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Kapittel 3. Betydningen av mennesker og dyrs lidelse, følelser og liv

4. Hvordan bør vi behandle dyrene?

4.1 Medskapninger

De acordo com a definição de estrutura exposta anteriormente, essa dimensão se refere ao planejamento, à organização e aos aspectos de infraestrutura e instalações. Assim, o questionário com os coordenadores se concentrou em saber como é: a vinculação do curso dentro da universidade; a distribuição e estruturação dos polos de apoio presencial; a plataforma de aprendizagem; a estrutura física disponibilizada; a produção de material didático (livro e aula); o planejamento geral das disciplinas; e ainda, a seleção de professores e tutores para o curso. Dessa forma, é possível estabelecer comparações entre as universidades participantes que responderam o questionário.

Quanto à vinculação institucional, havia uma tendência de subordinar os cursos a distância à direção geral da universidade ou de se criar um núcleo próprio para essa modalidade de ensino. Porém, algumas universidades têm seguido a direção contrária, vinculando o curso a distância ao departamento correspondente à área de ensino, como é o caso da Universidade de Brasília e da Universidade Estadual do Maranhão. Ressalva-se que a

Universidade de Juiz de Fora sempre vinculou o curso-piloto ao departamento de ciências administrativas da universidade.

A questão da vinculação do curso é importante para se discutir a institucionalização da educação a distância nas universidades, as quais, no início do curso- -piloto em 2006, apresentavam certa resistência em aceitar essa mudança no processo de ensino-aprendizagem que era defendida por grupos específicos dentro das instituições. Porém, mesmo essas IES que mantêm cursos a distância nos departamentos agrupados por área, têm ou uma estrutura própria ou uma equipe diferente para atendimento de seus alunos, ou seja, o curso é tratado de maneira diferente dos cursos presenciais regulares.

Quanto aos polos de apoio presencial, a existência dessa estrutura é incentivada pela Universidade Aberta do Brasil por caracterizar a descentralização do ensino, distribuindo pontos de apoio aos estudantes mais distantes da sede da universidade. Os polos podem ser diferenciados em polo UAB e polo da universidade; os polos UAB são de responsabilidade da prefeitura, com seu funcionamento autorizado por edital, enquanto os polos das próprias universidades são, geralmente, campi formalmente constituídos por decisão da instituição. No caso do piloto, esses polos também foram informados por meio de edital lançado pela UAB, para que ela tivesse controle sob a descentralização dos cursos.

A quantidade de polos por universidade não foi fixada. Há universidades que não têm essa estrutura formalmente constituída – como é o caso da UFJF, que fez contratos com algumas escolas públicas para aplicação da avaliação; enquanto algumas instituições têm um número significativo de polos, por exemplo, a UEMA com seus 14 pontos de apoio estruturados para receber os alunos e a UFES com 13 polos. O padrão dos polos segue as orientações da UAB, com sala de aula, sala de videoconferência ou webconference (ferramenta disponibilizada pelo sistema UAB), biblioteca e laboratório de informática.

Quanto à plataforma de aprendizagem utilizada, as universidades têm preferência pelo Moodle para desenvolver seus ambientes virtuais de aprendizagem; uma minoria faz uso do Eproinfo e, um caso específico, a UFGRS desenvolveu uma plataforma própria (NAVI). A unificação da plataforma facilita o intercâmbio de materiais e o aprimoramento da ferramenta, pois todas as universidades trabalhariam com a mesma linguagem e com o objetivo de melhorar sempre o sistema. Em sua maioria, as plataformas são de “código livre”, ou seja, não é necessária uma licença de funcionamento e os responsáveis pela área de tecnologia e inovação das universidades podem adaptar suas funcionalidades às realidades de cada universidade ou grupo de trabalho.

Quanto ao planejamento geral do curso e à produção dos materiais, as universidades recebem diretrizes, mas a decisão final é particular a cada uma. Assim, as disciplinas são normalmente planejadas por uma equipe composta pelo coordenador do curso, professor da disciplina e representantes específicos de cada área, sendo o professor responsável pelos conteúdos e os demais pela operacionalização e desenho da disciplina no AVA. Algumas instituições, como UFAL e UFRGS, incluem os tutores no processo de desenvolvimento da disciplina, enquanto na maioria eles são apenas capacitados pelos tutores e após o início da disciplina emitem feedbacks. Para o material didático, as universidades, além de disponibilizarem no AVA, distribuem o material impresso para os alunos – em alguns casos gratuitamente. O material complementar é selecionado pelo professor e colocado no AVA, mas não é impresso.

Porém, é no processo de produção das aulas que se encontra a maior diversidade de ações. Existem universidades que não utilizam videoaulas de forma alguma, como a UnB e a UFJF; outras que gravam apenas o áudio para disponibilizar em forma de CD para os alunos, caso da UFAL; e ainda as que produzem as vídeoaulas, disponibilizam no AVA e realizam ocasionalmente webconferences, como a UFRGS, a UFES, a UEMA, a UFLA e a UFMS. Essa diferenciação é importante não só para se entender a estrutura do curso, mas também para a compreensão da dimensão diálogo, pois demonstra como a interação entre aluno e professor acontece.

Quanto à seleção de professores e tutores, as universidades têm certo consenso em suas práticas. Os professores normalmente são “da casa”, ou seja, professores concursados ou contratados das instituições. Caso não haja disponibilidade, é feita seleção com professores de outras instituições. Para tutores a seleção é por edital ou chamada pública, sendo feita análise de currículo e, se for o caso, análise do desempenho em tutoria anterior. Quando há programas de pós-graduação – especialmente mestrado – os tutores preferencialmente são alunos do programa. Todos recebem bolsas pelo FNDE.

Entender a seleção de professores e tutores é relevante para conhecer a experiência acadêmica dos responsáveis pela parte pedagógica e de aprendizagem do curso. E também para evidenciar como os professores das instituições avaliam a educação a distância e se envolvem no desenvolvimento desses cursos.