositório é fundamental para apoio à fiscalização controle, operação e posterior manutenção das obras da UFV.
Na pesquisa de campo confirmou-se que quando ocorrem trocas de experiências sobre erros e acertos, são sempre através de bate-papos informais. As experiências ficam na memória de cada um e a maioria reconhece que a memória, na maior parte das vezes, é falha.
Não é feito o registro, mas a gente adquire a experiência. A gente, o que deu certo em um, o que deu certo em outro... pra gente sempre tentar melhorar no próximo projeto com base no que acertou e no que errou nos anteriores.[entrevista 7, com um profissional da área de engenharia] Ou seja, como prática no campo de projetos e obras da área de arquitetura e engenharia, trata-se de uma forma de trabalhar que precisa ser repensada e modernizada. Apenas um dos engenheiros [entrevista15] comentou registrar algumas informações, mas sem maiores detalhamentos das justificativas:
Na verdade eu tenho um registro, mas é para assegurar o que foi decidido na época com relação ao projeto complementar em si; mas não para ser usado em outros projetos, não serve como feedback para novos projetos. [...] o que eu tenho em relação ao que foi feito no passado são documentações comprobatórias de decisões acerca de soluções por exemplo. O que a gente registra é tomada de decisão, só assim: a solução que foi adotada é essa.
3.4.5 Padronização
Também foi constatado que, da parte da equipe técnica de profissionais de arquitetura e engenharia, que ainda não foi instituída uma padronização dos desenhos feitos dentro da DPO. O processo envolve muitas pessoas e cada pessoa executa de uma
maneira diferente da outra. Os arquitetos tentaram diminuir o número de camadas dos desenhos criados no software gráfico que utilizam para seis e criaram um rótulo padrão, que é chamado de carimbo. Mas admitiram que essas poucas padronizações foram criadas para facilitar o serviço também dos estagiários. A falta de padronização prejudica até mesmo o andamento dos trabalhos realizados por estagiários, mas ainda assim existe o anseio de se criar essa padronização. A rotatividade dos estagiários é muito alta, e a cada um que entra, é preciso explicar todos os procedimentos novamente.
Todos os estagiários novatos que entram, a gente tenta sempre colocar um padrão de desenho de rótulo. Só que estagiários estão sempre saindo, e entrando estagiários novos; então, muitas vezes a gente não consegue fazer {um padrão} por conta disso. O prazo que eles ficam aqui é muito curto. Seria bom ter um documento para o pessoal consultar. [entrevista 2]
Inclusive já conversamos com o pessoal aqui, que tem um monte de estagiários e cada um desenha de um jeito, uma cor, e quando você vai plotar sai uma linha grossa, outra fina... [entrevista 7]
Os engenheiros comentaram possuir padronizações individuais na hora de desenhar os projetos. Quanto às planilhas utilizadas para confecção dos orçamentos e cronogramas, a mesma é utilizada por quase todos os profissionais na DPO, sendo um modelo elaborado por um dos engenheiros.
Como comentado no item 3.4.3, a DPO também não possui uma padronização de acabamentos, instalações e equipamentos, apesar de o inciso I, do artigo 15 da Lei 8.666/93 estabelecer que as compras, sempre que possível, devem “atender ao princípio da padronização, que imponha compatibilidade de especificações técnicas e de desempenho, observadas, quando for o caso, as condições de manutenção, assistência técnica e garantia oferecidas”.