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Kritikk av Peter Singer

Kapittel 2: Moral, emosjoner, kultur og språk

2.1 Kritikk av Peter Singer

Há diversos modelos de EaD. Por modelos não se compreende modelização nem tipologia ideal, mas sim formas diferentes de desenvolver cursos nessa modalidade, tendo início nas suas instituições promotoras. A variabilidade pode ser explicada por meio das teorias fundadoras – que combinam variáveis diferentes das três dimensões básicas – ou, dos princípios gerais e das proposições que, a depender de sua intensidade nas relações, originam modelos diferentes e mutáveis. Dessa forma, a flexibilidade da educação a distância, entendida como a conciliação entre dinâmica de mudança e a capacidade de perceber o imperativo dessa mudança preservando suas características essenciais (VOLBERDA, 1998), permite que a inovação tecnológica seja absorvida sem perder seus pontos primordiais (princípios e proposições).

Rodrigues (1998) destaca alguns modelos, a partir do estudo feito sobre universidades no mundo todo, concluindo que, apesar de fazerem uso de uma coleção de mídias parecidas, cada universidade tem suas particularidades. Como o caso da Open University da Inglaterra (OUUK, 2009), que utiliza material impresso e fitas de vídeo desenvolvidas em parceria com a rede de TV BBC como principais instrumentos, mas apesar da estruturação, seus alunos têm total autonomia sobre o curso, sendo um caso clássico do modelo aberto.

UNIVERSIDADE PAÍS INÍCIO ENTRANTES CURSOS MÍDIAS

PennState EUA 1892 20000 300 Impresso, fitas de vídeo e

áudio, teleconferência e www Wisconsin-

Extension EUA 1958 12000 350

Impresso, programas de rádio e TV, kits, vídeo e áudio conferência e www

UK Open

University

Reino

Unido 1971 150000 116

Impresso, kits, CD, polos de suporte, TV, www e workshops FernUniversität Alemanha 1974 55000 7 Impresso, CD, DVD, CBT, www

e tutoria Radio e TV

Universities China 1979 530000 350

Impressos, programas de rádio e TV e tutoria

Netherlands

Open Un. Holanda 1984 22700 300

Impressos, fitas de áudio e vídeo, CAI e tutoria

Athabasca Canadá 1985 12500 41 Impresso, teleconferências,

www, áudio, vídeo e tutoria Indira Gandhi OU Índia 1987 95000 487 Impressos, fitas de áudio e

vídeo e tutoria

Quadro 2 - Universidades no mundo

Maia e Meirelles (2002, p. 4) observam que na OUUK “os alunos têm a liberdade de rever seus materiais quando bem entenderem ou necessitarem. Normalmente os materiais utilizados nesse modelo são resultado de um processo estruturado, que envolvem profissionais especializados em didática e especialistas nos assuntos a serem ensinados.”

Peters (2001) apresenta oito diferentes universidades para exemplificar os modelos de EaD. Sua diferenciação tem por base aspectos didáticos, mídias utilizadas e até a cultura do país. Por mais diferentes que sejam, curiosamente, têm formas similares de financiamento: estatal ou em parceria. São elas as universidades:

a) University of South Africa: iniciou-se e ficou conhecida pelo ensino por correspondência de cunho científico, autônoma com estrutura física ampla, mas se concentra em estudos externos; o aluno pode estudar de qualquer lugar, recebendo o material direcionado para cada curso; prima pela igualdade de acesso; tem flexibilidade relativa, tutoria e pouca tecnologia digital. b) Open University UK: caracterizada como uma escola superior para adultos, dá ênfase na questão da autonomia e flexibilidade; a comunicação e o diálogo são as bases da pedagogia aplicada. Com currículo personalizado, segue uma orientação dependente do aluno, na qual ele procura o tutor para desenvolver seu próprio estudo. Há polos de apoio distribuídos e as tecnologias adotadas (material impresso especial, televisão e rádio) permitem integração e autonomia dos estudantes.

c) Fernuniversität alemã: a pesquisa e o desenvolvimento científico são as principais preocupações. Com alta autonomia e baixa estrutura incentiva os alunos a buscarem ciência, desenvolvendo o que será estudado e como será esse estudo. Critica fortemente a universidade-escola, que apenas reproduz o livro-texto. Usa material impresso construído por pesquisas, vídeos didáticos, internet, ambientes colaborativos etc.

d) Central Radio e TV University da China: elevado número de estudantes, tem como principais meios de comunicação a televisão e o rádio. Nem por isso despreza a presença frequente nos polos de apoio, a aprendizagem colaborativa é incentivada. A necessidade cultural de ver e ouvir o mestre – venerados por sua sabedoria – faz o curso investir nos encontros presenciais.

e) University of the Air do Japão: como na China, usa o rádio e a televisão como suporte primeiro, colocando o material impresso em segundo plano. Porém, o modelo é mais flexível, tanto pelo conteúdo quanto pelo tempo de duração. Tem uma carga horária mínima de encontros presencias e organiza-se no sistema de créditos.

f) Empire State College Americana: o contrato de estudo é o principal documento do curso, sendo assim um modelo aberto com estudo autodirigido. O estudo é individualizado, assim, os recursos, conteúdo e demais elementos são definidos no contrato. Confia na interação assíncrona como a principal via de diálogo entre aluno-professor.

g) National University – Teleconference Network Americana: começa a usar comunicação bidirecional com o sistema de teleconferência, e inaugura oficialmente o sistema de consórcio e parcerias entre universidades para oferecer educação a distância. Permite autonomia, mas não um estudo autodirigido.

h) Contact North do Canadá: trabalhando cooperativamente, universidades se uniram – mantendo sua autonomia – para oferecer educação para mais pessoas com menores custos, sem deixar de utilizar mídias mais modernas de comunicação. Com estrutura de polos de apoio chegou aos municípios mais distantes, trabalhando tanto os estudos orientados presenciais quanto a comunicação online e assíncrona. Materiais impressos não fazem parte do conjunto de mídias.

Infere-se das experiências citadas que, embora em contextos diferentes, alguns modelos básicos podem ser identificados, considerando a metodologia de trabalho, a combinação das dimensões (diálogo, estrutura e autonomia) e a geração a que pertencem. Dessa forma, como modelos de educação a distância, destacam-se:

a) Modelo tutorial-direcionado: propõe-se a promover o autoaprendizado e a democratização do conhecimento. Para tanto tem uma estrutura rígida, com diálogo de pouca interação e a autonomia do aluno se restringe à maneira de estudar e à responsabilidade por procurar o tutor. Como mídias principais: material impresso e correspondência; como auxiliares: telefone, fax e pouco ou nenhum uso de internet, não há aulas, o aluno estuda sozinho. Assemelha-se à “aprendizagem independente” de Maia e Meirelles (2002, p.3-4): “Nesse modelo os alunos podem fazer o curso independente do local onde estão e não têm que se adequar a escalas fixas de horário. Os estudantes recebem vários materiais de estudo, incluindo um programa do curso.” Pode ocorrer alguma interação entre os alunos, mas não é a preocupação do modelo.

b) Modelo aberto: a Open University do Reino Unido é seu maior exemplo, a autonomia é a palavra principal, tanto que o princípio da adaptação ao contexto social do aluno com a proposta de adaptação às necessidades instrucionais da sociedade são fortemente defendidos. O aluno determina o que vai estudar, como e quando se dará esse estudo. Assim, a responsabilidade por seu aprendizado está em suas mãos. O diálogo bidirecional de linguagem

adaptada, a estrutura flexível e aberta, e as mídias variadas – desde material impresso, CDs e DVDs, até internet e encontros presenciais – completam o desenho desse modelo. Mesmo com tanta autonomia do aluno, o modelo desenvolve estratégias para manter a interação entre professor-aluno e aluno-alunos, como encontros presenciais (não frequentes) e polos de apoio, que funcionam como estrutura física de referência para o aluno.

c) Modelo online: sinteticamente, é um modelo baseado na internet. O aluno estuda de forma independente, mas sua autonomia está no “estudar”; os conteúdos e a estrutura já são previamente desenhados e não se adaptam ao aluno. Todo o curso é a distância, o que não impede uma intensidade média de comunicação assíncrona e, às vezes, síncrona. Com a proposta de superar a distância temporal e espacial, combinada ao princípio da mediação tecnológica, utiliza mídias digitais para promover a educação, como jogos online, ambiente virtual de aprendizagem, videoaulas. O suporte tutorial depende da iniciativa do aluno, que tem pouco contato com o professor, mas nem por isso o acompanhamento do desempenho do aluno é irrelevante. Com o ambiente virtual de aprendizagem, todos os cursistas são monitorados, as atividades corrigidas e o suporte tecnológico complementado por uma equipe multidisciplinar preparada técnica e pedagogicamente para esse modelo.

d) Modelo distribuído em polos: A preocupação com o acesso à educação é o princípio norteador desse modelo, para tanto a estrutura física conta com número grande de polos de apoio distribuídos estrategicamente para chegar a regiões mais distantes dos centros tradicionais de educação. A aprendizagem colaborativa é valorizada e com ela a qualidade e quantidade da interação entre os componentes (professor, aluno, conteúdo). O diálogo é adaptado, utilizando meios de comunicação diferentes para uma maior intensidade na comunicação. A estrutura é flexível, e, apesar de ter seu conteúdo fechado, o controle e as interações são compartilhados entre professor e aluno. A autonomia é limitada, a maneira de estudar é orientada, mas não restritiva; a responsabilidade pela aprendizagem é dividida, depende tanto do professor quanto do aluno. Neste modelo, os encontros presenciais são periódicos e distribuídos em polos, utiliza-se material impresso e o AVA, ou ainda TV e Rádio (satélite).

Quadro 3 - Modelos de educação a distância

Fonte: próprio autor