8. STATISTICAL METHODS AND PRECISION OF RESULTS
8.3. Measuring the correlation between prey abundance and
Quadro 7 – TEMA VII – Entendimento dos sujeitos sobre o papel da Extensão
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1. Compreendo como essencial para a existência dos cursos de graduação e pós-graduação. É de
grande importância para a
comunidade acadêmica e para a
comunidade em geral, que
participa e é beneficiada pelo projeto e programa da UFC. Sim, mas com dificuldades e limitações, pois atende um número de famílias menor que a necessidade existente. E também tem poucas cadeiras odontológicas, necessitando de uma clínica mais ampliada.
2. Em parte. Os projetos não têm verba para conduzirem as suas ações e não estão atuando
diretamente na comunidade,
atualmente estão atendendo a população na clínica e promovendo oficinas de saúde bucal em escolas e grupos. Como a infraestrutura é antiga e não tem condições de espaço para a guarda de material fica difícil mobilizar. Construção de uma nova Unidade de Saúde,
ativação de um Polo de
Capacitação e busca de parcerias para financiamento das ações
extensionistas. A Extensão
Universitária é o veículo de articulação do Ensino com a
Pesquisa, onde Docentes,
Discentes e Servidores Técnicos
Administrativos da UFC
participam de Programas e Projetos numa relação direta com a Sociedade. No desenvolvimento das ações ocorre uma relação transformadora entre Universidade
e Sociedade, havendo um
crescimento mútuo pela troca de saberes e abordagens educativas,
Importância da Extensão
1. É um trabalho de grande importância para a comunidade local.
2. É de muita importância, sempre aprendendo, e tendo conhe 3. Ajuda na organização
dando apoio administrativo,
controlando o material,
solicitando serviços de
manutenção, formulando
documentos e comunicações, entre outras coisas.
4. Papel de muita importância, pois sem essa função de atendimento odontológico, não poderia acontecer a execução do trabalho. Um papel de muita responsabilidade e compromisso, pois trabalhamos com pessoas. 5. Compreendo que é um trabalho de suma importância, onde apreendemos com as trocas de experiências entre nós e os pacientes a atendê-los nas suas necessidades.
6. Papel de muita importância, pois desempenham um trabalho
com muita responsabilidade,
compromisso e amor.
7. Importante como todos os membros da equipe.
Papel da Extensão
1.A extensão universitária da
UFC leva os conhecimentos à comunidade.
2.Sinceramente ainda não
conheço.
De fundamental importância, tanto para os acadêmicos quanto para a população que é atendida. Os discentes da UFC durante o período que participam dessa experiência, além da atuação na clínica podem através das visitas
1. O papel da extensão da UFC
aqui no Cedefam? Não sei não.
2. Sei que é da UFC, mas não
sei o que esse departamento chamado extensão.
4. Não sei, acho que tem a ver
com saúde.
5. Que é uma extensão da
faculdade do Porangabussu.
6. Não sei o que é isso.
7. Nunca ouvi falar.
8. Tem na placa do Cedefam,
mas nunca perguntei.
9. Deve ser extensão da UFC.
10.Sei não viu.
11.Sinceramente nunca ouvi
falar aqui sobre isso.
12.Eu não sei e aposto que quase
ninguém sabe, porque lá eles não falam nessa extensão.
13.Não sei.
14.Deve ser algo com saúde.
15.O papel e trabalhar com
pessoas, ajudando as pessoas.
16.O papel é trabalhar com
pessoas, ajudando as pessoas.
17.Atender a comunidade.
18.Sei não.
19.Acho que o papel é atender
bem a população.
20.Sei não.
21.O papel é diferente do SUS.
22.Todo trabalho do Cedefam é
Extensão, quando iniciou eles falam que as coisas vinham da Extensão, mas eu não sei bem o que é.
140 Continuação
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culturais, científicas e sociais observando a ética e a cidadania. A UFC realiza ações de extensão sob a forma de programas, projetos, cursos, eventos e prestação de serviços nas áreas temáticas de Comunicação, Cultura, Direitos
Humanos, Educação, Meio
Ambiente, Saúde, Tecnologia e Trabalho, em consonância com as diretrizes do Fórum de Pró-
Reitores de Extensão das
Instituições Públicas de Educação
Superior Brasileiras -
FORPROEXT.
3. Na minha avaliação ela cumpre seu papel sim, o papel dele, o nosso papel também, temos limites a uma limitação no cumprimento dessas ações, mas dentro dos limites que
estão posto, acho que
razoavelmente cumprimos o nosso papel, nos colocamos primeiro porque colocamos estudantes, gente da realidade, o ponto de partida tem que ser a realidade nos não estamos aqui, por exemplo tem muito projeto de extensão hoje em dia
dentro dos prédios das
universidades, não está na
comunidade mas é projeto de extensão, podemos ter projetos com esse perfil entende, mas nós temos que a acessar a sociedade, as pessoas, acessar os grupos no curso de odontologia tem muitos projetos que é o seguinte, é a clínica atendendo as pessoas isso pode ser um projeto, pode, mas acho que existe uma limitação na concepção do trabalho porque se você for pensar, se você for limitar o que agente começou a chamar de extensão como simples processo assistencial acho que isso é uma visão limitada.
domiciliares ter uma noção da realidade de uma comunidade,
sua maioria carente. Isso
proporciona uma visão mais verdadeira da realidade social da nossa população.
3. O papel da extensão é trazer o aluno para a prática de toda a teoria adquirida no ensino, perceber a realidade na qual ele
está inserido promovendo
mudanças de acordo com as necessidades da população. 4. A extensão universitária na UFC é muito positiva, sempre alcança os objetivos da instituição dentro das normas. Assim,
trazendo conhecimento os
objetivos são claros e eficazes em todo projeto exercido.
5. Traz o aluno para pôr em prática o que aprendeu na teoria, faz com que o aluno veja a realidade da necessidade da população.
3. Acho muito importante,
levando até a comunidade alguns serviços, humanizando assim a formação acadêmica.
23. Sou antiga no Cedefam, mas nunca fiquei sabendo dessa extensão, é da UFC?
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A extensão universitária pode ser compreendida como um meio de interação entre a universidade e a comunidade na qual estão inseridas suas ações. Poderíamos compará-la a uma ponte que liga dois lados, a Universidade com os diversos setores da sociedade, de caráter permanente, com objetivos bilaterais. Funciona como uma via de “mão dupla”, em que a Universidade identifica suas reais necessidades, seus anseios, aspirações por meio de escuta qualificada, coleta dados e informações, estudos e pesquisas, na perspectiva de levar resolutividade às demandas desses setores, que nesta pesquisa está representado pela comunidade do Pici.
Diante do exposto, busca-se desvelar qual significado é dado ao papel da Extensão, para os envolvidos com a política de saúde bucal no Cedefam. Nesse sentido, apresentam-se os depoimentos dos gestores, como objeto primeiro de análise:
Compreendo como essencial para a existência dos cursos de graduação e pós-graduação. É de grande importância para a comunidade acadêmica e para a comunidade em geral, que participa e é beneficiada pelo projeto e programa da UFC. (G1)
“... a Extensão Universitária é o veículo de articulação do Ensino com a Pesquisa, onde Docentes, Discentes e Servidores Técnico-administrativos da UFC, participam de Programas e Projetos numa relação direta com a Sociedade”. (G2)
[...] tem muito projeto de extensão hoje em dia dentro dos prédios das universidades, não está na comunidade, mas é projeto de extensão, podemos ter projetos com esse perfil entende, mas nos temos que a acessar a sociedade, as pessoas, acessar os grupos no curso de odontologia tem muitos projetos que é o seguinte, é a clínica atendendo as pessoas isso pode ser um projeto, pode, mas acho que existe uma limitação na concepção do trabalho porque se você for pensar, se você for limitar o que agente começou a chamar de extensão como simples processo assistencial acho que é isso é uma visão limitada. (G3)
Os três declarantes acima citados concordam ao destacar o papel e a importância das ações de saúde bucal do Cedefam. Na entrevista 2, o gestor reconhece as limitações, justificadas pela falta de verbas para os projetos, inviabilizando as ações, bem como para efetivar o projeto de uma nova unidade de saúde para o Cedefam.
O relato da entrevista 3 é enfático sobre sua concepção, acerca do papel da Extensão, um discurso crítico sobre o papel que a UFC desenvolve em sua Extensão. Revela que alguns projetos de extensão do curso de odontologia não ultrapassam os muros da universidade, não conseguem acessar a sociedade. Destaca ainda, que alguns projetos fazem atendimentos odontológicos dentro de clínicas na faculdade de odontologia, e está ele configura como uma visão limitada do conceito de Extensão.
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Nas declarações das servidoras percebe-se um conhecimento superficial sobre o papel da extensão na UFC, sobretudo quando tratam da importância ao conectar ao seu objetivo. Destacam-se entre elas, as entrevistas de número 4 e 5 quando demonstram, em certa medida, uma conexão com o papel da Extensão da UFC.
Nos discursos abaixo, as servidoras dizem:
De fundamental importância, tanto para os acadêmicos quanto para a população que é atendida. Os discentes da UFC durante o período que participam dessa experiência, além da atuação na clínica podem através das visitas domiciliares terem uma noção da realidade de uma comunidade, em sua maioria carente. Isso proporciona uma visão mais verdadeira da realidade social da nossa população. (S 4)
O papel da extensão é trazer o aluno para a prática de toda a teoria adquirida no ensino, perceber a realidade na qual ele está inserido promovendo mudanças de acordo com as necessidades da população. (S 5)
Nos depoimentos dos usuários foram recorrentes as falas que revelarem não saberem qual era o papel da Extensão da UFC. Destacadas frases como: “nunca ouvi falar”, “não sei, acho que tem a ver com saúde” e “não estou sabendo dessa extensão, é da UFC?”.
Veja no depoimento em destaque, a seguir:
Eu não sei, e aposto que quase ninguém sabe, porque lá eles não falam nessa extensão. (U 11)
Para esse fenômeno encontrado, onde todos os usuários não sabiam responder o que lhe foi perguntado para o estudo em questão, sobre o papel da Extensão, vislumbrou-se necessário buscar aporte teórico nos estudos de Jodelet (2001) que define as representações sociais, como uma forma de conhecimento, socialmente elaborada e partilhada, com o objetivo prático, e que contribui para a construção de uma realidade comum a um conjunto social. Afirma ainda a autora que, essas representações regem nossa relação com o mundo e com os outros, orientam e organizam as condutas e as comunicações sociais. Da mesma forma, elas intervêm em processos variados, tais como a difusão e assimilação dos conhecimentos, o desenvolvimento individual e coletivo, a definição das identidades pessoais e sociais, a expressão dos grupos e as transformações sociais.
Portanto, depreende-se que aquilo que não se conhece, não faz parte da realidade das pessoas e não pode ser socialmente elaborado, partilhado e não serão representados socialmente por um conjunto, especificamente, os usuários que moram, em sua maioria, na mesma comunidade.
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