CHAPTER 6: INDIVIDUAL DISCRIMINATION: OBJECTIFICATION AND EXPLICIT DISCRIMINATION
6.3. Measures
As análises das respostas das exportações agregadas e desagregadas aos impulsos nas variações da taxa de câmbio efetiva real, da renda externa ponderada e da razão entre os preços das exportações domésticas e das importações mundiais estão apresentados nas Figuras 5.2 e 5.3, abaixo. A Figura 5.3 abrange os resultados do Brasil e a Figura 5.4 os do País Sintético. Espera-se que os choques na variação da renda externa ponderada (cujo efeito significa aumento dessa variável) e na variação da taxa de câmbio efetiva real (que significa uma depreciação da moeda doméstica) estimulem as exportações e que o choque na variação da razão de preços deva gerar um efeito negativo sobre as exportações, pois a ideia é de que os preços dessas exportações estão maiores em relação aos preços das importações, o que reduz a competitividade do país no exterior.
Pela Figura 5.3, pode-se ver inicialmente que a direção das respostas da variação das exportações brasileiras aos choques nas variações da renda externa ponderada e da taxa de câmbio efetiva real, em geral, estão de acordo com a teoria, pois tais choques deixaram a variação das exportações inicialmente no campo positivo, sendo as únicas exceções a esta regra os casos da Indústria Intensiva em Recursos Energéticos (para a variação da renda externa ponderada e a da taxa de câmbio efetiva real) e da Indústria Intensiva em P&D (para a variação da taxa de câmbio efetiva real). Por outro lado, excetuando-se o caso da Indústria Intensiva em Recursos Energéticos, percebe-se que os choques na variação da razão entre os preços das exportações brasileiras e os preços das importações mundiais colocaram as exportações brasileiras no campo positivo e não negativo como se pressupunha.
Quanto às respostas das exportações do País Sintético ao impulso na variação das variáveis explicativas, pode-se ver pela Figura 5.4 que a direção das respostas das exportações aos choques na variação da renda externa ponderada também se coaduna com o pressuposto teórico (sendo inicialmente positiva), à exceção das exportações de Produtos Primários Energéticos. Contudo, em relação aos choques na variação da taxa de câmbio efetiva real e na da razão dos preços, para a maioria dos segmentos de exportações analisados, o impacto inicial do choque na primeira dessas variáveis sobre a variação das exportações foi negativo e na segunda positivo, ao contrário do que se esperava.
132 Figura 5.3: Funções de Resposta das Variações (Δ ) das Exportações ao Impulso na Variação da Renda Externa
Ponderada, da Taxa de Câmbio Efetiva Real e da Razão de Preços – Brasil Δ Exportações Agregadas
ΔREN ΔTCR ΔRAZPR
Δ Exportações dos Produtos Primários Agrícolas
ΔREN ΔTCR ΔRAZPR
Δ Exportações dos Produtos Primários Minerais
ΔREN ΔTCR ΔRAZPR
Δ Exportações dos Produtos Primários Energéticos
133 Δ Exportações da Indústria Agroalimentar
ΔREN ΔTCR ΔRAZPR
Δ Exportações da Indústria Intensiva em Outros Recursos Agrícolas ΔREN ΔTCR ΔRAZPR
Δ Exportações da Indústria Intensiva em Recursos Minerais
ΔREN ΔTCR ΔRAZPR
Δ Exportações da Indústria Intensiva em Recursos Energéticos ΔREN ΔTCR ΔRAZPR
Δ Exportações da Indústria Intensiva em Trabalho
134 Δ Exportações da Indústria Intensiva em Escala
ΔREN ΔTCR ΔRAZPR
Δ Exportações dos Fornecedores Especiais
ΔREN ΔTCR ΔRAZPR
Δ Exportações da Indústria Intensiva em P&D
ΔREN ΔTCR ΔRAZPR
Fonte: Elaboração Própria
Figura 5.4: Funções de Resposta das Variações (Δ) das Exportações ao Impulso na Variação da Renda Externa Ponderada, da Taxa de Câmbio Efetiva Real e da Razão de Preços – País Sintético
Δ Exportações Agregadas
135 Δ Exportações dos Produtos Primários Agrícolas
ΔREN ΔTCR ΔRAZPR
Δ Exportações dos Produtos Primários Minerais
ΔREN ΔTCR ΔRAZPR
Δ Exportações dos Produtos Primários Energéticos
ΔREN ΔTCR ΔRAZPR
Δ Exportações da Indústria Agroalimentar
136 Δ Exportações da Indústria Intensiva em Outros Recursos Agrícolas
ΔREN ΔTCR ΔRAZPR
Δ Exportações da Indústria Intensiva em Recursos Minerais
ΔREN ΔTCR ΔRAZPR
Δ Exportações da Indústria Intensiva em Recursos Energéticos ΔREN ΔTCR ΔRAZPR
Δ Exportações da Indústria Intensiva em Trabalho
ΔREN ΔTCR ΔRAZPR
Δ Exportações da Indústria Intensiva em Escala
ΔREN ΔTCR ΔRAZPR
137 Δ Exportações dos Fornecedores Especiais
ΔREN ΔTCR ΔRAZPR
Δ Exportações da Indústria Intensiva em P&D
ΔREN ΔTCR ΔRAZPR
Fonte: Elaboração Própria
Em relação ao tempo de duração dos choques, verifica-se que, para a grande maioria dos segmentos de exportações analisados, os impactos dos choques na variação da renda externa ponderada foram muito mais duradouros do que os na variação da taxa de câmbio efetiva real e na variação da razão dos preços, sendo que os efeitos dessa última variável foram os que se dissiparam mais rapidamente. A Tabela 5.7 apresenta a razão entre o período de duração das respostas das exportações do Brasil e do País Sintético aos impulsos nas variáveis explicativas, tornando possível realizar algumas comparações entre os resultados desses dois países. A análise da referida Tabela revela que, para as Exportações Agregadas do Brasil e do País Sintético, o tempo de duração dos impactos da renda externa ponderada, embora seja relativamente elevado, em geral, foi similar para ambos os países. Os tempos da taxa de câmbio efetiva real e da razão dos preços, por seu turno, caíram e aumentaram, respectivamente. Para as exportações desagregadas, não foi encontrado nenhum padrão definido para o tempo de duração dos impactos da renda externa ponderada e da taxa de câmbio efetiva real, uma vez que este tempo aumentou para alguns dos segmentos dessas exportações e caiu para outros, na passagem dos dados do País Sintético para os do Brasil. Já no caso da razão dos preços, apenas dois dos segmentos das exportações desagregadas investigados tiveram redução do período de duração dos choques sobre as exportações, havendo elevação desse período para os demais. Em suma, há indícios de que o aumento da participação da China no total das exportações do Brasil não tenha alterado substancialmente o tempo de duração dos impactos da renda externa agregada, da taxa de câmbio efetiva real e da razão dos preços sobre as exportações do país.
138 Tabela 5.7: Razão entre o Período Estimado de Duração dos Choques das Variações Explicativas sobre as
Exportações do Brasil e do País Sintético (Brasil/País Sintético)
Exportações Agregadas Produtos Primários Agrícolas
ΔREN ΔTCR ΔRAZPR ΔREN ΔTCR ΔRAZPR
1.00 0.44 3.00 0.90 0.50 4.00
Produtos Primários Minerais Produtos Primários Energéticos
ΔREN ΔTCR ΔRAZPR ΔREN ΔTCR ΔRAZPR
0.83 0.89 1.00 0.80 1.00 1.25
Indústria Agroalimentar Indústria Intensiva em Outros Recursos Agrícolas
ΔREN ΔTCR ΔRAZPR ΔREN ΔTCR ΔRAZPR
1.60 1.43 1.50 1.05 0.89 1.50
Indústria Intensiva em Recursos Minerais Indústria Intensiva em Recursos Energéticos
ΔREN ΔTCR ΔRAZPR ΔREN ΔTCR ΔRAZPR
0.63 0.67 1.50 1.13 1.25 3.00
Indústria Intensiva em Trabalho Indústria Intensiva em Escala
ΔREN ΔTCR ΔRAZPR ΔREN ΔTCR ΔRAZPR
21.50 2.67 2.50 0.74 0.17 0.10
Fornecedores Especiais Indústria Intensiva em P&D
ΔREN ΔTCR ΔRAZPR ΔREN ΔTCR ΔRAZPR
2.46 2.00 1.67 3.00 0.67 0.33
Fonte: Elaboração Própria