1. INTRODUKSJO
1.1 Inflammatorisk tarmsykdo
1.1.2 Medikamentell behandling av IBD
Ensaio sobre o exame de Papanicolau discorreu sobre a incidência de resultados falso-negativos e falso-positivos relacionando-os com a técnica de coleta do esfregaço que não atinge a zona de transformação nem as células endocervicais, por raspagem
cervical inadequada, inadequada fixação e exposição excessiva ao ar, ocasionando ressecamento da lâmina. Procedimentos laboratoriais; demografia da população feminina e insuficiente comunicação entre patologista e clínico foram também relacionados a erros de diagnóstico. Os autores recomendaram que, devido ao fato do Papanicolau ser apenas um teste de rastreamento, achados anormais deveriam ser confirmados histologicamente. (KING et al, 1992).
Ensaio clínico que analisou 15 882 esfregaços cervicais obtidos de mulheres entre 20-64 anos comparando o desempenho das espátulas de coleta cytobrush e Ayle mostrou que a espátula cytobrush (5,4% de amostras insatisfatórias) não ofereceu vantagens sobre a espátula de Ayle (5,5% de amostras insatisfatórias) na tentativa de reduzir taxas de esfregaços inadequados nas lâminas coletadas na Atenção Primária. Concluiu-se que esfregaços cervicais inadequados não são apenas causa de ansiedade e inconveniência para as mulheres, mas, custo adicional para os programas de screening. (DEY et al, 1996).
Estudo prospectivo com 9517 lâminas de esfregaços cervicais mostrou que as repetições de testes de rastreamentos ocasionam aos citopatologistas fadiga, lapsos de concentração e subestimação na interpretação das lâminas no laboratório que provocando dessa forma resultados falso-negativos, que não deveriam exceder a 5%. (FARAKER; BOXER, 1996).
Análise retrospectiva dos resultados de Papanicolau e de registros médicos de 1202 mulheres cadastradas em programa de DST mostrou que os resultados tidos como insatisfatórios o foram devido aos esfregaços serem muito finos. Os autores chamaram a atenção ao fato de que o seguimento das mulheres com resultados insatisfatórios é problemático porque os recursos dos programas de controle do câncer de colo de útero, em geral, não permitem a busca das mulheres por telefone ou por carta. (SCHWEBKE; ZAJACKOWSKI, 1997).
Ensaio sobre atualizações do rastreamento e avaliação de resultados anormais no Papanicolau apontou, entre os principais problemas: erros durante a obtenção da amostra e erros de diagnóstico no laboratório, enfatizando que, nesses casos, a perda de oportunidade de rastrear a mulher em seu primeiro comparecimento, é o mais grave, sugerindo que deve haver um esforço dos profissionais que colhem o exame citopatológico em promover o rastreamento para todas as mulheres de uma população alvo. (WALSH, 1998).
Estudo prospectivo com 713 mulheres entre 18 e 45 anos comparou a presença clínica de infecção genital registrada nos prontuários com os resultados do exame citológico, mostrando que o screening citológico cervical oportunístico tem sido subutilizado na clínica ginecológica pela crença presumida de que a presença de infecção afeta adversamente a qualidade do esfregaço para avaliação. Entretanto a obtenção oportunista do esfregaço não deve ser adiada em presença de infecção genital porque obter o esfregaço no primeiro comparecimento da mulher à clínica é o mais eficiente método para screening. Os autores reafirmaram que o único fator que afeta significantemente as taxas de inadequação da amostra é o desempenho do operador, cujas amostras insatisfatórias podem ser averiguadas e o indivíduo pode ser submetido a treinamento. (EDWARDS; SONNEX, 1998).
Ensaio sobre resultados do Papanicolau sugeriu que o teste de Papanicolau pode ser obscurecido por sangue, exsudato inflamatório, esfregaço fino e pouca representatividade de células da endocérvice e da zona de transformação. (COLGAN, 2001).
Entretanto, embora estudo comparativo sobre a qualidade do Papanicolau obtido de lâminas de esfregaços cervicais após limpeza da cervix e lâminas controle obtidas das mesmas mulheres, sem limpeza previa da cervix, tenha também mostrado que a qualidade do Papanicolau possa ser comprometida por exsudato inflamatório, inadequada celularidade ou falha na obtenção da amostra da zona de transformação, esses autores afirmaram que não parece ser este o caso. Sugeriram que esfregaços com baixa celularidade estão mais relacionados com o operador. Portanto, concluíram que a qualidade do esfregaço parece ser operador-dependente assim como técnico- dependente. Explanações sugeridas por eles incluem inadequada pressão na espátula durante a obtenção da amostra e excessivo zelo durante a limpeza do exsudato antes do exame. (KOTASKA; MATISIC, 2003).
Estudo retrospectivo que analisou as características de células anormais de esfregaços cervicais com sistema quantitativo de variáveis de microscopia sobre 50 slides, compreendendo resultados falso-negativos e positivo-verdadeiros, utilizando tamanho, número e distribuição espacial de cinco diferentes laboratórios de citologia, constatou que os resultados de esfregaços falso-negativos mostraram ser quantitativamente diferentes dos positivo-verdadeiros. A razão para que o observador humano falhe na detecção de células anormais é o problema do hábito de visualizar milhões de imagens microscópicas similares diariamente. Esse processo de contínua
exposição dessensibiliza o observador e, nas raras ocasiões de uma imagem severamente alterada, as células afetadas são ignoradas com óbvias consequências desastrosas para a mulher da qual o esfregaço cervical foi obtido. (BAKER et al., 1999).
Estudo retrospectivo comparativo que analisou a acuidade diagnostica de exames cito e histopatológicos e as causas de erro com 219 lâminas, identificou como a principal causa de erro no exame citológico a falta de critérios morfológicos laboratoriais confiáveis para diagnóstico de micro invasão, ausência de amostra representativa da junção escamocolunar e escassez de células neoplásicas na amostra. No exame histológico os erros foram relacionados com técnicas inadequadas de processamento no laboratório e subestimação de lesões focais. A discordância citohistopatológica deveu-se a erros durante a coleta; no processamento, na leitura e na interpretação das alterações morfológicas do exame citológico; na localização e extensão das lesões cervicais na colposcopia; no processamento, número de cortes e na interpretação da amostra histológica. (ADAD et al, 1999).
Análise comparativa de resultados de 294 pacientes entre 19 e 83 anos rastreadas por Papanicolau e seguidas por colposcopia, biópsia e ressecção cirúrgica mostrou as altas taxas de resultados falso-negativos do Papanicolau (15-45%) que foram atribuídas a pouco esfregaço cervical, erros de laboratórios e a deficiências no sistema de controle de qualidade do laboratório. Quando extensas áreas de células epiteliais da cervix não são obtidas, o esfregaço cervicovaginal pode gerar resultados falso-negativos, ocasionando falha na detecção de aproximadamente 30% de câncer invasor e 58% de lesões pré-malignas do colo uterino. (KIM et al, 2005).
Ensaio sobre rastreamento e prevenção do câncer de colo uterino enfatizou que nenhum rastreamento é 100% efetivo em detectar todos os casos de cânceres cervicais. A prevenção secundária do câncer cervical inclui screening, triagem de lesões equivocadas, colposcopia, biopsia de resultados anormais, tratamento, seguimento e retorno à rotina de screening. A natureza repetitiva do rastreamento o faz proibitivo em termos de custo-efetividade para os países mais pobres. A necessidade de múltiplos comparecimentos, ou seja, um primeiro para fazer o teste de Papanicolau, um segundo para obter os resultados e um possível terceiro para o tratamento pode levar à perda do seguimento em mulheres com grande risco para câncer cervical. (SAFAEIAN; SOLOMON, 2007).
Estudo quase experimental com amostra de 2.226 mulheres na Atenção Básica em pequena cidade da Amazônia legal avaliou as deficiências do programa de controle
do câncer de colo uterino em regiões remotas e empobrecidas com populações esparsas e com severas limitações de transporte, afirmando que os programas de rastreamento exigem demandas caras e complexas infraestrutura que não podem ser solucionadas em curto tempo em regiões mais isoladas como a da Amazônia. (VON ZUBEN et al, 2007).